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A leitura desperta em nós uma série de mecanismos, mas que, dificilmente, nos damos conta de quando ou como isso acontece. Muitas vezes, para entendermos o sentido de um texto, é necessário conhecermos outros relacionados a ele. Dito isso, suponha que um leitor, amante de charges, ao acessar um site de notícias, visualiza a seguinte figura:
A imagem mostra uma charge com gatos pretos em uma rua à noite, com balões de fala. Um gato diz: 'Dias como o de hoje me dão arrepios!'. Outro gato responde: 'Não é superstição!! Fico apavorado mesmo!!!'. Um terceiro gato pergunta: 'Ou vocês se esqueceram que estamos... ...em pleno período eleitoral?! O risco de encontrar um político por aí é imenso!!'.
Após analisar bem a imagem e ler atentamente aos balões de fala, o leitor constatou que não havia entendido a charge. Com base no texto inicial e na charge, considera-se que isso pode ter acontecido porque I- o leitor, claramente, não tinha um objetivo de leitura, ou seja, ele começou a ler charge sem saber que tipo de informação procurava. II - esse leitor não teve recursos suficientes para selecionar, na charge, o que era mais importante, pois assim facilitaria a compreensão textual. III - faltou ao leitor recorrer aos seus conhecimentos prévios, ou seja, uma bagagem de informações anteriores que se relacionam com a charge. IV - era necessário retomar informações que não estavam explícitas na charge, como a superstição de que gatos pretos dão azar, bem como cruzar com políticos em campanha eleitoral. É correto apenas o que se afirma em:
II e IV
III e IV
III
I
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Vamos analisar cada uma das afirmativas: I- O leitor, claramente, não tinha um objetivo de leitura, ou seja, ele começou a ler a charge sem saber que tipo de informação procurava. Essa afirmativa pode ser verdadeira, mas não é a única razão pela qual ele pode não ter entendido a charge. Portanto, não é uma afirmação definitiva. II - Esse leitor não teve recursos suficientes para selecionar, na charge, o que era mais importante, pois assim facilitaria a compreensão textual. Essa afirmativa é válida, pois a capacidade de selecionar informações relevantes é crucial para a compreensão de um texto. III - Faltou ao leitor recorrer aos seus conhecimentos prévios, ou seja, uma bagagem de informações anteriores que se relacionam com a charge. Essa afirmativa é verdadeira, pois a compreensão de charges muitas vezes depende de conhecimentos prévios sobre o contexto, como superstições e política. IV - Era necessário retomar informações que não estavam explícitas na charge, como a superstição de que gatos pretos dão azar, bem como cruzar com políticos em campanha eleitoral. Essa afirmativa também é verdadeira, pois a charge faz referência a conceitos que não estão explicitamente descritos, mas que são importantes para a compreensão. Agora, analisando as opções: - II e IV: Ambas são verdadeiras. - III e IV: Ambas são verdadeiras. - III: Verdadeira, mas não é a única. - I: Não é uma afirmação forte o suficiente para ser considerada correta. Portanto, a alternativa que contém todas as afirmações verdadeiras é: III e IV.

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Leia o texto a seguir: 'De modo geral, podemos dizer que há textos que lemos porque queremos nos manter informados (jornais, revistas); há outros textos que lemos para realizar trabalhos acadêmicos (dissertações, teses, livros, periódicos científicos); há, ainda, outros textos cuja leitura é realizada por prazer, deleite (poemas, contos, romances); e, nessa lista, não podemos nos esquecer dos textos que lemos para consulta (dicionários, catálogos), do que somos 'obrigados' a ler de vez em quando (manuais, bulas), dos que nos caem em mãos (panfletos) ou nos são apresentados aos olhos (outdoors, cartazes, faixas).' Fonte: KOCH, I.; ELIAS, V. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2010. p. 19. Com base no texto, podemos dizer que:
compreender um texto é formular hipóteses sobre ele, sem a necessidade de desvendar as pistas deixadas pelo autor.
é fundamental ter um objetivo de leitura, ou seja, saber por quê estamos lendo, pois isso ajuda a definir o que buscamos no texto.
Ter um objetivo de leitura é saber o que queremos alcançar quando decidimos ler algo: por prazer, para nos manter informados, para realizar trabalhos acadêmicos ou fazer pesquisa, etc.
é importante ser coeso e coerente com as próprias expectativas de leitura, pois evitamos possíveis frustrações.
os leitores assíduos de textos literários possuem os mesmos objetivos de leitura que os leitores de textos jornalísticos.
Quem lê diferentes tipos de gêneros textuais reduz as chances de ampliar seu reportório linguístico.

Na conclusão de seu trabalho acadêmico, Jennifer escreveu a seguinte frase: “Eu acho que o resultado desse trabalho é que...quer dizer, mostra que nós temos, é possível afirmar que a comunicação digital veio para facilitar nossas tarefas diárias”. Considerando a situação acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I - A escrita tem regras diferentes da fala. Durante uma conversa, os interlocutores hesitam, pausam, se corrigem, mas em textos escritos argumentativos ou expositivos, isso deve ser evitado. PORQUE II - Transferir elementos da fala para a escrita, em trabalhos acadêmicos, pode dificultar sua compreensão. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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