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Na dinâmica do trabalho do apoio matricial, existe a Equipe de Referência (ER) do paciente, que faz parte da APS, e a Equipe de Apoio Matricial (EM), composta por diversos profissionais da saúde e do serviço social à disposição para fornecer suporte técnico-pedagógico à ER. Nesse sentido, são exemplos de ações de suporte técnico-pedagógico do apoio matricial:
A interconsulta inicial com a participação de componentes da ER e da EM e seguimento do caso pela EM até a resolução do problema apresentado.
B realização de grupos de educação em saúde e/ou terapêuticos e atendimento individual de alguns casos de forma isolada pela EM.
C capacitação da equipe de referência para manejo de agravos frequentes na APS e apoio institucional para conflitos do processo de trabalho.
D atividades de educação permanente para a ER, segmentadas pelo núcleo de conhecimento de cada uma, como as atividades promovidas por matricialores médicos para profissionais médicos das ER.
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Para responder à sua pergunta, vamos analisar as alternativas apresentadas em relação às ações de suporte técnico-pedagógico do apoio matricial. A) A interconsulta inicial com a participação de componentes da ER e da EM e seguimento do caso pela EM até a resolução do problema apresentado. - Esta opção descreve uma ação colaborativa e contínua, que é uma característica importante do apoio matricial. B) Realização de grupos de educação em saúde e/ou terapêuticos e atendimento individual de alguns casos de forma isolada pela EM. - Embora a educação em saúde seja importante, o atendimento isolado não reflete a essência do trabalho em equipe do apoio matricial. C) Capacitação da equipe de referência para manejo de agravos frequentes na APS e apoio institucional para conflitos do processo de trabalho. - Esta opção enfatiza a capacitação e o suporte, que são fundamentais no apoio matricial. D) Atividades de educação permanente para a ER, segmentadas pelo núcleo de conhecimento de cada uma, como as atividades promovidas por matricialores médicos para profissionais médicos das ER. - Esta opção também se refere à educação, mas pode ser vista como mais segmentada e menos colaborativa. Analisando as opções, a alternativa que melhor representa ações de suporte técnico-pedagógico do apoio matricial, com foco na colaboração e capacitação contínua, é a C) capacitação da equipe de referência para manejo de agravos frequentes na APS e apoio institucional para conflitos do processo de trabalho.

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Maria, 39 anos, chega à Unidade de Saúde de seu bairro, ESF Andrade Costa, para consulta com o Dr. Marcelo. Ao iniciar a consulta, queixa-se de dores no corpo. O Dr. Marcelo percebe o semblante abatido e pergunta se está acontecendo algo mais. Maria começa a chorar e diz: "Não aguento mais, doutor, estou com dores fortes no corpo e uma dor de cabeça insuportável". Maria era uma paciente que ia sempre acompanhando sua tia, idosa, com Alzheimer, e seu marido, com obesidade grave, para realizar tratamento. Sem interromper, Dr. Marcelo mostra-se interessado, e Dona Maria continua: "Você sabe a pressão que vivo lá em casa, mas agora está insuportável. Tudo sou eu que tenho que resolver, meu marido e minha tia são dependentes de mim. Desde que mataram meu filho, vivo triste, mas agora está pior. Não tenho vontade de fazer nada e choro todos os dias. Não consigo dormir e fico muito nervosa com tudo". Diante da situação, como abordagem inicial, o Dr. Marcelo deve
A explorar a gravidade do sofrimento, conhecer os recursos de Maria para lidar com os sintomas e apresentar as possibilidades terapêuticas.
B explorar os sintomas, evitando falar sobre suicídio, para não induzir Maria, de acordo com os princípios da prevenção quaternária.
C referenciar ao psiquiatra, já que Maria apresenta sinais de gravidade como o choro fácil e a falta de vontade para realizar suas atividades.
D orientar Maria a procurar um psicólogo, profissional mais adequado para acompanhá-la, visto que ela está vivenciando uma crise normativa, referenciando-a.

Conceição tem 40 anos e busca a Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor no peito. Na UBS, ela mantém, com o médico de família e comunidade (MFC), o diálogo abaixo.

MFC: Então, Conceição, examinei suas mamas, seu coração, os pulmões e, a princípio, não tem nada de alterado, está tudo normal.
Conceição: Nada? Como assim?
MFC: Você está preocupada com alguma coisa? Está angustiada? Está acontecendo alguma coisa?
Conceição: Olha, doutor, o meu filho foi preso de novo, segunda vez que ele é preso. Dei de comer, foi tudo por ele e vida inteira, e agora foi preso de novo. Aprontou no trabalho do meu marido, e eu falei que, se ele fizesse isso de novo, eu não ia visitar ele na cadeia. Aí, é muita coisa, né?

MFC: Com certeza, né? Eu estou vendo que você está bem angustiada com isso. Não acha que isso pode ter relação com essa dor no peito que você está sentindo?
Conceição: Será?

A paciente realizou investigação, e foram excluídas causas cardíacas e pulmonares. Diante disso, de acordo com os princípios da medicina de família e comunidade, a melhor abordagem do médico para explicar os sintomas físicos como somatização é:
A "Você não tem nenhuma doença no corpo. Não se preocupe, não é nada. Você verá que vai passar sem precisarmos fazer nada" (O Médico de Família e Comunidade é um clínico qualificado).
B "Isso é tudo fruto da sua cabeça e precisa tentar esquecer esses problemas. Se quiser, posso te encaminhar para um psicólogo" (O médico de família é coordenador do cuidado).
C "Tome estes medicamentos para alívio da dor e você verá que vai passar. Volte em 15 dias para conversarmos novamente" (O Médico de Família e Comunidade é o recurso de uma população definida).
D "Algumas situações de estresse e nervosismo podem fazer com que o corpo reaja com sintomas, como dor no peito. A senhora pode falar sobre isso comigo também, caso se sinta à vontade" (A relação médico-pessoa é fundamental para o desempenho do Médico de Família e Comunidade).

José, 50 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM), pouco frequenta a UBS. Mas, nos últimos dias, sua unha encravada do dedão do pé direito voltou a incomodar, e ele não teve escolha: faltou ao trabalho para "pegar ficha" logo cedo. Ao encontrar o enfermeiro Leo na recepção da UBS, foi surpreendido com a intenção de que não precisaria "pegar ficha", apenas aguardaria cerca de vinte minutos para ser atendido. Em seguida, dirigiram-se ao consultório, onde recebeu uma prescrição de analgésico comum e um encaminhamento para retornar para avaliação médica no mesmo dia à tarde, acompanhado de seus últimos exames de controle de HAS e DM, pois, a depender da avaliação do Dr. Fábio, a cartoplastia poderia ser realizada naquele mesmo dia.

Considerando os atributos da Atenção Primária à Saúde e os modelos de acesso ao cuidado, para o caso acima, o acesso
A foi respeitado por meio da facilidade do agendamento da consulta para o mesmo dia, mas a integralidade ficou comprometida, uma vez que o enfermeiro não considerou o agendamento do paciente para o HIPERDIA.
B foi comprometido, pois o paciente ainda teve de se submeter a "pegar ficha" para ser atendido, mas a integralidade foi respeitada, uma vez que foram oportunizadas consultas de enfermagem e médica no mesmo dia.
C bem como a integralidade foram adequados, visto que o paciente teve sua demanda acolhida da melhor forma possível naquele momento e outras possíveis demandas, como o controle das doenças crônicas, também foram consideradas.
D bem como a integralidade ficaram comprometidos, visto que o paciente não conseguiu ser agendado para um acompanhamento no dia de consultas para HIPERDIA, sendo atendido em uma consulta de curta duração.

José, 50 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM), pouco frequenta a UBS. Mas, nos últimos dias, sua unha encravada do dedão do pé direito voltou a incomodar, e ele não teve escolha: faltou ao trabalho para "pegar ficha" logo cedo. Ao encontrar o enfermeiro Leo na recepção da UBS, foi surpreendido com a intenção de que não precisaria "pegar ficha", apenas aguardaria cerca de vinte minutos para ser atendido. Em seguida, dirigiram-se ao consultório, onde recebeu uma prescrição de analgésico comum e um encaminhamento para retornar para avaliação médica no mesmo dia à tarde, acompanhado de seus últimos exames de controle de HAS e DM, pois, a depender da avaliação do Dr. Fábio, a cartoplastia poderia ser realizada naquele mesmo dia.

Considerando esse caso, analise as afirmativas abaixo.

O paciente deve ser agendado para procedimento após ter sido avaliado pelo médico, examinado e informado sobre todos os aspectos do procedimento e o que esperar em pós-operatório.
O paciente, por ser portador de DM, deve ser consultado e questionado sobre seu acompanhamento regular. Pode ser realizado teste de sensibilidade do pé e solicitado HGT se não houver dosagem de glicemia nos últimos 3 meses.
O paciente, por ser portador de HAS, ainda que tivesse qualquer outra idade, deveria ser avaliado e examinado com solicitação de ECG, tipidograma, creatinina e EAS.
Devido à necessidade de antibioticoterapia prévia ao procedimento da cartoplastia, seria melhor ter agendado esse paciente para realização do procedimento somente após alguns dias.

Entre as afirmativas, estão corretas
A II e IV.
B I e II.
C I e III.
D III e IV.

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