A toxicidade é um dos principais desafios no desenvolvimento de novos medicamentos, sendo responsável por grande parte das falhas durante os ensaios clínicos. Mesmo compostos promissores em testes pré-clínicos podem apresentar efeitos adversos graves em humanos, o que compromete a segurança e inviabiliza sua aprovação. Esse problema é relevante não apenas pelos riscos à saúde, mas também pelos altos custos e tempo investidos até a detecção da toxicidade, que muitas vezes ocorre nas fases finais do processo. A Química Farmacêutica tem papel essencial na superação desse desafio, aplicando técnicas como o planejamento racional de fármacos, modelagem molecular e modificações estruturais para reduzir interações indesejadas com alvos secundários. Além disso, ferramentas computacionais permitem prever propriedades toxicológicas antes mesmo da síntese, tornando o processo mais eficiente e seguro. Comparando com as contribuições de colegas que destacaram o custo e o tempo como principais obstáculos, percebo que todos esses fatores estão interligados: minimizar a toxicidade desde as etapas iniciais também contribui para reduzir gastos e acelerar o desenvolvimento de medicamentos mais seguros e eficazes.