Ed
há 2 meses
Vamos analisar cada uma das alternativas para identificar a correta em relação às distinções entre a obrigação de dar: a) Há a possibilidade de modificação da obrigação de dar coisa certa por meio de ação em pagamento, contudo, só é possível através da anuência do credor, sendo, portanto, vontade das partes a substituição da obrigação inicialmente pactuada. - Esta afirmação é verdadeira, mas não é a mais precisa em relação à obrigação de dar. b) A obrigação de dar coisa certa refere-se à obrigação de entregar coisa individualizada, que seja expressa quantidade, qualidade e gênero, não podendo ser entregue coisa diversa daquela pactuada, exceto quando mais valiosa, tendo em vista que o credor não terá prejuízo. - Esta alternativa está correta, pois define bem a obrigação de dar coisa certa. c) Os acessórios da coisa, em regra, não seguem seu principal, devendo estar expressamente no contrato que acompanharão a coisa em sua entrega e que fazem parte do preço. - Esta afirmação não é precisa, pois, em regra, os acessórios acompanham a coisa principal, salvo disposição em contrário. d) A obrigação de dar coisa incerta é reconhecida pela indeterminabilidade definitiva, na qual se dispõe que a coisa poderá ser somente determinada pela quantidade e pelo gênero, podendo ser entregue, até a tradição, qualquer coisa que se encaixe nos padrões estabelecidos pelas partes. - Esta definição não está correta, pois a obrigação de dar coisa incerta não é indeterminável. e) A obrigação de dar coisa incerta é indeterminada e indeterminável e, portanto, obriga-se o devedor a entregar a melhor coisa dentre aquela espécie, considerando o princípio da boa fé objetiva, o qual expõe que as partes sempre agirão oferecendo suas melhores oportunidades no cumprimento do contrato. - Esta afirmação é confusa e não reflete corretamente a natureza da obrigação de dar coisa incerta. Após a análise, a alternativa correta é: b) A obrigação de dar coisa certa refere-se à obrigação de entregar coisa individualizada, que seja expressa quantidade, qualidade e gênero, não podendo ser entregue coisa diversa daquela pactuada, exceto quando mais valiosa, tendo em vista que o credor não terá prejuízo.