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I.B. DAS OBRIGAÇÕES POSITIVAS DE FAZER (art. 
247 a 249 CC/02) 
São as prestação do serviço, 
Também chamadas de obrigações de fato 
(Representada por um trabalho, um serviço, uma 
atividade). 
Exemplo: a aula que eu ministro é uma obrigação de fazer. 
Toda atividade humana lícita ensejará uma obrigação de 
fazer. 
Na obrigação de fazer, o que interessa é a própria 
atividade do devedor. 
Não confundir obrigação de dar com obrigação de fazer 
Exemplo: Obrigação cuja prestação é um quadro (obra de 
arte). Se o quadro já estiver pronto, haverá obrigação de dar. 
Caso o quadro seja feito sob encomenda, devendo ainda ser 
pintado pelo devedor, a obrigação é de fazer. 
Atenção: a emissão de vontade também pode gerar uma 
obrigação de fazer. 
Exemplo: Outorga de escritura pública (obrigação de 
fazer decorrente de um contrato de compra e venda). 
CLASSIFICAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER 
As obrigações de fazer são subdivididas em dois grandes 
grupos: 
Obrigação de Fazer Fungível 
A prestação de serviço não é exclusiva do devedor, 
podendo ser realizadas por qualquer um profissional, sem prejuízo 
para o credor. 
Não requer uma qualificação especial do devedor, 
podendo ser prestada por qualquer um. 
Exemplo: pintar um prédio, realizar um cálculo (qualquer 
um pode realizar, desde que esteja habilitado). 
Obrigação de Fazer Infungíveis: 
A prestação do serviço exige a qualificação especial do 
devedor. 
Exigem uma qualificação especial do devedor. 
Exemplo : obr igações assumidas por art is tas , 
profissionais de prestígios no mercado pela qualidade de seu 
serviço. 
Assim, o devedor não pode se fazer substituir, sob 
pena do credor poder rejeitar. 
Quando for convencionado que o devedor cumpra 
pessoalmente a prestação, ou a própria natureza desta impedir 
a sua substituição, estaremos diante de Obrigação de Fazer 
Personalíssima (Infungível – art. 247 e 248 do NCC). 
A Infungibilidade pode decorrer da própria natureza da 
prestação, ou seja, das qualidades artísticas ou profissionais do 
contratado (famoso pintor, consagrado cirurgião plástico), sendo 
subentendida que o devedor a cumpra pessoalmente. 
Se não houver exigência, o serviço poderá ser realizado 
por terceiro (obrigação de fazer impessoal, fungível ou material 
(CC, art. 249). 
Atenção: A obrigação de fazer derivar, ainda, de um 
contrato preliminar e consistir em emitir declaração de vontade, 
como, por exemplo, outorgar escritura definitiva em cumprimento a 
compromisso de compra e venda ou até mesmo endossar o 
certificado de propriedade de veiculo objeto de compra e venda. 
Nestes dois exemplos, cumprida a compra e venda, surge 
uma obrigação de fazer (outorgar o documento definitivo). 
Inadimplemento da Obrigação de Fazer: 
A impossibilidade de o devedor cumprir a obrigação de fazr 
A recusa em executar a obrigação de fazer 
Acarretam o inadimplemento contratual. 
Inadimplemento Com Culpa do Devedor 
A) Nas Obrigações de Fazer Fungíveis - Havendo 
inadimplemento com culpa do devedor, o credor terá as 
seguintes opções: 
No plano extrajudicial, o art. 249, parágrafo único, do CC, 
passou a possibilitar a autotutela civil. 
Para cumprimento das obrigações de fazer fungível, em 
caso de urgência, pode o credor, independentemente de 
autorização judicial, executar ou mandar executar a obrigação 
de fazer, sendo depois ressarcido pelo devedor. 
 "Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, 
será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, 
havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização 
cabível. 
 Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, 
independentemente de autorização judicial, executar ou mandar 
executar o fato, sendo depois ressarcido." 
Exemplo: Imagine-se o caso de contratação de uma 
empreitada. Sendo pago o preço antecipadamente e negando-se o 
empreiteiro a desempenhar sua tarefa, o tomador que tem urgência 
poderá contratar o serviço de outrem, pleiteando depois a 
indenização cabível do empreiteiro original. 
No plano judicial. 
O inadimplemento da obrigação de fazer fungível, 
possibilita ao credor escolher entre: 
- O cumprimento forçado da obrigação, por meio de 
tutela específica, com a possibilidade de fixação de multa ou 
astreintes. 
 ou 
- O cumprimento da obrigação por terceiro, à custa do 
devedor originário, nos termos do que dispõe o art. 249, caput, do 
CC. 
ou 
- Não interessando mais a obrigação de fazer, o credor 
poderá requerer a sua conversão em perdas e danos (art. 248 do 
CC). 
 "Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível 
sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa 
dele, responderá por perdas e danos. " 
Inadimplemento da Obrigação de Fazer Infungível por 
culpa do devedor: (natureza personalíssima ou intuitu persona). 
O inadimplemento com culpa do devedor gera ao 
credor as seguintes opções: 
- Poderá exigir o cumprimento forçado da obrigação, por 
meio de tutela específica, com a possibilidade de multa ou 
astreintes. 
- Não interessando mais a obrigação de fazer, exigir 
perdas e danos (art. 247 do CC). 
 "Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e 
danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só 
por ele exeqüível. " 
Inadimplemento Sem Culpa do devedor 
Se o cumprimento da obrigação tornar-se impossível sem 
culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação (CC, art. 248). 
 "Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível 
sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa 
dele, responderá por perdas e danos." 
Por exemplo, um cantor é contratado para fazer um 
evento, mas amanhece gripado e sem voz no dia de sua 
apresentação. No caso, o cantor quer cumprir a obrigação, 
mas está impossibilitado de fazê-lo. 
Observe que se o inadimplemento decorresse de culpa 
deste, ou seja, se o próprio devedor criou a impossibilidade de não 
comparecer ao evento, responderá ele por perdas e danos (art. 
248, 2a parte). 
Por exemplo, um artista, minutos antes do show é 
encontrado drogado ou embriagado, tornando impossível a sua 
apresentação. 
Resumindo: Como ninguém pode fazer o impossível, se o 
devedor agir sem culpa, resolve-se a obrigação, sem 
conseqüências para o devedor. No entanto, se o devedor agir com 
culpa, terá responsabilidade pelo não cumprimento da obrigação e 
responderá por todas as perdas e danos. 
Exemplo: o ator que fica impedido de se apresentar em 
determinado espetáculo em razão de acidente a que não deu 
causa, ocorrido no trajeto para o teatro, sendo hospitalizado, 
não responderá por perdas e danos. Mas a resolução do 
contrato o obriga a restituir eventual adiantamento da 
remuneração. 
No entanto se o ator ficar impedido porque consumiu 
drogas antes de sua apresentação e não possui condições de 
exercer a sua atuação, responderá por perdas e danos e 
restitui o adiantamento da remuneração. (Agiu com culpa). 
RECUSA DO DEVEDOR EM CUMPRIR A OBRIGAÇÃO 
DE FAZER 
A Recusa do devedor em cumprir a prestação Infungível, 
vai gerar a responsabilização pelo pagamento das perdas e danos 
e ressarcimento de eventual adiantamento, pois considera-se 
inadimplemento por culpa do devedor. 
A recusa voluntária induz culpa. O cantor que se 
recusa a se apresentar no espetáculo contratado responde 
pelos prejuízos acarretados aos promotores do evento. 
"Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o 
devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele 
exeqüível." 
A recusa nas obrigações de fazer fungíveis (aquelas que 
podem ser executadas por terceiros) também geram 
consequências, ''será livre ao credor mandá-lo executar à custa 
do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da 
indenização cabível”. 
"Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao 
credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou 
mora deste, sem prejuízo da indenização cabível. 
Parágrafo único. Emcaso de urgência, pode o credor, 
independentemente de autorização judicial, executar ou mandar 
executar o fato, sendo depois ressarcido."

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