A escrita em língua inglesa na fase adulta é um processo complexo que envolve dimensões cognitivas, discursivas e socioculturais, pois o aprendiz adulto já dispõe de competências consolidadas em sua língua materna, podendo transferir estratégias metacognitivas para a segunda língua. Conforme destaca Ken Hyland, escrever em língua adicional exige não apenas domínio gramatical, mas compreensão das convenções discursivas e dos gêneros acadêmicos da comunidade-alvo, implicando inserção em novas culturas retóricas. Sob a perspectiva cognitiva de Linda Flower e John R. Hayes, a escrita envolve planejamento, textualização e revisão, processos que podem ser impactados por limitações lexicais e interferências da L1, mas que se beneficiam de feedback corretivo orientado, como argumenta Dana Ferris. Além disso, a hipótese da interdependência linguística de Jim Cummins indica que habilidades acadêmicas da língua materna podem sustentar a escrita em inglês, embora diferenças retóricas interculturais, discutidas por Robert B. Kaplan, demandem intervenção pedagógica sensível. Assim, o ensino da escrita em inglês para adultos requer instrução explícita, prática orientada e atenção às dimensões