3ª) Quando se trata de emoção e cognição, é incorreto: a) as técnicas de imagem que marcam as ciências na atualidade representam a possibilidade de conhecer o funcionamento cerebral em vida e com isso, termos acesso às atividades dos circuitos neurais. Tal avanço tem facilitado a investigação dos substratos neuronais das emoções. Desta forma, a dicotomia entre cognição e emoção caminha para ser superada na medida em que se amplia o entendimento sobre o papel da emoção nos mais diversos processamentos mentais, compreendendo que a relação entre ambas está mais próxima da interação do que da separação (Brockington, 2011). b) uma vez que o cérebro se consolidou como órgão responsável pelos processos mentais e pelo comportamento, as discussões começaram a discorrer sobre como as funções cognitivas funcionavam no cérebro. Nesse momento, os cientistas se dividiam entre os localizacionistas e os holísticos. Os primeiros, representados pelo nome de destaque na história o francês Franz Joseph Gall (1758-1828), autor chamada frenologia que afirmava ser possível conhecer características de um sujeito (dentre elas a personalidade e o caráter) a partir do tamanho do crânio. c) a frenologia nunca foi rechaçada pela ciência, nem mesmo pelo localizacionismo que teve seus momentos com achados importantes de regiões cerebrais, como os autores Paul Broca (1824-1880) e Carl Wernicke (1848-1904). O localizacionismo só foi superado com Luria (1902-1977), cujo modelo é amplamente reconhecido e aceito até hoje. O autor apresenta o modelo de "sistemas funcionais" que refere que processos mentais são altamente complexos e não envolvem uma região específica do cérebro, mas geralmente envolve zonas ou sistemas que atuam juntos e, frequentemente, em áreas diferentes e distantes (Cosenza; Fuentes; Malloy-Diniz, 2008). d) o conceito do termo cognição (sobre as emoções, abordaremos adiante, quando aprendermos sobre as expressões das emoções). Brockington (2011) faz uma definição interessante do termo: "o termo cognição faz referência a processamentos altamente sofisticados, como memória, atenção, linguagem, resolução de problemas e planejamento" (Brockington, 2011, p. 66-67).