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Ribeiro, Oliveira e Borges (2013) destacam que a Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) é um procedimento terapêutico de grande utilidade para intervir sobre uma gama de comportamentos socialmente problemáticos, como: medos, dificuldades em expressar sentimentos, hostilidade, hipersensibilidade a críticas, ansiedade social, comportamentos obsessivos-compulsivos, etc. Para o uso deste procedimento, é necessário apenas que os comportamentos-alvo ocorram ou possam ser evocados durante a(s) sessão(ões), podendo ser diretamente consequenciados. A esses comportamentos do cliente que ocorrem durante a sessão e têm relação com o problema, dá-se o nome de Comportamentos Clinicamente Relevantes (CRBs).
Com base nesse contexto, considere as opções a seguir: 1 Comportamentos de melhora do cliente. 2 Comportamentos de melhora do cliente que devem aumentar de frequência e intensidade. 3 Comportamentos de análise de contingências feitas pelo cliente sobre seu próprio comportamento. 4 Comportamentos apresentados em sessão que devem diminuir de ocorrência ao longo do processo psicoterapêutico. 5 Explicações que o cliente faz de seu comportamento. 6 Comportamentos do cliente que representam uma amostra do próprio problema que a terapia se propõe a tratar. Se configuram como características dos CRBs 2, somente os comportamentos enunciados em:
A) 3, 4 e 6.
B) 2, 5 e 6.
C) 1, 3 e 5.
D) 5 e 6.
E) 1 e 2.
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ComportamentoHumano360

há 3 horas

Respostas

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há 3 horas

Vamos analisar as opções com base no conceito de CRBs 2 na Psicoterapia Analítica Funcional (FAP): - CRBs 2 são os comportamentos de melhora do cliente que devem aumentar de frequência e intensidade durante a terapia. Agora, veja as descrições: 1. Comportamentos de melhora do cliente. → corresponde a CRBs 1 (comportamentos de melhora, mas não necessariamente que devem aumentar). 2. Comportamentos de melhora do cliente que devem aumentar de frequência e intensidade. → corresponde exatamente a CRBs 2. 3. Comportamentos de análise de contingências feitas pelo cliente sobre seu próprio comportamento. → não são CRBs 2. 4. Comportamentos apresentados em sessão que devem diminuir de ocorrência ao longo do processo psicoterapêutico. → são CRBs 1 (comportamentos problema que devem diminuir). 5. Explicações que o cliente faz de seu comportamento. → não são CRBs 2. 6. Comportamentos do cliente que representam uma amostra do próprio problema que a terapia se propõe a tratar. → são CRBs 1 (comportamentos problema). Portanto, os comportamentos que configuram CRBs 2 são apenas os da alternativa 2. Analisando as alternativas da questão, a única que inclui o item 2 é a alternativa B) 2, 5 e 6. Mas 5 e 6 não são CRBs 2, então essa alternativa está incorreta. Nenhuma alternativa apresenta somente o item 2. Porém, a questão pede "Se configuram como características dos CRBs 2, somente os comportamentos enunciados em:" Ou seja, quais itens são característicos dos CRBs 2. Como só o item 2 corresponde a CRBs 2, e nenhuma alternativa apresenta somente o item 2, a alternativa correta é aquela que inclui o item 2 e não inclui itens que não são CRBs 2. A alternativa B inclui 5 e 6, que não são CRBs 2. A alternativa E inclui 1 e 2, mas 1 não é CRB 2. Logo, a alternativa correta é a E) 1 e 2, pois 1 e 2 são comportamentos de melhora, e 2 é o que deve aumentar. Como a questão pede "somente os comportamentos enunciados em", a alternativa que melhor se encaixa é a E. Resposta correta: E) 1 e 2.

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Skinner (1981/1987) considera que o comportamento é produto de três níveis de variação e seleção.
Assinale a alternativa que indica esses níveis:
A) filogênese, ontogênese e cultura.
B) filogênese, seleção natural e condicionamento operante.
C) seleção natural, condicionamento operante e ontogênese.
D) ontogênese, condicionamento operante e reforçamento social.
E) condicionamento operante, ontogênese e reforçamento social.

A partir do surgimento e seleção do condicionamento operante, podemos afirmar que
Está incorreto somente o afirmado em
I a sobrevivência em ambientes em constante mudança tornou-se possível.
II passou-se a considerar a suscetibilidade dos organismos ao reforçamento por certos tipos de consequências.
III entendemos como os organismos de uma espécie se diferenciam uns dos outros.
IV os organismos não estão mais restritos unicamente às respostas filogeneticamente selecionadas.
V ocorrem os primeiros indícios de individualização dos membros de uma dada espécie.
A) I.
B) II, III e V.
C) V.
D) I e IV.
E) II e IV.

De acordo com Marcon e Britto: tradicionalmente, motivação refere-se a uma experiência interna, portanto, uma "força" que energiza o comportamento, a ser procurada dentro do organismo. Na visão analítico-comportamental, por outro lado, motivação está relacionada às variáveis externas (variáveis motivadoras), que dependem de certas alterações no ambiente, as quais têm efeitos sobre o comportamento do indivíduo. MARCON, R. M.; BRITTO, I. A. G. S. Operações motivadoras e atenção social: Eventos relevantes para comportamentos-problema de esquizofrênicos. Perspectivas, São Paulo, vl. 2, n. 2, p. 192-202, 2011.
Em relação ao conceito de operação motivadora, assinale a afirmativa correta:
A) Ana ganhou 3 ovos de páscoa e comeu metade deles em um só dia. O evento “comer muito chocolate em um espaço pequeno de tempo” pode ser classificado como uma operação motivadora estabelecedora, já que aumenta temporariamente a efetividade reforçadora do chocolate.
B) A função motivativa promove somente a alteração da função reforçadora de um estímulo positivo, estímulos punidores não têm sua efetividade alterada por uma operação motivadora.
C) A operação motivadora afeta a efetividade reforçadora de um estímulo e elicia respostas que produzem este estímulo como consequência.
D) As operações abolidoras são eventos ambientais que tornam as respostas de uma classe operante mais prováveis de serem emitidas.
E) Yasmim terminou um noivado em outubro de 2019, de lá para cá não se relacionou com mais ninguém. Ela tem se queixado de carência e solidão. Neste caso, estar privada de relacionamentos amorosos aumenta o valor reforçador de uma companhia, se configurando como exemplo de operação motivadora.

Uma paciente de 20 anos de idade, em uma entrevista inicial, relata um quadro diagnosticado como Transtorno de Pânico Sem Agorafobia (DSM-IV 300.01): “Doutora, não sei o que eu tenho... estava na minha casa sozinha. Quando fui à cozinha, comecei a sentir mal! Senti como se algo horrível fosse acontecer. Senti como se estivesse morrendo... Minhas mãos começaram a formigar. Meu coração disparou, mal conseguia respirar. Nada estava acontecendo e eu não sabia o que me acontecia. Achei que meu coração ia parar! Comecei a chorar! O médico me disse que eu não tinha nada. Me receitou um ansiolítico e me mandou para casa. Isso foi há um ano. Isso ocorreu mais de uma vez e sempre de repente! Às vezes, quando menos espero. Eu estou apavorada! Não sei o que acontece, nem quando vai acontecer! Tenho medo de enlouquecer ou de ter um ataque cardíaco! E eu sou atleta! Sei que não tem nada a ver! Nunca tive nada disso! Nunca usei drogas! E o médico me disse que minha saúde está bem. Meus pais estão bem! Minha relação com eles é boa! Tenho namorado! Agora não consigo nem ir à aula na faculdade sem ter medo! Mesmo em casa fico preocupada! O que é que eu tenho? Tem tratamento?”.
Com base nos princípios teóricos da Análise do Comportamento, reflita sobre as afirmativas a seguir:
Está correto o afirmado em:
I Por meio da avaliação funcional, é possível descrever, neste caso, as relações complexas entre os comportamentos e a história de reforçamento e punição desta cliente, a fim de identificar as variáveis controladoras e a função dos problemas de comportamento apresentados por ela.
II Considera-se que o diagnóstico psiquiátrico do problema de comportamento da cliente não é suficiente para a análise do caso, pois não revela as relações entre variáveis de controle do comportamento.
III O medo de passar mal da cliente é causa de seus problemas de comportamento, pois é um estímulo antecedente que evoca respostas de fuga e esquiva de suas atividades diárias.
A) II e III.
B) I e II.
C) III, somente.
D) II, somente.
E) I, somente.

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