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(UNESP 2022) Mulher de 46 anos apresenta sangramento vaginal em grande quantidade há 3 dias. Relata irregularidade menstrual com presença de sangramento intermenstruo recorrente, de moderada quantidade, há 2 anos, além de sinusorragia e secreção vaginal de forte odor de longa data. AP: G5P3A2C2. Exame especular: moderada quantidade de sangramento vaginal, lesão exofítica friável com aproximadamente 2 cm de diâmetro. Toque vaginal: lesão nodular endurecida, confinada a cérvix uterina, útero e anexos de difícil delimitação, fundos de saco vaginais livres. Toque retal: paramétrios livres. Exames laboratoriais: Hb 6,8 g/dL, Ht 27%, ureia 32 mg/dL, creatinina 0,8 mg/dL.
A conduta correta é:
A) citologia oncótica cervical, conização e radioterapia.
B) citologia oncótica cervical, colposcopia e abordagem cirúrgica.
C) colposcopia, biópsia da lesão, radioterapia e quimioterapia.
D) biópsia da lesão, tomografia computadorizada e abordagem cirúrgica.
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há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso: - Mulher de 46 anos com sangramento vaginal intenso há 3 dias. - História de irregularidade menstrual e sangramento intermenstrual há 2 anos. - Lesão exofítica friável de 2 cm no colo do útero. - Anemia importante (Hb 6,8 g/dL). - Exame físico sugere lesão cervical nodular endurecida, confinada ao colo, sem invasão parametrial. - Fundos de saco vaginais livres, o que indica ausência de extensão local avançada. - Exames laboratoriais sem alterações renais significativas. Diante de uma lesão cervical suspeita, com sangramento e características sugestivas de neoplasia, o passo inicial é confirmar o diagnóstico histopatológico. Portanto, a conduta correta é: - Realizar biópsia da lesão para diagnóstico definitivo. - Realizar exames de imagem (tomografia computadorizada) para estadiamento. - Planejar abordagem cirúrgica conforme estadiamento e condições da paciente. Assim, a alternativa correta é: D) biópsia da lesão, tomografia computadorizada e abordagem cirúrgica.

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Como já discutimos no livro digital sobre “Rastreamento de câncer de colo uterino”, a infecção persistente pelo HPV de alto risco oncogênico é o principal fator de risco para o câncer de colo do útero. O HPV é responsável por 99,7% dos casos dessa doença e é por essa razão que o câncer de colo uterino é evitável. Vamos relembrar os níveis de prevenção e as estratégias de cada nível para o câncer de colo uterino, já que é um assunto muito cobrado, tanto nas questões de Ginecologia quanto nas de Preventiva:

• Prevenção primária: ações voltadas para impedir o desenvolvimento das doenças/promoção de saúde. As ações de prevenção primária, nesse contexto, visam impedir a aquisição desse vírus:

» Vacinação em crianças e adolescentes sem vida sexual ativa;

» Medidas educativas para promoção de sexo seguro.

• Prevenção secundária: estratégias para detecção precoce das doenças. Nesse contexto, temos que buscar as lesões precursoras do câncer, por meio do programa de rastreamento.

• Prevenção terciária: tratamento da doença já instalada.
(HOSPITAL INFANTIL SABARÁ - HIS 2020) O secretário municipal de saúde de uma pequena cidade do interior decidiu investir mais recursos na prevenção primária do câncer de colo do útero. Qual das alternativas a seguir pode ser classificada como estratégia de prevenção primária desta doença?
A) Implantação de serviço de cirurgia oncológica no município.
B) Vacinação de adolescentes sem vida sexual ativa.
C) Aumento do número de exames de colposcopia para cada mulher.
D) Rastreamento por meio do exame de Papanicolau a cada 6 meses.
E) Implantação de serviço de radioterapia e quimioterapia.

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