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Uma mulher cristã é martirizada sob Nero em uma reprodução do mito de Dirce (tela de Henryk Siemiradzki, 1897, Museu Nacional de Varsóvia). As perseguições sofridas pelos cristãos no Império Romano podem ser atribuídas
As perseguições sofridas pelos cristãos no Império Romano podem ser atribuídas
a) a seu pacifismo, que os impedia de servir no exército e era considerado um elemento desagregador do patriotismo romano; deve-se ainda considerar a rejeição dos cristãos ao escravismo vigente em Roma.
b) à prática secreta do infanticídio, cuja divulgação horrorizou os romanos; além disso, devido a sua origem judaica, o cristianismo afirmava que seus fiéis constituíam o “Povo Eleito” de Deus.
c) ao forte sentimento de igualdade de todos perante Deus e ao menosprezo pela mulher; havia ainda a rejeição dos cristãos à prática do cesaropapismo, introduzido em Roma por Nero.
d) ao fato de o monoteísmo cristão negar o culto à divindade do imperador; além disso, o conceito de igualdade entre os homens era visto como um elemento subversivo para a ordem social romana.
e) a seu intransigente politeísmo, que negava a ideia de um Deus único, personificado pelo imperador; além disso, os cristãos desejavam substituir as divindades greco-romanas por outras de procedência oriental.
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Praticando Para o Saber

há 3 semanas

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há 3 semanas

Vamos analisar as alternativas com base no contexto histórico das perseguições aos cristãos no Império Romano: a) Pacifismo dos cristãos e rejeição ao escravismo: O pacifismo realmente dificultava o serviço militar, o que incomodava Roma, mas a rejeição ao escravismo não foi um motivo central das perseguições. b) Infanticídio e origem judaica: Não há evidências históricas de que os cristãos praticassem infanticídio; além disso, o cristianismo não afirmava que seus fiéis eram o “Povo Eleito” de Deus, isso é mais ligado ao judaísmo. c) Sentimento de igualdade e menosprezo à mulher: O cristianismo pregava igualdade, mas não menosprezo à mulher; o cesaropapismo não foi introduzido por Nero. d) Negação do culto ao imperador e igualdade subversiva: O monoteísmo cristão negava o culto à divindade do imperador, o que era visto como subversivo para a ordem social romana, e o conceito de igualdade entre os homens ameaçava a hierarquia social. e) Intransigente politeísmo dos cristãos: Os cristãos eram monoteístas, não politeístas, e não desejavam substituir divindades greco-romanas por outras orientais. Portanto, a alternativa correta é: d) ao fato de o monoteísmo cristão negar o culto à divindade do imperador; além disso, o conceito de igualdade entre os homens era visto como um elemento subversivo para a ordem social romana.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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