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A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo é um livro de Max Weber, economista e sociólogo alemão, escrito em 1904-05 como uma série de ensaios sobre a Reforma Protestante e sua variante calvinista. A respeito desta última, Weber considera que João Calvino
A respeito da variante calvinista da Reforma Protestante, Weber considera que João Calvino
a) condenava o ócio, afirmando que os homens deviam ajudar-se uns aos outros na construção de uma riqueza coletiva; dessa colaboração adviriam os méritos necessários para sua salvação.
b) divergia de Lutero no tocante à acumulação de capitais porque, enquanto Lutero, para agradar à burguesia, valorizava os bens materiais, Calvino pregava o desprendimento em relação à riqueza.
c) valorizava o trabalho, a poupança e a caridade como sinais de predestinação à salvação da alma, afirmando que a ética capitalista contrariava os preceitos das Sagradas Escrituras.
d) criou uma ética que defendia um comportamento produtivo e regrado para a salvação da alma, o que contribuiu para desenvolver a acumulação primitiva nos Tempos Modernos.
e) pregava o livre arbítrio e buscava impor uma disciplina comportamental e moral apenas formal, pois na prática cotidiana mostrava-se condescendente com seus adeptos.
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há 3 semanas

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há 3 semanas

Analisando as ideias de Max Weber sobre a ética protestante e o espírito do capitalismo, especialmente a variante calvinista, sabemos que: - João Calvino pregava a doutrina da predestinação, onde a salvação era um sinal divino e não podia ser garantida por obras. - Para Weber, o calvinismo criou uma ética que valorizava o trabalho duro, a disciplina e a poupança como sinais de que a pessoa poderia estar entre os eleitos para a salvação. - Essa ética incentivou um comportamento produtivo e regrado, que contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo moderno. Portanto, a alternativa correta é: d) criou uma ética que defendia um comportamento produtivo e regrado para a salvação da alma, o que contribuiu para desenvolver a acumulação primitiva nos Tempos Modernos.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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