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Desde a Idade Média, São Tiago Maior foi retratado de várias formas. Nessa imagem do século XVII, que alude à Guerra de Reconquista na Península Ibérica, sua figura é representada como “Matamouros”.
A ilustração permite-nos identificar
a) a politização da religião, utilizada para resgatar um passado histórico pouco glorioso.
b) a apropriação de uma personagem bíblica para legitimar uma disputa territorial e religiosa.
c) a formação de uma matriz cultural ibérica, mesclando o apostolado cristão com o belicismo islâmico.
d) a incorporação da “Guerra Santa islâmica” pelos cristãos, visando justificar o massacre de mouros.
e) o reconhecimento, pelos cristãos, da vocação dos muçulmanos para o martírio na “Guerra Santa”.
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Aprendendo com Desafios

há 3 semanas

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há 3 semanas

Vamos analisar as alternativas com base no contexto histórico da figura de São Tiago Maior como "Matamouros" na Guerra de Reconquista: a) A politização da religião, utilizada para resgatar um passado histórico pouco glorioso. — Incorreto. A religião foi politizada, mas para glorificar e justificar a Reconquista, não para resgatar um passado pouco glorioso. b) A apropriação de uma personagem bíblica para legitimar uma disputa territorial e religiosa. — Correto. São Tiago Maior foi usado como símbolo para legitimar a luta cristã contra os muçulmanos na Península Ibérica. c) A formação de uma matriz cultural ibérica, mesclando o apostolado cristão com o belicismo islâmico. — Incorreto. A imagem não representa uma mescla cultural, mas sim um conflito entre cristãos e muçulmanos. d) A incorporação da “Guerra Santa islâmica” pelos cristãos, visando justificar o massacre de mouros. — Incorreto. Embora haja uma justificação religiosa para a guerra, não se trata de incorporação da "Guerra Santa islâmica", mas sim de uma cruzada cristã. e) O reconhecimento, pelos cristãos, da vocação dos muçulmanos para o martírio na “Guerra Santa”. — Incorreto. Os cristãos não reconheciam essa vocação nos muçulmanos, mas sim os viam como inimigos. Portanto, a alternativa correta é: b) a apropriação de uma personagem bíblica para legitimar uma disputa territorial e religiosa.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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