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“Na Inglaterra, as décadas revolucionárias deram ampla difusão ao que praticamente constituía uma profissão nova: a de profeta, na qualidade de intérprete dos astros, dos mitos populares tradicionais, ou da Bíblia.” (Christopher Hill, O mundo de ponta-cabeça. Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo, Companhia das Letras, 1987, p. 103.)
O texto se refere ao ambiente político e religioso da Inglaterra no século XVII. A esse respeito, é correto afirmar que
a) havia grande insatisfação com a perspectiva de se manterem os sacerdotes como representantes de Deus, em detrimento dos profetas populares.
b) os revolucionários baseavam-se em princípios estritamente racionais e científicos, numa nítida ruptura com as crenças e o profetismo da época.
c) os soberanos ingleses conseguiram manter-se neutros ao longo dos conflitos da época, o que assegurou a preservação das instituições monárquicas.
d) os revolucionários ingleses acreditavam que somente os defensores do Parlamento eram iluminados por Deus e, portanto, aptos a indicar o caminho da salvação.
e) as agitações ocorridas durante a Revolução Puritana estavam vinculadas a conflitos religiosos, decorrentes da Reforma Protestante iniciada no século XVI.
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Questões Para o Saber

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

Vamos analisar cada alternativa: a) "havia grande insatisfação com a perspectiva de se manterem os sacerdotes como representantes de Deus, em detrimento dos profetas populares." Parcialmente verdadeira, pois durante a Revolução Inglesa houve questionamento da autoridade tradicional da Igreja, mas não é o foco principal do texto. b) "os revolucionários baseavam-se em princípios estritamente racionais e científicos, numa nítida ruptura com as crenças e o profetismo da época." Falso. O texto destaca a importância dos profetas e crenças populares, mostrando que não houve ruptura total com o profetismo. c) "os soberanos ingleses conseguiram manter-se neutros ao longo dos conflitos da época, o que assegurou a preservação das instituições monárquicas." Falso. Os soberanos não foram neutros; houve guerra civil e a monarquia foi temporariamente abolida. d) "os revolucionários ingleses acreditavam que somente os defensores do Parlamento eram iluminados por Deus e, portanto, aptos a indicar o caminho da salvação." Falso. Embora houvesse forte ligação entre alguns grupos revolucionários e crenças religiosas, essa afirmação é muito generalizada e não corresponde exatamente ao contexto. e) "as agitações ocorridas durante a Revolução Puritana estavam vinculadas a conflitos religiosos, decorrentes da Reforma Protestante iniciada no século XVI." Verdadeiro. A Revolução Puritana teve forte componente religioso, ligado a conflitos originados na Reforma Protestante. Portanto, a alternativa correta é: e) as agitações ocorridas durante a Revolução Puritana estavam vinculadas a conflitos religiosos, decorrentes da Reforma Protestante iniciada no século XVI.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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