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(Folha de S. Paulo, 20/8/2012) Os astecas sacrificavam prisioneiros de guerra para satisfazer seus deuses. A vítima tinha seu coração arrancado, era decapitada e tinha seu sangue bebido pelos sacerdotes.
No mundo dos astecas, esse ritual tinha uma finalidade simbólica, uma vez que, para eles,
a) os vencidos deviam pagar um tributo de sangue aos astecas, que viam a si mesmos como um povo de semideuses, senhores da vida e da morte.
b) os sacrifícios humanos, praticados pela camada sacerdotal, faziam com que a coragem dos inimigos fosse incorporada pelos guerreiros astecas.
c) um grande número de sacrifícios humanos constituía uma forma de controle demográfico, evitando a escassez de alimentos em épocas de baixa produção.
d) os captores deviam vingar-se de seus inimigos, matando-os e bebendo seu sangue, o que constituía uma homenagem prestada aos deuses.
e) os deuses exigiam oferendas do bem mais precioso que os homens possuem: a vida, para que o mundo viesse a ser preservado.
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Exercícios Para o Aprendizado

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

A resposta correta é a alternativa: e) os deuses exigiam oferendas do bem mais precioso que os homens possuem: a vida, para que o mundo viesse a ser preservado. Explicação: Para os astecas, os sacrifícios humanos eram uma forma de alimentar e agradar os deuses, garantindo a continuidade do mundo e o equilíbrio cósmico. O sangue e a vida eram considerados o bem mais precioso que podia ser oferecido.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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