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Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o “estado de natureza” é um estado de guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada. Contrapondo-se às ideias de Hobbes, Norberto Bobbio (1909-2004) afirma que “nem todas as guerras são injustas; e, correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor”. (Bobbio, Matteucci e Pasquino. Dicionário de Política)
Comparando as ideias de Hobbes com as de Bobbio, pode-se afirmar que,
a) para os dois autores, a guerra é entendida como inevitável e injusta.
b) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, para Bobbio, ela não é um valor absoluto.
c) para Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo Bobbio, a paz é sempre melhor que a guerra.
d) para um e outro, a guerra ou a paz são boas, desde que seu objetivo seja justo.
e) para Hobbes, a paz liga-se à Natureza e, de acordo com Bobbio, à civilização.
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Desafios Para o Conhecimento

há 2 meses

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há 2 meses

Vamos analisar as ideias dos autores: - Hobbes vê o "estado de natureza" como um estado de guerra universal e perpétua, e a paz como resultado da sociedade civilizada, ou seja, a paz é associada à civilização. - Bobbio contrapõe Hobbes, afirmando que nem toda guerra é injusta, nem toda paz é justa; portanto, guerra e paz não são valores absolutos. Analisando as alternativas: a) Incorreta. Hobbes vê a guerra como inevitável, mas injusta? Ele a vê como estado natural, não necessariamente injusta. Bobbio não diz que a guerra é inevitável e injusta. b) Correta. Hobbes associa a paz à civilização; Bobbio diz que a paz não é um valor absoluto. c) Incorreta. Hobbes não considera a guerra um valor absoluto; Bobbio não afirma que a paz é sempre melhor. d) Incorreta. Hobbes não diz que guerra ou paz são boas, mas que a guerra é estado natural e a paz civilização. e) Incorreta. Hobbes liga a paz à civilização, não à natureza. Portanto, a alternativa correta é: b) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, para Bobbio, ela não é um valor absoluto.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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