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Após a unificação propiciada pelo islamismo, os árabes, entre os séculos VII e XI, realizaram grandes conquistas e forjaram uma importante civilização. Apesar do caráter guerreiro da expansão árabe, o comércio destacou-se como o elo principal de seu relacionamento com outros povos e civilizações. Além disso, os valores culturais da Antiguidade chegaram ao conhecimento do mundo ocidental porque os árabes
Apesar do caráter guerreiro da expansão árabe, o comércio destacou-se como o elo principal de seu relacionamento com outros povos e civilizações. Além disso, os valores culturais da Antiguidade chegaram ao conhecimento do mundo ocidental porque os árabes
a) fizeram réplicas das principais obras escultóricas e arquitetônicas da Antiguidade Clássica, contribuindo para o Renascimento Cultural europeu.
b) desenvolveram processos de raciocínio filosófico e científico que, pela primeira vez na História, não estavam vinculados à religião.
c) introduziram na Europa novas técnicas de cultivo, desenvolvidas pela necessidade de transformar, na Arábia, terras áridas em solos cultiváveis.
d) realizaram grandes progressos na astronomia, como resultado de seu interesse pelas previsões astrológicas da Antiga Mesopotâmia.
e) difundiram no Ocidente importantes obras sobre o saber clássico, cujo conhecimento fora adquirido pelo contato com os bizantinos.
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Exercícios Para o Aprendizado

há 3 semanas

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há 3 semanas

Vamos analisar as alternativas: a) Fizeram réplicas das principais obras escultóricas e arquitetônicas da Antiguidade Clássica, contribuindo para o Renascimento Cultural europeu. Incorreto. Os árabes preservaram e traduziram obras, mas não são conhecidos por fazer réplicas escultóricas ou arquitetônicas que influenciaram diretamente o Renascimento. b) Desenvolveram processos de raciocínio filosófico e científico que, pela primeira vez na História, não estavam vinculados à religião. Incorreto. Embora tenham avançado em filosofia e ciência, muitos desses processos ainda estavam ligados a contextos religiosos. c) Introduziram na Europa novas técnicas de cultivo, desenvolvidas pela necessidade de transformar, na Arábia, terras áridas em solos cultiváveis. Incorreto. Técnicas agrícolas foram desenvolvidas, mas a principal contribuição para o Ocidente foi a transmissão de conhecimento clássico, não especificamente técnicas agrícolas. d) Realizaram grandes progressos na astronomia, como resultado de seu interesse pelas previsões astrológicas da Antiga Mesopotâmia. Parcialmente correto, mas o foco árabe foi mais científico do que astrológico, e a influência mesopotâmica não é o ponto principal. e) Difundiram no Ocidente importantes obras sobre o saber clássico, cujo conhecimento fora adquirido pelo contato com os bizantinos. Correto. Os árabes traduziram e preservaram obras clássicas (gregas, romanas) e as transmitiram para a Europa, especialmente via contato com o Império Bizantino. Portanto, a alternativa correta é: e) difundiram no Ocidente importantes obras sobre o saber clássico, cujo conhecimento fora adquirido pelo contato com os bizantinos.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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