Ed
mês passado
Vamos analisar o caso passo a passo: - Leandro invadiu a casa de Felipe, agrediu-o, amarrou-o e o sufocou para que não fizesse barulho, roubando seus bens. - Felipe, idoso, teve um infarto no momento do crime, causado pelo estresse da agressão. - A defesa quer desclassificar o crime de latrocínio para roubo seguido de lesão corporal grave, alegando que a morte foi acidental, causada por condição preexistente da vítima. - A questão central é o nexo causal entre a conduta de Leandro e a morte de Felipe. Segundo o entendimento dominante dos Tribunais Superiores e o Código Penal: - A concausa preexistente relativamente independente (como a doença cardíaca) não rompe o nexo causal se a conduta do agente contribuiu para o resultado morte. - Portanto, mesmo com a doença cardíaca, a agressão e o estresse causados por Leandro foram determinantes para o infarto e a morte. - Assim, o pedido da defesa para desclassificação não deve ser acolhido. - O crime configurado é latrocínio, pois houve morte em decorrência do roubo. Analisando as alternativas: (A) Incorreta – a doença não rompeu o nexo causal. (B) Incorreta – a defesa não deve ser acolhida. (C) Correta – a doença era concausa relativamente independente, mas o pedido da defesa não merece acolhimento. (D) Incorreta – o crime é latrocínio, não homicídio simples. (E) Incorreta – o dolo de matar no latrocínio é presumido pela conduta. Resposta correta: (C)
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