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Menina de 18 meses, previamente hígida, é trazida para a consulta na Unidade Básica de Saúde. A menor era institucionalizada e foi adotada há 2 meses. A mãe adotiva relata que a menor iniciou há 1 mês com quadro de tosse, febre baixa e inapetência e que foi levada a um pronto-socorro, no qual realizaram radiografia de tórax e prescreveram amoxicilina 50 mg/kg/dia, durante 10 dias, para quadro de pneumonia. antibiótico terminou há 14 dias, porém a criança continua sintomática. Ao exame físico, está em regular estado geral, emagrecida, descorada +/4, levemente taquipneica, sem desconforto respiratório, com frequência cardíaca de 110 bpm e afebril. Apresenta gânglio cervical de 2 cm de diâmetro. Ausculta pulmonar com roncos e estertores subcrepitantes difusos. Ausculta cardíaca e abdome sem alterações. Recebeu as seguintes vacinas, de acordo com a caderneta de vacinação: BCG e hepatite B ao nascimento, 3 doses de pentavalente e VIP com 2, 4 e 6 meses, 2 doses de pneumocócica 10-valente e 2 doses de meningocócica conjugada tipo com 3 e 5 meses. Exames realizados no início do quadro: radiografia de tórax apresenta condensação em lobo médio e hemograma: Hb = 10,1 g/dL, Ht = 30%, volume corpuscular médio (VCM) = 68 µ³, concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) = 28 g/dL, coeficiente de variação do volume eritrocitário (RDW) = 18%, leucócitos = 10 (3% bastonetes, 56% segmentados, 3% eosinófilos, 2% monócitos, 36% linfócitos), plaquetas = 390 Antes da adoção, foram realizadas as sorologias para HIV, sífilis e hepatite C, todas negativas.
De acordo com os dados clínicos e hematimétricos, a principal hipótese é de
A) anemia falciforme.
B) anemia ferropriva.
C) anemia hemolítica autoimune.
D) anemia associada ao quadro infeccioso.
E) leucemia linfoblástica aguda.
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Praticando Para Aprender

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar os dados: - Criança de 18 meses, com quadro de tosse, febre baixa e inapetência há 1 mês, tratada para pneumonia, mas ainda sintomática. - Exame físico: emagrecida, descorada (anemia), taquipneica, gânglio cervical de 2 cm. - Hemograma: - Hb = 10,1 g/dL (anemia leve a moderada) - Ht = 30% (baixo) - VCM = 68 µ³ (microcitose) - CHCM = 28 g/dL (hipocromia) - RDW = 18% (aumento da variação do volume eritrocitário) - Leucócitos normais, sem sinais claros de leucemia. - Radiografia com condensação pulmonar. - Vacinação adequada. - Sorologias negativas para HIV, sífilis e hepatite C. Análise: - Anemia microcítica e hipocrômica com aumento do RDW sugere anemia ferropriva (deficiência de ferro). - A criança está com quadro infeccioso prolongado (pneumonia não resolvida), o que pode agravar a anemia. - Anemia falciforme geralmente apresenta anemia normocítica ou macrocítica e história clínica diferente. - Anemia hemolítica autoimune teria sinais de hemólise (icterícia, aumento de reticulócitos), não descritos. - Anemia associada ao quadro infeccioso (anemia de doença crônica) geralmente é normocítica e normocrômica. - Leucemia linfoblástica aguda apresentaria alterações no hemograma, como leucocitose ou leucopenia com blastos, o que não ocorre aqui. Portanto, a principal hipótese é: B) anemia ferropriva.

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Homem, 78 anos, com queixa de dor à deambulação bilateral, porém mais intensa em membro inferior esquerdo há 20 anos. Há 4 horas apresentou dor súbita em pé direito, frialdade e parestesia. É portador de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo ativo. Ao exame físico: bom estado geral, corado e hidratado. Ritmo cardíaco regular, sem sopros, PA: 180 X 100 mmHg e frequência cardíaca de 67 bpm. Exame físico vascular: presença de pulsos femorais bilaterais, porém ausência de pulsos poplíteos ou mais distais bilateralmente. pé direito está frio, com perda sensitiva, porém sem fraqueza muscular e sinal doppler arterial ausente neste pé. Apresenta ainda cianose não fixa de pododáctilos em pé direito. Não há lesões tróficas.
Qual diagnóstico e a melhor conduta?
A) Obstrução arterial crônica agudizada. Deve-se iniciar anticoagulação e, se não houver melhora em 24 horas, está indicada exploração arterial.
B) Obstrução arterial crônica com isquemia crítica. Paciente deve ser internado e solicitado inicialmente um ultrassom arterial que auxiliará na estratégia cirúrgica.
C) Obstrução arterial aguda de provável origem trombótica em paciente com doença arterial crônica subjacente. Deve ser iniciado antiagregação e anticoagulação imediatas e realizado um exame de imagem inicialmente.
D) Doença arterial obstrutiva periférica com claudicação limitante e embolia aguda sobrejacente em membro mais sadio. Está indicado trombólise e exploração cirúrgica para realização de tromboembolectomia à Fogarty.

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