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Para analisar o comportamento verbal é preciso analisar as contingências entrelaçadas do falante e do ouvinte como episódio verbal.
Está de acordo com a visão proposta por Skinner afirmar que

I no episódio verbal, o ouvinte atua como um estímulo discriminativo em presença do qual as verbalizações ocorrem.
II o falante é, ao mesmo tempo, um estímulo discriminativo para o falante e para o ouvinte, já que responde na sua presença.
III o ouvinte, além de estímulo discriminativo, é aquele que libera consequências, após a emissão da resposta verbal pelo falante.

Está incorreto somente o afirmado em
I no episódio verbal, o ouvinte atua como um estímulo discriminativo em presença do qual as verbalizações ocorrem.
II o falante é, ao mesmo tempo, um estímulo discriminativo para o falante e para o ouvinte, já que responde na sua presença.
III o ouvinte, além de estímulo discriminativo, é aquele que libera consequências, após a emissão da resposta verbal pelo falante.
A I.
B I e II.
C III.
D II e III.
E II.
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Vamos analisar cada afirmativa com base na visão de Skinner sobre comportamento verbal: I. "No episódio verbal, o ouvinte atua como um estímulo discriminativo em presença do qual as verbalizações ocorrem." Correto. O ouvinte fornece estímulos discriminativos que evocam respostas verbais do falante. II. "O falante é, ao mesmo tempo, um estímulo discriminativo para o falante e para o ouvinte, já que responde na sua presença." Incorreto. O falante não é estímulo discriminativo para si mesmo nesse contexto; o foco está na relação entre falante e ouvinte, onde o ouvinte é o estímulo discriminativo para o falante. III. "O ouvinte, além de estímulo discriminativo, é aquele que libera consequências, após a emissão da resposta verbal pelo falante." Correto. O ouvinte reforça ou pune a resposta verbal, funcionando como fonte de consequências. Portanto, o único item incorreto é o II. Alternativa correta: E) II.

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Leia atentamente o texto a seguir:

Algumas vezes damos a impressão de encarar o comportamento humano como espontâneo e responsável. Em outras ocasiões, reconhecemos que a determinação
interior não é, afinal, completa; que o indivíduo não é de ser levado sempre em conta. Não tem sido possível rejeitar as provas, que pouco a pouco vão se acumulando,
de que as circunstâncias além do indivíduo são importantes. Algumas vezes desculpamos uma pessoa ao apontar as “circunstâncias
os sem instrução por sua ignorância, nem chamamos de preguiçoso o desempregado. Também não responsabilizamos totalmente os menores por sua delinquência.
[...] Os insanos já há muito tempo foram livrados de qualquer responsabilidade por sua condição, e os tipos de comportamento neurótico e psicótico aos quais agora
aplicamos estas atenuantes estão se multiplicando. SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 22.
Neste trecho, Skinner está descrevendo a visão do Behaviorismo Radical em relação à causalidade e explicação do comportamento como
A este considera em suas práticas, tanto a filosofia da natureza humana, como a determinação ambiental do comportamento.
B este trata dos membros tidos como excluídos da sociedade: doentes mentais, minorias e criminosos.
C este faz julgamentos e promove punições.
D injustiças sociais produzidas pela natureza humana que evoluíram em um ambiente inóspito e selvagem.
E o psicólogo coleta informações para determinar se um indivíduo é considerado imputável, que tem responsabilidade por seus atos.

(Provão, 2003 - adaptado) Emoções são experiências complexas, para a compreensão das quais estão envolvidos aspectos biológicos, cognitivos, perceptuais, culturais.
Sobre emoção, é correto afirmar que
A) algumas expressões faciais de emoção tal como ira, tristeza, felicidade, entre outras, são consideradas básicas e, portanto, o seu reconhecimento se dá apenas intraculturalmente.
B) expressões de emoção podem favorecer a comunicação entre as pessoas desde que seus aspectos culturais anulem seus aspectos biológicos.
C) uma possibilidade de aprendermos a identificar as nossas próprias emoções é observar as manifestações de emoção no outro.
D) a existência de palavras culturalmente determinadas para designar um estado emocional particular atesta a independência entre processos cognitivos e emocionais.
E) especificidades culturais nas expressões de emoção demonstram a existência de mecanismos fisiológicos transculturais.

Leia o texto apresentado a seguir: Maria conheceu Juca em um bar e de lá pra cá não se afastaram mais. Certo dia, Juca descobriu por meio de uma rede social que Maria tinha um namorado que morava em outra cidade e que eles namoravam já a 4 anos. Juca se sentiu traído (I), sentiu muita raiva de Maria (II) e, por isso, se afastou sem dar satisfação alguma (III).
Tendo em vista os princípios da análise do comportamento, assinale a alternativa que descreve, respectivamente, os três comportamentos de Juca:
A) Reforço negativo, emoção negativa, fuga.
B) Reforçamento negativo, comportamento respondente e extinção.
C) Punição positiva, resposta condicionada, fuga.
D) Punição positiva, comportamento respondente, esquiva.
E) Reforço positivo, operante condicionado, esquiva.

Muitos comportamentos emitidos por nós são mantidos por reforçamento negativo e não positivo. Fazemos algo, não porque nos trará benefícios, mas porque nos impede ou nos livra de algum malefício.
Acerca das relações mantidas por reforçamento negativo, é correto afirmar que
A) se uma pessoa fala algo e recebe uma crítica, deixará de se expor em situações futuras. Este é exemplo de fuga.
B) se após receber uma crítica uma pessoa fala ainda mais para enfrentar o estímulo aversivo, ela está apresentando um comportamento de fuga do estímulo aversivo.
C) pegar um bebê no colo para ele parar de chorar é um exemplo de reforço positivo, porque aumentará a frequência da resposta em situação futura.
D) fechar a janela porque há muito barulho, é um exemplo de fuga, porque elimina-se o estímulo aversivo (o barulho).
E) quando o tempo está nublado, levar um guarda-chuva para não se molhar é um exemplo de fuga, um controle não coercitivo.

Uma boa maneira de estabelecer novo repertório comportamental é usar a modelagem, estratégia muito utilizada na prática clínica.
Assinale a afirmativa que corresponde ao procedimento de modelagem:
A) Uma criança tem aversão à injeção. A enfermeira lhe apresenta gradativamente o estímulo temido até que ela aprenda a lidar com suas reações de medo.
B) M. caiu de bicicleta e se machucou muito. Depois disso, preferiu jogar videogame e nunca mais quis andar de bicicleta. Para que volte a andar de bicicleta, o terapeuta lhe explica a importância dessa atividade e lhe mostra outras crianças se divertindo ao andar de bicicleta para que ele possa fazer novas associações.
C) André quer aprender a nadar, porém não sabe como realizar isso. O terapeuta busca junto a ele as alternativas possíveis e, ao final, conclui que o melhor a ser feito é procurar um professor de natação que lhe ensine diferentes estilos de natação.
D) J. quer muito ser mais sociável, porém teme conversar. O terapeuta lhe faz perguntas, aguarda ele responder e então reforça o ato de responder. Depois pede a J. que lhe faça alguma pergunta e, em seguida, reforça esse comportamento. Aos poucos, J. consegue perguntar e responder perguntas, consegue estabelecer um diálogo.
E) N. quer aprender a pintar quadros e como sua mãe é artista, o terapeuta lhe sugere que observe a mãe pintando e repita os movimentos feitos por ela quando está pintando. Aos poucos N. aprenda essa nova resposta.

Segundo Cunha e Borloti (2005), a classe de relações comportamentais denominadas “reforçamento positivo” parece favorecer o relato de alguns sentimentos, entre os quais o amor, o prazer, a felicidade, a confiança, a fé e o entusiasmo, entre tantos outros.
Acerca desse tema, considere as afirmativas seguintes:
I É falsa a ideia de que o reforçamento positivo gera sentimentos positivos, como prazer ou felicidade. Eles apenas mantêm comportamentos. Não propiciam sentimentos.
II O analista do comportamento deve favorecer a utilização de relações comportamentais de reforçamento positivo, pois essas relações podem favorecer o relato de sentimentos, como os de liberdade, prazer e felicidade.
III O fato de coibir relações controladoras coercitivas, não significa que relações não coercitivas gerem sentimentos como liberdade, prazer, fé etc., uma vez que seus efeitos são condicionantes e sempre deixam rastros.
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.

Considere o episódio verbal a seguir: Contexto: O ouvinte está no meio do caminho do falante Falante: saia da frente! Ouvinte: Abre caminho Reforço do falante: Caminho aberto Reforço do ouvinte: se livra da ameaça.
Assinale a alternativa que indica o tipo de comportamento verbal descrito nesse episódio:
A: Mando.
B: Tato.
C: Autoclítico.
D: Textual.
E: Ecóico.

Se há uma coisa que diferencie os seres humanos das outras espécies é a cultura.

A cultura de um grupo consiste em comportamento aprendido compartilhado pelos membros do grupo, adquirido como resultado de pertencer ao grupo e transmitido de um membro do grupo a outro.

A evolução cultural acontece de maneira análoga à modelagem do comportamento operante e à evolução genética.

Requisitos para a existência de cultura:

1. é   a   existência   da   sociedade.   Uma   verdadeira   sociedade   inclui   cooperação,   que   é comportamento altruísta que beneficia outros, a curto prazo, e beneficia o altruísta, a longo prazo.

2. É a capacidade dos membros do grupo de aprender uns com os outros, pois essa é a maneira pela qual os traços culturais são transmitidos ao longo do tempo.

Cultura: é comportamento aprendido de um grupo. Consiste em comportamento operante, tanto verbal como não-verbal, adquirido como resultado de pertencer a um grupo.

Cultura é posse de uma sociedade = indivíduos carregam genes e traços culturais, mas conjuntos gênico e cultural transcendem o indivíduo.

Aprender com os outros = atalho valioso! “A transmissão cultural evita que tenhamos que inventar a roda” (BAUM, 2006, p. 247).

Traços que permitem a cultura

Três exigências para que se reconheça que um comportamento aprendido foi transmitido do grupo para indivíduo:

1. Limite do estímulo: aprender é limitado e guiado pela estrutura do organismo. Bebê humano chega ao mundo construído para ser  afetado por estímulos  cruciais  provenientes  de outros seres humanos. Sensibilidades específicas em relação a determinados estímulos andam lado a lado com tendências comportamentais específicas

2. Imitação: a cultura não existe sem imitação. Indivíduos que imitam têm maior chance de se comportar   de  maneiras   que   resultem   em   sobrevivência   e   reprodução.   Em   cultura   só-por-
imitação  o   comportamento  de  outros  membros  do   grupo   serve   apenas   como  estímulo  ou contexto indutor.

3. Reforçadores   sociais:   são   responsáveis   por   modelar   os   comportamentos   imitados   pelos indivíduos de acordo com o esperado para cada cultura. Essa modelagem é conduzida pelos pais (quem cuida) das crianças. Exemplos: sorrisos, tapinhas nas costas e abraços. Tais reforçadores estão   sempre  disponíveis;   apresentam  liberação   rápida  e   saciação   lenta  e  permitem que  a educação da criança seja contínua.

Quando aprender com o outro beneficia, a longo prazo, os genes do aprendiz, como ocorre em nossa espécie, os traços que possibilitam essa aprendizagem serão selecionados.

Os replicadores sociais são ações dos membros do grupo passadas de um indivíduo para outro, por imitação e educação. Essas unidades são definidas funcionalmente e incluem práticas não-verbais e verbais.   As   práticas   verbais   são   úteis,   pois   fornecem   estímulos   discriminativos   indutores   de comportamentos que são socialmente reforçados.

A cultura dos seres humanos inclui práticas de seguir regras, prescrever regras e formular regras. Todas elas dependem de contingências de reforço organizadas por outras pessoas, ou seja, são sociais.

Variação, transmissão e seleção

Assim como na evolução genética, a evolução cultural precisa de três ingredientes:

1. Variação: da mesma maneira como os genes variam, os replicadores culturais também variam e migram. Contingências sociais modelam comportamento que é normal para aquela cultura. Comportamento de ensinar, corrigir ou instruir consiste em reforçar comportamentos que são normais para aquela cultura e punir os que se desviam da norma.
Segundo Skinner, a evolução cultural é análoga à evolução genética. Com base nesta analogia, analise as proposições a seguir:

I. O primeiro ingrediente da teoria da evolução é a variação. Assim como os genes variam, as práticas culturais também variam, porém só podem variar dentro de uma mesma geração e não podem ser migradas de uma cultura para outra.

II. O segundo ingrediente da teoria da evolução é a transmissão, sendo assim, a transmissão cultural se refere  a  herdar   traços  adquiridos  de  ‘pais  culturais’  que necessitam de ter  conexão genética com aqueles que a recebem, os ‘filhos culturais’. 

III.  O   terceiro   ingrediente  da   teoria  da  evolução  é  a   seleção,  que ocorre  porque  a   transmissão  é seletiva. Os indivíduos tendem a imitar pessoas com quem se encontram com mais frequência.

Está(ão) CORRETA(S):
I. O primeiro ingrediente da teoria da evolução é a variação. Assim como os genes variam, as práticas culturais também variam, porém só podem variar dentro de uma mesma geração e não podem ser migradas de uma cultura para outra.
II. O segundo ingrediente da teoria da evolução é a transmissão, sendo assim, a transmissão cultural se refere  a  herdar   traços  adquiridos  de  ‘pais  culturais’  que necessitam de ter  conexão genética com aqueles que a recebem, os ‘filhos culturais’.
III.  O   terceiro   ingrediente  da   teoria  da  evolução  é  a   seleção,  que ocorre  porque  a   transmissão  é seletiva. Os indivíduos tendem a imitar pessoas com quem se encontram com mais frequência.
A. I
B. III
C. I e III
D. II e III
E. II

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