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José Ricardo é empregado de uma empresa do ramo de alimentação localizada na cidade de Santa Maria-RS. A empresa fornece alimentos para todo o Estado e possui mais de 500 empregados. Durante o seu período aquisitivo de férias, José ficou afastado por 2 dias em razão que foi fazer o seu título de eleitor, bem como, 10 dias em decorrência de um afastamento por acidente de trabalho. Para sua surpresa, quando foi usufruir de suas férias, foi informado pela empresa que teria apenas 24 dias, em razão das faltas acima mencionadas. José lhe procura para verificar as seguintes situações:
a) Está correta a empresa ao considerar os dias para realização do título de eleitor como faltas injustificadas, prejudicando assim os dias de férias? Justifique sua resposta. (Valor: 0,60)
b) Está correta a empresa ao considerar os dias de atestado médico, decorrentes do acidente de trabalho como faltas injustificadas, prejudicando assim os dias de férias? Justifique sua resposta. (Valor: 0,65)
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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há 12 horas

Respostas

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há 12 horas

a) A empresa não está correta ao considerar os 2 dias para realização do título de eleitor como faltas injustificadas. O empregado tem direito a se ausentar do trabalho para votar ou justificar ausência eleitoral, conforme o artigo 7º, inciso XXVII, da Constituição Federal, e o artigo 473, inciso II, da CLT, sem prejuízo do salário e sem que isso prejudique seus direitos trabalhistas, como as férias. b) A empresa também não está correta ao considerar os 10 dias de afastamento por acidente de trabalho como faltas injustificadas. O afastamento por acidente de trabalho é protegido pela legislação trabalhista e previdenciária, e não pode ser descontado das férias. O artigo 131 da Lei nº 8.213/91 garante estabilidade e proteção ao empregado acidentado, e o período de afastamento não deve ser computado como falta para prejuízo das férias. Portanto, a empresa agiu incorretamente em ambos os casos, prejudicando indevidamente os dias de férias de José Ricardo.

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Marcos Antônio Ferreira ajuizou ação trabalhista em face de sua ex-empregadora, Construtora Horizonte ME, postulando, entre outros pedidos, o pagamento de horas extras, adicional noturno, equiparação salarial e indenização por danos morais decorrentes de acidente de trabalho. O processo foi distribuído perante a 14ª Vara do Trabalho da Comarca de Uberlândia/MG, autuado sob o nº 0010587-32.2026.5.03.0014. A Reclamada, em sua defesa, impugnou todos os pedidos, sustentando a inexistência de labor extraordinário habitual, a ausência de identidade de funções para fins de equiparação salarial e a inexistência de nexo de causalidade entre o alegado acidente e as atividades laborais. A sentença julgou parcialmente procedentes os pedidos, condenando a Reclamada ao pagamento de horas extras, adicional noturno e diferenças salariais por equiparação, no valor líquido de R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais), fixadas as custas processuais em R$ 960,00 (novecentos e sessenta reais). Inconformada, a Reclamada interpôs Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, protocolado no sistema PJe em 18/03/2026, tendo recolhido depósito recursal, além das custas processuais. O Juízo de origem, contudo, negou seguimento ao Recurso Ordinário por decisão que reputou (i) intempestivo o recurso, computando o prazo a partir da data da publicação da sentença no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, ignorando que a efetiva disponibilização da intimação eletrônica à advogada da Reclamada, via PJe, somente ocorreu no dia seguinte; (ii) deserto o recurso, ao fundamento de que o valor do depósito recursal seria incorreto, por ser inferior ao teto estabelecido pelo TST, sem considerar que a reclamada é uma microempresa; e (iii) irregular a representação processual, por não constar procuração recente da advogada subscritora nos autos do Recurso Ordinário, muito embora conste dos autos, desde a fase de conhecimento, substabelecimento outorgado pelo advogado originalmente constituído.
Na qualidade de advogado(a) da Reclamada, ciente de que não é cabível a oposição de embargos de declaração, adote a medida judicial cabível.

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