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Marcos Antônio Ferreira ajuizou ação trabalhista em face de sua ex-empregadora, Construtora Horizonte ME, postulando, entre outros pedidos, o pagamento de horas extras, adicional noturno, equiparação salarial e indenização por danos morais decorrentes de acidente de trabalho. O processo foi distribuído perante a 14ª Vara do Trabalho da Comarca de Uberlândia/MG, autuado sob o nº 0010587-32.2026.5.03.0014. A Reclamada, em sua defesa, impugnou todos os pedidos, sustentando a inexistência de labor extraordinário habitual, a ausência de identidade de funções para fins de equiparação salarial e a inexistência de nexo de causalidade entre o alegado acidente e as atividades laborais. A sentença julgou parcialmente procedentes os pedidos, condenando a Reclamada ao pagamento de horas extras, adicional noturno e diferenças salariais por equiparação, no valor líquido de R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais), fixadas as custas processuais em R$ 960,00 (novecentos e sessenta reais). Inconformada, a Reclamada interpôs Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, protocolado no sistema PJe em 18/03/2026, tendo recolhido depósito recursal, além das custas processuais. O Juízo de origem, contudo, negou seguimento ao Recurso Ordinário por decisão que reputou (i) intempestivo o recurso, computando o prazo a partir da data da publicação da sentença no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, ignorando que a efetiva disponibilização da intimação eletrônica à advogada da Reclamada, via PJe, somente ocorreu no dia seguinte; (ii) deserto o recurso, ao fundamento de que o valor do depósito recursal seria incorreto, por ser inferior ao teto estabelecido pelo TST, sem considerar que a reclamada é uma microempresa; e (iii) irregular a representação processual, por não constar procuração recente da advogada subscritora nos autos do Recurso Ordinário, muito embora conste dos autos, desde a fase de conhecimento, substabelecimento outorgado pelo advogado originalmente constituído.
Na qualidade de advogado(a) da Reclamada, ciente de que não é cabível a oposição de embargos de declaração, adote a medida judicial cabível.
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há 12 horas

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há 12 horas

Vamos analisar os pontos da decisão que negou seguimento ao Recurso Ordinário: (i) Intempestividade: o Juízo considerou o recurso intempestivo porque computou o prazo a partir da publicação da sentença, mas a intimação eletrônica via PJe ocorreu no dia seguinte, o que deve ser considerado para contagem do prazo. (ii) Recurso deserto: o Juízo entendeu que o depósito recursal foi insuficiente, pois não considerou que a reclamada é microempresa, que tem tratamento diferenciado quanto ao valor do depósito. (iii) Representação processual irregular: o Juízo não aceitou o substabelecimento já existente nos autos. Diante disso, a decisão que negou seguimento ao recurso é uma decisão interlocutória que pode ser atacada por meio de Agravo de Instrumento para o Tribunal Regional do Trabalho. Portanto, a medida judicial cabível é o Agravo de Instrumento contra a decisão que negou seguimento ao Recurso Ordinário. Resposta correta: interpor Agravo de Instrumento.

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