Logo Passei Direto
Buscar
Camila de Sousa, trabalha em uma empresa realizando habitualmente 3 horas extras por dia. Ocorre que a empresa não permite que a empregado registre as horas extras realizadas, para não ter que efetuar o seu pagamento. Um ano após sua saída da empresa, Camila entra com ação trabalhista e consegue comprovar as horas extras realizadas, sendo a ação julgada procedente. Além dos reflexos decorrentes do pagamento do adicional no FGTS e recolhimento do INSS, a empresa também foi condenada a pagar os reflexos das horas extras nas seguintes verbas: No descanso semanal remunerado e na gratificação natalina. Diante o exposto analise:
a) Está correto o juiz ao condenar a empresa a pagar reflexos das horas extras no descanso semanal remunerado do empregado? (Valor: 0,60)
b) Está correto o juiz ao condenar a empresa a pagar reflexos das horas extras gratificação natalina remunerado do empregado? (Valor: 0,65)
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A simples menção ao dispositivo legal não será pontuada.
User badge image
Desenvolvendo com Questões

há 12 horas

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 12 horas

Vamos analisar cada questão de forma objetiva e fundamentada: a) Reflexos das horas extras no descanso semanal remunerado (DSR): O descanso semanal remunerado é calculado com base na remuneração habitual do empregado, incluindo as horas extras habituais, pois estas aumentam a remuneração do trabalhador. Assim, as horas extras repercutem no cálculo do DSR, pois o valor do descanso deve refletir a remuneração real do empregado. Portanto, está correto o juiz ao condenar a empresa a pagar os reflexos das horas extras no descanso semanal remunerado. b) Reflexos das horas extras na gratificação natalina (13º salário): O 13º salário é calculado com base na remuneração mensal do empregado, que inclui as horas extras habituais, pois estas integram a remuneração do trabalhador. Assim, as horas extras repercutem no cálculo do 13º salário, e a empresa deve pagar os reflexos correspondentes. Portanto, está correto o juiz ao condenar a empresa a pagar os reflexos das horas extras na gratificação natalina. Resumo: a) Sim, está correto o juiz. b) Sim, está correto o juiz.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Marcos Antônio Ferreira ajuizou ação trabalhista em face de sua ex-empregadora, Construtora Horizonte ME, postulando, entre outros pedidos, o pagamento de horas extras, adicional noturno, equiparação salarial e indenização por danos morais decorrentes de acidente de trabalho. O processo foi distribuído perante a 14ª Vara do Trabalho da Comarca de Uberlândia/MG, autuado sob o nº 0010587-32.2026.5.03.0014. A Reclamada, em sua defesa, impugnou todos os pedidos, sustentando a inexistência de labor extraordinário habitual, a ausência de identidade de funções para fins de equiparação salarial e a inexistência de nexo de causalidade entre o alegado acidente e as atividades laborais. A sentença julgou parcialmente procedentes os pedidos, condenando a Reclamada ao pagamento de horas extras, adicional noturno e diferenças salariais por equiparação, no valor líquido de R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais), fixadas as custas processuais em R$ 960,00 (novecentos e sessenta reais). Inconformada, a Reclamada interpôs Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, protocolado no sistema PJe em 18/03/2026, tendo recolhido depósito recursal, além das custas processuais. O Juízo de origem, contudo, negou seguimento ao Recurso Ordinário por decisão que reputou (i) intempestivo o recurso, computando o prazo a partir da data da publicação da sentença no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, ignorando que a efetiva disponibilização da intimação eletrônica à advogada da Reclamada, via PJe, somente ocorreu no dia seguinte; (ii) deserto o recurso, ao fundamento de que o valor do depósito recursal seria incorreto, por ser inferior ao teto estabelecido pelo TST, sem considerar que a reclamada é uma microempresa; e (iii) irregular a representação processual, por não constar procuração recente da advogada subscritora nos autos do Recurso Ordinário, muito embora conste dos autos, desde a fase de conhecimento, substabelecimento outorgado pelo advogado originalmente constituído.
Na qualidade de advogado(a) da Reclamada, ciente de que não é cabível a oposição de embargos de declaração, adote a medida judicial cabível.

Mais conteúdos dessa disciplina