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Quando o noivado ou o namoro podem se caracterizar união estável?

Atualmente, ainda a visão dos Tribunais, sejam Superiores ou Inferiores, é de que para que seja plausível de qualquer ato indenizatório, a relação do casal deva ser vinculado ou do próprio casamento em si ou pela constituição da união estável.

Contudo, a introdução de mais esta conceituação ao viés Jurídico Brasileiro, muito se contrapõe conflituoso e problemático, qual seja, o tempo para a formalização de tal união fatídica, em quais circunstancialidades devem perseguir ou quais os requisitos necessários. Frente a estas causalidades, um casal que perdure namorar por um lapso temporal de 6 anos, ininterruptamente (a este fator faço uma ressalva pois se constata intimamente subjetivo, sendo que no próprio laço do casamento um tempo pode sim ser interrompido), em razão pública e configurante da intenção de formalizar uma família, pode ser considerado esse enlace uma união estável e portanto passível de indenizações futuras?

OBS.: o entendimento dos Tribunaus é que não, pois, mesmo detendo todos os requisitos da problemática união estável, um namoro é somente um fator pré-familiar, portanto, ainda não se detém plausível fator familiar.

E vocês, o que pensam.


3 resposta(s)

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Caroline

Há mais de um mês

Em suma, não há normas legais expressamente previstas para a configuração do namoro. Para sua formação, basta que duas pessoas iniciem um relacionamento amoroso, o que abrange desde encontros casuais, até relacionamentos mais sérios, em que há publicidade, fidelidade e uma possível intenção de casamento ou constituição de união estável no futuro. No entanto, a confusão que pode surgir entre o namoro e a união estável ocorre nas relações nas quais há observância das regras morais impostas pela sociedade. São aqueles relacionamentos duradouros, com convivência contínua do casal, em que há fidelidade mútua, pelo menos aparente, no qual ambos se apresentam na sociedade como namorados, frequentando festas, jantares e eventos entre os amigos e as famílias de cada um.

Importante salientar que a coabitação não é requisito para se constituir a união estável. Embora seja mais difícil de ocorrer, um casal pode conviver em união estável, mesmo que os conviventes residam em casas diferentes. Na prática, porém, a união estável só vai se configurar nestes casos quando a residência em casas separadas tiver uma causa justa, como por exemplo, por motivos profissionais.

O objetivo de constituir família a que se refere o artigo 1.723 do Código Civil deve ser compreendido como um objetivo consumado e não um objetivo futuro. É necessária a "efetiva constituição de família, não bastando para a configuração da união estável o simples animus, o objetivo de constituí-la, pois, do contrário estaríamos novamente admitindo a equiparação do namoro ou noivado à união estável".

Aliás, o objetivo de constituir a família no futuro, como ocorre no noivado, por exemplo, apenas comprova que a união estável não está configurada. Para que este requisito esteja presente, o casal deve viver como se casado fosse. Isso significa dizer que deve haver assistência moral e material recíproca irrestrita, esforço conjunto para concretizar sonhos em comum, participação real nos problemas e desejos do outro e etc.

No namoro qualificado, portanto, embora possa existir um objetivo futuro de constituir família, em que o casal planeja um casamento ou uma convivência como se casados fossem, a verdade é que não há ainda essa comunhão de vida. Apesar de se estabelecer uma convivência amorosa pública, contínua e duradoura, um dos namorados, ou os dois, ainda preservam sua vida pessoal e sua liberdade. Os seus interesses particulares não se confundem no presente e a assistência moral e material recíproca não é totalmente irrestrita....

 

http://jus.com.br/forum/56768/namoro-prolongado-caracteriza-uniao-estavel/

 

http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/51/normas-da-uniao-estavel-182560-1.asp

 

http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=NAMORO+E+NOIVADO

Em suma, não há normas legais expressamente previstas para a configuração do namoro. Para sua formação, basta que duas pessoas iniciem um relacionamento amoroso, o que abrange desde encontros casuais, até relacionamentos mais sérios, em que há publicidade, fidelidade e uma possível intenção de casamento ou constituição de união estável no futuro. No entanto, a confusão que pode surgir entre o namoro e a união estável ocorre nas relações nas quais há observância das regras morais impostas pela sociedade. São aqueles relacionamentos duradouros, com convivência contínua do casal, em que há fidelidade mútua, pelo menos aparente, no qual ambos se apresentam na sociedade como namorados, frequentando festas, jantares e eventos entre os amigos e as famílias de cada um.

Importante salientar que a coabitação não é requisito para se constituir a união estável. Embora seja mais difícil de ocorrer, um casal pode conviver em união estável, mesmo que os conviventes residam em casas diferentes. Na prática, porém, a união estável só vai se configurar nestes casos quando a residência em casas separadas tiver uma causa justa, como por exemplo, por motivos profissionais.

O objetivo de constituir família a que se refere o artigo 1.723 do Código Civil deve ser compreendido como um objetivo consumado e não um objetivo futuro. É necessária a "efetiva constituição de família, não bastando para a configuração da união estável o simples animus, o objetivo de constituí-la, pois, do contrário estaríamos novamente admitindo a equiparação do namoro ou noivado à união estável".

Aliás, o objetivo de constituir a família no futuro, como ocorre no noivado, por exemplo, apenas comprova que a união estável não está configurada. Para que este requisito esteja presente, o casal deve viver como se casado fosse. Isso significa dizer que deve haver assistência moral e material recíproca irrestrita, esforço conjunto para concretizar sonhos em comum, participação real nos problemas e desejos do outro e etc.

No namoro qualificado, portanto, embora possa existir um objetivo futuro de constituir família, em que o casal planeja um casamento ou uma convivência como se casados fossem, a verdade é que não há ainda essa comunhão de vida. Apesar de se estabelecer uma convivência amorosa pública, contínua e duradoura, um dos namorados, ou os dois, ainda preservam sua vida pessoal e sua liberdade. Os seus interesses particulares não se confundem no presente e a assistência moral e material recíproca não é totalmente irrestrita....

 

http://jus.com.br/forum/56768/namoro-prolongado-caracteriza-uniao-estavel/

 

http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/51/normas-da-uniao-estavel-182560-1.asp

 

http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=NAMORO+E+NOIVADO

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Thiago

Há mais de um mês

Caroline, agradeço sua colaboração, se posicionou perfeitamente, gostei de algumas pontuações relevantes.

A indago ainda quanto, qual é ou seria a linha ténue que tanto provoca a divisão entre a união estável que lhe é assegurado tantas possbilidades jurídicas do namoro que nenhuma proteção o tem?

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Ariane

Há mais de um mês

A meu ver, o namoro se caracteriza união estável quando há intuito de constituir família, não é um simples passatempo entre duas pessoas.
Já o noivado não precisa dessa característica, já que a própria celebração do noivado já vislumbra a formação da família com o casamento próximo.
Não há que se falar em tempo para caracterização da união estável, uma vez que já vi casos concretos de pessoas que namoraram apenas 3 e 7 meses antes de se casar. Nesse caso, poderiam ter sido 3 ou 7 meses antes de constituição de união estável.
Vale lembrar que para caracterização de união estável o casal não precisa necessariamente viver sob o mesmo teto.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes