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Intensidade do Campo Mgnético em Função da Distância na Técnica de Imagens por Resson ˆancia Magn ´etica O seguinte relatório tem como objetivo si- mular a técnica de imagens por ressonância magnética e estudar a intensidade campo magnético externo em função da distância. Através do simulador PhET Ímãs e eletróımãs, que possibilita trabalhar com a interação magnética do sistema de espiras, pelas quais passam corrente elétrica. A partir disso foi re- tirado 5 amostras de 25 pontos experimentais de intensidade-distância cada. A partir de tudo isso, foi posśıvel concluir que a distância segura para um técnico ou um paciente contendo um material ferromagnético é de a partir 3 u.c. 1 Introdução O relatório surgiu a partir do v́ıdeo : “A Força Inviśıvel da Ressonância Magnética”[1], que ex- plica o funcionamento da técnica de imagens da ressonância magnética, além demonstrar a ação da força magnética sobre alguns objetos nas suas proximidades. A partir disso, percebeu-se que o simulador PhET Ímãs e eletróımãs [2] disponibilizava de ferramentas: fonte, corrente elétrica e espiras que fariam a função do campo magnético da técnica, além de pequenos imãs espalhados por todo o simulador separados por distâncias equi- distantes, que serviriam perfeitamente para si- mular o átomo de hidrogênio. Logo, este experimento seria uma ótima opor- tunidade de simular a intensidade do campo magnético sobre objetos em função da distância em relação ao centro deste aparelho. A técnica de imagens por ressonância magnética foi criada por Paul C. Lauterbur e Peter Mansfield na década de 1970. Esta técnica revolucionária, permitiu o estudo e a realização de exames não invasivos por meio de imagens de alta definição. Hoje em dia, é utilizada princi- palmente na neurociência e em exames para a detecção de tumores no corpo humano.[3] Um dos destaques dessa técnica, é o átomo de hidrogênio por suas propriedades magnéticas, devido ao fato do seu núcleo contér só um próton, um elétron e consequentemente um spin, caracteŕıstica que faz com que cada átomo de hi- drogênio se comportar similarmente a uma única ”bússola”. Ademais, é importante destacar o fato de que o corpo humano contém muito hi- drogênio, visto que ele é composto por 70 % de água e que a molécula da água contém dois átomos de hidrogênio, ou seja, ele é pratica- mente presente em todo corpo humano.[4] Figura 1: Movimento de processão [5] Por conseguinte, o funcionamento da técnica segue com a aproximação de um campo magnético externo de grande intensidade que faz com que o átomo de hidrogênio alinhe seu momento de dipolo magnético com o campo ex- terno. Este alinhamento é um tipo de giro que o átomo realiza em torno do próprio eixo, que faz com que seu spin gire em torno da linha do campo externo (movimento de processão, Figura joseh New Stamp 2) na denominada frequência de larmor. Consecutivamente, esse sistema de átomos de hidrogênio é excitado por meio de uma onda eletromagnética na frequência de Larmor(Ressonância Magnética), fazendo com que o átomos transitem entre estados energéticos.Após um tempo, esses átomos tendem a retornar a condição inicial e emitem pacotes de energia. Por fim, a energia emitida pode ser detec- tada por meio de sensores de pulsos de radio- frequência que são enviados para um computa- dor que associa essas informações a um espaço com referência no corpo humano e, assim, for- mando a imagem por ressonância magnética.[6] 2 Método Na página do simulador PhET Ímãs e eletróımãs é necessário colocar a fonte em 10V(máximo) com as espiras no extremo do lado esquerdo da tela, de modo que fique com uma agulha no centro da espira, após isso, seleciona- se a opção de mostrar medidor de campo e seleciona-se a opção de quatro, o máximo, de espiras para simular o campo de grande intensi- dade da ressonância magnética. Figura 2: Simulador PhET e suas funcionalidades Já com o medidor, posiciona-se ele abaixo da espira que sai da fonte no centro da espira ,ali tomamos nosso referencial como d=0 e tomamos nota do valor do campo magnético (Bx) , a par- tir dáı cada agulha representa uma unidade de comprimento (u.c). Por conseguinte desloca-se o medidor de agulha em agulha até recolhermos 25 amostras. 3 Resultados Com o uso do simulador, foram recolhidos cinco amostras de 25 elementos da intensidade do campo magnético em função da distância. Todos esses pontos experimentais foram coloca- dos no Softaware SciDAVis [7] onde foi feito a tabela 1. x[u.c.] B1[µT ] B2[µT ] B3[µT ] B4[µT ] B5[µT ] 0 300,00 300,00 300,00 300,00 300,00 1 76,84 79,7 76,92 76,92 78,94 2 25,39 25,39 23,54 24,78 25,36 3 10,51 10,91 10,32 10,52 10,14 4 5,4 5,73 5,48 5,73 5,32 5 3,17 3,33 3,21 3,17 3,25 6 2,02 2,08 1,98 2,02 1,97 7 1,36 1,38 1,36 1,41 1,35 8 0,95 0,96 0,95 0,96 0,96 9 0,71 0,73 0,7 0,71 0,72 10 0,53 0,54 0,53 0,54 0,53 11 0,41 0,42 0,41 0,41 0,41 12 0,32 0,33 0,32 0,32 0,32 13 0,26 0,25 0,26 0,26 0,26 14 0,21 0,22 0,21 0,21 0,21 15 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 16 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 17 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 18 0,10 0,10 0,10 0,10 0,10 19 0,90 0,90 0,90 0,90 0,90 20 0,80 0,80 0,80 0,80 0,80 21 0,70 0,70 0,70 0,70 0,70 22 0,60 0,60 0,60 0,60 0,60 23 0,50 0,50 0,50 0,50 0,50 24 0,50 0,50 0,50 0,5 0,50 Tabela 1: Cinco amostras experimentais da inten- sidade de campo magnético Bk para cada distância x. Desde já, apesar de ser um simulador, ainda deve-se levar em consideração a incerteza do ins- trumento de medição da intensidade do campo magnético, que é posicionado em pontos à critério do usuário. Outro ponto, é o fato de não se ter uma escala de comprimento, pois foi x[u.c.] µ σ σµ 0 300 0 0 1 77,86 1,356 0,61 2 24,89 0,799 0,36 3 10,48 0,287 0,13 4 5,53 0,189 0,08 5 3,23 0,067 0,03 6 2,01 0,043 0,02 7 1,37 0,024 0,01 8 0,96 0,005 0 9 0,71 0,011 0,01 10 0,53 0,005 0 11 0,41 0,004 0 12 0,32 0,004 0 13 0,26 0,004 0 14 0,21 0,004 0 15 0,18 0 0 16 0,15 0 0 17 0,12 0 0 18 0,1 0 0 19 0,9 0 0 20 0,8 0 0 21 0,7 0 0 22 0,6 0 0 23 0,5 0 0 24 0,5 0 0 Tabela 2: Média µ, desvio padrão σ e o desvio padrão da média σµ presentes na tabela em função da distâcia x. usado as bússolas que além de serem pequenas, elas também desapareciam de acordo com que estavam afastadas da espira. A fim de calcular essa incerteza, a partir das amostras para cada distância foi calculado a média µ, desvio padrão σ e o desvio padrão da média σµ presentes na tabela 2.[8] Por conseguinte, com a média dos pontos ex- perimentais BM e as distâncias x, foi gerado um gŕafico . Conhecendo a Lei de Bio-Savart e que o raio dos tubos que ressonância magnética mede 1m, o qual foi convertido para 1 u.c. para fins lúdicos, um ajuste de curva polinomial foi reali- zado no gŕafico dos pontos experimentais com a seguinte equação para o ajuste: Bx = µ0INR 2 2(x2 +R2)3/2 (1) Eq. (1) Lei de Bio-Savart. Bx = a (x2 + 12)3/2 (2) Eq. (2) Equação de ajuste levando em conta Bio-Savart e o raio. Figura 3: Intensidade média do campo magnético em função da distância com curva de ajuste. 4 Discussão Desde já, é percept́ıvel na Tabela 1 que os pontos experimentais de menores distâncias so- frem mais diferença, já que decrescem com o au- mento da distância. Este acontecimento é me- lhor visualizado nos desvios padrões para cada amostra, em que de x entre 1-10 u.c. é visto o decrescimento e em 11-14 u.c. os desvios padrões ficam muito parecidos e, finalmente, de x = 15 u.c. em diante ele é praticamente igual a zero. Além disso, o cálculo do desvio padrão da média nos permite afirmar que a incerteza padrão do experimento, que é um fenômeno cau- sado pela dificuldade em recolher os pontos ex- perimentais, foi de ±σµ torno da média µ para cada distância k . Já na parte do gráfico, apesar do R2 apresen- tar um excelente resultado, é importante res- saltar que se fossepresencialmente, ou ainda,se o simulador disponibilizasse a intensidade da corrente, seria posśıvel comparar o valor do parâmetro a através da equação a = µ0NIr 2 2 . Outro destaque foi a diferença entre a curva de ajuste e os pontos experimentais até x = 4 no Gráfico 1, que se deve a equação da Lei de Biot-Savart adaptada para espiras que contém os termos 1 (x2+12)3/2 . Esse detalhe, para pontos de menores distâncias causa grande variação na intensidade do campo magnético, isto também pode ser percebido nos desvios padrões para pe- quena distâncias na Tabela 2. 5 Conclusão Por fim, percebe-se que campo magnético máximo simulador é de 300µT e que, hoje em dia, a técnica de imagem de ressonância magnética chegam a 3T , ou seja, cerca de 108 maior que a do simulador. Entretanto, vamos supor que simulador tivesse a intensidade x108 maior e também sabendo que um disco ŕıgido de computador tem 0,01 T, valor para servir de referência, a força magnética sobre ele seria des- preźıvel entre 2-3u.c. Logo, é posśıvel concluir que um ser humano contendo marca-passo ou qualquer outro objeto ferromagnético estaria se- guro somente a partir de 3 u.c.[9] 6 Referências [1]www.youtube.com/watch?v=eCBT10bJH4k [2]www.phet.colorado.edu/ptBR/ simulations/magnets− and− electromagnets [3]www.star.med.br/ressonancia-magnetica − conceito/ [4]www.youtube.com/watch?v=3qary7nAKoE [5]www.ufrgs.br/fismed/ppspdf /IRMNmanuscrito.pdf [6]www.youtube.com/watch?v=tx2nBhz5NrU [7]www.scidavis.sourceforge.net/ [8]www.fem.unicamp.br/ instmed/Incerteza.htm [9]www.cienciahoje.org.br/coluna/ da− geladeira− ao− espaco− sideral/