ok epizootiologia 09.11.11
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Alexandra Woods
Epizootiologia das Parasitoses
09/11/2011
Teníases e cisticercose 
Taenia solium
Taenia saginata
Echinococcus granulous
Diphylobotrium latum 
Hospedeiros
BIOAGENTE
- INFECTIVIDADE
* COMPLEXO
- PATOGENICIDADE
* MORFOLOGIA DO AGENTE
* FISIOLOGIA DO AGENTE
- IMUNOGENICIDADE
* TAMANHO E LOCALIZAÇÃO
- RESISTÊNCIA
* COMPLEXO
AMBIENTE
Essa parte embora envolva tanto pequenos animais e a parte de grandes animais, a importância do complexo que vai ser falado hoje está muito relacionada com o aspecto social e com o papel do veterinário que não é teoricamente de dar assistência ao animal e sim de favorecer na qualidade do produto animal.
Teníases e cisticercose 	
Recebe o nome complexo, com isso muitas pessoas por conta desse termo \u201ccomplexo\u201d confundem a cadeia epizootiológica desse complexo. Não é raro vcs encontrarem profissionais que não conseguem definir adequadamente como o homem pode se infectar. Quando ele associa que o complexo é uma coisa única (teníase e cisticercose) ele entende que o ser humano vai se infectar ingerindo a carne contendo cisticercus. Pensam que a cisticercose é quando ingiro cisticercus, quando na verdade isso é uma idéia equivocada. 
A cisticercose é a forma patológica do parasita no corpo do hospedeiro intermediário, no corpo do hospedeiro que mantém apenas a forma imatura. Então cisticercose quem tem no ciclo natural são os animais. O nosso poder de detecção é exatamente na observação desses animais.
Embora, a cisticercose também possa acontecer no ser humano, mas vamos entender que ele está assumindo papel de hospedeiro intermediário, então como a infecção dele deve ser: a forma dele se infectar deve ser aquela que o bovino ou que o suíno também se infectam. 
É nessa visão equivocada que vamos ver muito profissionais condenando o consumo da carne suína mal cozida e acabam condenando as idéias. É importante porque é um complexo. Enquanto eu tenho indivíduos que portam a cisticercose, se esses indivíduos servem como fonte de infecção para alguém eu vou continuar tendo teníase, porque um depende do outro.
Temos a possibilidade do homem como hospedeiro infectado transmitir, participar dessa cadeia de transmissão como fonte pro animal. 
E temos no complexo o animal servindo como fonte de infecção para o ser humano. Por isso acontece. É impossível vc estudar cisticercose e não estudar teníase.
Hospedeiro infectado: homem, suíno, bovino.
O termo teníase é dado para quem porta a taenia. E a cisticercose é aquela doença para quem porta a forma imatura que agente chama de cisticercus. 
Vamos entender que para esse grupo de parasitas, outras espécies também são importantes, como é o caso do Echinococcus granulous que também é um cestosa, e como é o caso do Diphylobotrium latum que também é um cestoda.
Coloquei o Echinococcus granulous e o Diphylobotrium latum aqui em conjunto com a teníase (taenia) porque essas 2 patologias, esses 2 agentes passaram a ser muito mais freqüentes. Não tínhamos tantas infecções provocadas pelo Echinococcus e pelo Diphylobotruim. Porque: o termo de equinococose e a diphylobotriose são doenças era conhecida de quem tem a equinococose tem a forma adulta, e quem tem a diphylobotriose tem a forma adulta, é igual para teníase.
A forma imatura, embora tenha um nome diferente (Cisticercus celulose ou Cisticercus bovis) agente dá um nome diferente só para representar que é a forma imatura, mas o que é esse agente: é a forma imatura de Taenia solium ou a forma imatura da Taenia saginatum.
Isso hoje é crescente. Crescente porque: quando coloquei aquele ciclo ali, que é um complexo porque não dá para estudar um sem o outro, coloquei pra vcs aqui a questão cultural como importante, que é fundamental para o estudo. Temos o cultura de consumo de carne crua que teoricamente não era o nosso costume, os ocidentais não tem esse costume. Na mudança dessa cultura trouxemos o risco para essa população e essa população se tornou uma população de risco.
Hoje nós temos casos de Diphylobotriose mencionados no Brasil, principalmente em São Paulo onde temos o maior numero de casos registrados em humanos. É a cidade com maior numero de casos porque tem a cultura japonesa, o imigrante japonês para a cidade de SP e conseqüentemente ele trouxe a cultura da alimentação dele. Começou a ter esse aspecto em São Paulo, mas em pouco tempo essa cultura do consumo de carne crua passou a ser uma cultura comum nas outras grandes cidades (RJ, MG, RS), onde vc vai no Brasil vc tem restaurantes que servem a comida japonesa. E as pessoas vão em busca do peixe cru. Se estudássemos essa dinâmica dessa introdução dessa cultura no Brasil veríamos exatamente isso, então os casos ficaram tipicamente onde houve o primeiro acesso (que é a cidade de SP) e posteriormente as outras cidades começaram a desenvolver o costume. 
Então vamos começar a perceber que os casos começaram a ser registrados em SP, esses casos foram aumentando em outras cidades grandes, e ai onde se constituiu o restaurante de culinária japonesa, e agora temos essa dispersão um pouco maior porque não são apenas os restaurantes típicos de comida japonesa que servem esse tipo de prato, tem outros estabelecimentos que também servem.
Associado a isso, vamos entender passou a ser hoje, considerado uma zoonose emergente no Brasil: Diphylobotrium latum. Era algo que não existia, mas que pela mudança de cultura, temos em grande volume.
	Temos esse aumento considerável no numero de casos por conta dessa cultura, aumentou-se volume na comercialização desse tipo de culinária mas a evolução não foi tão rápida no diagnóstico. Então hoje agente observa que temos muitos casos relatados mas que não são todos, existe uma falha nesse mecanismo diagnóstico, a falha no preparo do profissional para poder tentar identificar. O profissional medico porque ele está atendendo esse paciente com uma sintomatologia gastro intestinal, então para ele teria necessidade de diagnosticar se essa pessoa está com Diphylobotrium, porque o que se desenvolve no humano é a forma adulta.
Não tenho o profissional medico preparado por isso, e por contra partida, o profissional veterinário que não está assumindo a qualidade desse produto no processo de infecção, ou seja, eu tenho que ter atenção nesses produtos que são comercializados em restaurantes, peixe que é comercializado, para saber se esse peixe realmente é de boa qualidade. Antigamente se importava o peixe e com isso o preço caiu muito pois hoje temos criações de peixe de forma de produção para poder servir. E um dos maiores produtores para comercio aqui no Brasil é o Chile que tem produção apícola para isso, e faz exportação para o mundo inteiro, com isso ninguém importa do Japão por ser muito longe (encarecendo o produto). Como o comercio no Chile aumentou (aumentou a exportação), o numero de restaurantes aumentou no sul-sudeste, com isso observamos essa zoonose mais voltado nessas regiões, mas com esse comercio crescente, daqui há um tempo se instalar esses restaurantes no norte, etc. vamos começar a observar casos nessas regiões também. 
Temos que entender que isso hoje é crescente. Não vamos encontrar isso em livros porque em livro eles citam que é acidental no Brasil mas era acidental na década de 60, e hoje não é mais acidental porque hoje esse consumo de peixe cru é muito maior.
Econômico: tem todo um envolvimento econômico a esse tipo de cultura que acabou favorecendo. 
Coloquei aqui pra vcs também o Echinococcus granulosus porque também está aumentando, porque da mesma forma que agente pensa na questão da alimentação no caso de diphylobotriose, a echinococcose não é pela alimentação, o ser humano não se infecta pelo equinococcus por consumir carne ou víscera mal cozida do ovino, que é dentro da cadeia epizootiológica o hospedeiro natural. 
O cão e o ovino, na cadeia epizotiológica natural do equinococcus é assim que acontece: 
O cão defeca, elimina a forma infectante para o ovino, o ovino ingere, e o ovino tem o que agente chama de idatidose ou cisto idático. O ser humano também