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FARMACOLOGIA APLICADA MENINGITE FÚNGICA- RELATO DE CASO CLÍNICO TURMA: 4FARNA DOCENTE: KEMPER NUNES DOS SANTOS DISCENTE: JOÃO PAULO BENJAMIN; PERSIO CANTÃO VASCONCELOS; VICTOR DOS SANTOS ARAUJO; SUELEM BATISTA; ANDREW TOBIAS FONSECA AMARAL; VALDIRENI DA SILVA CAMPOS. MENINGITE FÚNGICA: RELATO DE CASO CLÍNICO: O paciente é um adulto, com 34 anos de idade, morador da cidade de Barcarena, trabalha na construção civil em sua cidade. O mesmo relata, que em 72h antes da consulta médica, estava com sua saúde hígida, porém, logo após esse prazo, começou a ter sintomas de febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, astenia e cefaleia diária, pulsátil, fronto-temporal e de intensidade crescente. No dia em que foi atendido no hospital municipal da cidade, o paciente relatou que procurou ajuda farmacêutica, e foi orientado pelo próprio farmacêutico a procurar um especialista médico, já que o mesmo entendeu que os sintomas são de algo grave e que só a partir da realização de exames laboratoriais seria possível ter um resultado dos sintomas. Porém, os sintomas se intensificaram, como vômitos, dores no pescoço e cefaleia. A mãe do paciente, que o acompanhava, relata que o mesmo teve contato com fezes de pombo ao limpar uma área em no qual o mesmo trabalhava. Desta forma, de acordo com os relatos apresentados pelo paciente e pela sua mãe, o médico identificou a causa dos sintomas, como inflamação nas meninges ou meningite, e solicitou a realização de exame laboratorial de coleta por punção lombar para confirmar o diagnóstico. Assim, foi detectado no paciente a meningite fúngica. A identificação do agente é importante para o médico saber qual tratamento é mais indicado para aquela infecção. FATORES DE RISCO: Dos vários fatores que levam ao quadro de meningite fúngica o risco maior de contrair esta na faixa etária de um (01) a cinco (05) anos de idade. O tratamento para as meningites fúngicas requer um tratamento mais longo, com altas taxas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica. Assim, a medicação deve ser escolhida de acordo com o fungo identificado no organismo do paciente. A resposta ao tratamento está diretamente ligada ao quadro de imunidade da pessoa. Por isso, pacientes com histórias de hiv/aids, diabetes, câncer e outras doenças imunossupressoras são tratados com extremo cuidado pela equipe médica responsável. VIAS DE CONTAMINAÇÃO: A meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa, a sua transmissão ocorre por meio de inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos) que entram nos pulmões e podem chegar ate as meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Alguns desses fungos se encontram nos solos, ou ambiente contaminados por fezes de morcegos e aves, como o pombo. Porém a um outro fungo, chamado Cândida, que também pode causar meningite, geralmente é adquirido em ambiente hospitalar. SINTOMAS: Os sinais e sintomas de meningite fúngica são parecidos com os causados por outros tipos de agentes etiológicos, como segue: febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz), e status mental alterado (confusão). Em alguns casos, se a meningite não for adequadamente tratada, podem surgir complicações, como a ocorrência de convulsões, danos no cérebro ou mesmo morte. TIPO DE INFECÇÃO: Após a inalação do fungo de Cryptococcus neoformans e da sua instalação nas meninges, este fungo em forma de levedura começa a se proliferar preenchendo o espaço subaracnóideo, fazendo com que o líquor presente neste local fique com um aspecto gelatinoso. PRINCIPAIS AGENTES: Cryptococcus neoformans Cryptococcus gatti Candida albicans Candida tropicalis Histoplasma capsulatum Paracoccidioides brasiliensis Aspergillus fumigatus FISIOPATOLOGIA: A presença do fungo na superfície de corte aparece como pequenos cistos de conteúdo gelatinoso, geralmente nos núcleos da base e no córtex cerebral, sugestivos da etiologia criptocócica. A abundância de parasitas que se multiplicam encontrando muito pouca resistência. A cápsula mucopolissacarídica tem papel fundamental na patogenicidade deste fungo, inibindo a fagocitose e absorvendo e neutralizando anticorpos. CICLO BIOLÓGICO: O período de incubação da meningite dura cerca de 2 (dois) a dez (10) dias e evolui em três etapas: nasofaringe, septicêmica e meningítica. A criança com meningite pode demonstrar os seguintes sintomas: febre, rigidez na nuca, fortes dores de cabeça, vômito, mal estar, calafrios, dores musculares, confusão mental, etc. FARMACOTERAPIA: A farmacoterapia atual da criptococose compreende a anfotericina B e suas formulações lipídicas, flucitosina, fluconazol, itraconazol e voriconazol. Anfotericina B, 0,7 mg/kg, uma vez ao dia, mais flucitosina, 25 mg por via oral a cada 6 horas, durante as 2 primeiras semanas de tratamento (terapia de indução mais longa pode ser necessária se a resposta clínica for lenta e as culturas permanecerem positivas) MECANISMO DE AÇÃO Esse medicamento é de uso injetável que age impedindo o mecanismo de ação dos fungos, uma vez que altera a permeabilidade de sua membrana, diminuindo assim a probabilidade de complicação nas doenças como a leishmaniose e a candidíase.A Anfotericina B pode ser o único medicamento eficaz utilizado no tratamento de doenças fúngicas fatais. INDICAÇOES: Leishmaniose; meningite criptocócica; aspergilose; blastomicose; candidíase; criptococose; endocardite por fungo; histoplasmose; mucormicose; esporotricose; infecção urinária por fungos. REAÇÕES ADVERSAS: Alterações do sangue; dor de cabeça; febre; calafrios; náusea; problemas renais; vômito CONTRAINDICAÇÕS: GRAVIDEZ DE RISCO B; mulheres em fase de lactação; Hipersensibilidade ao produto.