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Processos Fisiopatológicos – II Cervicite e Doença Inflamatória Pélvica Localização de acordo com o corrimento: - Endometrite: inflamação do endométrio. - Salpingites: inflamação das tubas uterinas. · Cervicite: - Inflamação do colo cervical. Cervicite mucopurulenta ou endocervicite. - Inflamação do epitélio colunar endocervical. - Fatores de risco associados a IST (mulheres sexualmente ativas, abaixo dos 25 anos, múltiplos parceiros). Causas (geralmente IST): - Chlamydia trachomatis. - Neisseria gonorrhoeae. - Devido ao fato de ser IST deve triar para outras IST. - Trata sem pesquisar o agente etiológico para garantir a eficiência, a não ser que o paciente apresente quadros repetitivos ou resistencia ao tratamento. Clínica: - Assintomático em 70 a 80% dos casos passa desapercebido. - Pode evoluir com complicações caso não tratada, mesmo assintomáticas. - Nas mulheres, onde a anamnese leve a interpretação de fatores de risco, recomenda o screening microbiológico abaixo dos 25 anos de idade. - Sintomas: leucorréia, dor/dispareunia, disúria, polaciúria, pode ser confundida com ITU. - Sinais: dor, sinusiorragia (sangramento na mobilização do colo), edema/hiperemia do colo. - Muitos PMNs com diplococos gram negativos (Gonorreia). · Gonococo: - Neisseria gonorrhoeae. - Diplococo Gram-negativo intracelular. - Tem tropismo pela endocérvice, TGU masculino (uretrite), orofaringe (faringo amigdalite), conjuntiva, artrite. - Artrite reativa/Reiter → uretrite+ conjuntivite+ artrite. Diagnóstico: - Meio de cultura Thayer-Martin modificado. - Biologia molecular (imunofluorescência ou PCR). · Clamídia: - Chlamydia trachomatis. - Bacilo Gram-negativo intracelular obrigatório. - Tropismo pelo colo, uretra, endométrio, tubas uterinas e ovário (ooforite). - Tem 17 sorotipos. Os que causam cervicite são D, E, F, G e K. Os outros causam linfo granuloma venéreo. Diagnóstico: - Cultura de células de McCoy. - Imunofluorescência direta. - Biologia molecular. · Doença inflamatória pélvica: Epidemiologia: - Mulheres sexualmente ativas (15 a 25 anos). Inflamação da mucosa acima do óstio interno: - Endométrio → Endometrite. - Trompa de Falópio → Salpingite. - Ovários → Ooforite. Patógenos primários: - Chlamydia trachomatis. - Neisseria gonorrhoeae - Após a infecção do colo este perde sua função (impedir que as bactérias da vagina subam para o colo), assim todas as bactérias da vagina podem subir e se torna uma inflamação poli microbiana. - Deve pesquisar: sífilis, HIV, HBV e HCV. - Fatores de risco associados a IST. Inflamação aguda (presença de neutrófilos). - Exceção: tuberculose e actinomicose. Período de maior vulnerabilidade: - Período perimenstrual. - Pós-menstrual imediato. Clínica: - Descarga vaginal purulenta (50% das pacientes). - Dor abdominal. - Febre (30% a 40% das pacientes). Complicações: Aguda: - Abscesso tubo-ovariano e de parede abdominal. - Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (quando as bactérias da DIP afetam o fígado e deslocam a capsula hepática, provoca muita dor em hipocôndrio direito, além de formação de fibrose). Crônica: - Dor pélvica crônica (as aderências formadas pela cicatrização – fibrose levam a essa dor). - Gravidez ectópica fibrose da trompa impede que o zigoto chegue ao útero e da origem a essa patologia. - Infertilidade. Diagnóstico: Critérios maiores (localizam a inflamação). - Dor abdominal infra umbilical ou dor pélvica. - Dor à palpação dos anexos. - Dor à mobilização do colo uterino. Critérios menores - Febre. - Secreção purulenta. - Massa pélvica. - Leucocitose, aumento de PCR e VHS. Histologia: Normal x salpingite (edema + infiltrado de PMN na DIP). Uterosalpingografia: - Observar o contraste chegando até o peritônio do lado direito e do lado esquerdo, devido a fibrose não consegue nem chegar as trompas (perda de função devido a fibrose, redução da fertilidade da mulher).