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Praticas docente de 3 a 5 anos: Os cinco campos da BNCC.
Jackeline Lima Silva [footnoteRef:1] [1: Jackeline Lima Silva, Centro Universitário ENIAC. e-mail: 513792019@eniac.edu.br
2PatríciaMaroque Albuquerque, Centro Universitário ENIAC. e-mail: 508832019@eniac.edu.br
3Zilá Maína Neves Loureiro dos Santos, Centro Universitário ENIAC. e-mail: 508072019@eniac.edu.br
4Prof.(a) Aline Gavioli, Centro Universitário ENIAC. e-mail: Aline.gavioli@eniac.edu.br 
 ] 
Patrícia Maroque Albuquerque2
Zilá Maína Neves Loureiro dos Santos 3 
Aline Gavioli4 
1. RESUMO
 Este artigo tem como finalidade tratar de um tema relevante na educação infantil. Os cinco campos da BNCC e sua importância. Diante ao aprendizado na pré-escola, também discorre sobre a importância do professor como facilitador que ajudam as crianças a construírem ponte de entendimento entre suas experiências individuais e os conhecimentos mais formais sobre o mundo dos quais depende a educação posterior, daí a necessidade da intervenção do adulto no processo do brincar na educação infantil assim como a observação e intervenção em ambiente escolar, a organização do espaço para as atividades pedagógicas, o planejamento e metodologia adotada para a prática pedagógica.
 Nessa perspectiva nos possibilitam, por em pratica a teoria vivenciada na nossa formação acadêmica, dando a oportunidade de conhecer as crianças, participar e compreender a realidade que estão inseridas na sociedade, relacionando a teoria e a prática, podemos perceber a importância de elaborar atividades significativas e possibilitar as crianças a interação, a aprendizagem, sendo necessário um professor criativo, afetivo, dinâmico que respeite as individualidades de cada criança.
Palavras-chave: Educação infantil, papel do professor, Brincar, aprendizagem. 
2. INTRODUÇÃO
 Neste presente artigo iremos trabalhar os campos de experiência da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) têm como objetivo o desenvolvimento da criança e a centralização do aprendizado no aluno. A BNCC, em fase de implementação, define as diretrizes para o campo da educação básica brasileira. Também estabelece campos de experiência que devem ser trabalhados nas instituições de ensino para promover uma reorganização do ensino e favorecer o crescimento infantil.
 Além desses Campos, a BNCC também indica 10 competências gerais para serem trabalhadas na educação infantil. Ao todo, são cinco campos de experiências para a Educação Infantil: Eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; escuta, fala, pensamento e imaginação; e espaço, tempo quantidades, relações e transformações. Cada um desses Campos possui objetivos específicos para grupo etário.
 Dentre esses campos da BNCC; vamos trabalhar Traços, sons, cores e formas, este campo tem a intenção de estimular o contato com diferentes formas de arte, desenvolvendo a percepção estética. Valoriza a análise e a produção de músicas, desenhos, pinturas, esculturas, entre outros meios de expressão.
3. OBJETIVO
Objetivo Geral
 O objetivo geral do trabalho é dar ênfase ao processo de construção do conhecimento musical para o desenvolvimento do gosto pela música na formação global do aluno interagindo com outras formas artísticas, como pintura, escultura, e dança assim estimulando a criança na coordenação motora viso motora e percepção corporal.
Objetivo Específico
· Propiciar o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, caracterizando um modo próprio de ordenar e dar sentido a experiência humana, desenvolvendo com o educando, a sensibilidade, a percepção e a imaginação no domínio do conhecimento artístico, necessário para compreender a arte como meio de humanização da realidade. 
· Adquirir o conhecimento da Arte por meio de Música, Artes Manuais, Expressão Corporal.
· Valorizar a expressão singular do aluno, desenvolvendo sua percepção visual e auditiva, imaginação criadora, para que ele se sinta como indivíduo integrante de uma cultura.
· Desenvolver aulas de movimentação corporal, música e manipulação.
· Desenvolver a criatividade;
· Promover a socialização;
4. O surgimento das instituições de educação infantil 
Partindo da compreensão de que toda forma de educação formal foi e é constituída por seres humanos e como tal, cumpre um papel significante na vida e formação do ser humano, ao longo dos tempos e nos dias atuais esta forma de educação que conhecemos não se constituiu por acaso, ela é resultado de uma incansável luta social e política bem como de inúmeras contribuições teóricas. 
Torna-se fundamental a compreensão de como esta educação formal, em especial a Educação Infantil, se constituiu ao longo dos tempos e quais foram os avanços significativos na educação da criança pequena, principalmente no que diz respeito às práticas pedagógicas, tendo em vista que para compreendermos a realidade atual do contexto educacional da Educação Infantil, faz-se necessário uma reflexão do passado, de lançarmos nosso olhar retrospectivo aos acontecimentos ocorridos há tempos mais remotos.
Assim, com a indústria moderna a estrutura social vigente foi profundamente modificada, inclusive os hábitos e costumes das famílias, as mães que precisavam trabalhar e que não tinham com quem deixar os seus filhos, passaram a utilizar os serviços das “mães mercenárias”, mulheres que preferiram não trabalhar nas fábricas para cuidar dos filhos de outras mulheres, vendendo desta forma sua mão de obra como cuidadoras. Com a crescente procura dos trabalhos dessas mulheres, surgiram outras formas de acomodações mais formais para as crianças, como atividades de canto, memorização de rezas, porém, como não tinham uma proposta educacional formal, elas adotavam também atividades de bons hábitos e regras morais em seus trabalhos, por outro lado, aumentaram os maus tratos para com as crianças, por causa do despreparo das mulheres cuidadoras. Desse modo, os maus tratos, as doenças e o desprezo para com as crianças se tornaram algo tão corriqueiro na sociedade vigente que algumas pessoas resolveram por filantropia ajudar as crianças que se encontravam nas ruas, abrigando-as e protegendo-as (PASCHOAL E MACHADO, 2009). Assim, por meio desta iniciativa humanitária e social, surgem as primeiras Instituições voltadas para a criança pequena. Embora o início dessas instituições estivesse mais voltado para demandas assistencialistas e de custódia, como afirma Paschoal e Machado (2009), essas instituições também se preocuparam com questões educativas ao se apresentarem como pedagógicas desde o seu início, conforme aludem às autoras por meio da menção de Kuhlmann (2001), ao exemplificar algumas instituições que trabalharam na perspectiva pedagógica, como: a Escola de Principiantes ou escola de tricotar, para crianças de dois a seis anos de idade, do Pastor Oberlin, na França (1769); Escola de Robert Owen, para crianças de dezoito meses a vinte cinco anos, em New Lanark, na Escócia (1816), e a Sala de Asilo francesa, concebida na perspectiva de promover cuidados, educação moral e intelectual às crianças pequenas. Contudo, essas instituições tinham duas finalidades, segundo Kuhlmann (2001), “primeiramente, retirar das ruas as crianças em situação de risco e dos perigos a que estavam expostas; em seguida, proporcionar-lhes o desenvolvimento da inteligência e dos bons costumes” (apud PASCHOAL E MACHADO, 2009, p. 81). 
Por volta do século XIX várias arranjos alternativos foram se formando, com o desígnio de atender as crianças pobres e “uma das instituições brasileiras mais duradouras de atendimento à infância, que teve seu início antes da criação das creches, foi à roda dos expostos ou roda dos excluídos” (PASCHOAL E MACHADO, 2009, p. 82), que permaneceu ativa por mais de um século como única instituição de proteção à criança abandonada, sendo abolido somente no século XX, em meados de 1950, o Brasil foi o último país a acabar com esse sistema. Mas, ainda no final do século XIX, com a existênciado trabalho desenvolvido nas casas de misericórdia por meio da roda dos enjeitados, houve iniciativas isoladas de proteção à infância, como também a criação significativa de creches, criadas não pelo poder público, mas por iniciativa filantrópica. Durante o final do século XIX e das primeiras décadas do século XX três tendências passaram a existir durante a implantação das creches e jardins de infância no Brasil, sendo a jurídico-policial, a médico-higienista e a religiosa, “ambas tinham a intenção de combater o alto índice de mortalidade infantil tanto no interior da família como nas instituições de atendimento à infância” (PASCHOAL E MACHADO, 2009, p. 83). Ainda nesse período, foi criado o Instituto de Proteção à Infância do Rio de Janeiro pelo médico Arthur Moncorvo, que tinha o objetivo de prestar assistência tanto às mães grávidas pobres como aos recém-nascidos. O referido Instituto precedeu a criação do Departamento da Criança, que tinha a finalidade de fiscalizar as instituições de atendimento à criança como combater o trabalho precário das mães voluntárias.
E no que se referem às práticas pedagógicas, estas principalmente em nosso país, foram marcadas com o cunho assistencialista e compensatório, voltadas para questões de higienização, alimentação e cuidados físicos, além de ser exercida com distinção de classe social, sendo privilegiada a educação da classe mais abastada, como também não tinham nenhuma preocupação nos aspectos pedagógicos, profissionais, nem tão pouco de investimentos nesta área educacional, até mesmo com a infra-instrutora das instituições que atendiam a criança pequena, entre outros aspectos. Essa realidade só passa a ser modificada pela mobilização, reivindicação e conscientização das diferentes esferas da sociedade civil, como também, a partir da contribuição dos inúmeros pesquisadores das diferentes áreas da ciência, que se dispuseram e dedicaram o seu tempo com a finalidade de contribuir com a história da educação, muitos deles mesmo sem intenção na área pedagógica, mas que fizeram parte e colaboraram para a constituição do que hoje chamamos de Educação Infantil.
 5. O papel da brincadeira no desenvolvimento infantil
 O brincar é uma atividade de estimulação que desenvolve o cognitivo, físico, social e emocional da criança na idade pré-escolar. O que o torna inquestionável a importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil. Ela está inserida na base nacional comum curricular (BNCC), sendo um dos seis direitos da criança: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. A partir disso a BNCC estabeleceu também os cinco campos da experiência; o eu o outro e o nós; corpo, gesto e movimento; traços, sons, cores e formas; escuta, fala pensamento e imaginação; espaços, tempo, quantidade, relações e transformação. Assim com base nas experiências é o momento em que ela exercita todos os seus direitos e estabelece contato com os campos da experiência, como protagonista de seu desenvolvimento, onde o brincar não seja apenas valorizado como uma coisa inerente à criança, mas também, como um excelente meio de promover o aprendizado. Tendo, o lúdico como subsídios relevantes para tornar as aulas mais criativas e prazerosas mostrando que brincando também se aprende. Partindo disso o professor utiliza de sua intervenção para despertar a imaginação da criança e criar novas situações e procedimentos pedagógicos, levando ao processo de ensino e aprendizagem da criança.
Nos últimos anos tem se ampliados as discussões no meio educacional a respeito da educação infantil na tentativa de melhorar a sua qualidade, adequando-a as necessidades e especificidade das crianças. Contudo, se torna necessário analisar a eficácia da aplicabilidade do lúdico na educação infantil através dos cinco campos de experiência. 
O professor da educação infantil para executar bem seu trabalho, no atual contexto das exigências é imprescindível que tenha uma boa compreensão do que vem a ser o lúdico, e não ter apenas uma vaga visão sobre a ludicidade, pois, as atividades lúdicas das crianças precisam ser mediadas e bem planejadas para proporcionar uma aprendizagem significativa. 
6. METODOLOGIA
 Trata-se de um plano de ação seguindo o método do planejamento, com a finalidade de conhecer as possibilidades e benefícios dos diferentes tipos de sons e ritmos e interagir com a música, percebendo como forma de expressão individual e coletiva. Reconhecendo as artes visuais como meio de comunicação, expressão e construção do conhecimento a partir de imagens, figuras e objetos, usando materiais simples.
7. DESENVOLVIMENTO
 A interação das crianças com a música e a pintura possibilita uma formação rica em aspectos imaginativos e simbólicos. Dentre várias normas da BNCC decidimos trabalhar, Traços, Sons, Cores, e Formas; onde em sala de aula foram colocados sentados em uma roda de conversa, para identificar os animais e observar as cores, mostramos quadros de animais para que a criança observe os desenhos e cantamos musicas referente a cada tipo de animal apresentado.
 Depois fizemos mistura de gliter e tinta e as crianças começaram a pintura dos animais utilizando os dedos e esponja.
8. RESULTADOS
 A participação das crianças na oficina de pintura e da musica foi um papel muito importante na vida deles, onde puderam conhecer varias cores e tipos de animais. onde o desenvolvimento integral que vai desde a coordenação motora, passando pela percepção visual, auditiva, atenção, concentração, lateralidade, socialização, incluindo a linguagem oral. A música e a pintura pode-se fazer presente no dia a dia e chamar tanto a atenção das crianças, como um excelente instrumento de trabalho auxiliador para o desenvolvimento integral, onde ela irá desenvolver a linguagem oral de forma natural e prazerosa, demonstrando seus sentimentos e emoções.
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Integrante 1( Jackeline Lima Silva)
No decorrer deste trabalho pode constatar que a Educação Infantil é um elemento essencial para a formação social dos alunos, esta fase não deve ser compreendida como o simples ato de alfabetizar ou escolarizar as crianças, mais sim de apoiar seu desenvolvimento. Sendo assim as brincadeiras dentro das Instituições de Educação Infantil é primordial para o desenvolvimento das crianças e nessa Instituição onde aplicamos a aula podemos perceber que os profissionais que ali trabalham compreendem muito essa importância, pois todas as atividades que foram desenvolvidas com as crianças havia planejamento e mediação de um adulto para a compreensão e concretização das atividades propostas nesse período, obtive a familiarização com a área da educação e a vivencia que farão parte da minha atuação como docente.
Integrante 2( Patrícia Maroque Albuquerque)
 Pela atividade realizada com base nas fontes citadas nas referências conclui que, o trabalho pedagógico na Educação Infantil deve ser orientado pelo princípio básico de procurar proporcionar, à criança, o desenvolvimento da autonomia, isto é, a capacidade de construir as suas próprias regras e meios de ação, que sejam flexíveis e possam ser negociadas com outras pessoas, sejam eles adultos ou crianças. Para se organizar o cotidiano das crianças da Educação Infantil se faz necessário antes de tudo, conhecer o grupo de crianças com os quais se irá trabalhar e conseqüentemente partir para o estabelecimento de uma seqüência de atividades diárias conforme as necessidades delas. As brincadeiras contribuem no desenvolvimento infantil de forma decisiva através do brincar a criança faz a leitura do mundo e aprende a lidar com ele. 
  Quando trabalhamos com as crianças Traços, sons, cores e formas prevêem aprendizados que ajudarão as crianças a adquirirem sensibilidade artística, ou seja, o desenvolvimento desta percepção desde a infância impactará na criatividade, comunicação e expressividade que o pequeno demonstrará durante toda sua a vida.
Integrante 3( ZiláMaína dos Santos)
A partir da construção do referido estudo é possível afirmar o quanto é importante desenvolver na criança estímulos para que assim sua aprendizagem ocorra de maneira significativa e prazerosa, fugindo da ação mecânica. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca. Após a conclusão deste artigo, tive como base que o principal agente de aplicação da BNCC na Educação Infantil é o professor. É na sua prática pedagógica, no cotidiano escolar, que os educadores vão superando os desafios que se apresentam, aprendendo a desenvolver as competências dos alunos e ao mesmo tempo crescendo na prática de uma pedagogia diferenciada que garanta a todos os direitos de aprendizagem.
10. FONTES CONSULTADAS
PETERSON, Shelley.Qual é o papel do professor na brincadeira da criança e o papel da brincadeira na aprendizagem. 2019. Disponível em:< https://tempodecreche.com.br/palavra-de-especialista/qual-e-o-papel-do-professor-na-brincadeira-da-crianca-e-o-papel-da-brincadeira-na-aprendizagem-da-linguagem-shelley-peterson-responde/>. Acesso em: 14 de agosto de 2021.
PHOMENTA,O papel das brincadeiras no desenvolvimento infantil. 2019. Disponível em:<https://www.phomenta.com.br/papel-brincadeiras-desenvolvimento-infantil?gclid=CjwKCAjw092IBhAwEiwAxR1lRs7KHhYFmvotxKZbSG1tCi9TY7ZPrv8i8Kx7VN5xFaPM_9vAZWg-kxoCa78QAvD_BwE>. Acesso em: 14 de agosto de 2021.
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BONDIOLI, A.; MANTOVANI, S.; (orgs). Manual de Educação Infantil – de 0 a 3 anos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
KRAMER, Sonia. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. In: PASCHOAL, Jaqueline D.; MACHADO, Maria C. G. A História da Educação Infantil no Brasil: avanços, retrocessos e desafios dessa modalidade educacional. Revista HISTEDBR On-line- Artigo, Campinas, n.33, p.78-95, mar. 2009 - ISSN: 1676-2584. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33/art05_33.pdf. Acesso em out de 2021.
KUHLMANN JR., Moisés. O jardim de infância e a educação das crianças pobres: final do século XIX, início do século XX. In: PASCHOAL, Jaqueline D.; MACHADO, Maria C. G. A História da Educação Infantil no Brasil: avanços, retrocessos e desafios dessa modalidade educacional. Revista HISTEDBR On-line- Artigo, Campinas, n.33, p.78-95, mar. 2009 - ISSN: 1676-2584. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33/art05_33.pdf. Acesso em out de 2021.
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