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NUTRIÇÃO ANIMAL HILL´S

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Curso de Verão Hill’s
Atendimento clínico: como incluir a nutrição
fonte e palestrante: Msc. Henrique Tobaro Macedo
● A avaliação nutricional é parte de um sinal vital.
fatores de risco nutricional:
Exame físico:
- avaliação de PC, ECC, EMM, pele, pelo e doenças orais.
- pele ou pêlo de má qualidade;
- doenças orais ou alterações dentais;
- mudança inexplicável de peso;
- perda muscular leve, moderada ou acentuada;
- escala de 9 pontos, índice abaixo de 4 ou acima de 5.
Desnutrição também ocorre na obesidade!
ATENÇÃO à perda de peso:
- acima de 5% em uma semana;
- acima de 10% crônico.
ECC:
- palpação de costela, vértebras lombares e ossos pélvicos;
- inspeção de cintura e curvatura abdominal;
- escore 3 traz a dúvida.
ecc ideal: cintura posterior às costelas (palpáveis com cobertura singela de gordura),
gordura abdominal mínima
Causas das alterações corporais:
1. menor ingestão, diminuição da absorção, aumento das perdas
a. depleção tecidual e reservas;
b. funções fisiológicas e biológicas alteradas;
c. deterioração da capacidade funcional celular.
2. maior ingestão, menor gasto/utilização:
a. deposição/acúmulo das reservas;
b. funções fisiológicas e biológicas alteradas.
Escore de condição muscular:
a. diferença de perda de gordura do músculo;
b. perda de massa muscular → restrição severa de energia;
c. falta de proteína para sistemas de tecidos importantes;
d. massa muscular → gasto energético;
e. doenças crônicas.
Avaliação de pele e pelo:
a nutrição influencia na pelagem por ter muito nutriente envolvido, principalmente
proteína
Causas de desnutrição:
- alimentação inadequada (excesso ou deficiência);
- doenças concomitantes → hiporexia;
- doenças que fazem perder proteína ou nutrientes pela urina ou fezes;
- aumento da demanda em crescimento, reprodução ou doença.
Sinais gerais de deficiência:
- queratinização anormal;
- alteração quali e quantitativa na produção de lipídeos.
Inquérito nutricional
- o que come no dia a dia?
- ocorre alteração recente na alimentação?
- algum problema com a alimentação atual ou teve?
- quais aspectos considera importante na seleção da ração?
o que, quanto e quando está comendo?
fatores de risco:
a. função gastrointestinal alterada;
b. doenças ou distúrbios;
c. dieta não convencional;
d. biscoitos, petiscos;
e. medicamento.
escore de fezes (1-5)
doenças ou distúrbios progressos:
1. Alterações dermatológicas, urinárias, metabólicas, intensivas,
gastrointestinais.
Petiscos:
caseiros ou industrializados
- acima de 10% da NEM?;
- ENERGIA METABOLIZÁVEL?
- recomendações das embalagens
Manejo alimentar: à vontade ou controlado?
quantidade: compatível com idade, nível de atividade e castração?
Gato obeso→ 130kcal x (PC X 0,4)
E se não estiver comendo??
● O soro não alimenta!!
● acima de 3 dias sem comer: suporte nutricional (sonda alimentar).
Prescrição:
1. fabricante;
2. quantidade;
3. frequência;
4. período;
5. retorno.
Nutrição clínica: desvendando os cálculos
fonte e palestrante: Msc. Henrique Tobaro Macedo/ Dra. Larissa Risolia
antioxidantes atuam na preservação do alimento (principalmente gordura) e
palatabilidade, além do sistema imunológico;
BHA e BHT são antioxidantes sintéticos, não trazem malefícios.
energia = resultado da oxidação de moléculas orgânicas:
oxidação de
*carboidratos (3,5 kcal/g);
*proteínas (3,5 kcal/g);
*gorduras (8,5 kcal/g).
alimento: quanto de energia do alimento e níveis de garantia
paciente: necessidade energética e requerimento nutricional
ENERGIA BRUTA
EB (kca/kg) = (5,7 x g PB) + (9,4 x g EEA) + [4,1 x (g ENN* + g FB)]
*ENN = 100 - [(%) PB + (%) FB + (5) MM + (%) umidade]
ENERGIA DIGESTÍVEL
ED (kcal/g) = EB X (CDE/100)
*CDE = 87,9 - (0,88 X % FB na MS) → gatos
*CDE = 81,2 - (01,43 X % FB na MS) → cães
ENERGIA METABOLIZÁVEL
EM (kcal/g) = ED - (0,77 X g PB) → gatos
EM (kcal/g) = ED - (1,04 x g PB) → cães
OU…
EM (kcal/kg) = (3,5 x g PB) + (8,5 x g EEA) + (3,5 x g ENN*)
*ENN = 100 - [(%) PB + (%) FB + (%) MM + (%) umidade]
NECESSIDADE ENERGÉTICA: ANIMAIS ADULTOS
→ cão inativo
𝑁𝐸𝑀 = 95 𝑋 (𝑃𝐶)0, 75 (𝑃𝐶) 0,75
→ cão ativo
𝑁𝐸𝑀 = 130 𝑋 (𝑃𝐶) 0,75
→ gato ECC ideal
𝑁𝐸𝑀 = 130 𝑥 (𝑃𝐶) 0,4
→ gato obeso
𝑁𝐸𝑀 = 130 𝑋 (𝑃𝐶) 0,4
com base em peso metabólico*
GATAS GESTANTES: 𝑁𝐸 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 140 𝑥 𝑘 (𝑃𝐶) 0,67
GATAS LACTANTES: 𝑁𝐸 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 100 𝑥 𝑘𝑔 𝑃𝐶 0,67 + (𝑁 𝑥 𝑃𝐶 𝑥 𝐿)
*N: fator de correção para nº filhotes
N = 18 → até 3 filhotes
N = 60 → de 3 a 4 filhotes
N = 70 → + que 4 filhotes
*L: fator de correção para estágio de lactação
semana 1 e 2 → 0,9
semana 3 e 4 → 1,2
semana 5 → 1,1
semana 6 → 1
semana 7 → 0,8
CADELAS GESTANTES:
- 4º semana de gestação:
𝑁𝐸 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 130 𝑥 𝑘𝑔 𝑃𝐶 0,75
- 4º semana de gestação ao parto
𝑁𝐸 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 130 𝑥 𝑘𝑔 𝑃𝐶 0,75 + (26 𝑥 𝑃𝐶)
CADELAS LACTANTES:
𝑁𝐸 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 145 𝑥 𝑘𝑔 𝑃𝐶 0,75 + 𝑘𝑔 𝑃𝐶 𝑥 [(24 𝑥 𝑛 + 12 𝑥 𝑚) 𝑥 𝐿]
n: número de filhotes entre 1 e 4
m: número de filhotes a mais (1,2 ou 3), para ninhadas de 5 a 8 filhotes
L: fator de correção para estágio de lactação
- 1ª semana → 0,75
- 2ª semana → 0,95
- 3ª semana → 1,1
- 4ª semana → 1,2
GATOS FILHOTES: 𝑁𝐸𝐶 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 100 𝑥 𝑘𝑔 𝑃𝐶
𝐴
0,67 𝑥 6, 7 𝑥 (𝑒 −0,189𝑝 − 0, 66)
CÃES FILHOTES: 𝑁𝐸𝐶 (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎) = 130 𝑥 𝑘𝑔 𝑃𝐶
𝐴
0,75 𝑥 3, 2 𝑥 (𝑒 −0,187𝑝 − 0, 1)
GATOS IDOSOS: CÃES IDOSOS:
INGESTÃO HÍDRICA:
QUANTIDADE DE ALIMENTO POR DIA:
necessidade energética energia metabolizável do alimento (EM)÷
O peso da saúde: um olhar sobre a obesidade
fonte e palestrante: Msc. Henrique Tobaro Macedo/ Dra. Larissa Risolia
—-- causas —--
- multifatorial: genéticas, epigenéticas e ambientais;
- humanização;
- desequilíbrio energético: excesso de ingestão energética associada a baixo
gasto de energia;
- envolvimento da microbiota intestinal.
microbiota intestinal: o que tem a ver?
*funções do intestino: absorção de nutrientes, desempenham papel vital no
metabolismo e imunidade, prevenção contra colonização por patógenos,
desenvolvimento do sistema nervoso.
Como a microbiota funciona?
disbiose: desequilíbrio da microbiota (eliminação) - ocorre pela diarreia aguda,
doença inflamatória intestinal, insuficiência pancreática exócrina
volta a se recuperar? sim, mas não como era antes
diversidade de espécie diferentes, interferindo no organismo animal
a microbiota aproveita mais a energia do alimento fazendo o animal ganhar peso,
tendo acúmulo de gordura no metabolismo de lipídio
—-- consequência —--
tecido adiposo: adipocinas: processos inflamatórios, função imune e vascular
perda de peso (dieta + exercícios) = correlação positiva: gordura corporal x insulina
plasmática
após perda de peso < insulina plasmática, TNF, PRC
—-- diagnóstico —--
- escore de condição corporal em escala de 9 pontos;
- escore de massa muscular (EMM) em escala de 3 a 0.
—-- tratamento —--
1. definir o peso meta;
2. cálculo necessidade energética;
3. seleção do alimento;
4. cálculo do consumo do alimento;
5. acompanhamento.
1. definir peso meta:
utiliza ECC (calcular massa corporal magra (MMC) e depois calcular peso meta (PM).
*GC: gordura corporal
● cálculo ingestão energética:
1º modo:
cão: usa peso ideal do paciente
70 𝑥 (𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑚𝑒𝑡𝑎) 0,75
gato: usa peso atual do paciente
85 𝑥 (𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑎𝑡𝑢𝑎𝑙) 0,4
2º modo:
fornecer 80% da ingestão calórica atual
—-- pontos nutricionais chave —--
perfil do alimento:
➔ baixa densidade energética;
➔ baixa inclusão de gordura;
para perda de peso: 9% MS cão e 10% MS gato
➔ proteína: manutenção de massa magra, alta digestibilidade e perfil de
aminoácidos adequado e inclusão de lisina;
L- carnitina aumenta mobilização de gordura como fonte de energia e auxilia a
preservar massa magra
➔ fibra: aumenta a saciedade e diluem calorias do alimento.
perda de peso: 12 a 25% MS cão e 15 a 20% MS gato
Método de alimentação:
- refeições: mínimo 3 refeições ao dia;
- mais refeições: maior incremento calórico, mais saciedade, dependência

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