A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
41 pág.
Aula 05 -Secretariado ESPEP

Pré-visualização | Página 1 de 3

Ministrante:
Secretariado – Módulo 3: Redação Oficial
Ministrante: PROFA. DRA. DENISE DANTAS MUNIZ
JOÃO PESSOA - PB
17 DE SETEMBRO DE 2021
Sumário
Momento do Diálogo: Estudo Dirigido
Introdução
Aspectos Históricos
Redação Oficial 1: compreensão e produção.
Redação Oficial 2: comunicação oficial.
Momento do Diálogo
Prezados alunos, este é o momento que são compartilhadas as experiências referentes ao estudo dirigido proposto na aula anterior;
É o ponto em que há o compartilhamento das informações com o objetivo de desenvolvermos nosso próprio Kai-Zen, isto é, realizarmos a melhoria contínua em nossas atividades;
Cada um de nós possui um conhecimento ímpar que pode contribuir com o crescimento do colega e, consequentemente, fortalece nosso know-how.
“É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade” – Immanuel Kant
Introduzindo o assunto
Um dos primeiros atributos que fez o ser humano se diferenciar dos demais animais foi o uso de ferramentas;
Porém o primeiro grande passo para as fundações da civilização como a conhecemos é o registro escrito;
Comunicar-se não pode se limitar ao aspecto oralizado da coisa em si, no intuito da informação não ser facilmente modificada conforme a conjuntura;
“As palavras podem ferir tanto como uma agressão física, mas também têm o poder de mudar o mundo” – Buda.
Ministrante:
Introduzindo o assunto
Realizar o registro escrito também provê segurança para o ente público poder consultar informações que lhes seja pertinente e oportuna para promover melhorias nas atividades que estejam sendo executadas;
A escrita, para todos os fins, é um dos meios pelo qual permite à sociedade modificar seu próprio status quo;
Mas vamos detalhar agora o conteúdo da aula de hoje, ok?
Em uma guerra ou conflito entre duas partes, não existem vencedores. Todos acabam perdendo alguma coisa ou alguém.
Aspectos Históricos
Primeiros registros conhecidos: 40.000 a.C. com as pinturas ru-pestres nas cavernas;
Primeiras grafias surgiram cerca de 3.500 a.C. na região chama-da Mesopotâmia, que hoje é o Iraque e uma fração da Síria e do Irã;
Habitavam a região o povo sumério, que desenvolveu a escrita cuneiforme a partir de pictogramas. As tabuletas de argila eram marcadas com símbolos formados por cones;
Pintura rupestre localizada na Serra da Capivara – PI (acima) e registro cuneiforme sumério encontrado no Iraque (abaixo). Observe que estão ali registros do cotidiano de um povo que ali habitou. A escrita tem o mesmo objetivo e efeito: informar as gerações futuras.
Aspectos Históricos
As principais aplicações da escrita, nos tempos antigos, envol-viam a contabilidade, a administração, comunicação e no trabalho;
Os egípcios aperfeiçoaram a escrita cuneiforme e criaram os hieróglifos (versão culta) e o hierático (versão popular);
Hieróglifos eram compostos de imagens que traduziam aspec-tos do cotidiano e do sagrado, sendo o seu registro feito em ta-buletas de argila, em rochas sólidas e em papiros para arquiva-mento e para estudos dos escribas e sacerdotes;
Já ouviu falar da Biblioteca de Alexandria? Este era o maior acervo de informações do mundo antigo, abrigando até 700 mil escritos, até o ano de 391, quando o Papa Teófilo I instigou a destruição do que havia restado da então Biblioteca. Achou que era só isso? Tem mais...
Aspectos Históricos
E porque o hieróglifo não foi mais usado?
Resposta: 6900 caracteres era o “alfabeto” egípcio e não havia uma padronização da escrita;
De cima para baixo, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Ou seja, a escrita hieroglífica era uma confusão sem precedentes;
Na Grécia e Roma, as escritas eram padronizadas e o alfabeto simplificado, o que facilitou seu uso por diversos povos e consolidou um maior nível de confiabilidade dos registros feitos e arquivados;
O latim se destacou e se firmou, principalmente, pelo poderio militar romano;
Mesmo com escritos restritos à política e as artes militares, Júlio César foi um dos maiores consolidadores do latim como língua e alfabeto francos a partir de suas conquistas e domínio militar do mundo conhecido.
Aspectos Históricos
Com a queda de Roma e o período da Idade Média, a escrita fi-cou restrita, na Europa, para a Igreja e a nobreza;
A produção de material escrito e os respectivos registros dos feu-dos e demais territórios eram confiados a escribas e, em diversas ocasiões, a monges que viviam na corte dos nobres;
Produção de versões em latim da Bíblia Sagrada;
Até 1439, a escrita era um privilégio, quando um alemão chama-do Johannes Gutemberg desenvolveu a prensa por tipos móveis, permitindo assim publicar em grandes quantidades a Bíblia Sa-grada, sua obra mais relevante;
Johannes Gutenberg foi considerado inimigo da Igreja por ter ameaçado seu poder econômico-cultural com a publicação em larga escala da Bíblia Sagrada. Mal ele imaginava que seria a prensa que faria a Reforma Protestante alcançar sucesso.
Aspectos Históricos
E em 1867, com o americano Christopher Sholes, surgiu a má-quina de escrever ou datilografadora, primeiro modelo de escri-ta mecânica não programada;
O texto poderia, neste momento, ser criado ao mesmo tem-po em que estava sendo impresso no papel que receberia o registro, diminuindo o tempo de montagem dos tipos mó-veis e a coleta das informações se tornou exponencial;
Com a máquina de escrever, os custos de secretariar foram re-duzidos, uma vez que o registro não precisava mais ser encami-nhado para uma prensa e o processo manuscrito poderia ser simplificado no primeiro momento para depois ser transcrito de forma imediata;
Com a máquina de escrever, as informações não precisavam mais circular grandes distâncias, o que custava tempo e encarecia o registro e arquivamento, tornando mais ágil a ação de secretariar os executivos e disponibilizar a informação mais rapidamente.
Achou que é só isso? Tem mais...
Aspectos Históricos
Vejamos agora um enxerto de uma palestra feita pelo escritor e tradutor Alberto Manguel, refletindo sobre o poder da escrita em transpassar o espaço e o tempo.
Fronteiras do Pensamento – Poder da escrita
Quais as possíveis consequências de não haver o registro escrito de informações na Administração Pública?
Redação Oficial 1
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a redação oficial é emitida e comunicada sempre pelo serviço público, comunicando sempre algum assunto relativo as atribuições do órgão que comunica e o destinatário desta comunicação é:
O público;
Instituição privada ou outro órgão;
Entidade pública de um dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário);
Mas o que é mesmo a Redação Oficial?
A escrita está para a humanidade como a redação oficial está para a Administração Pública em termos de importância na existência. Então, vamos continuar o tema.
Redação Oficial 1
É a maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos;
Não é um modelo engessado, mas possui parâmetros a serem seguidos;
Os atributos da Redação Oficial incluem:
Clareza e precisão;
Objetividade;
Concisão;
Coesão e coerência;
Impessoalidade;
Formalidade e padronização;
Uso da norma padrão da Língua Portuguesa;
Tornar o texto o mais objetivo possível, retirando todas as expressões ou termos que não agregam valor a informação descrita.
Refere-se a garantir que não seja permitida interpretação diferente da que se pretenda passar.
Não adianta tentar evitar ou fugir: estou em todos os locais, até mesmo na Redação Oficial.
Redação Oficial 1
CLAREZA;
Quanto a clareza, esta deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, de forma que o leitor entenda de imediato do que se trata;
A transparência é requisito da própria Administração Pública;
Faz parte diretamente do princípio constitucional da publi-cidade, de forma que apenas publicar não é o suficiente;
Em uma redação oficial, é inegável que a leitura deve ser de fácil compreensão, principalmente porque estamos a lidar com pessoas

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.