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Lúpus eritematoso sistêmico brait pdf

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INTRODUÇÃO 
A palavra vêm do latin e significa lobo = doença que roía a carne 
e era imprevisível / agressiva. O eritematoso vêm porque a 
doença causa lesões eritematosas e o sistêmico porque acomete 
vários órgãos. 
DEFINIÇÃO 
“Doença inflamatória crônica, autoimune, de etiologia 
incerta, caracterizado por produção de auto anticorpos e 
períodos intermitentes de atividade e remissão” 
2 TIPOS 
CUTÂNEO 
• Somente restrito a pele (sem acometimento sistêmico) 
• Apenas manchas na pele, geralmente avermelhadas 
ou eritematosas 
• Principalmente nas áreas que ficam expostas à luz 
solar (rostos, orelhas, colo (“V” do decote) e nos 
braços) 
Ou seja, o fator UVB vai fazer uma alteração nos queratinóticos 
e os pacientes que tem uma predisposição irão reagir a essa 
exposição a luz e desencadear as lesões de pele. 
SISTÊMICO: 
• Tem obrigatoriamente acometimento de algum órgão 
interno (1 ou mais) 
• Não fica somente restrito a pele. 
Um LES cutâneo pode evoluir para um LES sistêmico, porém é 
raro! O cutâneo quem trata é o dermatologista e o sistêmico 
quem trata é o reumatologista. São doenças distintas. 
EPIDEMIOLOGIA 
• 40 a 50 casos por 100 mil habitantes 
• 9M: 1H – predominante em mulheres; 
• Pior prognóstico em negros e pobres. 
ETIOPATOGENIA: 
• Genéticas: já tem uma predisposição para a doença 
• Ambientais: principalmente exposição a luz solar. 
• Hormonal: estrógeno, por isso mulher é mais 
acometida (fator de gatilho) 
• Imunológicos: participação de auto anticorpos 
(anticorpo começa atacar o tecido saudável) 
QUANDO PENSAR EM LES? 
Toda MULHER, principalmente JOVENS, que iniciem quadros 
clínicos diferente do que estamos acostumados, devemos 
pensar em LES 
• Mulheres 
• Jovens 
• Negras 
• Baixa condição social 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
CUTÂNEO-MUCOSAS 
 
Essa lesão é indolor. Ainda, 
conseguimos observar o rash 
malar que não fica só quando 
o indivíduo está exposto ao 
sol, ele fica principalmente no 
período da noite, sem 
desaparecer (é infiltrativo) 
 
 
Rash malar com 
aspecto 
infiltrativo 
 
 
 
RASH EM ASA DE BORBOLETA – poupa a região do sulco 
nasolabial 
 
LESÕES ANULARES: centro mais claro e bordas mais 
eritematosas. Essa paciente iniciou com quadro agudo, 
apareceram lesões em tronco – a princípio ela ficou com 
diagnóstico de lúpus cutâneo. 
 
VASCULITES DE MMII: 
lesões vasculíticas na pele 
 
 
 
 
 
 
ALOPÉCIA: é uma 
alopécia não 
cicatricial (naõ deixa 
cicatriz), 
principalmente na 
região frontal, atrás 
da orelha. A alopécia 
sara quando ocorre 
a melhora clínica. 
 
 
FENÔMENO DE RAYNAUD: temos 3 cores: palidez (por 
acometer a microcirculação) – o vaso vai estreitando (pois 
está inflamando) → em seguida tem cianose → a todo 
momento o organismo tenta vencer essas áreas de 
isquemia → lança mão de várias citocinas par abrir a luz 
do vaso (e consegue por um tempo) → hiperemia reflexa 
Precisa ter as 3 fases? Não! Apenas duas fases já 
caracterizam esse fenômeno. Costuma acontecer mais no 
frio (porém nada impede que ele ocorra no calor). Temos 
que pedir para as pacientes usarem luvas, pois se não pode 
começar a necrosar a ponta dos dedos. 
 
 Lesão indolor de palato 
duro: é uma vasculite 
que esses pacientes 
fazem. SEMPRE OLHAR 
A CAVIDADE ORAL 
 
 
 
 
 
LESÕES AFTOSAS: na cavidade bucal: também indolores. 
ACOMETIMENTO ARTICULAR 
• Acometimento articular: artrite não erosiva, 
periférica, intermitente, por vezes migratória e com 
rigidez matinal < 30 minutos 
 
(1) JACCOUD: flexão dos dedos com aparência de 
deformidade – mas volta ao normal 
Pode apresentar Jaccoud: é uma frouxidão do tendão e 
começa a fazer deformidade no dedo (pensamos que o 
dedo está torto, mas não – ele volta ao normal) 
 
PULMONAR 
• Pleurite ou derrame pleural 
• Mais comum fazer derrame pleural (pleurite) – 
costuma ser bilateral, pequenos e são exsudativos. 
 
Paciente fazendo derrame pleural temos que ter bom senso e 
excluir causas infecciosas. Por isso, paciente em quadro lúpico, 
quando entra em atividade da doença, precisa ser feito 
diagnóstico diferencial. Paciente lúpico pode fazer infecções de 
repetição e não ter atividade da doença, necessitando apenas 
de tratamento da infecção. 
O tratamento para a atividade da doença é totalmente 
diferente, se tiver infecção e tratar a atividade da doença, você 
pode acabar piorando essa infecção. 
RENAL 
• Acometimento renal: 75% dos pacientes em algum 
momento da doença 
• Biópsia: 100% 
• Sd. Nefrítica 
• Sd. Nefrótica 
• Acidose tubular renal 
Quando temos dúvidas sobre o acometimento renal → pois o 
paciente que tem LES pode fazer acometimento renal por várias 
causas, até causas que não envolvam o LES (como trambos de 
artéria renal). 
O ideal é fazer biópsia em TODOS os pacientes, pois geralmente 
já são pacientes cheios de comorbidades, como por exemplo, o 
DM. 
 
• Classe I e II: alteração leve (muitas vezes não 
precisamos intervir) 
• Classe III: já é glomerulonefrite focal (começa a ser 
uma classe que precisamos intervir) 
• Classe IV: já vai ser uma glomerulonefrite difusa – 
precisamos fazer tratamento rápido e agressivo (se 
não perde função renal). 
• Classe V: já vai ser uma glomerulonefrite membranosa 
– porém ainda temos boa resposta ao tratamento 
• Classe VI: já vai ser uma glomerulonefrite 
esclerosante - tratamento pesado e mesmo assim eles 
evoluem para IRC e vão para uso de diálise 
Se tivermos biópsia renal conseguimos ver o quanto de atividade 
ou cronicidade renal. Se eu pego no início esse paciente vai ter 
muito mais atividade do que cronicidade (então conseguimos 
tratar com boa resposta). Se já pegarmos na fase de 
cronicidade, geralmente não iremos ter uma boa resposta ao 
tratamento. Além disso, devemos saber que um paciente pode 
evoluir sua classe ao longo da doença 
CARDÍACO 
• Pode acometer as 3 camadas (PANCARDITE) → 
pericárdio, endocárdio e miocárdio. 
• Pericárdio + acometido 
► Pericardite/derrame pericárdico 
► Risco de tamponamento 
O pericárdio é o local mais acometido que pode fazer uma 
pericardite, derrame pericárdico. É muito comum o paciente 
abrir o lúpus com um derrame pericárdico que geralmente é 
pequeno, mas existe um risco de tamponamento nos casos não 
tratados → costuma ser um derrame pericárdico mais 
LAMINAR 
• Pacientes podem cursar com miocardite e fazer 
distúrbios de condução 
• Endocardite de Libman Sacks → endocardite por 
vegetação asséptica 
► Vegetação asséptica 
► Associado a anticorpos antifosfolípides (50%) 
► Incidência 11% 
► Valva mitral 
Paciente não tem foco infeccioso ali, está muito associado a 
anticorpos antifosfolípides, 11% dos pacientes com lúpus podem 
fazer essa endocardite, e acomete mais a valva mitral 
HEMATOLÓGICO 
• Anemia de doença crônica (+ comum) 
• Anemia 2º a def. Ferro 
• Anemia Hemolítica 
• Plaquetopenia 
► SAF*** → sindrome do anticorpo 
antifosfolípide 
► PTT → púrpura trombocitopênica 
• Leucopenia e linfopenia → fazer diagnóstico 
diferencial com infecção 
NEUROPSIQUIÁTRICOS 
• Cefaleias refratárias 
• Distúrbios cognitivos 
• Convulsão 
• Psicose 
► Alucinação visualmente é orgânica 
► Ilusão 
 Associado Ac. Anti-P ribossomal (“p” de 
psicose) 
Primeiro SEMPRE temos que descartar a presença de infecção 
para depois considerar a psicose pela atividade de doença 
autoimune. 
 
 
Dificilmente veremos um “lupinho” → ele acomente sistemas, 
caso contrário será lúpus cutâneo. Pode acometer pulmões, rim, 
coração, sangue, músculo e ligamentos. 
Toda vez que nos depararmos com mulheres jovens, negras, que 
ficam fazendo essas alterações descritas (que não são comuns 
em pacientes jovens) – temos que pensar que pode ser alteração 
autoimune por LES 
PESQUISA DE AUTO-ANTICORPOS – FAN 
• FAN HOMOGÊNO 
► Anti-DNA 
► Anti-Histona 
• FAN PONTILHADO

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