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Universidade de Brasília
Organização da Educação Brasileira – Turma “ U (09 A)”
18 de outubro de 2020
Naionny Unissys Bastos de Souza- 180107496
Resenha do texto: Três gerações de avaliação da educação no Brasil: interfaces com o currículo da/na escola.
 O artigo de Alicia Bonamino professora associada da PUC-RIO e pesquisadora do laboratório de avaliação da educação LAEd , junto com Sandra Zákia professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, discorre sobre as avaliações da educação brasileira. 
 São analisadas no artigo três gerações de avaliações. A primeira geração tem como sistema principal de avaliação o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O Saeb avalia a cada dois anos alguns alunos dos anos finais de cada etapa do ciclo escolar, ou seja 6º e 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. A avaliação é feita por meio de testes juntamente com questionários, objetivando monitorar a qualidade da educação básica, tendo como prioridade áreas especificas do conhecimento, sendo essas português e matemática. 
 O Saeb, entretanto, não apresenta uma eficácia muito grande quanto a interferência escolar, os resultados das avaliações não são devolvidos parra as escolas, sendo somente publicados na internet para consulta pública. E diferentemente das avaliações de segunda e terceira geração que serão caracterizadas nos próximos parágrafos, não apresenta a política de responsabilização. 
 A avaliação de segunda geração, tem como método principal de avaliação a Prova Brasil, que ocorre a cada dois anos, assim como o Saeb. A Prova Brasil tem como objetivo primordial auxiliar os governantes nas decisões sobre o direcionamento de recursos e no estabelecimento de metas. Juntamente com o Censo Escolar esse método avaliativo integra o Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). 
 Diferentemente do Saeb, os resultados da Prova Brasil são enviados para cada escola, apresentado o resultado das mesmas em escala de desempenho, colaborando para o planejamento das ações pedagógicas. Mas sua política de responsabilização é fraca, pois não estabelece sanções ou recompensas em decorrência do resultado.
 Os métodos de avaliação de terceira geração usam como referência o Saeb e a Prova Brasil, mas com avaliações mais especificas, e divulgação de resultado também. Esses métodos de terceira geração mais do que auxiliar os governantes, visa orientar a construção da proposta pedagógica e a elaboração do planejamento pelas escolas. Dois exemplos de terceira geração são apresentados no texto, o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP) e o Sistemas de Avaliação Educacional de Pernambuco ( SAEPE).Porém a SAEPE traz uma característica diferente, que è a atribuição de metas para casa escola e a concessão do Bônus de Desempenho Educacional (BDE).
  Então, diferente dos métodos de segunda geração, os de terceira contemplam sanções ou recompensas dependendo dos resultados, além de estabelecer metas, objetivando criar incentivos, para que os professores se esforcem e obtenha resultados melhores. 
 Após caracterizar as três gerações, as autoras apresentam pesquisas onde mostram que a política de recompensa pode apresentar riscos para o currículo escolar. Um deles sendo o “ensinar para o teste”, que é quando os professores focam nos assuntos abordados nos testes e acabam deixando para traz conteúdos importantes para o currículo. São indicadas também implicações para a avaliação da aprendizagem quando as escolas passam a organizara-la tomando como referência o teste utilizado em larga escala. 
 Referências bibliográficas:
Avaliação da Educação Básica. BONAMINO, Alicia e SOUSA, Sandra Z. Três gerações de avaliação da educação básica no Brasil: interfaces com o currículo da/na escola. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.38, n.2, p.373-388, abr./jun. 2012.

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