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Aula 01 Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 (Com videoaulas) Professor: Rodrigo Rennó Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 70 Sumário Gestão de Pessoas - Conceitos, importância, relação com os outros sistemas de organização. 3 Atribuições básicas e objetivos ................................................................. 3 A função do órgão de gestão de pessoas ....................................................... 4 Gestão Estratégica de Pessoas .................................................................. 6 Evolução dos modelos de gestão de pessoas .................................................. 6 Panorama da área de Gestão de Pessoas no Setor Público .................................. 10 Relações Indivíduo-Organização ............................................................. 12 Equilíbrio organizacional ..................................................................... 14 Direção. .......................................................................................... 16 Motivação e Desempenho ....................................................................... 16 Teorias de Processo e Teorias de Conteúdo ................................................. 18 Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow. ........................................ 20 Teoria X e Y de McGregor. .................................................................. 26 Teoria dos dois fatores de Herzberg. ......................................................... 28 Teoria do Reforço ............................................................................. 32 Teoria da Expectativa ou da Expectância de Vroom. ....................................... 34 Teoria das Necessidades Adquiridas, de McClelland. ...................................... 36 Teoria da Equidade ........................................................................... 37 Teoria do Estabelecimento de Objetivos (Autoeficácia) .................................... 38 Motivação e o Contrato Psicológico ......................................................... 39 Liderança ......................................................................................... 43 Liderança X Chefia ........................................................................... 45 Abordagens de Liderança ..................................................................... 47 Teoria dos Traços de Liderança. ............................................................. 47 Teoria Comportamental – Os Estilos de Liderança. ......................................... 49 Liderança Contingencial ou Situacional ..................................................... 53 Modelo de Fiedler. ......................................................................... 54 Teoria Situacional .......................................................................... 55 Lista de Questões Trabalhadas na Aula. ........................................................ 60 Gabaritos. ........................................................................................ 68 Bibliografia ...................................................................................... 68 Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 70 Gestão de Pessoas - Conceitos, importância, relação com os outros sistemas de organização. Atribuições básicas e objetivos Atualmente, os gestores públicos e privados reconhecem que uma gestão eficiente de pessoas é fundamental para que as organizações atinjam seus objetivos. Através da capacidade e do empenho dos indivíduos, as empresas podem ganhar ou perder competitividade. O aprendizado de como devemos lidar com os funcionários e colaboradores, portanto, atingiu status de processo crítico no mundo corporativo. Durante seu trabalho como gestor, podemos necessitar fazer várias tarefas que são atribuições da área de Recursos Humanos: contratar algum funcionário, selecionar um membro de uma equipe para fazer parte de um projeto, treinar um grupo de pessoas, motivar um profissional, dentre várias outras. Fazer bem este trabalho pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso para um administrador. A não ser que seu trabalho dependa somente de você, a gestão de pessoas será importante na sua vida! De acordo com Dessler1, a gestão de pessoas é importante para todos os gestores, mesmo os que não trabalham diretamente no setor de Recursos Humanos. Um gestor que não tenha habilidade na gestão de pessoas poderá: contratar um profissional sem perfil para o cargo desejado, perceber que sua equipe está desmotivada, ver seus melhores profissionais saindo do seu departamento ou empresa, etc. Por isso, a área de Gestão de Pessoas é tão importante – porque lida com as pessoas que “fazem acontecer”. Mas este setor tem muitos outros objetivos. De acordo com Ivancevich, a gestão de pessoas tem os seguintes objetivos2: Ajudar a organização a alcançar seus objetivos; Empregar as habilidades e conhecimentos dos trabalhadores de maneira eficiente; 1 (Dessler, 2008) 2 (Ivancevich, 1998) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 70 Prover a organização com profissionais bem treinados e motivados; Aumentar ao máximo a satisfação do trabalhador no trabalho e sua atualização profissional; Desenvolver e manter uma qualidade de vida no trabalho que torne desejável trabalhar na organização; Comunicar as políticas de Recursos Humanos para toda a organização; Ajudar a manter políticas éticas e um comportamento socialmente responsável; Gerenciar a mudança de modo que seja vantajoso tanto para os indivíduos quanto para os grupos, a empresa e o público em geral. Assim, a gestão de pessoas consiste de diversos processos que permitem a empresa captar, manter, motivar e desenvolver as pessoas necessárias para que esta consiga seus objetivos. Como Dessler afirma3, o trabalho de um gestor é conseguir resultados, e você deve conseguir estes resultados através das pessoas. A função do órgão de gestão de pessoas Antes de qualquer coisa, cabe aqui fazermos uma diferenciação entre os dois principais “atores” nesta área: os gerentes de linha e o órgão de RH. A responsabilidade final da gestão de pessoas está ao cargo de gerente de linha. Este é o profissional que lida diretamente com os funcionários. É o chefe direto dos seus subordinados. Já o órgão de Recursos Humanos engloba os profissionais especializados nos processos de gestão de pessoas: recrutamento e seleção de pessoas, treinamento e desenvolvimento, motivação, etc. Portanto, ambos os profissionais estão envolvidos pelos processos de RH. De acordo com Chiavenato4, 3 (Dessler, 2008) 4 (Chiavenato, Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações, 2004) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 70 Gestão Estratégica de Pessoas Todas as organizações necessitam de pessoas para existir. Aprender a lidar com estas pessoas sempre foi uma das atividades importantes para um gestor. Entretanto, na Era do Conhecimento este processo ficou ainda mais estratégico para que uma empresa tenha sucesso e sedestaque. Isto ocorre, pois atualmente as pessoas demandam mais de seus empregos do que antigamente. Além disso, as atividades pedem cada vez menos trabalho “braçal” e mais capacidade de inovação e o intelecto. Atualmente, é muito mais necessário e importante ter criatividade e conhecimento. Desta maneira, um novo tipo de profissional está sendo demandado pelo mercado. E este profissional mais capacitado tem outras necessidades e desejos. Portanto, estas pessoas acabam preferindo trabalhar em empresas que mostram mais cuidado com seus empregados e que lhes fornecem mais oportunidades e controle sobre suas vidas6. Assim, as pessoas hoje em dia são muito mais exigentes do que antigamente com relação ao contexto do trabalho! Somente suprir suas necessidades materiais não é mais suficiente. A organização moderna deve procurar suprir também suas demandas psicológicas, sua necessidade por um trabalho desafiador e gratificante, por um clima organizacional acolhedor7. E isto não é possível com um antigo departamento de Recursos Humanos - preocupado apenas com tarefas burocráticas. Evolução dos modelos de gestão de pessoas Desta forma, estamos vendo a transformação da área de Recursos Humanos sair de uma posição reativa e preocupada com aspectos de controle e papelada (o departamento de pessoal), passando por um setor de RH mais preocupado com a motivação, com o clima organizacional e os aspectos de liderança (gestão de pessoas) até chegar a um setor de recursos humanos preocupado com o atingimento dos objetivos estratégicos da organização (gestão estratégica de pessoas)8. 6 (Ivancevich, 1998) 7 (Marras, 2011) 8 (Schikmann, 2010) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 70 1 - (CESPE – TCU – ACE – 2007) Quanto à evolução da função de recursos humanos no Brasil, julgue o item seguinte. O processo de gestão de pessoas no Brasil é marcado por aspectos legais e pelo referencial humanista. Naturalmente, o processo de evolução dos modelos de gestão de pessoas contou, com aspectos tanto legais quanto humanistas. Entretanto, no seu início, os modelos de gestão de pessoas não tinham o referencial humanista como foco. Isto foi mudando com o passar do tempo. As organizações, ao gerenciar seu capital humano, devem cumprir as diversas legislações que tocam na relação capital/trabalho. Mas isto não é mais considerado suficiente para atrair e manter pessoas qualificadas e motivadas. A preocupação com um ambiente de qualidade e uma parceria entre a organização e seus membros são aspectos fundamentais no sucesso de qualquer empresa. Entretanto, a banca considerou que o referencial humanista não esteve presente em todos os modelos. Portanto, seria marcada apenas pelos aspectos legais. Acredito que a banca não foi muito feliz com esta frase, pois o referencial humanista, apesar de menos marcante, está presente. Apesar disso, O gabarito é questão incorreta. Continuando nossa aula, Chiavenato define o processo de gestão de pessoas como um conjunto integrado de processos dinâmicos e interativos11. Assim sendo, refere-se às políticas e atividades que são utilizadas para gerir as pessoas no contexto da organização. Dentre os objetivos da Gestão de Pessoas, o autor dita como principais12: Possibilitar à organização atingir seus objetivos e sua missão e visão estratégica; Atrair e manter pessoas treinadas e motivadas; Aumentar a competitividade da organização; Aumentar a satisfação das pessoas na empresa; Aumentar a qualidade de vida; Desenvolver um ambiente de mudanças; Desenvolver um ambiente ético. 11 (Chiavenato, Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações, 2004) 12 (Chiavenato, Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações, 2004) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 70 Atualmente, os órgãos de gestão de pessoas estão buscando atuar mais como consultorias internas, ou seja, de modo a assessorar os gerentes de linha (que estão diretamente ligados à execução dos processos principais da organização). Desta forma, a tendência é a de que os profissionais de Recursos Humanos deixem de estar em um órgão “separado” ou especialista (como uma Gerência de Recursos Humanos), normalmente envolvido somente com questões burocráticas, para poder auxiliar os diversos setores da organização em sua missão estratégica. Podemos dizer então que o órgão de RH está passando a funcionar como uma função de Staff, ou seja, de suporte (ao contrário de antes, como uma gerência de linha). Assim sendo, se um gerente de operações (de linha) precisa treinar sua equipe, por exemplo, pedirá a ajuda da equipe de RH para que eles possam assessorá-lo neste processo de treinamento. Resumindo, a tendência é a descentralização das funções de Gestão de Pessoas. Panorama da área de Gestão de Pessoas no Setor Público Infelizmente, grande parte das organizações públicas ainda se enquadra em uma visão antiquada da gestão de pessoas. Assim, temos uma área de RH voltada principalmente para cumprir normas e leis relativas aos quadros de pessoal. Seria o estágio de departamento de pessoal, como já vimos. De acordo com Pires et al13, os órgãos de RH das organizações governamentais perderam ainda mais flexibilidade após a Constituição Federal de 1988. Esta carta magna instituiu o Regime Jurídico Único (RJU) para todos os servidores públicos, igualando o tratamento da Administração Indireta ao da Administração Direta. Boa parte do trabalho destes órgãos públicos de pessoal, de acordo com Schikmann14, se limita ao controle da folha de pagamento, ao monitoramento dos processos de aposentadoria e a proposição de leis e afins. Além disso, estes órgãos acabam desenvolvendo ações reativas e emergenciais de treinamento e capacitação. Desta forma, estes órgãos não efetuam um planejamento das necessidades tanto de número de pessoas necessárias, quanto dos perfis e competências necessários para a organização. 13 (Pires & al., 2005) 14 (Schikmann, 2010) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 70 O desempenho dos servidores e das organizações não são medidos, nem tomados em consideração para a remuneração ou progressão na carreira. Com isso, não há uma maior preocupação com a capacitação por parte dos empregados, nem uma motivação para produzir mais. Pense bem, se sua remuneração não depende de seu esforço, nem será considerada para uma promoção, você acabará não ficando muito motivado para trabalhar mais, não é verdade? Além disso, como não existe uma avaliação de desempenho efetiva (pois esta é feita é apenas “pró-forma”, ou seja, para constar), os servidores não recebem este “feedback” ou retorno do seu desempenho, tão necessário para que este saiba onde precisa evoluir. Como não existe este “link” (ligação) entre a área de Gestão de Pessoas e o planejamento estratégico da instituição, não existe também uma preocupação com as competências necessárias para que estas atinjam seus objetivos estratégicos. A gestão estratégica de pessoas demanda então que o sistema de RH entenda perfeitamente como a organização funciona, quais são seus principais processos e seus objetivos e metas. Com isso, esta área pode planejar uma política de Recursos Humanosque leve em consideração estes planejamentos e metas para o curto, médio e longo prazo. De acordo com Schikmann15, os principais mecanismos e instrumentos da gestão estratégica de pessoas são: Planejamento de recursos humanos; Gestão de competências; Capacitação continuada com base em competências; Avaliação de desempenho e de competências. Vamos ver algumas questões que tocam nestes pontos? 2 – (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013) A gestão de pessoas na atualidade tem adotado formas organizacionais com base na confiança, rompendo com a filosofia tradicional que privilegia apenas os aspectos econômicos da relação entre o indivíduo e o trabalho. Atualmente, os modelos de gestão de pessoas enfatizam uma preocupação em tratar os profissionais como parceiros, como um fator estratégico de sucesso da organização. Deste modo, não podemos como 15 (Schikmann, 2010) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 70 gestores ficar preocupados somente com o relacionamento econômico (salário, benefícios etc.) com o trabalhador. Um relacionamento pautado pela confiança deve existir entre a empresa e seu profissional, para que ambos alcancem seus objetivos. O gabarito é questão certa. 3 – (CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) Uma das principais expectativas da gestão de pessoas nas organizações modernas é garantir que o trabalho a ser realizado seja simples e as pessoas, bem gerenciadas, para que os objetivos sejam alcançados. A questão tem um erro evidente: não é função da gestão de pessoas garantir que o trabalho seja simples. Se a avaliação de desempenho indicar que o funcionário não está capacitado para executar uma tarefa complexa, ele deve ser treinado e desenvolvido para poder adquirir as competências necessárias para isso. O gabarito é questão errada. 4 - (CESPE – ABIN – OFICIAL – 2010) A administração de pessoal, uma das fases do processo de evolução da gestão de pessoas, tinha por finalidade conferir qualidade à relação entre capital e trabalho e operacionalizar os serviços de recursos humanos. Esta questão está errada, pois o estágio de Administração de Pessoal (ou do “departamento de Pessoal”) não buscava a qualidade da relação entre capital e trabalho. Estava mais preocupada com aspectos formais desta relação. O gabarito é questão incorreta. Relações Indivíduo-Organização As relações entre os indivíduos e as organizações são marcadas pelos interesses de cada parte. Ambos desejam atingir seus objetivos. Mas estes objetivos nem sempre são os mesmos. Melhor dizendo, quase nunca são os mesmos. Assim, ambos devem conseguir atingir seus objetivos dentro deste “acordo”. Este é o grande “x” da questão na gestão de pessoas: fazer com que a relação entre as pessoas e as organizações seja mutuamente positiva. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 70 Os indivíduos desejam ganhar seu dinheiro, aprender novas habilidades, conhecer pessoas interessantes, trabalhar em ambientes acolhedores, dentre outros fatores. Já as empresas necessitam também alcançar seus objetivos: gerar uma maior lucratividade, melhorar o atendimento aos seus clientes, ampliar sua participação de mercado, reduzir seus problemas na produção de seus produtos, produzir produtos com maior qualidade, etc. Para que estas empresas possam atingir seus objetivos, elas buscam contratar e manter pessoas com os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para que possam atingir estas metas. E para manter estas pessoas precisam oferecer o que as pessoas desejam, naturalmente. Ao mesmo tempo, as pessoas sabem que devem oferecer seu comprometimento, ideias e esforço físico para que a organização tenha um desempenho desejado. Isto é o que elas “oferecem” em troca. Obviamente, as pessoas “entregam” mais aos seus empregadores quando percebem que esta organização está preocupada com seus objetivos individuais. Assim, a satisfação no trabalho e o comprometimento são maiores quando existe uma percepção de que a organização é parceira dos seus empregados. Isto costuma trazer um desempenho superior, beneficiando ambos (trabalhadores e empregadores). Assim, as empresas precisam dos seus funcionários, bem como estes necessitam das organizações para atingir seus objetivos. Vamos ver agora como este tópico já foi cobrado? 5 - (CESPE – ANVISA – ANALISTA - 2004) O relacionamento indivíduo-organização é marcado por trocas e reciprocidades. Percepções individuais favoráveis acerca da reciprocidade do relacionamento indivíduo-organização estão associadas positivamente a satisfação e comprometimento afetivo no trabalho. Perfeito. O relacionamento entre a empresa e as pessoas é marcado mesmo pelas trocas e reciprocidades. A organização demanda um comprometimento maior e um desempenho especial. Já as pessoas demandam salários competitivos, um plano de carreira e de desenvolvimento pessoal, dentre outros fatores. O gabarito é mesmo questão correta. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 70 Equilíbrio organizacional A Teoria do Equilíbrio Organizacional tenta explicar como ocorre, ou não, a cooperação dos indivíduos em uma organização16. O que ela postula é que todas as organizações necessitam de diversos atores ou participantes para poder desempenhar suas funções. Estes participantes podem ser os próprios empregados da empresa, bem como fornecedores, clientes, acionistas, dentre os diversos grupos de indivíduos que interagem com a organização. Mas como funcionaria este equilíbrio? O que a teoria do equilíbrio tenta mostrar é que todas as pessoas devem receber certos incentivos para que possam contribuir para o sucesso da instituição. Elas desejam receber salários, benefícios, pagamentos pelos seus serviços, dentre outros incentivos fornecidos pela empresa ou órgão público. Mas a organização também quer algo em troca, naturalmente. Ela precisa do trabalho, dos serviços prestados, do comprometimento, das ideias, dentre outras contribuições fornecidas pelos indivíduos ou grupos de pessoas com quem tem relação. Desta forma, as pessoas esperam receber incentivos da organização em troca das suas contribuições e o mesmo ocorre por parte da instituição. O equilíbrio ocorre quando esta relação de “troca” é vista como adequada! Assim, as pessoas irão “entregar” mais aos seus empregadores sempre que perceberem uma recompensa justa por parte da organização aos seus esforços. Quando existe equilíbrio, as pessoas buscam continuar a interagir com a empresa, dando sustentação, segurança e continuidade à instituição. Se não existir equilíbrio na relação (a oferta da organização ser inferior ao que é ofertado pelas pessoas) a empresa terá uma constante perda de pessoal, ou seja, as pessoas buscarão outros empregadores, os fornecedores não venderão mais para a empresa, os acionistas venderão suas ações, dentre outras perdas. De acordo com Chiavenato17, “O equilíbrio organizacional reflete o êxito da organização em remunerar seus participantes (com dinheiro ou satisfações não-materiais) e motivá-los a continuarem fazendo parte da organização, garantindo com isso sua sobrevivência.” 16 (Rennó, 2013) 17 (Chiavenato, Introdução à teoria geral da administração, 2011) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentadosProf. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 70 Sem isso, as pessoas procurarão outra ocupação, não é mesmo? E as empresas terão de arrumar outros funcionários. Esta teoria do equilíbrio organizacional é mesmo bem intuitiva. O gabarito é questão correta. 7 - (CESPE – MPE-PI – TÉCNICO – 2012) O equilíbrio organizacional pode ser alcançado mediante a troca de contribuições e incentivos na relação entre as pessoas e as empresas. Nessa troca, as pessoas colaboram para facilitar o alcance dos objetivos organizacionais, e as empresas fornecem para esses colaboradores os incentivos que proporcionam a realização de seus objetivos pessoais. Exato. A banca descreveu de forma adequada o princípio básico da Teoria do Equilíbrio Organizacional. Sem uma compensação adequada, as pessoas buscarão outras organizações para interagir. Desta maneira, os incentivos oferecidos pelas organizações devem ser no mínimo semelhantes às contribuições oferecidos pelos empregados, fornecedores, acionistas, etc. O gabarito é questão certa. Direção. De acordo com Chiavenato, a direção é a função administrativa que se refere ao relacionamento interpessoal do administrador com os seus subordinados19. Com a direção, o gestor busca guiar o comportamento dos servidores para que a organização consiga atingir seus objetivos. Como esta função depende diretamente desta relação com pessoas, torna o trabalho do gestor bem complexo, pois cada pessoa reage de uma maneira e deve-se ter muita sensibilidade para saber como agir em cada caso específico. Para cumprir esta função, o administrador deve saber se comunicar, liderar e motivar sua equipe de funcionários. Motivação e Desempenho Estar motivado é visto como uma condição necessária para que um trabalhador entregue um desempenho superior. Naturalmente, como a 19 (Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 70 motivação afeta a produtividade, as empresas devem orientar a motivação dos seus membros para os seus objetivos estratégicos. Só que as empresas nem sempre sabem como motivar seus funcionários! O problema é que as pessoas são distintas umas das outras. O que motiva você pode não motivar seu colega de trabalho. Esta motivação pode vir ligada a um fator interno ou um fator externo. Abaixo, podemos ver algumas definições do conceito de motivação: “a motivação é relativa às forças internas ou externas que fazem uma pessoa se entusiasmar e persistir na busca de um objetivo20.” “a motivação é a vontade de exercer altos níveis de esforço para alcançar os objetivos organizacionais21.” E quais são estes fatores internos e externos que geram motivação? Quando uma empresa oferece um bônus para os empregados que consigam atingir uma meta, estão criando um fator externo de motivação. Naturalmente, iremos nos esforçar mais em nossas tarefas para atingir esta meta e recebermos o bônus. Esse esforço superior não vem de um desejo nosso de trabalhar mais e melhor, mas sim de uma oferta da empresa. Já em relação aos fatores internos, estamos nos referindo a fatores que não se originam nos “outros”, mas em nós mesmos. O prazer de fazer um trabalho bem feito, de aprender uma nova função, de ajudar algum colega, são exemplos de fatores internos que geram motivação no ambiente de trabalho. Um profissional que atende comunidades carentes pode, por exemplo, gerar motivação pelo fato de estar ajudando pessoas a melhorar sua qualidade de vida, a sair de sua situação de pobreza. Desta forma, existe uma diversidade de teorias motivacionais22, que veremos a seguir. Abaixo no gráfico podemos ver um resumo dos tipos de motivação: 20 (Daft, 2005) 21 (Robbins & Coulter, Administração, 1998) 22 (Bergamini, 1990) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 70 Nem pensar! A função administrativa de direção envolve a motivação e a liderança nas organizações. Para poder motivar e liderar os seus funcionários, um gestor não pode se restringir ao nível estratégico, mas enfatizar principalmente o nível tático e o nível operacional (que são os níveis que contém a maioria dos profissionais em uma empresa). Deste modo, o gabarito é mesmo questão incorreta. 10 – (CESPE – ANAC – TÉCNICO – 2012) O objetivo principal das teorias de conteúdo é analisar a motivação com base no estudo dos motivadores do comportamento organizacional. As teorias de motivação podem ser dividas em teorias de conteúdo e teorias de processo. As primeiras incluem: a Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow, a Teoria ERC de Alderfer, a Teoria dos Dois Fatores de Herzberg etc. estas teorias enfatizam os aspectos que motivariam as pessoas, ou seja, o “que” gera a motivação. Já as teorias de processo incluem: a Teoria das Expectativas de Vroom, a Teoria da Equidade de Adams e a Teoria do Reforço de Skinner. No caso destas teorias, o foco é no modo como se dá a motivação no indivíduo. O gabarito é mesmo questão certa. Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow. Inicialmente, os patrões tinham a percepção de que a motivação dos trabalhadores era derivada exclusivamente dos incentivos financeiros. A ideia era: “quer motivar seus funcionários? Aumente seu salário, seus bônus”. Entretanto, logo esta ideia caiu por terra. Hoje, sabemos que muitos outros fatores são importantes para que os funcionários estejam motivados. Uma das teorias que mais são cobradas em concursos, a Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow, ou pirâmide de Maslow, foi uma das primeiras a serem desenvolvidas. Seu nome veio do seu criador: Abraham Maslow. O conceito principal desta teoria é o de que a motivação de uma pessoa é originada por suas necessidades. Como as pessoas são diferentes umas das outras, as necessidades são também diversas. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 70 Maslow classificou estas necessidades em uma hierarquia, iniciando com as mais básicas até as necessidades “superiores”. As básicas seriam aquelas que todo ser humano deve “saciar” para que possa sobreviver. Já aquelas necessidades superiores seriam aquelas que só apareceriam quando as necessidades básicas já estivessem “saciadas”. Estas necessidades poderiam ser definidas como: sociais, de autoestima e de autorrealização. O conceito é simples: se estamos com fome e sede, não estaremos muito preocupados em comprar uma roupa de grife, não é mesmo? A prioridade será a de comprarmos comida! Assim sendo, as necessidades devem ser satisfeitas de acordo com uma hierarquia. Faz-se necessário atender as necessidades básicas (fisiológicas) antes que tentemos atender as necessidades superiores (como as de autorrealização, por exemplo). De acordo com Maslow, sempre que uma necessidade é atendida, ela deixa de ser importante para nós, que passamos a identificar “novas” necessidades. De acordo com ele, neste momento, é ativada a necessidade de nível superior. Desta forma, a empresa deveria antes analisar qual o estado de cada funcionário antes de “desenhar” um programa de desenvolvimento de seus empregados, de modo a oferecer o atendimento das necessidades que estão “afloradas” no momento. Trazendo para um caso prático: não adiantaoferecer um aumento de salário para um diretor que já ganhe cerca de R$ 50 mil por mês. Provavelmente, isto já não impactará sua situação financeira. Já um reconhecimento dos seus superiores, ou uma possibilidade de fazer um curso no exterior, pode motivá-lo. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 70 Já a estima está mais relacionada com o reconhecimento dos seus pares, ao respeito próprio e dos colegas. Nem todos apresentam uma necessidade de sermos conhecidos, respeitados, mas todos querem amigos e namorados, não é mesmo? Vamos ver agora como este tema já caiu em provas? 11 – (CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) O desempenho humano no trabalho está relacionado a motivação, conhecimentos, habilidades e atitudes, bem como à existência de suporte organizacional para que as atividades, tarefas e responsabilidades sejam realizadas de maneira adequada e conforme os padrões esperados. O desempenho dos profissionais de uma organização é mesmo o resultado de um conjunto de fatores. Um dos mais importantes é a motivação do indivíduo para o trabalho. Mas só isso não basta! Esta pessoa deve dominar os conhecimentos e habilidades necessários para que possa executar bem o trabalho. Além disso, a instituição deve proporcionar o devido suporte para que o desempenho seja o melhor possível. Sem materiais adequados, boas condições de trabalho e uma liderança eficaz, fica difícil alcançar os resultados. O gabarito é mesmo questão certa. 12 – (CESPE – MI – ASSISTENTE TÉCNICO – 2013) Embora a motivação enseje empenho no trabalho, o desempenho individual também depende da presença de habilidades relevantes para o trabalho e de fatores contextuais, tais como o apoio da organização. Perfeito. Prestem atenção, pois esta é uma questão recorrente nas provas. A motivação é um dos aspectos mais importantes para que um profissional alcance um bom desempenho. Entretanto, a motivação é um fator necessário, mas não suficiente. Ou seja, não basta o empregado estar motivado para que alcance o resultado desejado. Também é importante que ele domine as técnicas e ferramentas do trabalho. Ele precisa, assim, ter os conhecimentos e habilidades necessários para executar o trabalho. Além disso, precisa ter o apoio da organização e de seu chefe para que possa fazer o trabalho. Desta forma, o gabarito é mesmo questão certa. 13 - (CESPE – UNIPAMPA/ ADMINISTRADOR – 2009) Caso o administrador pretenda motivar sua equipe baseando-se na teoria Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 70 de motivação chamada hierarquia das necessidades, a primeira providência a ser tomada deverá ser a adoção de um programa que vise preservar e desenvolver as relações sociais no grupo de empregados. A teoria da hierarquia das necessidades, também conhecida como pirâmide de Maslow, estabelece que as necessidades que devem ser supridas antes são as fisiológicas (alimentação, descanso, água, etc.), e não as sociais (integração, afeto, amizade, etc.)! Além disso, antes de iniciar qualquer programa, o gestor deve diagnosticar em que nível da pirâmide se encontra sua equipe, para saber qual aspecto deve focar. O gabarito é questão errada. 14 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) Se o gerente de uma agência bancária com 35 funcionários do quadro, 10 terceirizados e 5 estagiários adotar uma postura única como forma de motivar seus colaboradores, essa conduta estará de acordo com os pressupostos da teoria de Maslow. A teoria de Maslow (ou teoria da hierarquia das necessidades) não se presta a um tratamento único dado a todos os funcionários, pois cada um estará (ou poderá estar) em um nível de necessidades diferente dos demais. O que motivará um estagiário não deverá funcionar com um diretor da empresa com 20 anos de casa. Assim, o gabarito é questão errada. 15 - (CESPE – TCU/ ACE GESTÃO DE PESSOAS – 2008) Conforme a teoria da hierarquia das necessidades de Maslow, por serem as necessidades da base da pirâmide de hierarquias as únicas que realmente produzem motivação para o trabalho, as recompensas oferecidas aos empregados devem ter sido de natureza monetária. Questão totalmente equivocada! Maslow nunca disse que somente as necessidades da base da pirâmide produziam motivação, e sim que deveriam ter prioridade no seu atendimento. Além disso, a teoria não diz que devem existir somente recompensas monetárias. Assim, o gabarito é questão incorreta. 16 - (CESPE – MPS - ADMINISTRADOR – 2010) A teoria de Maslow cita as necessidades humanas como uma pirâmide, fazendo um paralelo com uma hierarquia. Na base dessa pirâmide, encontram- Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 70 se as necessidades básicas ou fisiológicas e o pressuposto é: uma necessidade, em qualquer ponto da hierarquia, precisa ser atendida antes que a necessidade do nível seguinte se manifeste. Perfeito. Esta é uma definição correta da teoria da hierarquia das necessidades, ou teoria de Maslow. Os níveis de necessidades são: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. Assim, o gabarito é questão certa. 17 - (CESPE – TJ-ES - ANALISTA – 2011) No trabalho de motivação dos funcionários, pesquisas recentes recomendam que os profissionais de gestão de pessoas adotem, sem restrições, a teoria de Maslow. Afirmativa errada! A teoria de Maslow tem seus críticos e deve, naturalmente, ser analisada com cuidado pelos gestores antes que seja utilizada nas suas instituições. De acordo com Krumm25, “Embora a teoria de Maslow tenha gerado grande interesse popular, tem havido pouco suporte de pesquisas para ela”. Desta maneira, o gabarito da banca é mesmo questão incorreta. 18 - (CESPE – STM / ANAL ADM. – 2011) É possível afirmar que quanto maior for a motivação de um funcionário para o trabalho, tanto melhor será o seu desempenho em determinado contexto laboral. Apesar de a motivação influenciar o desempenho das pessoas, não podemos afirmar que isto ocorrerá no contexto do trabalho, pois diversos outros fatores impactam este resultado, como a experiência, a habilidade, dentre outros. O gabarito é questão incorreta. 19 - (CESPE – TJ-ES / ANALISTA – 2011) Consoante os pressupostos da hierarquia de necessidades de Maslow, um administrador que almeje motivar seus colaboradores deve considerar primeiramente as necessidades fisiológicas destes. 25 (Krumm, 2005) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 70 Perfeito. De acordo com a Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow, as necessidades mais básicas deveriam ser o primeiro objeto de preocupação para o gestor. Somente após estas necessidades estarem supridas é que as demais seriam ativadas. Isto é bem intuitivo, pois uma pessoa com muita fome fará de tudo para suprir esta necessidade. Qualquer outra necessidade só será “ativada” depois que esta necessidade básica tiver sido saciada. Desta forma, o gabarito é mesmo questão certa. 20 - (CESPE – ANEEL - TÉCNICO – 2010) No modelo piramidal criado por Maslow para explicar a motivação, constam as seguintes necessidades humanas, dispostas em ordem hierárquica: fisiológicas, segurança, social, estima e autorrealização.Perfeito. São exatamente estas as necessidades humanas que Maslow classificou na sua teoria da hierarquia das necessidades. O gabarito é questão certa. Teoria X e Y de McGregor. Um dos tópicos cobrados pelas bancas no tema de motivação é também um dos mais simples. A teoria X e Y de McGregor apresenta duas visões do trabalhador. Uma seria mais antiga e negativa: a teoria X. Por ela, os seres humanos seriam preguiçosos, indolentes, sem ambição e iniciativa. De acordo com essa visão, o homem não gosta de trabalhar e sempre buscará fazer o menor esforço possível. Naturalmente, o administrador que pensa isto de seus funcionários tenderá a ser mais rígido com os horários, mais presente no ambiente de trabalho (para poder “controlar” as pessoas) e mais centralizador (pois não confia nas decisões de seus subordinados). Além disso, ele não delegará responsabilidades aos demais funcionários, pois crê que seus empregados não têm iniciativa e que são dependentes. Esta é, obviamente, uma visão antiquada e que não é mais adequada aos nossos dias e desafios. Já a teoria Y é uma visão mais moderna, que vê as pessoas de forma positiva. As pessoas seriam trabalhadoras, ambiciosas e teriam capacidade de iniciativa e de tomar decisões complexas, além de contribuir com ideias inovadoras. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 70 O conceito principal seria a da confiança nas pessoas. Dessa maneira, o próprio funcionário poderia se “autogerenciar”, sem a necessidade de um controle rígido do seu superior. O gestor acreditaria na capacidade de seus empregados e delegaria poder e autoridade para que estes assumam suas responsabilidades, gerando naturalmente um ambiente de trabalho mais livre e democrático. Nestes tempos modernos em que vivemos, esta teoria é a mais recomendada. Dependemos cada vez mais da capacidade e das ideias dos nossos funcionários, que devem ser incentivados a contribuir, e não coagidos por seus superiores. Os tempos em que o trabalho era principalmente “braçal” já se foram e a visão dos gestores deve também evoluir. Figura 9 - Teoria X e Y Vamos ver agora algumas questões? 21 – (CESPE – ANATEL – TÉCNICO – 2012) Caso determinado gestor empregue a teoria X para motivar sua equipe, é correto afirmar que ele adota o estilo de liderança democrática, ou mesmo laissez-faire, no relacionamento com sua equipe. A Teoria X e Y de McGregor descreve dois tipos de visões nas organizações. Na Teoria X, a visão seria antiquada. O empregado seria visto como preguiçoso, sem capacidade de iniciativa e sem capacidade de autogerenciamento. Já a teoria Y teria uma visão mais avançada. Neste caso, o funcionário seria visto como uma pessoa capaz de ideias, de inovação, com ambição e Teoria Y ͻ Pessoas gostam de trabalhar, são capazes de se autogerenciar, buscam assumir responsabilidades e são, em sua maioria, criativas e ambiciosas. Teoria X ͻ Pessoas não gostam de trabalhar, precisam ser ameaçadas e forçadas a atingir os resultados, preferem não assumir responsabilidades, tem pouca ambição e buscam somente segurança. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 70 capaz de se autogerenciar. Naturalmente, um chefe baseado na teoria X teria uma liderança autocrática, não liberal. O gabarito é, assim, questão errada. 22 - (CESPE – TCU - ACE – 2009) Considerando a teoria dos dois fatores de Hezberg, existem duas formas de motivar os empregados: uma pautada em uma ação mais dura, voltada apenas para aspectos financeiros (fator X), e outra mais participativa, voltada para aspectos de socialização (fator Y). A banca fez uma confusão entre a teoria X e Y de McGregor e a teoria dos dois fatores de Herzberg. Com isso, o gabarito é questão incorreta. 23 - (CESPE – AGU - ANAL. ADM. – 2010) Ao assumir a gerência de qualidade de uma organização, Maria pretende criar uma auditoria de processos gerenciais, que avaliará a conformidade das atividades desenvolvidas pelos diversos setores componentes da organização. Para compor sua equipe, Maria decidiu recrutar pessoalmente cada colaborador, por meio de seleção externa, pois acredita que, de modo geral, as pessoas não são responsáveis e não gostam de trabalhar. Visando atrair colaboradores para o cargo, ela oferecerá as melhores gratificações financeiras da organização. Os futuros auditores de processos terão uma rotina muito bem delineada e serão avaliados semestralmente pelas chefias imediatas. Os aspectos da avaliação julgados deficientes serão objeto de capacitações. Com referência a essa situação hipotética e ao tema por ela evocado, julgue os próximos itens. Maria, em termos de liderança, se pauta na teoria X de McGregor. Fácil esta questão. Maria acha que as pessoas não são responsáveis e que não gostam de trabalhar. Pense bem: isto é negativo ou positivo? Negativo, não é mesmo? Ela tem uma visão antiquada: a da teoria X. Assim, o gabarito é mesmo questão correta. Teoria dos dois fatores de Herzberg. A teoria de Herzberg, ou dos dois fatores, diz que os fatores que levam à satisfação são diferentes dos que levam à insatisfação no ambiente Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 70 de trabalho. De acordo com esse autor, teríamos dois fatores principais: os motivacionais e os higiênicos. Os fatores considerados motivacionais seriam aqueles derivados dos fatores internos (ou intrínsecos), como o conteúdo do trabalho, o reconhecimento dos colegas, a possibilidade de crescimento profissional, a realização em fazer uma tarefa bem feita, dentre outros fatores. De acordo com Herzberg, “atender as necessidades motivacionais dos trabalhadores causa satisfação e desempenho elevados no cargo26”. Ou seja, a presença destes fatores motivadores geraria um alto nível de motivação nos trabalhadores. Quando isto não ocorre, ou seja, quando os fatores motivacionais não estão presentes, os funcionários não ficariam motivados nem desmotivados (seriam neutros em relação à motivação). Já os fatores higiênicos seriam ligados aos aspectos externos ou extrínsecos, como o ambiente de trabalho, o salário, segurança, o relacionamento com os colegas, etc. Estes fatores afetariam a insatisfação. Se não existirem, podem gerar insatisfação nos trabalhadores. Mas preste atenção: sua presença não gera motivação, apenas evita a insatisfação! Muitos candidatos se confundem com isto: o que Herzberg diz é que os fatores externos não geram motivação. Com isso, o salário não motivaria, bem como ter bons relacionamentos no ambiente da empresa. Assim, um bom salário não levaria ninguém, por si só, a se motivar. Vemos isto constantemente no setor público: pessoas em final de carreira com bons salários que estão totalmente desmotivadas. O simples fato de ganhar um bom salário, portanto, não seria um fator motivador de acordo com Herzberg. Ter bons relacionamentos no trabalho também não motivaria as pessoas. Podem gerar um ambiente harmônico, sem conflitos, mas não gera maior motivação. Pode ficar aquele ambiente de “clube de campo”, em que as pessoas passam duas horas contando piada no cafezinho, não é mesmo? 26 (Herzberg) apud (Krumm, 2005) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br31 de 70 25 – (CESPE – ANCINE – TÉCNICO – 2012) O desempenho humano, resultado da motivação e das competências para a realização do trabalho, está relacionado à inexistência ou pouca incidência de obstáculos contextuais. Apesar da redação meio confusa, a questão está certa. O desempenho no trabalho depende da motivação do funcionário, de seus conhecimentos e habilidades, além do suporte da empresa em que trabalha. Desta maneira, o suporte da instituição criaria um ambiente sem obstáculos, sem barreiras que impossibilitassem um bom desempenho por parte do empregado. Por exemplo, não faltariam materiais ou energia elétrica no ambiente de trabalho. O gabarito é mesmo questão certa. 26 – (CESPE – MPE-PI – ANALISTA – 2012) As intervenções que busquem agregar aspectos motivacionais extrínsecos tendem a ser eficazes para a manutenção da motivação dos indivíduos com forte necessidade de realização. A questão tem uma “pegadinha” comum. Os aspectos extrínsecos são aqueles de “fora”. Quando uma empresa oferece um bônus por desempenho, por exemplo, está concedendo um fator extrínseco, pois o funcionário não deseja fazer o trabalho, mas receber o bônus. Os fatores intrínsecos é que são aqueles mais relacionados com as pessoas com forte necessidade de realização, pois estes são ligados ao prazer de executar uma atividade bem-feita, o desafio de fazer uma tarefa complexa, etc. Deste modo, o gabarito é mesmo questão errada. 27 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) A preocupação do gerente de uma agência bancária com a salubridade do ambiente de trabalho identifica-se com os aspectos motivacionais propostos na teoria de Herzberg. As condições de trabalho e a segurança não são fatores motivacionais segundo a teoria dos dois fatores de Herzberg. Os fatores motivacionais são: reconhecimento, possibilidade de crescimento e aprendizagem, o exercício da responsabilidade e a realização no trabalho. O gabarito é questão errada. 28 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) A implantação de um novo plano de remuneração que contemple um aumento Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 70 substancial no salário dos colaboradores de uma organização vai ao encontro dos fatores extrínsecos propostos na teoria de Herzberg. Perfeito. O salário, bem como todos os fatores higiênicos é um fator extrínseco, ou relacionado com o ambiente de trabalho, e não do conteúdo do trabalho ou da pessoa em si. Lembre-se sempre: fatores higiênicos = extrínsecos, fatores motivadores = intrínsecos. O gabarito é questão certa. 29 - (CESPE – CETURB-ES/ADMINISTRADOR – 2010) A oportunidade de liderar uma equipe representa, muitas vezes, um fator de motivação para o colaborador, que considera a tarefa como um voto de confiança dos seus superiores. Como vimos na teoria de Herzberg, os fatores ligados ao reconhecimento e ao recebimento de responsabilidades são intrínsecos e motivadores. O caso citado na frase é realmente gerador de motivação. O gabarito é questão certa. Teoria do Reforço Esta teoria afirma que o reforço condiciona o comportamento. Ou seja, de que os indivíduos podem ser manipulados a se comportarem de certa maneira, de acordo com os estímulos aplicados a eles27. Assim, se queremos que os funcionários cheguem sempre cedo, deveremos instituir um prêmio de assiduidade. Se quisermos que os vendedores atinjam as metas, deveremos pagar um bônus aos que atingirem. Esta teoria, como já devem estar pensando, é uma das mais utilizadas no meio organizacional. A teoria do reforço não toma conhecimento do que se passa no “interior” da pessoa (como as emoções, expectativas, atitudes etc.), apenas o que acontece com o indivíduo quando ele age28. Assim, essa teoria é muito criticada pelo seu aspecto “manipulador” das pessoas. Apesar disso, seu impacto não é renegado. Apenas não se acredita mais que o reforço seja o único fator que gera uma maior motivação e, por consequência, um melhor desempenho. 27 (Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010) 28 (Robbins, Organizational Behavior, 2004) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 70 esperada por um indivíduo, associada a cada produto resultante do desempenho, é denominada valência. Beleza! O valor que cada indivíduo “receberá” por ter executado uma tarefa é exatamente a valência. No caso da questão, seria a satisfação esperada de cada indivíduo. O gabarito é questão correta. 31 - (CESPE – MTE / ADMINISTRAÇÃO – 2008) Segundo o modelo de Vroom, a motivação para produzir em uma entidade está calcada estritamente nas recompensas ofertadas pela organização. De acordo com Vroom, a motivação não se dá exclusivamente pela recompensa oferecida pelas empresas. Cada pessoa tem uma necessidade e, principalmente, capacidades distintas. Assim, somente com um atendimento dos três fatores (valência, instrumentalidade e expectativa) que as pessoas ficariam motivadas. O gabarito é questão errada. Teoria das Necessidades Adquiridas, de McClelland. De acordo com McClelland, a motivação é relacionada com a satisfação de certas necessidades adquiridas dos indivíduos. Para ele, estas necessidades seriam três31: Necessidade de afiliação – relativas ao desejo de ter bons relacionamentos e amizades; Necessidade de poder – ligadas ao controle e a influência de outras pessoas e em relação aos destinos da organização, e; Necessidade de realização – ligada aos desejos de sucesso, de fazer bem algum trabalho, de se diferenciar dos outros. Estas necessidades seriam geradas através da própria experiência das pessoas, de sua vivência. De acordo com o autor, pessoas com uma alta necessidade de realização deveriam trabalhar com tarefas em que não necessitassem do trabalho dos outros (ou seja, em tarefas em que pudessem “mostrar serviço” sozinhas). 31 (Robbins, Organizational Behavior, 2004) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 70 Além disso, são melhor aproveitadas em áreas em que as tarefas são difíceis o bastante para motivá-las, mas não tanto que as façam perceber que o sucesso depende da “sorte” ou da ajuda de outros. Assim, estas pessoas não costumam ser boas gerentes. Já as pessoas com uma alta necessidade de poder se adequam melhor às posições de gerência. De acordo com McClelland, pesquisas comprovam que a grande maioria dos ocupantes de cargos altos têm alta necessidade de poder e baixa necessidade de afiliação. Vamos ver agora uma questão desse tema? 32 - (CESPE – ABIN / OFICIAL TÉCNICO – 2010) As organizações modernas devem reduzir os objetivos iniciais para satisfazer as necessidades adquiridas, e não, ajustar o atendimento das necessidades adquiridas aos seus objetivos iniciais. Pela Teoria das Necessidades Adquiridas, de McClelland, a motivação é relacionada com a satisfação de suas necessidades adquiridas. Estas necessidades seriam geradas através da própria experiência das pessoas, de sua vivência. Para o autor, estas necessidades seriam três: Necessidade de afiliação (se relacionar bem com os outros), de poder (controlar e influenciar os destinos da organização) e de realização (atingir determinados objetivos). Não faz sentido se dizer que os objetivos devem ser reduzidos para se “encaixar” nas necessidades adquiridas, pois a motivaçãoé que deve buscar harmonizar os objetivos individuais com os organizacionais. O gabarito é questão errada. Teoria da Equidade Esta teoria afirma que a equidade, ou seja, a percepção de que o que ganhamos está em linha com o que oferecemos em troca (e em relação aos outros) é um aspecto motivador. Assim, a noção de que esta relação é justa teria um impacto significativo na motivação. De acordo com Stacy Adams, todos nós fazemos uma comparação entre o que “entregamos” e o que “recebemos” em troca pela empresa. Se pensarmos que estamos sendo favorecidos, nos sentiremos culpados. Se Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 70 sentirmos que estamos sendo desfavorecidos (recebendo menos do que entregamos) teremos raiva32. Além disso, comparamos também esta “relação” de troca com os nossos colegas de trabalho e até de pessoas que trabalham em outras empresas e/ou profissões. Dessa maneira, se sentimos que a relação de troca não tem equidade, iremos tomar alguma “providência” para resolver essa inequidade. De acordo com Adams, existem seis possibilidades de ação frente à uma inequidade: Mudança nas “entregas”, ou seja, passar a trabalhar menos; Mudanças nos resultados – ocorre quando pessoas que ganham por produção começam a produzir mais com menos qualidade (ou seja, na “pressa”); Distorção na sua percepção – o indivíduo pode começar a mudar sua ideia sobre si mesmo (“achava que trabalhava pouco, mas vendo sicrano trabalhando já começo a achar que sou muito trabalhador”); Distorção na percepção dos outros – o indivíduo passa a achar que a posição dos outros é que não é satisfatória; Mudança no referente – Se a pessoa que nos comparamos está em situação melhor, podemos passar a nos comparar com alguém que está pior do que nós mesmos; Sair do “jogo” – por exemplo: sair do emprego atual. Teoria do Estabelecimento de Objetivos (Autoeficácia) Será que funcionamos melhor quando procuramos “fazer o nosso melhor” ou quando temos uma meta específica? De acordo com Locke33, a intenção de atingir um objetivo é um grande fator motivador. Ou seja, quando temos uma meta em mente, e aceitamos essa meta, tendemos a conseguir resultados melhores do que quando apenas “tentamos o nosso melhor”. Além disso, quanto mais difícil a meta, melhor 32 (Robbins, Organizational Behavior, 2004) 33 (Locke, 1968) apud (Robbins, Organizational Behavior, 2004) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 70 será o nosso desempenho (desde que, obviamente, aceitemos a meta, ou seja, realmente tentemos atingi-la). Outro fator importante é a retroação. Se soubermos como estamos nos saindo, diz a teoria, tenderemos a obter melhores resultados. Assim, a retroação afetaria o desempenho. Este é um fato bastante intuitivo, não é mesmo? Locke também cita como um fator motivador a Autoeficácia. De acordo com o autor, essa característica seria a habilidade que as pessoas podem ter de acreditar que serão capazes de atingir os resultados de uma atividade. Se realmente acreditamos em nossa habilidade de realizar uma tarefa, a teoria afirma, tenderemos a nos motivar e conseguir melhores resultados. Indivíduos com um alto nível de Autoeficácia tenderão a ter resultados melhores do que pessoas com baixo nível de Autoeficácia. De acordo com Yassuda e outros34, “A teoria da Autoeficácia prevê que o nível de confiança do indivíduo em suas habilidades é um forte motivador e regulador de seus comportamentos. Bandura defende que o indivíduo que se percebe capaz de realizar uma determinada tarefa, faz maior esforço para realizá-la, tem maior motivação para concluí-la e persevera mais tempo na sua realização do que o indivíduo com baixa Autoeficácia.” Motivação e o Contrato Psicológico O contrato psicológico é considerado um vínculo que liga os empregados às organizações35. Este “contrato” é derivado de um conjunto de expectativas das partes relacionadas com as necessidades tanto dos empregados quanto das empresas. Este tema é importante porque são associados resultados positivos quando este contrato é cumprido e resultados negativos quando estes são descumpridos36. Dentre os fatores positivos teríamos: o aumento do empenho, satisfação no trabalho, comportamentos de cidadania organizacional e a intenção de continuar na empresa. 34 (Yassuda, Lasca, & Neri, 2005) 35 (Rosolen, Silva, Leite, & Albuquerque, 2009) 36 (Leiria, Palma, & Cunha, 2006) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 70 Já os resultados negativos do descumprimento do contrato seriam: diminuição do empenho e aumento do absenteísmo, dentre outros. Para Guzzo e Nooan37, “os Contratos Psicológicos podem ser entendidos como o conjunto dos termos altamente subjetivos e específicos para cada empregado, termos estes que podem ser elementos concretos (salário, condições de trabalho) ou abstratos (segurança, desafio pessoal) de uma relação de troca entre empregado e empregador.” Esta “relação de troca”, expressa no contrato, teria seu início no processo de recrutamento e seleção do empregado e se prolongaria por toda a duração do vínculo do empregado com a organização38. Todos nós temos certas expectativas ao entrar em uma organização, não é mesmo? As empresas também têm certas expectativas ao nos contratar. Quando estas expectativas mútuas são cumpridas, existe um equilíbrio e o desempenho individual e organizacional é maior. Quando isto não ocorre, temos uma queda na motivação dos empregados e problemas na relação da empresa com os empregados. O Contrato psicológico permitiria, assim, tanto ao empregado como ao empregador, preencher os espaços em branco deixados pelo contrato formal de trabalho39. Uma classificação muito conhecida dos contratos psicológicos é a de MacNeil. Para este autor, os contratos são divididos entre os contratos transacionais e relacionais40. De acordo com o autor, “acordos transacionais são aqueles que apresentam termos de troca bem definidos, normalmente termos monetários, específicos e com tempo de duração definido, assim como contratos entre os donos de equipamentos caros e complexos (ex: aquecedores e refreadores de ambientes) e as companhias que vendem estes equipamentos. Os contratos relacionais, por sua vez, são menos definidos do que os transacionais. Seus termos 37 (Guzzo e Nooan, 1994) apud (Rosolen, Silva, Leite, & Albuquerque, 2009) 38 (Lester e Kickul, 2001) apud (Rosolen, Silva, Leite, & Albuquerque, 2009) 39 (Rousseau, 1995) apud (Leiria, Palma, & Cunha, 2006) 40 (MacNeil, 1985) apud (Rosolen, Silva, Leite, & Albuquerque, 2009) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 70 são mais abstratos, tendem a não apresentar fácil monetarização e costumam dizer respeito à relação entre o indivíduo e a organização. Por exemplo, receber o salário prometido está relacionado ao contrato transacional, já ser tratado com respeito por um superior está relacionado ao contrato relacional“. Desta maneira, todo contrato psicológico tem uma parte relacional e outra parte transacional. A empresa determina que o empregadofique, por exemplo, um número de horas diariamente na empresa (parte transacional), mas também espera um comprometimento especial do funcionário – que chamamos de “vestir a camisa” – que seria a parte relacional. Do mesmo modo, o empregado espera receber certo valor mensal de salário (parte transacional), mas também espera ter oportunidades de crescimento profissional na empresa (parte relacional). O equilíbrio entre a parte relacional e a parte transacional dependerá das ações e políticas de Recursos Humanos da organização, que deve inserir aspectos mais básicos com aspectos ligados às necessidades mais avançadas dos indivíduos41. Vamos ver algumas questões agora? 33 – (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013) A motivação para o trabalho, sob o enfoque das necessidades humanas, é resultado do quanto a pessoa se percebe capaz de realizar uma determinada tarefa de forma autônoma e exemplar. Esta questão faz uma bagunça geral nas teorias de motivação. O enfoque das necessidades humanas foi trabalhado por Maslow, dentre outros, que indicou que estas influenciariam a motivação e que existiria uma hierarquia destas necessidades. Já o final da frase tem um trecho que diz: “é resultado do quanto a pessoa se percebe capaz de realizar uma determinada tarefa de forma autônoma e exemplar”. Este conceito de que a própria percepção sobre sua capacidade afeta a motivação está relacionado com a Teoria da Autoeficácia, não da Teoria da Hierarquia das Necessidades. O gabarito é mesmo questão errada. 41 (Guzzo e Nooan, 1994) apud (Rosolen, Silva, Leite, & Albuquerque, 2009) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 70 34 – (CESPE – ANP – ANALISTA – 2013) A teoria de McClelland propõe que o gestor atenda às necessidades de realização, afiliação ou poder dos seus colaboradores. A Teoria de McClelland está relacionada com as necessidades adquiridas das pessoas. Para esta teoria, existem três tipos de necessidades mais importantes: as necessidades de realização (atingir objetivos), as necessidades de poder (controlar, decidir e influenciar) e as necessidades de afiliação (ter amizades). Naturalmente, cada pessoa tem estas necessidades em diferentes graus de importância, mas um bom gestor deveria buscar atender cada uma destas necessidades. O gabarito é mesmo questão certa. 35 – (CESPE – MPE-PI – TÉCNICO – 2012) Entre as teorias motivacionais focadas em necessidades, uma das mais importantes é a de McClelland, que trata das necessidades individuais de realização, de poder e de associação. Beleza. Esta Teoria de McClelland descreve que a motivação está ligada às necessidades adquiridas pelas pessoas. Dentro deste cenário, são três os tipos de necessidades mais importantes. A primeira seria a necessidade de realização, que envolveria a necessidade de atingir objetivos e metas. A segunda seria a necessidade de poder, que incluiria a necessidade de controlar, de decidir e de influenciar outras pessoas. Finalmente, existiriam as necessidades de afiliação, como ter relacionamentos e amizades. O gabarito é mesmo questão certa. 36 – (CESPE – STJ – ANALISTA – 2012) A motivação, sob o enfoque das necessidades, enfatiza a influência de valores, crenças e desejos no comportamento humano no trabalho. O enfoque das necessidades é encontrado nas teorias de conteúdo, que enfocam “o que” motiva. Assim, estas teorias enfatizam os motivos e razões pelos quais as pessoas ficam motivadas. Já as teorias de processo, que enfatizam “como” as pessoas ficam motivadas, são relacionadas com os valores e as crenças de cada pessoa. Deste modo, o gabarito é mesmo questão errada. 37 - (CESPE – INCA / GESTÃO RH – 2010) A motivação de um indivíduo inserido em uma organização tem relação direta com a Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 70 intensidade de esforços que ele emprega, por isso indivíduos motivados geram resultados favoráveis para a organização. O problema desta questão é a relação entre motivação e desempenho. Naturalmente, a motivação influencia o desempenho de um indivíduo. Mas somente a existência da motivação não garante um resultado favorável, pois diversos outros fatores são importantes. Imagine que você foi convidado para disputar um torneio de Golf. Este torneio pagará para o vencedor um prêmio de um milhão de reais. Você está muito motivado para ganhar o torneio! Mas tem um pequeno problema: nunca jogou Golf. Acho que já percebeu aonde eu quero chegar, não é mesmo? Sem a técnica e a prática do esporte, toda a motivação do mundo não te fará ganhar o torneio. Por isso, não podemos afirmar que a motivação garante bons resultados, ok? O gabarito é mesmo questão errada. 38 - (CESPE – STM / ANAL ADM. – 2011) É possível afirmar que quanto maior for a motivação de um funcionário para o trabalho, tanto melhor será o seu desempenho em determinado contexto laboral. Apesar de a motivação influenciar o desempenho das pessoas, não podemos afirmar que isto ocorrerá no contexto do trabalho, pois diversos outros fatores impactam este resultado, como a experiência, a habilidade, dentre outros. O gabarito é questão incorreta. Liderança Um líder ideal deve saber conduzir sua equipe de modo a que todos atinjam seus resultados esperados. Para isso, deve se utilizar do conhecimento sobre sua equipe e de uma comunicação eficaz para guiá-los ao encontro dos objetivos da organização. Naturalmente, o processo de liderança é um dos mais importantes no trabalho de um administrador. Além disso, é um dos mais difíceis. Milhares de livros são lançados anualmente em todo mundo, tentando ensinar os gestores a serem melhores líderes. Basicamente, a liderança envolve a habilidade para influenciar pessoas para que sejam alcançados determinados objetivos. É mostrar o caminho a ser seguido. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 70 É vender uma visão de futuro sobre a organização. É incentivar os membros da empresa em torno dos objetivos que são almejados. Algumas definições de Liderança podem ser vistos abaixo: “O conceito de liderança é relacionado com a utilização do poder para influenciar o comportamento de outras pessoas42.” “Liderança é a habilidade de influenciar pessoas em direção ao alcance das metas organizacionais43.” “É um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e nas organizações. A liderança é exercida como uma influência interpessoal em uma dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos44.” Ao buscar liderar nossos subordinados e colegas, estamos lidando com seres humanos, pessoas. E cada indivíduo responde de maneira diferente a cada estímulo. Alguns colegas provavelmente precisarão de um contato mais constante, uma atenção maior do líder. Já outros, provavelmente, têm maior maturidade e não demandam muita supervisão e atenção de seus superiores, pois tem maior iniciativa e capacidade de autogerenciamento. Com isso, o líder deve ter uma percepção de como cada indivíduo deve ser “envolvido” para que cada membro possa contribuir o seu máximo. Desta forma, O exercício da liderança é algo dinâmico e que envolve diversos fatores das relações pessoais, como a influência pessoal, o poder, a comunicação, para que os objetivos organizacionais da instituiçãosejam alcançados. As teorias de liderança são muitas, mas iremos ver aqui as que são recorrentemente citadas em provas. Basicamente, são as seguintes: dos traços, Abaixo, podemos ver as principais: 42 (Zaleznik, 1992) 43 (Daft, 2005) 44 (Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 70 Perfeito. Esta é uma questão recorrente nas provas. A liderança não está ligada necessariamente ao papel de chefia. A liderança nasce da pessoa, não do cargo. Existem chefes que não sabem liderar, bem como há líderes que não são chefes. Já a autoridade formal é sim relacionada com um cargo específico. Você tem o poder de mandar em alguém por ocupar um cargo específico. Ao sair dele, você perde esta autoridade. O gabarito é mesmo questão certa. 42 - (CESPE – TRT-17 / PSICOLOGIA – 2009) Liderança é definida como a influência exercida por aqueles que possuem autoridade formal na organização. Pegadinha na área! Como já vimos, não é sempre que o chefe (quem tem autoridade formal) será o líder de um grupo. A liderança não é necessariamente realizada por este chefe, pois ele pode não ter perfil para isto, por não dar atenção a este fator, dentre outros motivos. O gabarito é mesmo questão errada. Abordagens de Liderança Como falamos acima, existem teorias distintas que tentam “explicar” o funcionamento do processo de liderança nos grupos humanos. A primeira teoria é a dos traços de liderança. Esta teoria não é mais aceita pelos principais teóricos da área, mas ainda é cobrada em provas, ok? Por isso, vamos conhecê-la um pouquinho. Mas vocês verão que este tema é bem gostoso! Teoria dos Traços de Liderança. A teoria dos traços ou das características é uma das mais antigas no estudo da administração. Ela se baseia em uma noção antiga de que os líderes teriam certos “traços” de personalidade que os definiriam, que seriam característicos destas pessoas. Ou seja, a teoria dizia que será possível de certa forma “mapear” quais seriam estas características e, após isso, poderíamos buscar pessoas Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 70 semelhantes na população, para que fossem alçadas ao papel de liderança45. E quais seriam estes traços, professor? Basicamente, seriam características pessoais como a inteligência, a capacidade de oratória, a confiança, os valores, dentre outros aspectos vistos como positivos para que um líder possa desempenhar este papel. De acordo com Krumm46, “Os primeiros teóricos dos traços achavam que os bons líderes já nascem com esses traços e que esses traços são uma parte constituinte da personalidade do administrador. Essa posição foi, posteriormente, modificada para indicar que os traços podem ser desenvolvidos pela experiência; mas os traços eram considerados como aspectos centrais da personalidade do líder”. Ou seja, os traços seriam a princípio características natas, ou de nascença. Com o desenvolvimento da teoria, alguns autores consideravam que os traços poderiam ser adquiridos ou aprendidos com a experiência. E como funcionaria, na prática? Vamos imaginar que você conhecesse um líder, ou pelo menos sua descrição, como Júlio Cesar, Alexandre o Grande, ou Felipão (sei...peguei pesado!). Tentaríamos “mapear” depois quais seriam as suas principais qualidades. Com estas qualidades definidas, tentaríamos achar alguém com as mesmas características e “voilá”, teríamos um líder em potencial nas mãos! Como você pode imaginar, as coisas não foram tão simples. Fazer esse mapeamento já era algo complicado. Muitas destas características são mensuradas pela percepção de outras pessoas. Comparar aspectos como inteligência, flexibilidade e valores é algo muito difícil. Além disso, muitas vezes uma característica que tinha sido muito positiva em um caso, poderia ser desastrosa em outra situação. Um líder muito “firme” com sua equipe poderia ser a “solução” em um caso de um general na segunda guerra mundial, mas seria um fracasso em um líder de governo no Senado, por exemplo. Isto acontece porque estas situações diferentes “pediriam” líderes diferentes. A teoria não estava considerando o ambiente externo, o contexto, dentro de sua análise. Não existiria um líder perfeito para todas as situações. 45 (Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010) 46 (Krumm, 2005) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 70 Desta maneira, o modelo aos poucos foi sendo desacreditado e superado por novas teorias que buscaram analisar a influência do meio externo no papel do líder. Teoria Comportamental – Os Estilos de Liderança. A teoria dos estilos de liderança (ou comportamental) buscou analisar a liderança não pelas características dos líderes, mas pelo seu comportamento em relação aos seus subordinados. A teoria ficou conhecida através dos estudos de Lewin, Lipitt e White, autores americanos, com suas pesquisas na Ohio State University47. Eles estudaram o comportamento de grupos de pessoas, principalmente em relação ao controle de seus subordinados, e “mapearam” três estilos diferentes: autocrático, democrático e liberal. O líder autocrático seria aquele que controla mais rigidamente seus empregados. Ele toma todas as decisões e não delega autoridade nenhuma para seus funcionários. Na empresa dele, até compra de caneta Bic tem que ser autorizada por ele antes! Ele define em detalhes como será a atuação de cada pessoa em seu departamento. A participação dos funcionários nos “rumos” e decisões é quase nula. Já o líder democrático seria aquele que contaria com a participação de sua equipe na tomada de decisões. Seria um controle compartilhado, feito em conjunto. Existiria um nível de delegação de autoridades e responsabilidades pelo líder. Alguns autores dividem esse estilo de liderança em dois: o modo consultivo e o participativo. 47 (Lewin, Lippitt e White, 1939) apud (Krumm, 2005) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 70 O estilo liberal, também conhecido como estilo “empobrecido” de liderança, reflete um estilo de liderança em que os subordinados têm muita liberdade para decidir como devem fazer suas atividades. Deste modo, eles podem escolher quais serão as ferramentas que utilizarão, os horários em que estarão trabalhando, etc. Assim, o líder acaba tendo uma atuação de suporte, como descrito pela banca. O gabarito é questão certa. 46 – (CESPE – UNIPAMPA – ANALISTA – 2013) Emergente é o líder que reúne habilidades para conduzir a equipe a objetivos específicos, porém, nessa situação, a equipe geralmente se desorganiza, o que pode gerar insegurança e atritos entre os membros da equipe. Um líder emergente é aquele que reúne habilidades de liderança independentemente de ocupar um cargo de chefia. Assim, ele reúne estas habilidades para guiar a equipe para os objetivos desejados. Este líder surgiria “naturalmente” da interação entre os membros do grupo. O erro da questão é que este tipo de liderança não gera uma desorganização ou insegurança na equipe, muito pelo contrário. Se o líder emergentefoi gerado no próprio grupo, isto significa que as pessoas confiam nesta pessoa, não é verdade? O gabarito é questão errada. 47 – (CESPE – MI – ASSISTENTE TÉCNICO – 2013) Nas organizações públicas, lideranças eficazes decorrem diretamente de atribuições regimentais e de uma estrutura organizacional rígida e com muitos níveis hierárquicos. Não necessariamente. As lideranças eficazes podem partir inclusive de pessoas que não detém nenhum cargo formal na instituição. Existem muitos chefes que não sabem liderar, bem como existem líderes que não ocupam cargos de chefia. Além disso, uma estrutura organizacional rígida com muitos níveis hierárquicos pode dificultar o papel da liderança, pois deixa o líder mais “distante” de seus liderados. O gabarito é questão errada. 48 - (CESPE – TJ-ES / ANALISTA – 2011) De acordo com os estudos clássicos a respeito de estilos de liderança, administrador que conduz seus subordinados por meio de liderança liberal obtém Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 70 produtividade superior à obtida por aquele que adota liderança autocrática, em razão da criatividade e da inovação geradas. Isto não ocorre, de acordo com a teoria comportamental. O estilo de liderança liberal foi considerado pelos autores como o que trazia o pior resultado prático. O gabarito é questão errada. 49 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) Na atualidade, inexiste situação que comporte a aplicação da liderança autocrática no âmbito de uma organização, pois essa é uma teoria sem aplicabilidade prática. A liderança autocrática tem sim aplicabilidade prática. Existem diversas situações em que a liderança democrática ou a liderança liberal não funcionam, como casos em que não temos tempo para tomar uma decisão, por exemplo. Quem já serviu ao Exército, por exemplo, sabe que o estilo de liderança nas forças armadas não é o democrático, não é mesmo? O gabarito é questão errada. Liderança Contingencial ou Situacional Depois das falhas encontradas na teoria comportamental (ou dos estilos de liderança), a preocupação voltou-se para a influência do ambiente ou do contexto no processo de liderança. Não existiria, assim, um líder “perfeito” para todas as situações. A liderança deveria incluir também a percepção do líder para que ele tivesse como se “moldar” a cada situação específica. Além do aspecto do ambiente que envolve a situação, as teorias contingenciais também consideram como importantes tanto o comportamento dos líderes, bem como a maturidade dos liderados48. 48 (Cavalcanti, Carpilovsky, Lund, & Lago, 2009) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 70 Modelo de Fiedler. De acordo com o autor, as características das personalidades são desenvolvidas durante diversas experiências vividas durante a vida e dificilmente são alteradas49. Para Fiedler, existem dois tipos de líderes: líderes orientados para tarefas e líderes orientados para pessoas. Os primeiros seriam mais focados nos resultados e nos objetivos organizacionais. Já os segundos, naturalmente, estariam mais voltados para o bem estar de sua equipe. A teoria engloba três aspectos principais: o relacionamento entre o líder e seus empregados, o poder de autoridade que este líder detém e a estrutura da tarefa/atividade. Os fatores combinados formam oito dimensões, desde a mais desfavorável a mais favorável para o líder. O conceito principal da teoria é que o gestor deve analisar qual é o perfil do líder para que possa posteriormente inseri-lo dentro do contexto que mais se adapte ao seu comportamento50. Figura 18 - Teoria da Contingência de Fiedler. Fonte: (Rennó, 2013) A conclusão do trabalho foi interessante. O autor percebeu que a liderança orientada para tarefas era mais eficaz na maioria das situações (ver gráfico acima). Tanto em situações altamente favoráveis quanto nas altamente desfavoráveis, o líder focado na tarefa se saía melhor. Somente em situações intermediárias era que a liderança orientada para pessoas era a mais adequada. 49 (Krumm, 2005) 50 (Sobral & Peci, 2008) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 70 Teoria Situacional A teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard pôs o foco da liderança nos subordinados, e não nos líderes51. Para eles, a “chave do sucesso” da liderança está na escolha correta de um estilo de liderança que esteja adequado ao nível de maturidade dos funcionários. Para os autores, os líderes devem analisar o nível de maturidade para saber como devem se comportar em relação a eles. Um conceito muito importante nesta teoria é o de adaptabilidade. Um líder é adaptável (ou adaptativo) quando consegue variar o estilo de liderança de acordo com o contexto52. Ao contrário, um líder rígido só consegue ser eficaz quando seu estilo de liderança é adequado ao ambiente que o cerca. Naturalmente, os líderes adaptáveis são mais adequados aos nossos tempos. Isto acontece porque os funcionários não são todos iguais. De acordo com Hersey e Blanchard, eles têm um nível de maturidade variável. Aqui estamos definindo maturidade não só de acordo com o aspecto psicológico do trabalhador, mas também em relação à sua capacidade de realizar o trabalho. 51 (Cavalcanti, Carpilovsky, Lund, & Lago, 2009) 52 (Cavalcanti, Carpilovsky, Lund, & Lago, 2009) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 70 Figura 19 - Estágios de Maturidade. Fonte: (Cavalcanti, Carpilovsky, Lund, & Lago, 2009) Assim, um funcionário com alta maturidade seria capaz de fazer suas tarefas de forma independente, de se autogerenciar e de buscar as metas necessárias. Já um funcionário com baixa maturidade demandaria uma maior atenção do líder, de modo a compensar sua baixa capacidade de realizar as atividades, somado com sua pouca disposição de assumir responsabilidades. Os autores montaram um quadrante com dois fatores: comportamento focado nas tarefas e comportamento focado nos relacionamentos. Os líderes teriam quatro “estilos” ou comportamentos possíveis, de acordo com a combinação destes fatores (tarefa e relacionamento): direção, delegação, persuasão e participação. De acordo com Schermerhorn53, os estilos seriam os seguintes: 53 (Schemerhorn Jr., 2008) Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 70 Direção (ou Determinação) – determinar o que cada subordinado fará em detalhes, com rígida supervisão. Um estilo com alta preocupação com a tarefa e baixa preocupação com o relacionamento; Persuasão – explicar a necessidade de cada tarefa de forma persuasiva e dar um suporte ao empregado sempre que possível. Um estilo com alta preocupação com a tarefa e também alta preocupação com o relacionamento; Participação (ou compartilhamento) – enfatizar o compartilhamento de ideias e a participação dos funcionários na tomada de decisões em relação ao trabalhoque será desenvolvido. Seria um estilo com baixa preocupação com a tarefa e alta preocupação com o relacionamento; Delegação – deixar o funcionário ou o grupo tomar suas próprias decisões em relação ao trabalho e assumir suas responsabilidades. Seria um estilo com baixa preocupação com a tarefa e baixa preocupação com o relacionamento. O conceito da teoria é bem simples: o líder deve perceber em que situação está seu empregado e aplicar o estilo adequado. Para funcionários que tenham sido recentemente contratados, com pouca experiência prática, o líder deve adotar um comportamento mais focado no que deve ser feito, sem dar muita autonomia, supervisionando de perto. Já com funcionários com muito tempo de casa e com experiência prática nas tarefas, o líder deve dar autonomia e delegar autoridade e responsabilidade. Estes empregados têm capacidade para se autogerenciar. Vamos ver agora mais algumas questões? 50 – (CESPE – UNIPAMPA – ANALISTA – 2013) Para exercer a liderança é necessário que o funcionário tenha habilidade de relacionamento com as equipes e motivação para condução das atividades propostas. Exato. Esta questão é bem intuitiva, pois uma pessoa para ser líder deve ter habilidade para se comunicar e para convencer seus liderados. Sem um bom relacionamento com sua equipe, nenhum líder terá sucesso. Você consegue imaginar um líder que fique só no seu canto calado? Deste modo, o gabarito é mesmo questão certa. 51 – (CESPE - ANCINE - ANALISTA – 2013) A maturidade do líder é a principal característica do modelo de liderança de Hersey & Blanchard, que demonstra as situações enfrentadas pelos Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 70 subordinados. Esse modelo deve ser analisado em um conjunto de tarefas, a partir das quais é possível enquadrar os líderes em categorias universais, considerando suas competências e motivações. A questão tem uma "pegadinha" logo no seu início: a teoria de Hersey & Blanchard se preocupa com a maturidade do liderado, e não a do líder. Para os autores, a “chave do sucesso” da liderança está na escolha correta de um estilo de liderança que esteja adequado ao nível de maturidade dos funcionários. Deste modo, o líder deve tratar de modo distinto funcionários com maturidades diferentes. Portanto, o gabarito é questão errada. 52 - (CESPE – TJ-ES / ANALISTA – 2011) Em qualquer situação, o estilo de liderança positiva, participativa e cordial é o mais apropriado. O estilo de liderança deve sempre estar adaptado ao cenário, ao ambiente que encontramos. Não existe estilo “perfeito” para todas as situações, como a questão quer dizer. Um estilo pode funcionar em um tipo de empresa, com um grupo de pessoas, mas falhar em uma situação diferente, com outras pessoas envolvidas. O trabalho do gestor é o de identificar qual é a situação e utilizar o estilo mais adequado para aquele momento. O gabarito é questão errada. 53 - (CESPE – CORREIOS / PSICÓLOGO – 2011) Independentemente de fatores situacionais, líderes voltados ao cumprimento de metas e preocupados com aspectos técnicos das tarefas são mais eficazes que líderes orientados para o relacionamento. Vejam como estas questões se repetem, não é mesmo? Lembrem-se disso: os fatores situacionais são importantes e devem orientar o administrador no momento de escolher a melhor abordagem perante seus subordinados. Ou seja, não existe “receita de bolo”. Não há um estilo de liderança que vá sempre funcionar, independente do momento ou tipo de organização que estamos trabalhando. Líderes focados nas tarefas podem “dar certo” em uma empresa e fracassar em outras organizações. O gabarito é questão errada. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 70 54 - (CESPE – ANATEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO – 2009) A teoria da liderança situacional procura definir qual estilo de liderança se ajusta melhor a cada situação organizacional. Para atingir-se esse propósito, deve-se, preliminarmente, diagnosticar a situação existente. Exato. De acordo com a liderança situacional, temos de diagnosticar o contexto para definirmos como devemos atuar. O gabarito é questão correta. (CESPE – PREVIC / ANAL. ADM. – 2011) No contexto das organizações, pesquisadores ligados ao estudo da liderança situacional têm apresentado diversas propostas de modelos para serem aplicados em instituições. Um desses modelos baseia-se em três aspectos inter-relacionados: o comportamento de tarefa, o comportamento de relacionamento e a maturidade dos subordinados. Com base nessas informações, julgue os itens que se seguem, referentes à liderança situacional. 55 - A maturidade de um grupo ou de um liderado deve ser considerada globalmente, e não somente em relação à tarefa específica a ser realizada. Exato. Não basta o funcionário ter maturidade psicológica, por exemplo. Ele pode ter vinte anos de experiência em outras áreas da empresa, muita segurança e equilíbrio emocional, mas não conhecer nada da atividade atual. Isto é comum de ocorrer quando um funcionário experiente é transferido para um novo setor. Ele terá de se adaptar ao novo trabalho, não é mesmo? O gabarito é, portanto, questão correta. 56 - Consideram-se comportamento de tarefa o apoio socioemocional e o encorajamento dado pelo líder. Negativo. De acordo com a liderança situacional, o comportamento voltado para os relacionamentos é que seriam relacionados com estes fatores citados pela banca. O comportamento de tarefa seria voltado para o atingimento dos objetivos organizacionais, com a finalização dentro do prazo das atividades. O gabarito é questão errada. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 70 Lista de Questões Trabalhadas na Aula. 1 - (CESPE – TCU – ACE – 2007) Quanto à evolução da função de recursos humanos no Brasil, julgue o item seguinte. O processo de gestão de pessoas no Brasil é marcado por aspectos legais e pelo referencial humanista. 2 – (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013) A gestão de pessoas na atualidade tem adotado formas organizacionais com base na confiança, rompendo com a filosofia tradicional que privilegia apenas os aspectos econômicos da relação entre o indivíduo e o trabalho. 3 – (CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) Uma das principais expectativas da gestão de pessoas nas organizações modernas é garantir que o trabalho a ser realizado seja simples e as pessoas, bem gerenciadas, para que os objetivos sejam alcançados. 4 - (CESPE – ABIN – OFICIAL – 2010) A administração de pessoal, uma das fases do processo de evolução da gestão de pessoas, tinha por finalidade conferir qualidade à relação entre capital e trabalho e operacionalizar os serviços de recursos humanos. 5 - (CESPE – ANVISA – ANALISTA - 2004) O relacionamento indivíduo- organização é marcado por trocas e reciprocidades. Percepções individuais favoráveis acerca da reciprocidade do relacionamento indivíduo- organização estão associadas positivamente a satisfação e comprometimento afetivo no trabalho. 6 - (CESPE – AGU – ADMINISTRADOR – 2010) O gerente consegue o equilíbrio organizacional, no que tange à gestão de pessoas, quando existe proporcionalidade entre os benefícios ofertados pela organização e os custos pessoais desembolsados. 7 - (CESPE – MPE-PI – TÉCNICO – 2012) O equilíbrio organizacional pode ser alcançado mediante a troca de contribuições e incentivos na relaçãoentre as pessoas e as empresas. Nessa troca, as pessoas colaboram para facilitar o alcance dos objetivos organizacionais, e as empresas fornecem para esses colaboradores os incentivos que proporcionam a realização de seus objetivos pessoais. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 70 8 - (CESPE – PF – AGENTE – 2004) Pessoas mais motivadas intrinsecamente tendem a estar mais comprometidas com o trabalho e a estabelecer relação mais profunda com a organização e com as pessoas que a compõem. 9 – (CESPE – CAPES – ANALISTA – 2012) A atuação de um gestor público que desenvolva atividades na função de direção restringe-se ao nível hierárquico mais alto da organização. 10 – (CESPE – ANAC – TÉCNICO – 2012) O objetivo principal das teorias de conteúdo é analisar a motivação com base no estudo dos motivadores do comportamento organizacional. 11 – (CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) O desempenho humano no trabalho está relacionado a motivação, conhecimentos, habilidades e atitudes, bem como à existência de suporte organizacional para que as atividades, tarefas e responsabilidades sejam realizadas de maneira adequada e conforme os padrões esperados. 12 – (CESPE – MI – ASSISTENTE TÉCNICO – 2013) Embora a motivação enseje empenho no trabalho, o desempenho individual também depende da presença de habilidades relevantes para o trabalho e de fatores contextuais, tais como o apoio da organização. 13 - (CESPE – UNIPAMPA/ ADMINISTRADOR – 2009) Caso o administrador pretenda motivar sua equipe baseando-se na teoria de motivação chamada hierarquia das necessidades, a primeira providência a ser tomada deverá ser a adoção de um programa que vise preservar e desenvolver as relações sociais no grupo de empregados. 14 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) Se o gerente de uma agência bancária com 35 funcionários do quadro, 10 terceirizados e 5 estagiários adotar uma postura única como forma de motivar seus colaboradores, essa conduta estará de acordo com os pressupostos da teoria de Maslow. 15 - (CESPE – TCU/ ACE GESTÃO DE PESSOAS – 2008) Conforme a teoria da hierarquia das necessidades de Maslow, por serem as necessidades da base da pirâmide de hierarquias as únicas que realmente produzem motivação para o trabalho, as recompensas oferecidas aos empregados devem ter sido de natureza monetária. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 70 16 - (CESPE – MPS - ADMINISTRADOR – 2010) A teoria de Maslow cita as necessidades humanas como uma pirâmide, fazendo um paralelo com uma hierarquia. Na base dessa pirâmide, encontram-se as necessidades básicas ou fisiológicas e o pressuposto é: uma necessidade, em qualquer ponto da hierarquia, precisa ser atendida antes que a necessidade do nível seguinte se manifeste. 17 - (CESPE – TJ-ES - ANALISTA – 2011) No trabalho de motivação dos funcionários, pesquisas recentes recomendam que os profissionais de gestão de pessoas adotem, sem restrições, a teoria de Maslow. 18 - (CESPE – STM / ANAL ADM. – 2011) É possível afirmar que quanto maior for a motivação de um funcionário para o trabalho, tanto melhor será o seu desempenho em determinado contexto laboral. 19 - (CESPE – TJ-ES / ANALISTA – 2011) Consoante os pressupostos da hierarquia de necessidades de Maslow, um administrador que almeje motivar seus colaboradores deve considerar primeiramente as necessidades fisiológicas destes. 20 - (CESPE – ANEEL - TÉCNICO – 2010) No modelo piramidal criado por Maslow para explicar a motivação, constam as seguintes necessidades humanas, dispostas em ordem hierárquica: fisiológicas, segurança, social, estima e autorrealização. 21 – (CESPE – ANATEL – TÉCNICO – 2012) Caso determinado gestor empregue a teoria X para motivar sua equipe, é correto afirmar que ele adota o estilo de liderança democrática, ou mesmo laissez-faire, no relacionamento com sua equipe. 22 - (CESPE – TCU - ACE – 2009) Considerando a teoria dos dois fatores de Hezberg, existem duas formas de motivar os empregados: uma pautada em uma ação mais dura, voltada apenas para aspectos financeiros (fator X), e outra mais participativa, voltada para aspectos de socialização (fator Y). 23 - (CESPE – AGU - ANAL. ADM. – 2010) Ao assumir a gerência de qualidade de uma organização, Maria pretende criar uma auditoria de processos gerenciais, que avaliará a conformidade das atividades desenvolvidas pelos diversos setores componentes da organização. Para Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 70 compor sua equipe, Maria decidiu recrutar pessoalmente cada colaborador, por meio de seleção externa, pois acredita que, de modo geral, as pessoas não são responsáveis e não gostam de trabalhar. Visando atrair colaboradores para o cargo, ela oferecerá as melhores gratificações financeiras da organização. Os futuros auditores de processos terão uma rotina muito bem delineada e serão avaliados semestralmente pelas chefias imediatas. Os aspectos da avaliação julgados deficientes serão objeto de capacitações. Com referência a essa situação hipotética e ao tema por ela evocado, julgue os próximos itens. Maria, em termos de liderança, se pauta na teoria X de McGregor. 24 – (CESPE – MPE-PI – TÉCNICO – 2012) De acordo com a teoria dos dois fatores — motivação e higiene —, o oposto de satisfação não é a insatisfação. Ainda segundo essa teoria, a eliminação dos aspectos de insatisfação de um trabalho não o torna necessariamente satisfatório. 25 – (CESPE – ANCINE – TÉCNICO – 2012) O desempenho humano, resultado da motivação e das competências para a realização do trabalho, está relacionado à inexistência ou pouca incidência de obstáculos contextuais. 26 – (CESPE – MPE-PI – ANALISTA – 2012) As intervenções que busquem agregar aspectos motivacionais extrínsecos tendem a ser eficazes para a manutenção da motivação dos indivíduos com forte necessidade de realização. 27 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) A preocupação do gerente de uma agência bancária com a salubridade do ambiente de trabalho identifica-se com os aspectos motivacionais propostos na teoria de Herzberg. 28 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) A implantação de um novo plano de remuneração que contemple um aumento substancial no salário dos colaboradores de uma organização vai ao encontro dos fatores extrínsecos propostos na teoria de Herzberg. 29 - (CESPE – CETURB-ES/ADMINISTRADOR – 2010) A oportunidade de liderar uma equipe representa, muitas vezes, um fator de motivação para o colaborador, que considera a tarefa como um voto de confiança dos seus superiores. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 70 30 - (CESPE – MS / ADMINISTRADOR – 2010) Considere a seguinte situação hipotética. Uma equipe de um posto de vacinação decidiu promover uma reformulação em seu processo de atendimento aos usuários. Criou-se, então, na maior parte dos seus integrantes, uma expectativa decorrente do desempenho a ser alcançado por essa reformulação. Nessa situação, é correto afirmar que a satisfação esperada por um indivíduo, associada a cada produto resultante do desempenho, é denominada valência. 31 - (CESPE – MTE / ADMINISTRAÇÃO – 2008) Segundo o modelo de Vroom, a motivação para produzir em uma entidadeestá calcada estritamente nas recompensas ofertadas pela organização. 32 - (CESPE – ABIN / OFICIAL TÉCNICO – 2010) As organizações modernas devem reduzir os objetivos iniciais para satisfazer as necessidades adquiridas, e não, ajustar o atendimento das necessidades adquiridas aos seus objetivos iniciais. 33 – (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013) A motivação para o trabalho, sob o enfoque das necessidades humanas, é resultado do quanto a pessoa se percebe capaz de realizar uma determinada tarefa de forma autônoma e exemplar. 34 – (CESPE – ANP – ANALISTA – 2013) A teoria de McClelland propõe que o gestor atenda às necessidades de realização, afiliação ou poder dos seus colaboradores. 35 – (CESPE – MPE-PI – TÉCNICO – 2012) Entre as teorias motivacionais focadas em necessidades, uma das mais importantes é a de McClelland, que trata das necessidades individuais de realização, de poder e de associação. 36 – (CESPE – STJ – ANALISTA – 2012) A motivação, sob o enfoque das necessidades, enfatiza a influência de valores, crenças e desejos no comportamento humano no trabalho. 37 - (CESPE – INCA / GESTÃO RH – 2010) A motivação de um indivíduo inserido em uma organização tem relação direta com a intensidade de esforços que ele emprega, por isso indivíduos motivados geram resultados favoráveis para a organização. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 70 38 - (CESPE – STM / ANAL ADM. – 2011) É possível afirmar que quanto maior for a motivação de um funcionário para o trabalho, tanto melhor será o seu desempenho em determinado contexto laboral. 39 – (CESPE – PF - ADMINISTRADOR – 2014) Nas organizações, o líder define-se pela autoridade que lhe é delegada. 40 – (CESPE – MS – ANALISTA – 2013) A liderança não está associada a estímulos e incentivos que possam provocar motivação nas pessoas para a realização da missão e dos objetivos organizacionais, visto que tal função é uma atribuição da chefia dos indivíduos. 41 – (CESPE – ANP – ANALISTA – 2013) A liderança é um predicado das pessoas, diferentemente da autoridade formal, que é atributo do cargo. 42 - (CESPE – TRT-17 / PSICOLOGIA – 2009) Liderança é definida como a influência exercida por aqueles que possuem autoridade formal na organização. 43 – (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013) De acordo com princípios da gerência colaborativa, os gestores devem abdicar de sua posição de liderança e destiná-la a seus subordinados, a fim de que estes tomem as decisões sobre as mudanças nas organizações. 44 – (CESPE – UNIPAMPA – ANALISTA – 2013) O líder autocrático pronuncia comentários irregulares sobre as atividades dos membros da equipe e determina as providencias para a execução das tarefas apenas quando solicitado. 45 – (CESPE – CAPES – ANALISTA – 2012) Na liderança do tipo laissez- faire, o líder não define etapas ou métodos de trabalho, apenas fornece materiais ou informações que lhe sejam solicitados. 46 – (CESPE – UNIPAMPA – ANALISTA – 2013) Emergente é o líder que reúne habilidades para conduzir a equipe a objetivos específicos, porém, nessa situação, a equipe geralmente se desorganiza, o que pode gerar insegurança e atritos entre os membros da equipe. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 70 47 – (CESPE – MI – ASSISTENTE TÉCNICO – 2013) Nas organizações públicas, lideranças eficazes decorrem diretamente de atribuições regimentais e de uma estrutura organizacional rígida e com muitos níveis hierárquicos. 48 - (CESPE – TJ-ES / ANALISTA – 2011) De acordo com os estudos clássicos a respeito de estilos de liderança, administrador que conduz seus subordinados por meio de liderança liberal obtém produtividade superior à obtida por aquele que adota liderança autocrática, em razão da criatividade e da inovação geradas. 49 - (CESPE – BASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) Na atualidade, inexiste situação que comporte a aplicação da liderança autocrática no âmbito de uma organização, pois essa é uma teoria sem aplicabilidade prática. 50 – (CESPE – UNIPAMPA – ANALISTA – 2013) Para exercer a liderança é necessário que o funcionário tenha habilidade de relacionamento com as equipes e motivação para condução das atividades propostas. 51 – (CESPE - ANCINE - ANALISTA – 2013) A maturidade do líder é a principal característica do modelo de liderança de Hersey & Blanchard, que demonstra as situações enfrentadas pelos subordinados. Esse modelo deve ser analisado em um conjunto de tarefas, a partir das quais é possível enquadrar os líderes em categorias universais, considerando suas competências e motivações. 52 - (CESPE – TJ-ES / ANALISTA – 2011) Em qualquer situação, o estilo de liderança positiva, participativa e cordial é o mais apropriado. 53 - (CESPE – CORREIOS / PSICÓLOGO – 2011) Independentemente de fatores situacionais, líderes voltados ao cumprimento de metas e preocupados com aspectos técnicos das tarefas são mais eficazes que líderes orientados para o relacionamento. 54 - (CESPE – ANATEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO – 2009) A teoria da liderança situacional procura definir qual estilo de liderança se ajusta melhor a cada situação organizacional. Para atingir-se esse propósito, deve-se, preliminarmente, diagnosticar a situação existente. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 70 (CESPE – PREVIC / ANAL. ADM. – 2011) No contexto das organizações, pesquisadores ligados ao estudo da liderança situacional têm apresentado diversas propostas de modelos para serem aplicados em instituições. Um desses modelos baseia-se em três aspectos inter-relacionados: o comportamento de tarefa, o comportamento de relacionamento e a maturidade dos subordinados. Com base nessas informações, julgue os itens que se seguem, referentes à liderança situacional. 55 - A maturidade de um grupo ou de um liderado deve ser considerada globalmente, e não somente em relação à tarefa específica a ser realizada. 56 - Consideram-se comportamento de tarefa o apoio socioemocional e o encorajamento dado pelo líder. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 70 Gabaritos. 1. E 2. C 3. E 4. E 5. C 6. C 7. C 8. C 9. E 10. C 11. C 12. C 13. E 14. E 15. E 16. C 17. E 18. E 19. C 20. C 21. E 22. E 23. C 24. C 25. C 26. E 27. E 28. C 29. C 30. C 31. E 32. E 33. E 34. C 35. C 36. E 37. E 38. E 39. E 40. E 41. C 42. E 43. E 44. E 45. C 46. E 47. E 48. E 49. E 50. C 51. E 52. E 53. E 54. C 55. C 56. E Bibliografia Bergamini, C. W. (Abr./Jun. de 1990). Motivação: mitos, crenças e mal- entendidos. Revista de Administração de Empresas, 23-34. Cavalcanti, V., Carpilovsky, M., Lund, M., & Lago, R. A. (2009). Liderança e Motivação (3° ed. ed.). Rio de Janeiro: FGV. Chiavenato, I. (2004). Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações (2° Ed. ed.). Rio de Janeiro: Elsevier. Chiavenato, I. (2008). Administração Geral e Pública (2° ed.). São Paulo: Elsevier. Chiavenato, I. 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Rio de Janeiro: Campus Elsevier. Robbins, S. P., & Coulter, M. (1998). Administração (5° ed.). Rio de Janeiro: Prentice-Hall. Rosolen, T., Silva, A., Leite, N., & Albuquerque, L. (2009). Contrato Psicológico: Um Estudo de Caso do Programa de Educação Tutorial PET– FEA Administração USP. Acesso em 17 de Setembro de 2012, disponível em FEA-USP: http://www.ead.fea.usp.br/semead/9semead/resultado_semead/tra balhosPDF/365.pdf Schemerhorn Jr., J. R. (2008). Management (9° ed.). Hoboken: Wiley & Sons. Sobral, F., & Peci, A. (2008). Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall. Vilas Boas, A. A., & Andrade, R. O. (2009). Gestão estratégica de pessoas (1° Ed. ed.). Rio de Janeiro: Elsevier. Wagner, J. (2009). Comportamento Organizacional: criando vantagem competitiva. São Paulo: Saraiva. Zaleznik, A. (1992). Managers and Leaders - are they different? Harvard Business Review. Administração Geral e Pública p/ AFT - 2016 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01 Prof. Rodrigo Rennó www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 70 Por hoje é só pessoal! Estarei disponível no e-mail abaixo para qualquer dúvida. Bons estudos e sucesso! Rodrigo Rennó rodrigorenno99@hotmail.com http://www.facebook.com/rodrigorenno99 http://twitter.com/rrenno99 Conheça meus outros cursos atualmente no site! Acesse http://estrategiaconcursos.com.br/cursos-professor/2800/rodrigo-renno