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Aleitamento materno

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essa 
proteína provoca apoptose (“suicídio celular”) 
de mais de quarenta tipos de câncer. 
 
 
 Alguns dos fatores de proteção do leite 
materno são totais ou parcialmente destruídos 
pelo calor, razão pela qual o leite humano 
pasteurizado (submetido a uma temperatura 
de 62,5o C por 30 minutos) não tem o mesmo 
valor biológico que o leite cru. 
 
Observações importantes 
o Alfa-lactoalbumina: proteína mais 
presente no leite materno. 
o Alfa-lactoglobulina: proteína mais 
presente no leite de vaca. 
o Leite de vaca: rico em eletrólitos, baixa 
concentração de vitaminas A, D, E, C. 
o Leite materno: rico em lactose, Fe mais 
biodisponível 
 
 
 
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UC7 – Tutoria | Maria Clara Cabral – 3º Período 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar, cap. 6 e cap. 8.2. 
GUYTON. Fisiologia médica, cap. 83, pág. 3073, tab.83-1.
 
 
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UC7 – Tutoria | Maria Clara Cabral – 3º Período 
 
OBJETIVO 3 
EXPLICAR AS TÉCNICAS PARA AMAMENTAÇÃO E 
ORDENHA MAMARIA. 
 
Técnica para amamentação 
 
Observar sinais de boa pega: 
o Abertura ampla da boca, com lábios 
projetados para fora (boca de peixe); 
o Abocanhar não somente o mamilo, mas 
também parte da aréola; 
o A língua eleva suas bordas laterais e a 
ponta, formando uma concha 
(canolamento) que leva o leite até a faringe 
posterior e esôfago, ativando o reflexo de 
deglutição; 
o Bochechas cheias; 
o Nariz livre e queixo encostando na parte 
inferior da aréola. 
 
Pontos-chave do posicionamento adequado 
1. Rosto do bebê de frente para a mama, 
com nariz na altura do mamilo; 
2. Corpo do bebê próximo ao da mãe; 
3. Bebê com cabeça e tronco alinhados 
(pescoço não torcido); 
4. Bebê bem apoiado. 
 
Pontos-chave da pega adequada 
1. Mais aréola visível acima da boca do 
bebê; 
2. Boca bem aberta; 
3. Lábio inferior virado para fora; 
4. Queixo tocando a mama. 
 
Os seguintes sinais são indicativos de 
técnica inadequada de amamentação: 
• Bochechas do bebê encovadas a cada 
sucção; 
• Ruídos da língua; 
• Mama aparentando estar esticada ou 
deformada durante a mamada; 
• Mamilos com estrias vermelhas ou áreas 
esbranquiçadas ou achatadas quando o 
bebê 
• solta a mama; 
• Dor na amamentação. 
 
 
 Quando a mama está muito cheia, a 
aréola pode estar tensa, endurecida, 
dificultando à pega. Em tais casos, recomenda-
se, antes da mamada, retirar manualmente um 
pouco de leite da aréola ingurgitada. 
 
Técnica de ordenha do leite materno 
 
1. Lavar e secar mãos e antebraço 
2. Usar máscara ou evitar falar/tossir 
durante a ordenha 
3. Dispor de vasilhame de vidro de boca 
larga previamente esterilizado 
4. Relaxar (pensar no bebê pode auxiliar 
na ejeção do leite) 
5. Curvar o tórax sobre abdome 
6. Massagear a mama com movimentos 
circulares da base à aréola 
7. Usar mão correspondente à mama, em 
formato de C com polegar acima do 
mamilo e dedo indicador abaixo, 
pressionar e soltar 
8. Desprezar os jatos iniciais. 
 
o Após a ordenha, o leite pode ficar 
armazenado por 12h na geladeira e por até 
15 dias no congelador, devendo neste caso 
ser descongelado no fogo em banho-
maria. 
o Como a mamadeira deve ser evitada, é 
importante explicar a mãe como a mesma 
deve orientar a pessoa que cuidará da 
criança sobre como oferecer o leite em um 
copo ou colher: 
• acomodar o bebê no colo na posição 
sentada ou semi-sentada de modo que 
a cabeça forme um ângulo de quase 
90º com o pescoço 
• encostar a borda do copo no lábio 
inferior e deixar o leite tocar o lábio 
• o bebê fará movimentos de lambidas e 
deglutição. 
 
Deve-se alertar para que não se despeje o 
leite na boca do bebê. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à saúde da criança: 
aleitamento materno e alimentação complementar, cap. 7 e 
cap. 8.3.2. 
 
OBJETIVO 4 
COMPREENDER A NECESIDADE DA INTRODUÇÃO DA 
FÓRMULA INFANTIL NA ALIMENTAÇÃO DO RN. 
 
o As fórmulas infantis para lactentes 
correspondem a leites industrializados 
indicados para lactentes que não estão em 
aleitamento materno. 
o A grande maioria das fórmulas existentes 
no comércio é elaborada a base de leite de 
vaca e seguem as recomendações do 
“Codex Alimentárius4”. No entanto, apesar 
de sua adaptação com relação ao 
carboidrato, proteínas e vitamina, os 
fatores anti-infecciosos e bioativos 
encontrados no leite materno não são 
encontrados nas fórmulas infantis. 
o Diante da impossibilidade do aleitamento 
materno, é recomendado que crianças 
menores de seis meses de vida sejam 
alimentadas com fórmulas infantis para 
lactentes e as de seis a doze meses com 
fórmulas de seguimento para lactentes 
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 
2008) 
 
Classificações de aleitamento materno: 
 
Aleitamento materno exclusivo: 
o Quando a criança recebe exclusivamente 
leite materno, seja ele ordenhado, 
diretamente da mama ou leite humano de 
outra fonte. 
o Na ausência de contraindicações, é 
recomendado até os 6 meses de vida do 
bebê. 
 
Aleitamento materno predominante: 
o É o leite materno somado a alimentos 
líquidos a base de água (sucos, por 
exemplo). 
Aleitamento misto: 
o É o leite materno e outros leites. 
 
Aleitamento complementado: 
o É o leite materno somado a alimentos 
sólidos/ semissólidos. 
o Deve-se manter até no mínimo 2 anos. 
o Com a finalidade de complementar e não 
de substituir o leite materno. 
 
 
 
Tipos de fórmulas infantis 
 
o Existe uma fórmula infantil para cada faixa 
etária. Isso é importante para oferecer à 
criança a quantidade de nutrientes que ela 
 
 
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precisa de acordo com sua fase de 
desenvolvimento 
Fórmula para prematuros 
o As fórmulas infantis para prematuros só são 
indicadas quando realmente não há como 
alimentá-lo com o leite da mãe. Do 
contrário, é essencial que ele tome o leite 
materno, especialmente devido ao 
colostro. 
o Esse tipo de fórmula conta com mais 
proteínas que as demais, além 
de gorduras balanceadas e ácidos graxos 
específicos, que são fundamentais para o 
bom desenvolvimento visual, cerebral e 
psicomotor. 
Fórmulas de partida 
o Indicadas para bebês saudáveis de até 6 
meses de vida, as fórmulas infantis de 
partida têm como principal carboidrato a 
lactose, acrescida de sacarose, 
maltodextrina e amido. 
o Elas também contam com maior teor de 
micronutrientes, comparadas ao leite 
materno, a exemplo dos aminoácidos e 
ferro. 
Fórmulas de seguimento 
o As fórmulas de seguimento devem ser 
utilizadas para bebês a partir do segundo 
semestre de vida. 
o Sua maior característica em comparação 
às demais é o alto teor de ferro. 
o Logo, as demais substâncias, como as 
proteínas, seguem na mesma quantidade 
que as outras. 
Antirrefluxo ou AR 
o Similar às de partida, a AR é indicada para 
bebês com problema 
de refluxo gastroesofágico. 
o Seu diferencial é que conta com amido de 
milho ou de arroz pré-gelatinizado, 
substância que se espessa quando entra 
em contato com o suco gástrico, 
diminuindo a frequência do refluxo. 
Fórmulas sem lactose 
o Bebês intolerantes à lactose podem 
apresentar quadros de dor, distensão 
abdominal e choro persistentes. 
o Essa disfunção tende a acontecer 
especialmente devido à imaturidade do 
aparelho gastrointestinal. 
Fórmulas hipoalergênicas ou HA 
o As fórmulas hipoalergênicas são indicadas 
para crianças que apresentam alergia ao 
leite de vaca, ou que tenham esse 
histórico na família, a fim de prevenir o 
problema. 
o Sua base de criação é a proteína 
parcialmente hidrolisada do soro do leite, 
dando ao produto a característica 
hipoalergênica. 
Fórmulas à base de soja 
o Outra opção para bebês alérgicos ao leite 
de vaca ou intolerantes à lactose,