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ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA: ENFERMAGEM EM SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO DOCENTE: ENFERMEIRA ESTER CARULINY S. P. AGREDA DISCENTES DIANA SHIRLENE DAS NEVES LUCELIA ALEXANDRE MOYA ROSILENE SILVA SANTOS NABASIO SISTEMA RESPIRATÓRIO CAMPO VERDE – MT 2022 ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM DOCENTE: ENFERMEIRA ESTER CARULINY S. P. AGREDA DISCENTES DIANA SHIRLENE DAS NEVES LUCELIA ALEXANDRE MOYA ROSILENE SILVA SANTOS NABASIO Trabalho apresentado ao curso Técnico em Enfermagem, como requisito para aprovação na disciplina Enfermagem em Saúde do Adulto e do Idoso. CAMPO VERDE – MT 2022 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 2 OBJETIVO 5 3 ASMA 6 3.1 Sintomas 6 3.2 Causas 6 3.3 Diagnóstico 7 3.4 Tratamento 7 3.5 Complicações 7 3.6 Prevenção 8 4 BRONQUITE 8 4.1 Sintomas 8 4.2 Causas 8 4.3 Diagnóstico 9 4.4 Tratamento 9 4.5 Complicações 9 4.6 Prevenção 9 5 SINUSITE 10 5.1 Sintomas 10 5.2 Causas 10 5.3 Diagnóstico 11 5.4 Tratamento 11 5.5 Complicações 11 5.6 Prevenção 11 6 TUBERCULOSE 12 6.1 Sintomas 13 6.2 Causas 13 6.3 Diagnóstico 13 6.4 Tratamento 14 6.5 Complicações 15 6.6 Prevenção 15 7 PNEUMONIA 16 7.1 Sintomas 17 7.2 Causas 17 7.3 Diagnóstico 18 7.4 Tratamento 18 7.5 Complicações 18 7.6 Prevenção 18 8 DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) 19 8.1 Sintomas 19 8.2 Causas 19 8.3 Diagnóstico 20 8.4 Tratamento 20 8.5 Complicações 21 8.6 Prevenção 21 9 ENFISEMA PULMONAR 22 9.1 Sintomas 23 9.2 Causas 23 9.3 Diagnóstico 23 9.4 Tratamento 24 9.5 Complicações 24 9.6 Prevenção 25 10 CÂNCER DE PULMÃO 25 10.1 Sintomas 25 10.2 Causas 26 10.3 Diagnóstico 26 10.4 Tratamento 27 10.5 Complicações 28 10.6 Prevenção 29 11 COVID – 19 30 11.1 Sintomas 30 11.2 Causas 30 11.3 Diagnóstico 31 11.4 Tratamento 31 11.5 Complicações 31 11.6 Prevenção 32 12 INFLUENZA 32 12.1 Sintomas 32 12.2 Causas 33 12.3 Diagnóstico 33 12.4 Tratamento 33 12.5 Complicações 33 12.6 Prevenção 33 13 CUIDADOS DE ENFERMAGEM 34 14 CONCLUSÃO 35 ENTREVISTA 36 REFERÊNCIAS 38 1 INTRODUÇÃO As doenças respiratórias atingem os órgãos e as estruturas do sistema respiratório, vias nasais, faringe, laringe, brônquios, traqueia, diafragma, pulmões e alvéolos pulmonares, causam inflamações e irritação, além de provocarem a obstrução das vias aéreas, de forma a dificultar a passagem do ar e impedir a respiração completa. Existem doenças respiratórias que são de fácil tratamento, enquanto outras são ou se tornam crônicas, precisando de acompanhamento por um longo período de tempo ou até mesmo por toda a vida. Nesse trabalho iremos falar das que mais acomete os adultos e idosos, como por exemplo a asma, bronquite, sinusite, tuberculose, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica, enfisema pulmonar, câncer de pulmão, influenza e covid, saber o que é a doença, seus sinais e sintomas, as causas, como é realizado o diagnóstico, o tratamento, as complicações que a doença pode causar e a prevenção delas. Falaremos também sobre alguns cuidados de enfermagem que podemos ter com os pacientes que o ajudaram no enfrentamento da doença, orientações para manutenção da boa saúde, como melhorar a qualidade de vida. 2 OBJETIVO O objetivo desse trabalho é conhecer as doenças respiratórias que mais afeta os adultos e idosos, saber quais são seus sinais e sintomas, forma de tratamento, diagnóstico, causas, complicações e prevenção, essas informações são de extrema importância para o nossa vida profissional, para poder dar uma boa assistência ao paciente é necessário ter conhecimento. 3 ASMA Doença inflamatória crônica, que inda não tem cura conhecida, caracterizada por hiper responsividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo. Essas vias aéreas (brônquios), são aqueles tubos que levam o ar para os pulmões. A asma faz com que as vias aéreas apresentem edema, se tornem estreitas e produzam muco extra, dificultando a respiração. É uma condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais. A asma é classificada em 2 modalidades, a depender da existência ou não de agente alérgeno: Asma alérgica: é desencadeada por agentes alérgenos, como pólen, poeira, mofo e produtos químicos; Asma não alérgica: não é causada por agentes alérgenos. Os principais gatilhos são o ar seco, o clima frio, o cigarro, o estresse, entre outros. 3.1 Sintomas Os principais sintomas são: · Tosse; · Sibilância; · Dispneia; · Desconforto torácico; · Respiração curta e rápida; · Agitação; · Ansiedade. Alguns sinais tendem a ser mais intensos em determinados períodos do dia, como à noite e durante as primeiras horas da manhã. 3.2 Causas Existem diversos fatores que potencializam o aparecimento da asma e podem agravar os sintomas, em especial, agentes ambientais e genéticos: · Exposição a partículas de poeira; · Ácaros; · Fungos; · Variações no clima; · Umidade; · Temperaturas baixas; · Histórico familiar; · Má formação na região respiratória; · Obesidade; · Sedentarismo; · Excesso de atividades físicas. 3.3 Diagnóstico · Sintomatologia: Os principais sintomas para o diagnóstico de asma são: sibilância, dispneia, desconforto torácico e tosse. Principalmente se pioram à noite e no início da manhã, em resposta a exercícios, exposição a alérgenos, poluição ambiental e ar frio. · Espirometria; · Exames de alergia. 3.4 Tratamento · Corticoides; · Broncodilatadores; · Oxigenoterapia; · Reabilitação pulmonar; · Exercícios respiratórios. Deve-se instituir o tratamento de acordo com a classificação de gravidade, utilizando-se a menor dose que possa controlar os sintomas. 3.5 Complicações · Insônia e ansiedade; · Alterações permanentes na estrutura e no funcionamento dos pulmões; · Tosse persistente; · Necessidade de uso de aparelhos de ventilação para respirar; · Hospitalização e internação; · Morte, em casos mais graves. 3.6 Prevenção · Eliminar a exposição ao tabagismo, ativo ou passivo; · Animais devem ser mantidos fora de casa, ou no mínimo não entrarem nos quartos. · Deixar o ambiente de convívio diário, principalmente o quarto, bem limpo e arejado; · Não usar vassouras nem espanadores, pois espalham a poeira fina, que ficará em suspensão e voltará a se depositar; · Retirar tapetes, carpetes, cortinas, almofadas, estantes com livros, enfim, tudo que facilite o acúmulo de pó. 4 BRONQUITE A bronquite é uma inflamação nos brônquios, vias aéreas responsáveis por transportar o oxigênio até os pulmões, o espaço para a passagem de ar fica menor e a respiração se torna difícil e cansativa. A bronquite é dividida em dois tipos: Bronquite aguda: Processo inflamatório agudo causado por vírus, que costuma estar associado a um processo infeccioso viral ou bacteriano; Bronquite crônica: Processo inflamatório secundário dos brônquios, geralmente ligado à poluição, ao uso de cigarro ou a um processo alérgico. 4.1 Sintomas · Falta de ar; · Irritação na garganta; · Tosse; · Chiado; · Dores no peito; · Dificuldade para respirar. 4.2 Causas A bronquite aguda é uma bronquite infecciosa. É um tipo de infeção mais comum durante os meses de inverno e está associado com infeções por vírus respiratórios rhinovirus, coronavirus, influenza e adenovirus (bronquite viral ou vírica). Podemos ter outros agentes etiológicos da bronquite aguda: Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae, e a Bordetella, ou uma invasão secundária por bactérias como Haemophilus influenzae ou Streptococcus pneumonia que podem desempenhar um papel importante na bronquite (bronquite bacteriana). No caso da bronquite crónica a causa mais comum é o tabaco, a poluição do ar, poeiras e gases tóxicos no ambiente também podem contribuir par esta patologia. 4.3 Diagnóstico · O diagnóstico de bronquite é efetuado tendo por base a história clínica e o exame clinico do paciente; · Análise da expectoração; · Provas funcionais respiratórias; · Raio x do tórax. 4.4 Tratamento · Antitússicos; · Inalação; · Anti-inflamatórios; · Broncodilatadores;· Corticoides inalados; · Reabilitação pulmonar. 4.5 Complicações · Pneumonia; · Mais chances de apresentar infecções respiratórias recorrentes; · Crises de chiado (broncoespasmo); · Evolução para DPOC; · Enfisema; · Insuficiência cardíaca no lado direito do coração; · Hipertensão pulmonar. 4.6 Prevenção Não fumar; Evitar outros irritantes pulmonares como: o fumo passivo, fumos industriais, fumo das lareiras e tintas ou produtos de limpeza com cheiros intensos. A vacinação da gripe e antipneumocócica ajuda a proteger do quadro gripal e consequentemente a evitar muitos casos de bronquite aguda; Deve evitar o ar frio, pois este pode agravar a sua tosse e a falta de ar. 5 SINUSITE A sinusite consiste em uma inflamação que acomete a mucosa dos seios da face, área do crânio composta por cavidades ósseas, localizadas na região ao redor do nariz, das maçãs do rosto e dos olhos. Ela pode aparecer de maneira secundária em resposta a uma infecção, alergia ou outra doença que dificulte a drenagem de secreção dos seios da face. Existem 2 tipos de sinusite, sendo que a classificação leva em conta o tempo de duração da doença: Aguda: os sintomas duram por menos de 12 semanas; Crônica: os sintomas são latentes e costumam durar mais de 12 semanas. 5.1 Sintomas · Secreção purulenta amarela ou verde; · Dor de cabeça; · Pressão e dor na face; · Congestão e bloqueio no nariz; · Sensibilidade e edema dos seios paranasais afetados; · Habilidade olfativa reduzida (hiposmia); · Mau hálito (halitose); · Uma tosse produtiva, especialmente à noite; 5.2 Causas A sinusite tanto pode ser causada por agentes infecciosos, como bactérias, fungos e vírus, quanto por fatores alérgicos como poeira, choque térmico e cheiros ativos. Exposição a determinados agentes químicos e alterações na anatomia nasal ou dos seios da face fazem parte do outro grupo de responsáveis pela sinusite. Há ainda, casos mais raros que levam à sinusite, como a presença de um tumor. 5.3 Diagnóstico Clinico, baseado nos sinais e sintomas; Raio x; Tomografia computadorizada. 5.4 Tratamento · Spray nasal medicamentoso; · Antibióticos; · Inalação de vapor, toalhas quentes umedecidas sobre os seios paranasais afetados e bebidas quentes podem ajudar a aliviar a inflamação das membranas e promover a drenagem; · Analgésicos; · Cirurgia também pode ser necessária em casos de obstrução nasal que interfira na drenagem. 5.5 Complicações A complicação principal da sinusite é a disseminação da infecção bacteriana. Uma infecção pode se disseminar para os tecidos em torno do olho e causar mudanças na visão ou edema em torno do olho. Com menor frequência, a infecção pode se disseminar para envolver os próprios olhos, causando dor e distúrbio da visão. Com menor frequência, uma infecção pode se disseminar para os tecidos que envolvem o cérebro (meningite) e causar cefaleia intensa e confusão mental. 5.6 Prevenção · Manter a mucosa nasal hidratada, tratar a rinite alérgica, procurar um médico para acompanhar gripes e resfriados; · Tenha uma alimentação saudável; · Evite o Jejum; · Evitar o fumo passivo; · Boa hidratação pode prevenir a ocorrência de infecções. · Hidratação das mucosas; · Lave as mãos; · Fazer um teste para alergias; · Eliminar mofo, pelos de animais, insetos, ácaros e poeira domiciliar; · O carpete deve ser substituído por outros tipos de piso, tapetes devem ser retirados do quarto e umidificadores devem ser banidos, já que a umidade favorece o aparecimento de alguns alérgenos; · Evite cheiros fortes; · Tomar vacina da gripe, os vírus causadores de infecções respiratórias entre os quais está o vírus da gripe também inflamam as vias aéreas e podem causar crises de sinusite. · Evitar o contato com animais, ou pelo menos não deixe que ele entre ou durma no seu quarto. · Agasalhe-se; · Não fumar; · Pratique exercícios físicos, sem exageros. 6 TUBERCULOSE A tuberculose é infecção contagiosa causada por uma bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), que atinge principalmente os pulmões, sendo chamada de tuberculose pulmonar, mas pode acometer diversas partes do organismo, neste caso sendo chamada de tuberculose extrapulmonar. Nem todos os infectados pelo bacilo desenvolvem a doença. Ele pode permanecer no organismo durante anos, sem que a pessoa adoeça por tuberculose. A isso se dá o nome de infecção latente por tuberculose (ILTB). Qualquer pessoa infectada pode adoecer por tuberculose, porém existem algumas condições que comprometem o sistema de defesa do organismo, propiciando o adoecimento. Pessoas com doenças como diabetes, infecção pelo HIV, câncer, uso de tabaco estão sob maior risco de desenvolver a doença ativa. Condições desfavoráveis de vida como desnutrição, situação de rua, privação de liberdade, necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, além de barreiras de acesso aos serviços de saúde também colocam o indivíduo em maior vulnerabilidade ao adoecimento. 6.1 Sintomas A tosse é o sintoma mais frequente da tuberculose pulmonar, geralmente acompanhada de expectoração (escarro). Além da tosse, pode surgir febre baixa (geralmente no final da tarde), suores noturnos, emagrecimento, fraqueza, cansaço e dores no corpo. Na tuberculose extrapulmonar outros sintomas podem surgir, de acordo com o órgão acometido. 6.2 Causas O agente etiológico da tuberculose é o bacilo de Koch (nome cientifico da bactéria mycobacterium tuberculosis) que se propaga de pessoa para pessoa através de gotículas microscópicas liberadas para o ar. Essas gotículas microscópicas podem ser libertadas para o ar quando alguém com a forma ativa de tuberculose não tratada, fala, espirra, ri ou canta. Embora a tuberculose seja contagiosa, a sua propagação (contágio de outras pessoas) não é fácil de acontecer. A tuberculose é transmitida por pessoas com quem mantém contato diário (alguém com quem vive ou trabalha) mais facilmente. Menos provável é que a tuberculose seja transmitida por uma pessoa estranha, com a qual mantenha contatos esporádicos. A maioria das pessoas com tuberculose ativa que teve tratamento adequado com fármacos durante pelo menos duas semanas já não é contagiosa. As pessoas com um sistema imunológico enfraquecido são mais suscetíveis de serem infetadas. 6.3 Diagnóstico O diagnóstico se dá por exame clínico, como a baciloscopia, a cultura do escarro e o RX do tórax. Em quadros mais graves, o médico pode solicitar a biópsia dos órgãos acometidos pela doença. Durante o exame físico, o médico pneumologista irá verificar se os nódulos linfáticos estão aumentados. Ausculta os pulmões. A ferramenta de diagnóstico mais frequentemente utilizada para a tuberculose é a prova de Mantoux, embora os exames de sangue sejam comuns. Uma pequena quantidade de uma substância chamada PPD tuberculina é injetada logo abaixo da pele do antebraço. Após 48 a 72 horas, verificará o braço para avaliar a reação no local da injeção, enduração e elevação significam que provavelmente existirá uma infeção por tuberculose. O tamanho da reação determina se os resultados do teste são significativos. Se existir uma prova de Matoux positiva, o médico pode solicitar a realização de um Raio X de tórax. Se o RX de tórax apresentar sinais de tuberculose pulmonar, deverão ser colhidas amostras da expetoração (“escarro”) para pesquisa BAAR (bacilo álcool ácido resistente). Além disso, estas amostras também podem ser usadas para testar os fármacos da tuberculose e identificar as estirpes resistentes. Isto ajuda o médico a escolher os medicamentos que apresentam maior probabilidade de tratar eficazmente a doença. Os testes podem demorar entre quatro a oito semanas para serem concluídos. Estas recomendações aplicam-se apenas a adultos, a tuberculose na criança ou no bebé (tuberculose infantil) possui uma abordagem diferente. Para além das análises e exames atrás mencionados, o médico pode solicitar outros, como por exemplo a broncoscopia flexível ou fibrobroncoscopia, a tomografia computorizada (TC ou TAC), entre outros. 6.4 Tratamento O tratamento da tuberculose éum processo lento. Em média, a duração do tratamento é consideravelmente superior quando comparada com outras infeções bacterianas ou infeções por vírus. O tratamento antibiótico deve ser administrado pelo menos entre seis a nove meses. A seleção dos fármacos a usar, o tempo de tratamento e eventuais procedimentos dependem da idade, das comorbilidades, da possível resistência aos fármacos, da forma de tuberculose (latente ou ativa) e da localização da infeção no organismo. Se o diagnóstico for de tuberculose latente, talvez seja necessário tomar apenas um tipo de medicamento contra a tuberculose. Na tuberculose ativa, particularmente se estivermos perante uma estirpe resistente, o doente deverá fazer a toma de vários tipos de fármacos ao mesmo tempo. Os medicamentos utilizados para tratar a tuberculose com maior frequência são: Isoniazida; Rifampicina; Etambutol; Pirazinamida. De forma a simplificar o tratamento existe o coxcip 4, comprimido contendo dose fixa combinada destes 4 fármacos. Existem casos em que a tuberculose é multirresistente aos antibióticos habituais, pois as bactérias desenvolveram resistência, necessitando de uma combinação de antibióticos chamados fluoroquinolonas e medicamentos injetáveis, como amicacina, kanamicina ou capromicina. Geralmente, este tratamento medicamentoso é realizado durante 20 a 30 meses. 6.5 Complicações A tuberculose pode gerar complicações resultantes diretamente da infeção pulmonar, que nos casos mais graves poderá resultar em Sepsis (infeção generalizada). Os casos de sepsis são extremamente graves e consequentemente estão associados a um elevado risco de morte. Quando se trata de uma tuberculose sensível aos fármacos de primeira linha e é efetuado tratamento logo no início dos sintomas, a doença possui uma evolução quase sempre favorável. Quando a tuberculose é tratada precocemente raramente deixa sequelas. Nos casos de quadros arrastados de doença e envolvimento inflamatório prolongado podem resultar múltiplas cicatrizes e perda de tecido pulmonar. Estas cicatrizes e perda de tecido pulmonar podem diminuir drasticamente a qualidade de vida das pessoas, pois podem surgir algumas complicações pulmonares e não só, relacionadas com estas sequelas. 6.6 Prevenção Tomar a vacina BCG o mais precocemente possível, de preferência, logo após o nascimento. A vacina diminui a incidência de formas graves da tuberculose (meningite tuberculosa e tuberculose miliar). Evitar ambientes fechados, mal ventilados, com ausência de luz solar, com aglomerados de pessoas, pois isso tornam maior a chance de transmissão. Quanto maior o tempo de permanência em ambiente com essas características e pessoas com tuberculose sem tratamento, maior a chance de infecção. Por isso, é importante manter a casa arejada, permitir a entrada de luz solar e manter as janelas abertas para adequada circulação do ar. Levar o braço ou lenço à boca e ao nariz quando tossir ou espirrar para diminuir a disseminação dos bacilos. Uma forma de profilaxia da tuberculose consiste no tratamento da tuberculose latente evitando que se torne ativa e se transmita a outra pessoa. A tuberculose ativa é contagiosa, daí que o doente com tuberculose pulmonar deva tomar algumas medidas para evitar o contágio de outros indivíduos. Nas primeiras semanas de tratamento pode ser contagioso, por isso deve: Ficar em casa. Não vá trabalhar ou à escola. Deve dormir num quarto sozinho durante as primeiras semanas de tratamento da tuberculose ativa; A tuberculose dissemina-se mais facilmente em pequenos espaços fechados onde o ar não circula. Abra as janelas para ventilar o espaço; Usar uma máscara cirúrgica quando estiver na presença de outras pessoas, principalmente nas primeiras três semanas de tratamento. 7 PNEUMONIA A pneumonia é uma grave infecção que atinge os pulmões, mas a doença pode acometer também os alvéolos pulmonares e os interstícios. A doença é provocada pela entrada do agente infeccioso no espaço alveolar, pode ser bactérias, vírus, fungos, reações alérgicas. Existem diversos tipos de pneumonia: Pneumonia viral: A infecção é causada por vírus. Quando eles são aspirados, chegam até os pulmões e provocam inflamação nos alvéolos (estruturas pulmonares responsáveis por efetuar o transporte do oxigênio para o sangue); Pneumonia bacteriana: O sistema imunológico fraco não consegue neutralizar o ataque de bactérias (geralmente elas se encontram no nariz, na boca, na garganta, na pele e no sistema digestivo); Pneumonia química (pneumonite): É causada pela respiração e consequente inalação de substâncias que são agressivas para os alvéolos e o pulmão, como a fumaça, os agrotóxicos e os demais produtos químicos; Pneumonia por fungos: É o tipo mais agressivo. Costuma acometer pacientes que vivem com doenças crônicas, como pessoas com HIV ou câncer. Tipos de pneumonia (pneumonia adquirida na comunidade, pneumonia adquirida no hospital, pneumonia obstrutiva, pneumonia aspirativa). 7.1 Sintomas Tosse com expectoração (muco espesso ou com coloração alterada); Outros sintomas comuns de pneumonia incluem; Dor torácica; Calafrios; Febre; Falta de ar; No entanto, esses sintomas podem variar em função da extensão da doença e do micro-organismo causador. Às vezes, as pessoas com pneumonia apresentam sintomas digestivos, como náusea, diarreia e perda de apetite. Os sintomas variam ainda mais em bebês e idosos. Pode não ocorrer febre. Pode não ocorrer dor torácica ou as pessoas podem não conseguir comunicar que estão com dor torácica. Algumas vezes, o único sintoma é a respiração rápida ou uma recusa súbita de comer. Algumas vezes, confusão súbita pode ser o único sinal de pneumonia em uma pessoa idosa. 7.2 Causas Pneumonia é causada por diferentes micro-organismos, incluindo bactérias, vírus, microbactérias, fungos e parasitas. Pneumonias bacterianas e virais são muito mais comuns do que as pneumonias causadas por microbactérias, fungos ou parasitas. Os organismos específicos variam de acordo com a idade, saúde, local de moradia da pessoa, além de outros fatores. Pode haver o envolvimento de mais de um micro-organismo. As vias aéreas e pequenos sacos de ar dos pulmões são constantemente expostos a micro-organismos. O nariz e a garganta são cheios de bactérias e, às vezes, vírus, e as pessoas inalam pequenas quantidades desses organismos, regularmente, do ar ou de aspirado do trato digestivo, boca ou garganta. A pneumonia se desenvolve quando os mecanismos de defesa não estão funcionando corretamente. 7.3 Diagnóstico Sintomatologia; Radiografia do tórax; Tomografia computadorizada (TC) do tórax; Ausculta; Em pessoas que estão doentes ao ponto de exigirem hospitalização, os médicos geralmente testam amostras de escarro, sangue e urina em uma tentativa de identificar o organismo causador da pneumonia. 7.4 Tratamento Antibióticos; Medicações sintomáticas; Oxigenoterapia. 7.5 Complicações Baixos níveis de oxigênio na corrente sanguínea; Pressão arterial baixa com risco à vida; Abscesso pulmonar ou empiema (coleção de pus no espaço entre o pulmão e a parede torácica); Lesão pulmonar grave (síndrome da angústia respiratória aguda [SARA]). 7.6 Prevenção A maneira mais eficaz de prevenir a pneumonia é parar de fumar. Exercícios de respiração profunda e terapia para remover muco e secreções dos pulmões ajudam a prevenir uma pneumonia em pessoas com alto risco. As vacinas podem ajudar na prevenção contra pneumonia; Manutenção do ar-condicionado em condições adequadas; Não se exponha a mudanças bruscas de temperatura. 8 DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) A doença pulmonar obstrutiva crônica é um problema progressivo e irreversível, afetando principalmente os pulmões e destruindo os alvéolos pulmonares. A principal característica dessa doença é a destruição total do órgão. Ela pode aparecer em pessoas de mais idade ou em quem já teve tuberculose. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 80 milhões de pessoas sofrem com essa enfermidade por todo o mundo. Já no Brasil, estima-se que cerca de 5,5 milhõesde pessoas contraiam essa doença por ano. Os sintomas dessa doença se assemelham aos encontrados na bronquite crônica e no enfisema pulmonar, principalmente com relação à queixa de falta de ar. 8.1 Sintomas Dispneia; Intolerância a esforços físicos e exercícios; Fraqueza; Tosse crônica (pode ser intermitente e pode ser não produtiva); Expectoração crônica; Perda de peso. 8.2 Causas Existem 2 principais causas de doença pulmonar obstrutiva crônica: Tabagismo e outras exposições inalatórias. Fatores genéticos De todas as exposições inalatórias, o tabagismo é o principal fator de risco na maioria dos países, embora apenas cerca de 15% dos fumantes desenvolvam doença pulmonar obstrutiva crônica clinicamente aparente; uma história de exposição a 40 ou mais anos/maço é especialmente preditivo. A fumaça proveniente de cozimento ou aquecimento em ambientes internos é um importante fator causador em países em desenvolvimento. O baixo peso corporal, as doenças respiratórias da infância, a exposição passiva à fumaça do cigarro, a poluição aérea e a exposição ocupacional a pós ou a substâncias químicas inalatórias contribuem para o risco de doença pulmonar obstrutiva crônica, mas têm menor importância quando comparados ao tabagismo. Fatores genéticos A doença genética causadora mais bem definida é a deficiência de alfa-1 antitripsina, que é uma causa importante de enfisema em não tabagistas e aumenta acentuadamente a suscetibilidade à doença em fumantes. 8.3 Diagnóstico Os critérios clínicos são suficientes para estabelecer o diagnóstico da DPOC, porém, se possível, recomenda-se a confirmação espirométrica. Pacientes acima de 40 anos e que são tabagistas ou ex-tabagistas deveriam realizar espirometria após o teste de rastreamento na anamnese. Para tanto, utilizam-se as cinco perguntas abaixo. Caso três delas sejam positivas, considera-se rastreamento positivo. • Você tem tosse pela manhã? • Você tem catarro pela manhã? • Você se cansa mais do que uma pessoa da sua idade? • Você tem chiado no peito à noite ou ao praticar exercício? • Você tem mais de 40 anos? Alguns exames complementares ajudam no diagnóstico da DPOC. Espirometria; Raio X de tórax: contribui pouco para o diagnóstico. Bacteriosciopia e cultura de escarro: indicada para casos em que haja falha no tratamento das exacerbações ou em pacientes hospitalizados. 8.4 Tratamento O passo mais importante em qualquer plano de tratamento para DPOC é deixar de fumar e sempre que possível, deve evitar a exposição ao fumo passivo. Existem vários tipos de medicamentos para tratar os sintomas e complicações da DPOC: Broncodilatadores: Geralmente vêm num inalador (“bomba”) e tem o objetivo de relaxar os músculos das vias aéreas. Isso pode ajudar a aliviar a tosse e falta de ar e tornar a respiração mais fácil. Corticosteróides inalados: Medicamentos corticosteróides inalados podem reduzir a inflamação das vias aéreas e ajudar a evitar exacerbações. Esteróides orais. Oxigenoterapia: Se não houver oxigénio suficiente no sangue, pode ser necessário oxigénio suplementar. Algumas pessoas com DPOC usam oxigénio apenas durante as atividades ou durante o sono. Outros usam oxigénio continuamente. A oxigenioterapia pode melhorar a qualidade de vida e é a única terapia de DPOC comprovada para prolongar a vida. Reabilitação pulmonar; Exercícios respiratórios; Cirurgia e transplante pulmonar em casos mais graves. 8.5 Complicações A DPOC pode causar muitas complicações, mesmo com o tratamento contínuo pode ter agravamento dos sintomas durante dias ou semanas, exacerbação aguda, que pode levar à insuficiência respiratória se não receber tratamento imediato. As exacerbações podem ser causadas por uma infeção respiratória, poluição do ar ou outros desencadeantes de inflamação. Qualquer que seja a causa, é importante procurar ajuda médica no caso de notar um aumento sustentado na tosse, uma mudança na expectoração ou um agravamento da dificuldade respiratória. Quando ocorre uma exacerbação, pode precisar de medicamentos adicionais (como antibióticos, corticoides ou ambos), oxigénio suplementar ou tratamento hospitalar. Infeções respiratórias. Pessoas com DPOC são mais propensas a constipações, gripe e pneumonia. Qualquer infeção respiratória pode agravar a dificuldade respiratória e pode causar danos no tecido pulmonar. A vacinação anual contra a gripe e a vacinação contra a pneumonia pneumocócica podem prevenir algumas infeções. Problemas cardíacos. Por razões que não são totalmente compreendidas, a DPOC pode aumentar o risco de doenças cardíacas, incluindo ataques cardíacos. Hipertensão Pulmonar: A DPOC pode causar hipertensão nas artérias que levam sangue aos pulmões. Cancro do pulmão: Pessoas com DPOC têm mais risco de cancro de pulmão. Depressão. 8.6 Prevenção A melhor maneira de prevenir a DPOC é nunca fumar ou parar de fumar imediatamente. Evitar exposição ocupacional a fumos químicos e poeira, se for inevitável deverá usar equipamento de proteção respiratória. Controle a respiração: Usar técnicas de respiração mais eficazes ao longo do dia. Limpe as vias aéreas: Na DPOC, a expectoração tende a acumular-se nas vias aéreas e pode ser difícil de limpar. Exercício regular sempre com orientação: O exercício regular melhora a força e a resistência e fortalece os músculos respiratórios. Dieta saudável ajuda a manter a força muscular. Se tem baixo peso, pode usar suplementos nutricionais. Se está com excesso de peso, perder peso pode ajudar significativamente na respiração, especialmente durante os períodos de esforço. Além de parar de fumar, é importante evitar locais onde se fume. O fumo passivo pode contribuir para danos pulmonares adicionais. É importante monitorizar a sua função pulmonar. Tomar a vacina contra a gripe e pneumocócica para ajudar a prevenir infeções que podem piorar a DPOC. 9 ENFISEMA PULMONAR O enfisema pulmonar é uma doença que resulta na destruição gradativa dos tecidos pulmonares que, como consequência, faz com que eles fiquem distendidos. O enfisema é uma das infecções respiratórias mais comuns em idosos. Isso ocorre porque, com o envelhecimento, as estruturas pulmonares ficam menos elásticas e perdem a capacidade de limpar impurezas provenientes do ar. Existem vários tipos de enfisema pulmonar: Enfisema centrilobular ou centroacinar: é o modelo mais comum da doença e é comumente ocasionado por uma longa exposição e uso do tabaco; Enfisema paraseptal ou enfisema acinar distal: ocorre com o aparecimento de várias bolhas na pleura (membrana que envolve o pulmão); Enfisema panacinar ou enfisema panlobular: ocorre a disfusão entre os ductos alveolares e os alvéolos. 9.1 Sintomas Os problemas pulmonares podem ocorrer em qualquer idade, mas, com o passar dos anos, existe uma tendência maior de declínio da imunidade. Isso significa que a capacidade de combater e curar infecções se torna menor com o avanço da idade. Além disso, as infecções que comprometem as vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios e pulmões) se tornam mais frequentes e, mais intensas. Essa é uma das principais causas de doenças pulmonares. Estudos epidemiológicos recentes mostram que a incidência da doença é alta, embora o diagnóstico não seja tão efetivo. Sintomas mais frequentes: respiração difícil ou sensação crônica de falta de ar; tosse persistente; chiado (ou sibilo) ao respirar; Edema no tórax e dor no peito; produção crônica de muco; maior probabilidade de contrair e desenvolver outras doenças respiratórias. Além disso, com a inflamação causada pela inalação de substâncias tóxicas, as trocas gasosas ficam mais difíceis, comprometendo a respiração. 9.2 Causas O tabagismo é a sua causa número 1. Isso porque o cigarro é extremamente lesivo para os pulmões. Como a doença é causada pelo contato com fumaça, o cigarro vira o principal fator. Também temos que lembrar de outros fumos como narguilé, cachimbo, charuto. O contato com queimadas, fogão a lenha e carvoarias está também entre as causas que levam o paciente a, lentamente, desenvolver bolhas nos pulmões e inflamaçãodos brônquios. 9.3 Diagnóstico O diagnóstico de enfisema pode ser equacionado com base na história clínica, exame objetivo (tórax enfisematoso) e no exame de radiologia (radiografia do tórax), no entanto é com base na tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) do pulmão que o diagnóstico é feito. O Raio x (RX) de tórax é útil como auxiliar de diagnóstico no enfisema avançado e para excluir outras causas de falta de ar ou complicações do enfisema. Convém salientar que uma radiografia normalmente não exclui a presença de enfisema. A análise por medidas quantitativas de densidade pulmonar, é uma técnica promissora para a detecção precoce de enfisema, mas o seu papel no diagnóstico e monitorização precoce ainda não está estabelecido. 9.4 Tratamento · Broncodilatadores: Medicamentos que ajudam a aliviar a tosse e a falta de ar ao diminuírem a obstrução brônquica; · Corticoides inalados: Diminuem a inflamação brônquica e reduzem o risco de exacerbações da doença; · Reabilitação pulmonar, constituída por técnicas respiratórias (incluindo o tratamento fisioterapêutico), exercício físico, nutrição e ensinos sobre a doença contribuem para a melhoria da dispneia, da tolerância ao exercício e do tempo de vida; · Nos casos de déficit de alfa 1 antitripsina, existe a possibilidade de reposição desta proteína em regime hospitalar, existindo critérios bem definidos para estes casos; · Cirurgia de redução de volume pulmonar, tornando o restante pulmão com enfisema mais eficiente. · O transplante pulmonar é uma opção no enfisema pulmonar muito grave quando todas as outras medidas falharam. 9.5 Complicações Afeta a capacidade de locomoção, impedindo a execução de exercícios leves, como andar, ou causando dificuldade de absorver oxigênio, mesmo em situações de repouso. Facilita a ocorrência de outras enfermidades. Pneumonia de repetição; Emagrecimento sem razão; Mal-estar; Câncer de pulmão. 9.6 Prevenção Evitar o tabaco ou locais onde possa existir fumaça de cigarro; Controlar a ocorrência de outras infecções respiratórias. Entre elas, gripes, resfriados, pneumonia ou bronquite, pois esses quadros podem agravar a função pulmonar e comprometer ainda mais a capacidade respiratória do paciente. Vacinação contra a gripe e pneumococos; Umidificar as vias aéreas. 10 CÂNCER DE PULMÃO O câncer de pulmão pode começar nas células que revestem os brônquios e partes do pulmão, como os bronquíolos e alvéolos. Ele se desenvolve a partir do crescimento desordenado das células provocando o aparecimento de um tumor que tem a capacidade de se disseminar para outras partes do corpo. Uma estimativa mundial apontou que, em 2018, ocorreram 18 milhões de casos novos de câncer e 9,6 milhões de óbitos. O câncer de pulmão e o mais incidente no mundo, representando 2,1 milhões de casos. No Brasil, estimam-se, para cada ano do triênio 2020-2022, 17.760 casos novos de câncer de pulmão em homens e 12.440 em mulheres. O câncer de pulmão, em sua maioria de casos, e diagnosticado depois dos 50 anos, geralmente na faixa dos 60 aos 70 anos de idade. 10.1 Sintomas Os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado, mas algumas pessoas com câncer de pulmão em estágio inicial apresentam sintomas. Os mais comuns são: Tosse persistente; Escarro com sangue; Dor no peito; Rouquidão; Piora da falta de ar; Perda de peso e de apetite; Pneumonia recorrente ou bronquite; Sentir-se cansado ou fraco; Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns. 10.2 Causas · O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão. · A exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos e história familiar de câncer de pulmão favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer. · Idade avançada: a maior parte dos casos afeta pessoas entre 50 e 70 anos. · Intensidade da exposição ao tabagismo: A mortalidade por câncer de pulmão entre fumantes é cerca de 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, enquanto entre ex-fumantes é cerca de quatro vezes maior. · Outros fatores de risco são: exposição ocupacional a agentes químicos ou físicos (asbesto, sílica, urânio, cromo, agentes alquilantes, radônio entre outros), água potável contendo arsênico, altas doses de suplementos de betacaroteno em fumantes e ex-fumantes. Os trabalhadores rurais, da construção civil, curtume, fundição de metais, indústrias (alumínio, borracha, cimento e gesso, gráfica e papel, têxtil, metalúrgica, metal pesado, nuclear, eletroeletrônicos, aeronaves, aparelhos médicos, vidro; fertilizantes), mineração, fábrica de baterias, produção de pigmentos, bombeiros hidráulicos, encanadores, eletricistas, mecânicos de automóvel, mineiros, pintores, soldadores, sopradores de vidro, trabalho com isolamento, em navios e docas, conservação do couro, limpeza e manutenção podem apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença. Se o trabalhador exposto a algum dos agentes ou circunstâncias de exposição citados acima também fumar, o risco de câncer pode ser bem maior, devido ao efeito sinérgico entre tabagismo e alguns agentes químicos e/ou físicos. 10.3 Diagnóstico Raio-X do tórax; Tomografia computadorizada; Broncoscopia (endoscopia respiratória); Biópsia. Uma vez obtida a confirmação da doença, é feito o estadiamento, que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada para outros órgãos. O estadiamento é feito por meio de vários exames, como biópsia pulmonar guiada por tomografia, biópsia por broncoscopia, tomografia de tórax, ressonância nuclear, PET-CT, cintilografia óssea, mediastinoscopia, ecobroncoscopia, entre outros. 10.4 Tratamento O tratamento do câncer de pulmão depende do tipo histológico e do estágio da doença, podendo ser tratado com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, e/ou modalidades combinadas. · Cirurgia: A cirurgia, quando possível, consiste na retirada do tumor com uma margem de segurança, além da remoção dos linfonodos próximos ao pulmão e localizados no mediastino. É o tratamento de escolha por proporcionar melhores resultados e controle da doença. Cerca de 20% dos casos são passiveis de tratamento cirúrgico. Porém, na grande maioria (80-90% dos casos) a cirurgia não é possível na ocasião do diagnóstico, devido à extensão da doença (estágio avançado) ou à condição clínica debilitada do paciente. As cirurgias para tratamento do câncer de pulmão podem ser: Segmentectomia e ressecção em cunha: Quando se retira uma parte pequena do pulmão (somente o segmento ou parte do segmento que envolve o tumor), reservada para pacientes com tumores pequenos e que não suportam cirurgias maiores por apresentarem idade ou condições clínicas e/ou respiratórias limitadas. Lobectomia: É a cirurgia de escolha para o tratamento do câncer de pulmão. Retira-se todo o lobo pulmonar (grupo de segmentos), onde o tumor está situado. É o mais adequado por remover toda a doença de forma anatômica. Pneumectomia: É a retirada de um pulmão inteiro (suas indicações são limitadas e restritas). Procedimento com morbidade maior e não tolerado por alguns pacientes. · Quimioterapia: O tratamento quimioterápico visa a destruir as células cancerígenas, assim como reduzir o crescimento do tumor ou amenizar os sintomas da doença. · Radioterapia: Utiliza radiação para destruir as células cancerígenas. Pode ser utilizada antes ou após a cirurgia. Também pode ocasionar uma série de efeitos colaterais (como pneumonite e esofagite). · Terapia-alvo: Trata-se de uma nova forma de tratamento de câncer, frequentemente usada em pacientes cujo tumor tenha determinadas características moleculares (genéticas). Essas medicações têm sido reservadas para o tratamento de doenças avançadas. Novos estudos estão em andamento para selecionar o grupo de pacientes que melhor se beneficiará deste tratamento. 10.5 Complicações O câncer de pulmão pode estreitar as vias aéreas, causando sibilos. Se um tumor bloquearuma via aérea, a parte do pulmão preenchida pela via aérea pode colabar, o que é chamado atelectasia. Outras consequências das vias respiratórias obstruídas são dificuldade respiratória e pneumonia, que podem causar tosse, febre e dor torácica. Se o tumor crescer no interior da parede torácica, ele pode causar dor torácica persistente e incessante. O líquido contendo células cancerosas pode se acumular no espaço entre o pulmão e a parede torácica (derrame pleural maligno). Grandes quantidades de líquido podem causar falta de ar e dor no peito. Se o câncer se espalhar pelos pulmões, os níveis de oxigênio no sangue tornam-se baixos, causando falta de ar. Aumento do lado direito do coração e uma possível insuficiência cardíaca (um distúrbio chamado cor pulmonale). O câncer de pulmão pode se desenvolver em certos nervos do pescoço, causando pálpebra caída, pupilas contraídas e transpiração reduzida em um dos lados do rosto, em conjunto, esses sintomas são denominados síndrome de Horner. Cânceres no topo do pulmão podem crescer nos nervos que abastecem o braço, fazendo com que o braço ou o ombro fiquem doloridos, dormentes e fracos. Os tumores nesses locais são normalmente denominados tumores de Pancoast. Quando o tumor cresce nos nervos no centro do peito, os nervos que suprem a laringe podem ser danificados, tornando a voz rouca, e o nervo para o diafragma pode ser danificado, causando falta de ar e baixos níveis de oxigênio no sangue. O câncer de pulmão pode se desenvolver no esôfago ou perto dele, dificultando a deglutição ou tornando a deglutição dolorosa. O câncer de pulmão pode invadir o coração ou o centro do tórax (mediastino), causando arritmias cardíacas, obstrução do fluxo sanguíneo para o coração ou acúmulo de líquido na estrutura sacular que envolve o coração (saco pericárdico). A doença também pode provocar dificuldade respiratória, dor de cabeça, visão desfocada, enjoo e sonolência. Esses sintomas tendem a piorar quando a pessoa se inclina para a frente ou se deita. O câncer de pulmão também pode se propagar pela corrente sanguínea para outras partes do copo, normalmente para o fígado, cérebro, glândulas adrenais, medula espinhal ou ossos. A disseminação do câncer de pulmão pode ocorrer na fase inicial da doença, especialmente em caso de câncer de pulmão de células pequenas. Alguns sintomas como dor de cabeça, confusão, convulsão e dor óssea podem se desenvolver antes de algum problema no pulmão se tornar evidente, o que dificulta um diagnóstico precoce. Hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue) em pessoas com carcinoma espinocelular ou nas pessoas em que o câncer se disseminou para os ossos. Síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH) Baqueteamento digital com ou sem osteoartropatia pulmonar hipertrófica (inflamação dos ossos e articulações) Hipercoagulabilidade com trombose venosa superficial migratória (síndrome de Trousseau), frequentemente causando coágulos de sangue nas pernas Sintomas similares aos da miastenia grave (síndrome de Lambert-Eaton). Síndrome de Cushing. Vários outros tipos de disfunções do sistema nervoso. 10.6 Prevenção Não fumar; Evitar o tabagismo passivo; Evitar a exposição a agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila e éter de clorometil), presentes em determinados ambientes de trabalho. 11 COVID – 19 A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras de lavado broncoalveolar obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019. Pertence ao subgênero Sarbecovírus da família Coronaviridae e é o sétimo coronavírus conhecido a infectar seres humanos. Adultos com mais de 60 anos de idade ou pessoas com doenças crônicas, como diabetes e doenças do coração, tem maiores riscos de ter a doença agravada. 11.1 Sintomas · Coriza; · Tosse; · Dor de garganta; · Dificuldade para respirar; · Febre alta; · Aumento dos batimentos cardíacos; · Dor no peito; · Cansaço; · Falta de ar; · Pneumonia; · Insuficiência respiratória aguda; · Insuficiência renal. 11.2 Causas A transmissão ocorre, principalmente, de pessoa para pessoa através de: · Gotículas de saliva; · Espirro; · Tosse; · Catarro; · Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; · Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. Seu período de incubação, pode ser de 2 a 14 dias. 11.3 Diagnóstico Diagnóstico clínico; Diagnóstico clínico e de imagem; Laboratorial: · Teste rápido; · RT-PCR. 11.4 Tratamento O tratamento varia de acordo com a intensidade dos sintomas. Nos casos mais leves pode ser feito em casa com repouso e uso de alguns medicamentos para aliviar os sintomas. · Antipiréticos; · Analgésicos; · Antibióticos; · Oxigenoterapia; · Fisioterapia respiratória. Nos casos mais graves, é necessário tratamento hospitalar. 11.5 Complicações · Redução da capacidade pulmonar; · Síndromes coronárias agudas; · AVC e trombose; · Perda de olfato e paladar; · Síndrome pós-UTI. 11.6 Prevenção · Tomar a vacina contra a covid; · Lavar as mãos com água e sabão frequentemente; · Higienizar as mãos sempre que possível com álcool gel 70%; · Mesmo com as mãos limpas, evitar tocar olhos, nariz e boca; · Uso de máscaras e proteção facial; · Utilizar lenço descartável para higiene nasal; · Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; · Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; · Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; · Manter os ambientes bem ventilados; · Limpar regularmente o ambiente e superfícies comuns, como móveis, maçanetas e corrimão; · Não tocar olhos, nariz, boca ou máscara com as mãos não higienizadas; · Manter distância entre as pessoas; · Evitar beijos, abraços e aperto de mão; · Higienizar celulares, notebooks, carteiras, brinquedos e demais objetos de uso frequente; · Evitar circulação desnecessária em espaços como lojas, shoppings, ruas, cinemas, igrejas, entre outros locais que possam haver aglomeração. 12 INFLUENZA É uma doença causada por um vírus que ataca o sistema respiratório e transmitida através do ar pelas secreções (espirro e tosse) e mais comum em tempo de frio onde os locais ficam, mas fechados. 12.1 Sintomas · Febre; · Dores no corpo (especialmente nas costas e pernas); · Dor de cabeça; · Tosse seca; · Dor de garganta; · Coriza; · Cansaço e mal-estar. 12.2 Causas A contaminação e pelo vírus (influenza) que são o tipo A, tipo B, tipo C, sendo o tipo B que acomete os seres humanos. 12.3 Diagnóstico O médico faz uma avaliação clínica, analisa os sinais e sintomas e se preciso solicita um teste para detectar o vírus. 12.4 Tratamento Realçar os cuidados para eliminar os riscos de contaminação; Repouso; Dieta e uma boa ingestão de líquidos; Vaporização e nebulização; Antivirais; Antipiréticos; Analgésicos; 12.5 Complicações Dependendo da idade não é muito grave, mas quando se trata de crianças e idosos que apresentam condições de risco pode evoluir para uma pneumonia, bronquite, crises de asma, problemas cardíacos e otite. 12.6 Prevenção · Tomar vacina da gripe; · Lavar com frequência as mãos; · Usar lenço descartável para higiene nasal; · Cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir; · Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; · Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; · Evitar aglomerações em locais fechados. 13 CUIDADOS DE ENFERMAGEM · Orientar o paciente quanto aos malefícios do tabaco e sobre grupos de tratamento para parar e fumar; · Orientar a importância da adesão ao tratamento; · Orientar sobre a importância de uma alimentação e ingestão adequada de água; · Orientar a importância de tomar as vacinas de rotina e campanha; · Orientar sobre o cuidado com a higiene pessoal e do ambiente. · Usar os EPIs adequadamente; · Evitar tocarsuperfícies com luvas ou com mãos contaminadas, por exemplo: maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, entre outros; · Não circular dentro do hospital usando os EPI, que devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, da enfermaria ou da área de isolamento; · Restringir a atuação de profissionais de saúde com doença respiratória na assistência ao paciente; No tratamento de tuberculose é importante ter os seguintes cuidados: · Acolher o paciente; · Observar a presença de efeitos adversos; · Informar os nomes das medicações; · Entregar a medicação de uso oral com um copo de água e observar a tomada; · Anotar na ficha de acompanhamento a tomada e entrega da medicação; · Encorajar o paciente a continuar o tratamento; · Marcar o próximo encontro; · Orientar sobre a realização dos exames de controle; · Orientar os familiares; · Fazer busca ativa em caso de falta. 14 CONCLUSÃO Com esse trabalho podemos ver que as doenças respiratórias são umas das principais causas de mortes e redução da qualidade de vida em todo o mundo, e que essas doenças poderiam ser evitadas ou amenizadas com alguns cuidados, por isso é importante eliminar alguns maus hábitos, como por exemplo parar de fumar, pois, além do fumante as pessoas próximas também podem manifestar alguns problemas devido a ser um fumante passivo. Vimos também o quanto é importante a adesão ao tratamento e que algumas doenças respiratórias são de notificação compulsória, pois pode se tornar um grande problema de saúde pública se não tratadas. ENTREVISTA Entrevistada: Rita das Graças de Godói Oliveira. Data de nascimento: 28/06/1960. Idade: 61 anos. Doenças: Asma e Covid-19. 1. Como é ser idoso na sociedade? Eu vejo que por mais que a gente trata da saúde, se cuida, mas são tantas as consequências, tanto problema de saúde que aparece que a gente jamais tem a saúde boa como tinha antes, no meu caso eu tenho problema de bronquite venho de família com problemas respiratórios, creio que seja hereditário, minha mãe tinha asma, meu pai bronquite asmática, tenho filha com asma. Com a idade chegando as consequências vem tudo em cima do idoso, mas estamos de pé, tentando viver, sobreviver. 2. Há quanto tempo convive com a doença? Tem muitos anos, desde que tinha uns 49 anos. 3. Como foi descoberta a doença? Pelos sintomas, ia ao médico e eles sempre me trataram com o diagnóstico de asma, pelo meu histórico familiar os médicos dizem que é hereditário. 4. Qual o tratamento realizado? Uso alenia, ambroxol quando estou com muita tosse, Acebrofilina, fiz fisioterapia respiratória. 5. Houve sequelas? Creio que sim, além da asma, tive covid em maio de 2021, fiquei em estágio grave, vinte dias internada, fiquei no oxigênio em casa por alguns dias após a internação a medica notou um pequeno nódulo no meu pulmão, tenho tosse, cansaço com facilidade. 6. Quais as medidas de prevenção das crises a senhora faz? Deixo a casa sempre limpa, sem poeira, uso purificador de ar no quarto por um tempo. 7. Como é conviver com a doença? Tomando medicação e acreditando que Deus é mais, porque precisamos acreditar que o dia de amanhã vai ser diferente. 8. Quais as maiores dificuldades encontradas? Conviver com a poeira, minha casa não pode ter poeira, devido a minha saúde frágil não consigo limpar a casa sempre, as vezes preciso da ajuda das filhas na limpeza, não posso mexer muito com água fria, mudança de tempo, fumaça. 9. Como a Unidade de Saúde e os profissionais de saúde auxiliam no enfrentamento da doença? Sempre que preciso passo por consulta na unidade de saúde, os médicos prescrevem a medicação, graças a Deus tenho sido bem cuidada por toda a equipe. 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