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Tutorial 1 - Revisao nefro e disturbio de sódio e água

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Tutorial 1 – Revisão Nefro e Distúrbios de Na e volume
Estrutura e função renal
• O rim regula a composição iônica e o volume dos fluidos corporais, a excreção de resíduos nitrogenados, a eliminação de moléculas exógenas (muitos medicamentos), a síntese de vários hormônios (eritropoietina) e o metabolismo de proteínas de baixo peso molecular (insulina)
•Recebe cerca de 25% do débito cardíaco
• Aparelho urinário: 2 rins, 2 ureteres, bexiga e uretra
• Rim tem formato de feijão, no meio fica o hilo renal.
 - É dividido em duas zonas: medular (pirâmides com ápice voltado para hilo e base para o córtex – avermelhada) e cortical (arco – amarelo).
• Rim direito fica 1-2cm abaixo do esquerdo. 
• Ele tem 2 unidades funcionais: néfrons (corpúsculo renal. TCP, AH, TCD) e ducto coletor (onde néfrons desembocam).
Corpúsculo Renal 
• Formada por tufo de capilares (glomérulo), envolvido pela cápsula de Bowman (folheto interno podócitos que ajudam na filtração, externo parietal, entre eles tem o espaço de Bowman que recebe líquido filtrado pelos capilares do folheto visceral da capsula).
• Cada corpúsculo possui 2 lados: um vascular, onde entra arteríola aferente e sai eferente, e um urinário
• Células mesangiais: mergulhadas na matriz mesangial, capacidade contrátil, receptores de angiotensina II: quando ativados diminuem fluxo sanguíneo glomerular, diminuindo taxa de filtração
• Localização do corpúsculo: se for cortical o néfron é cortical e se for corticomedular é néfron justamedular
Túbulo contorcido proximal
• Absorve glicose e aminoácidos que atravessam a barreira de filtração, 70% do ultrafiltrado, cloreto de sódio, íons cálcio e fosfato
• Túbulo com borda em escova – principal local de reabsorção de Na e água
• Alto gasto energético pela quantidade de mitocôndria 
• Na: reabsorvido pelo sangue pela enzima NaKATPase (membrana basolateral). 
• Secreção de creatinina e ácidos orgânicos para o lúmen do TCP pelas células.
Alça de Henle
• Dividido em 3 segmentos
• É delgada, são sem borda em escova, com poucas mitocôndrias e com pouca atividade metabólica
• Descendente delgado: muito permeável a água, pouco aos solutos, nessa parte acontece mais osmose
• Ascendente delgado: permeável a NaCl e ureia, impermeável a água o 
• Ascendente espesso: tem células epiteliais espessas com grande atividade metabólica: reabsorção ativa de sódio, cloreto e potássio. Impermeável a água e a ureia. Onde age diuréticos de alça.
Túbulo Contorcido Distal
• Região que regula o pH e a concentração de K+ e NaCl
• Impermeável a água 
• Mácula densa: ponto onde o túbulo encosta-se ao corpúsculo renal, epitélio muda para células cilíndricas altas com núcleos alongados e próximos – Sensível ao conteúdo de íons e água no fluido tubular, promovendo a liberação da enzima renina na circulação
Ducto coletor
• Cortical: composto por células principais que reabsorvem Na e água do lúmen, enquanto secretam K e por células intercaladas que são responsáveis por regular o equilíbrio ácido básico
• Medular: reabsorvem <10% de água e sódio, final do processamento da urina. Permeável a ureia diferente do túbulo coletor cortical. Receptores para hormônios. Composição dos eletrólitos: modulado pela aldosterona (esteroide suprarrenal). Volume da água: modulada pelo ADH, se aumenta mais água é mais absorvida (aquaporinas).
Filtração glomerular
• O volume de urina produzido diariamente, em média 1,5 L, é o produto da ultrafiltração de 180L/dia de plasma e da reabsorção de mais de 99% desse filtrado por vários processos de transporte nas células tubulares renais 
• A força inicial que determina a formação do ultrafiltrado glomerular é derivada do desequilíbrio da pressão hidráulica gerada pelo coração e da pressão oncótica dentro dos capilares glomerulares. A pressão hidráulica dentro do capilar glomerular favorece a filtração enquanto a pressão oncótica intracapilar e a pressão hidráulica na cápsula de Bowman opõem-se a ela. 
• Esse processo relativamente inespecífico gera um filtrado, cuja composição é igual à do plasma menos a maioria das proteínas plasmáticas. Sob condições normais, as células sanguíneas permanecem no capilar, de modo que o filtrado é composto apenas de água e de solutos dissolvidos.
• Apenas cerca de 1/5 do plasma que flui ao longo dos rins é filtrado para dentro dos néfrons. Os 4/5 restantes do plasma, juntamente com a maior parte das proteínas plasmáticas e das células sanguíneas, passam para os capilares peritubulares. 
• As substâncias que deixam o plasma precisam passar através de três barreiras de filtração antes de entrarem no lúmen tubular: o endotélio do capilar glomerular, uma lâmina basal (membrana basal) e o epitélio da cápsula de Bowman
• As três pressões que determinam a filtração gloumerular – pressão do capilar sanguíneo, pressão coloidosmótica do capilar e a pressão do fluido capsular 
1. A pressão hidrostática do sangue que flui através dos capilares glomerulares força a passagem de fluido através do seu endotélio fenestrado. A pressão sanguínea nos capilares é de 55 mmHg, em média, e favorece a filtração para dentro da cápsula de Bowman. Apesar de a pressão cair à medida que o sangue flui através dos capilares, ela ainda permanece maior do que as pressões que se opõem a ela.
2. A pressão coloidosmótica no interior dos capilares glomerulares é mais alta do que a no fluido da cápsula de Bowman. O gradiente de pressão osmótica é, em média, de 30 mmHg e favorece o movimento de líquido de volta para os capilares.
3. A cápsula de Bowman é um espaço fechado (diferentemente do líquido intersticial), de forma que a presença de fluido no interior dessa cápsula cria uma pressão hidrostática do fluido (Pfluido), que se opõe ao fluxo de fluido para o interior da cápsula. O líquido filtrado para fora dos capilares deve deslocar o líquido já presente no lúmen da cápsula. A pressão hidrostática capsular é, em média, de 15 mmHg, opondo-se à filtração. 
• A taxa de filtração glomerular é notavelmente constante em uma ampla faixa de pressões arteriais. 
Controle neuroendócrino
• A neuro-hipófise secreta principalmente dois hormônios: a ocitocina e o hormônio antidiurético (ADH). O ADH é produzido no hipotálamo e controla o equilíbrio hídrico do organismo e atua sobre os rins aumentando a reabsorção de líquidos 
• Um aumento da osmolaridade do plasma, ou seja, quando ele fica mais concentrado estimula o hipotálamo a produzir o ADH, e o contrário também ocorre. Uma queda de pressão arterial também faz com que sinais enviados do seio carotídeo cheguem ao hipotálamo para produção de ADH. 
Distúrbios da homeostase do sódio e da água
• Principais manifestações clinicas desses distúrbios são hipovolemia, hipervolemia, disnatremia (hiponatremia ou hipernatremia) e poliúria. 
• O balanço do sódio se refere à diferença entre a ingestão e a excreção
• O conceito de volume sanguíneo arterial efetivo (VSAE) é crucial para o entendimento dos mecanismos aferentes que governam a regulação da homeostase do sódio. Diferindo do FIC, FEC e do volume intravascular, o VSAE não é mensurável como um espaço anatomicamente definido, mas é mais bem-compreendido em termos funcionais como a integração dos parâmetros hemodinâmicos que emanam dos sítios específicos do circuito arterial que monitoram a perfusão tecidual e estimulam as alterações apropriadas na excreção urinária de sódio. Esses sítios incluem o barorreceptor carotídeo e os mecanismos intrarrenais localizados nas arteríolas glomerulares aferentes, no aparelho justaglomerular e nos capilares peritubulares. O VSAE geralmente, mas não sempre, varia de forma direta de acordo com o volume real do FEC. 
• O balanço hídrico se refere à diferença entre a entrada (oral, enteral ou parenteral) e a excreção (perdas insensíveis, gastrointestinal, perspiratória e renal) de água. A manutenção da equivalência entre a entrada e a excreção de água garante a constância da tonicidade do fluido corpóreo (osmorregulação).
• Distúrbios no balanço do sódio afetam principalmente o volume do FEC, enquanto as
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