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NÃO PODE FALTAR
DIMENSÃO COMPORTAMENTAL E DIMENSÃO CIENTÍFICA E
TECNOLÓGICA
Marcio Teixeira
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PRATICAR PARA APRENDER 
Olá, aluno! Nesta seção você poderá veri�car a importância de estudarmos sobre a
aquisição de habilidades e fatores psicológicos intervenientes, aspectos motores do
desenvolvimento humano, métodos e técnicas de estudo, procedimentos éticos e
pesquisas que fundamentam a atuação pro�ssional. Sobre os fatores psicológicos e
intervenientes, é sabido por todos nós, professores de Educação Física – embora
não seja essa nossa especialidade pro�ssional –, o quanto eles afetam o cotidiano
das pessoas no âmbito psíquico/emocional, como, por exemplo, o estresse ou a
falta de estímulos para determinadas atividades. De uma certa forma, os exercícios
por nós aplicados podem diminuir esses efeitos inconvenientes. 
Fonte: Shutterstock.
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Áudio disponível no material digital.
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Estudaremos e discutiremos também sobre os métodos e técnicas que
fundamentam a intervenção pro�ssional, além dos procedimentos éticos e
pesquisas para detectarmos não só os aspectos psicológicos intervenientes, mas
também os elementos motores do desenvolvimento humano.
Em umas das reuniões do grupo de estudo que Marina coordena, foi abordada a
dimensão comportamental, cientí�ca e tecnológica na Educação Física. Vários
assuntos entraram em pauta, entre eles a aquisição de habilidades e fatores
psicológicos intervenientes; métodos e técnicas de estudo; procedimentos éticos e
pesquisa; além dos aspectos motores do desenvolvimento humano. Em certo
momento, Lúcio, um dos integrantes do grupo, pediu a palavra e solicitou à Marina
que explicasse melhor o desenvolvimento motor dentro do processo de alterações
e mudanças relacionadas com a idade cronológica e biológica, tanto na estatura e
massa muscular quanto nos movimentos básicos e especializados da criança e
outros aspectos do crescimento e desenvolvimento, associados à maturação dos
aparelhos e sistemas do organismo. Marina, então, disse aos alunos que irá
selecionar conteúdos relacionadas à dúvida de Lúcio e, ainda, outras similares ao
tema, e os apresentará na próxima reunião. Nesse caso, o problema de Marina será
compreender como ocorrem essas adaptações e alterações físicas em crianças na
fase de crescimento e desenvolvimento, especialmente no tocante à aquisição das
habilidades e sobre aspectos motores do desenvolvimento humano. Vamos ajudar
a Marina a responder ao Lúcio?
Caro aluno, obter os conhecimentos desta seção será muito importante para sua
formação, principalmente no que se refere à intervenção. Portanto, procure
associar os conteúdos desta seção, da anterior e das próximas que virão: a somativa
deles irá compor um banco interessante de conhecimentos. Bons estudos e seja
bem-vindo! 
CONCEITO-CHAVE
CONHECIMENTOS SOBRE AQUISIÇÃO DE HABILIDADES E FATORES
PSICOLÓGICOS INTERVENIENTES
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Antes de abordarmos especi�camente sobre os fatores psicológicos e a aquisição
de habilidades, vamos conhecer uma subdivisão dessa área, que é a Psicologia do
Esporte. 
A Psicologia do Esporte tem como objetivo estudar os comportamentos dos
indivíduos envolvidos no ambiente esportivo e da atividade física. Atende aos
fatores in�uenciadores no desempenho desportivo e compreende como a atuação
nestas atividades causa impacto no desenvolvimento emocional, o bem-estar e
saúde dos praticantes nesse ambiente. Normalmente o pro�ssional da psicologia
desportiva atua em esportes de alto rendimento, no entanto, não é somente este o
alvo da psicologia desportiva. Podemos veri�car que eles podem intervir em outras
práticas, como as do lazer, ambiente e atividades escolares, na aprendizagem
esportiva em crianças e jovens, na recuperação psicológica de atletas com lesão,
além de praticantes de atividades com algum tipo de patologia associada à
obesidade, às cardiopatias, a distúrbios cognitivos ou a necessidades especiais,
além de participar em projetos sociais e ambientes comunitários.
Na maioria das vezes, a psicologia do esporte é confundida com psicologia clínica.
No entanto, a primeira desenvolve as habilidades para um excelente desempenho
desportivo, enquanto a segunda transporta do ambiente esportivo o “divã” para a
intervenção clínica.
É no ambiente escolar ou não escolar, formal ou não formal, que as crianças e os
jovens recebem a intervenção para a aquisição das habilidades motoras, de forma
geral e especializada, na prática das atividades físicas relacionadas ao esporte
escolar, saúde, lazer, iniciação desportiva, ou, ainda, aos esportes de alto
rendimento.
A aquisição de habilidades do movimento consiste na aprendizagem alicerçada
pelos saberes relacionados a aspectos sociais, biológicos, culturais e psicológicos do
movimento humano, de forma que o sujeito que faz parte do processo de
aprendizado seja bene�ciado por esses conhecimentos em suas práticas motoras
ao longo da vida, tanto no âmbito cultural quanto no instrumental.
Os seres humanos detêm muitas capacidades e habilidades. Elas podem estar
associadas a fatores genéticos (genótipo) ou ambientais (fenótipo). Em outras
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palavras, somos o que somos de acordo com predisposições genéticas e os hábitos
que adotamos durante nossa vida.
As capacidades são atributos gerais que, na sua continuidade, se estabelecem e se
tornam permanentes no decorrer dos anos no desenvolvimento da sua
composição. As habilidades, por sua vez, são ações especí�cas, respostas a um
determinado estímulo, em que o aprendizado, utilizando a prática e a repetição,
depende da companhia de capacidades que ainda não estão manifestas. Temos,
como exemplo, um saque e�ciente e e�caz no voleibol. As capacidades pertinentes
podem associar a coordenação olho, mão e braço, enviando orientação para a
resposta, diferenciação de estímulo e ainda outras mais informações. O aprendiz
tem uma possibilidade aumentada de sucesso quando tenta alcançar uma
habilidade, quando há existência de determinadas capacidades desejáveis.
Os estudos da aprendizagem e desenvolvimento motor a�rmam que as aquisições
de habilidades motoras se diferenciam por aspectos associados ao tempo de
análise das alterações, a prática sistematizada e sua relevância, o impacto da
maturação, e da perspectiva intra ou intertarefas. Entretanto, a má de�nição do
fenômeno do desenvolvimento das habilidades motoras causa o alongamento
dessas fronteiras que dão limites a sua explicação.
Na psicologia, os primeiros estudos realizados percorreram o caminho do método
introspectivo e os procedimentos das tarefas de modo simultâneo. Esse tipo de
método foi bastante usado no início do século XX, que na sua essência era
composto por técnicas mentais de um indivíduo enquanto efetuava determinada
tarefa. O método de tarefa simultânea, por outro lado, averiguava o desenvolver da
automatização de habilidades conforme as alterações na aprendizagem e
solicitação da atenção.
O processo automático e o processo controlado encontram-se com o da associação
entre a automatização do desempenho e a atenção. Essa teoria sugere que a
investigação da obtenção de habilidades e automatização seja fragmentada em
duas: processo controlado e automático, em razão das necessidades de atenção.
O processo controlado corresponde à intervenção que busca atenção no instante
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de sua realização, como é o caso de uma praticante de lutas que procura aprender
um movimento novo, por exemplo, um rolamento sem a ajuda de um parceiro nem
amparado nos obstáculos.
CONHECIMENTOS SOBRE ASPECTOS MOTORES DO
DESENVOLVIMENTO HUMANO
Para iniciarmos a exposição sobre os aspectos motores do desenvolvimento
humano, é importante discutirmos sobre o crescimento e desenvolvimento físico.
Eles vêm sendo pesquisados a mais de 100 anos por pro�ssionais de vária áreas,
desde a educação até a epidemiologia. Tendocomo objetivo principal aprofundar-
se nos processos físicos, cognitivos e psicológicos que as pessoas passam e
constatar quais seriam os fatores que podem exercer in�uência sobre eles.
Os estudos tentam também identi�car como é a continuidade de vida pelo qual
passa um indivíduo desde seu nascimento, até a fase mais avançada, e, ainda, como
procedem esses processos. Nos anos 70, havia pouco interesse nessa perspectiva
de estudo. Desde então, as pesquisas começaram a ganhar corpo e os estudos
avançaram.
CRESCIMENTO
O conceito de crescimento está associado a um aumento quantitativo da massa
corporal, aumento da estrutura do corpo humano, na sua totalidade ou partes
dele.
O crescimento pode ocorrer através do aumento do tamanho da célula ou por meio
da multiplicação delas. Essas modi�cações são denominadas de Hipertro�a e
Hiperplasia respectivamente.
DESENVOLVIMENTO
O conceito diz respeito às alterações e mudanças no funcionamento do organismo
das pessoas ao longo dos tempos.
COMPORTAMENTO MOTOR DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
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DESENVOLVIMENTO MOTOR
Pode ser conceituado como sequência contínua de alterações do comportamento
motor, relacionado à idade, no ciclo ao longo da vida.
MATURAÇÃO
Está relacionada com o processo do amadurecimento, momento excelente de
integração de funcionamento dos sistemas corporais, capacidade de reprodução.
Quando discutimos sobre a maturação, devemos compreender que o termo se
refere ao processo em que as pessoas passam e as capacitam a, posteriormente a
essa fase de transição, aumentar habilidades cognitivas, afetivas, sociais e motoras.
Os métodos que podem ser utilizados para avaliação da maturação biológica são:
Idade cronológica, dental, óssea e sexual.
IDADE BIOLÓGICA
É a idade do desenvolvimento físico do corpo. É um tanto complexo calculá-la
devido à interação da composição corporal e aspectos �siológicos.
IDADE CRONOLÓGICA
A idade cronológica está associada aos dias, meses e anos que uma pessoa se
encontra no seu desenvolvimento.
É importante compreender que, em alguns casos, existe diferença para mais ou
para menos, em até 2 anos, entre a idade cronológica e biológica, portanto pode
in�uenciar os aspectos motores no desenvolvimento humano.
ASPECTOS MOTORES
Embora associada à idade, a obtenção das habilidades motoras fundamentais
maduras não depende exclusivamente da idade, mas sim de variados fatores,
dentre eles: ambiente, engajamento individual e tarefas realizadas.
Na literatura especializada, podemos encontrar uma divisão de três princípios
básicos no desenvolvimento motor, que são estruturados por três categorias que
interveem na aquisição da qualidade das ações, sendo elas:
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Figura 3.1 | Fases do desenvolvimento motor
Fonte: Gallahue e Ozmun, pág. 63, (2001).
Para �nalizarmos esta discussão, é necessário entendermos que a aquisição das
habilidades motoras e a evolução do desenvolvimento humano nas etapas pré-
natal até a idade adulta possuem uma série de características intrínsecas e
extrínsecas, que serão determinantes ou não para um desfecho e�ciente das
pessoas dentro dos padrões pretendidos para cada movimento.
ASSIMILE
Caro aluno, quando discutimos sobre o desenvolvimento motor, abordamos
sobre a fase dos movimentos re�exivos, que é o estágio em que o bebê
começa a realizar codi�cação e decodi�cação das informações. “Os re�exos
são as primeiras formas de movimento humano e fornecem esclarecimentos
interessantes sobre o processo de desenvolvimento motor” (GALLAHUE;
OZMUN, pág. 99, 2003). Do 4° mês de vida fetal até o 4° ou 5° mês da
primeira infância, os movimentos dos bebês são re�exivos. Esses impulsos
nervosos e suas reações contribuem como base para a estruturação do
estágio de agrupamento de informações e para o estágio de codi�cação.
Nessa fase, as ações re�exivas contribuem como referência e são arquivadas
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no córtex cerebral ainda em desenvolvimento. Estudo indicam que esses
movimentos re�exivos funcionam como suporte para os movimentos
voluntários e são utilizados posteriormente na medida em que os
movimentos re�exivos vão diminuindo, até desaparecerem.
CONHECIMENTOS SOBRE MÉTODOS E TÉCNICAS DE ESTUDO QUE
FUNDAMENTAM A INTERVENÇÃO PROFISSIONAL
Para discutirmos sobre métodos e técnicas de estudos que fundamentam a
intervenção pro�ssional, é necessário apresentarmos como e quando estas
atribuições foram concretizadas.
Segundo o Conselho Federal de Educação Física, o pro�ssional da área, a partir de
sua regulamentação da pro�ssão ocorrida em 1º de setembro de 1998, sob a Lei
Federal nº 9696, poderá exercer as intervenções e de�nir a sua capacitação,
competências e atribuições essenciais e possíveis para promover com dinamismo as
atividades físicas, desportivas e similares, estruturando-as de forma democrática e
participativa, ideia que surgiu da manifestação das bases de todos os segmentos e
setores.
Os métodos e técnicas de intervenção estão associados à aplicabilidade de
conhecimentos técnicos, cientí�cos e pedagógicos das atividades, com ética e
responsabilidade social.
Para aplicação desses métodos e técnicas, a intervenção pode ser direcionada a
indivíduos e/ou grupos alvos, com faixas etárias diferentes, pessoas com
necessidades especiais e condições corporais diferenciadas, podendo ser
desenvolvida de forma individualizada e/ou com uma equipe multipro�ssional –
nesse último caso, deve-se respeitar e/ou requerer a avaliação de outros
pro�ssionais e ainda prestar consultoria e assessoria.
O pro�ssional de Educação Física utiliza pesquisa, seleciona procedimentos,
planeja, orienta, coordena, leciona, supervisiona, organiza e avalia as atividades
desportivas, atividades físicas e similares; é um profundo conhecedor da atividade
física/motricidade humana nas mais diversas manifestações e objetivos, levando em
consideração as expressões diferenciadas do movimento humano inseridas na
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sociedade, respeitando o contexto sociocultural e histórico, as questões regionais,
necessidades e interesses diversi�cados.
O pro�ssional de Educação Física se vale de métodos e diagnósticos, técnicas e
aparelhos que avaliam as capacidades motoras, a composição corporal funcional e
as características da biomecânica para programar e aplicar cargas dinâmicas,
utilizar instalações, materiais, equipamentos, e técnicas apropriadas.
Ao considerar as condições expostas da qualidade e da ética pro�ssional no
contexto de suas intervenções, o pro�ssional de Educação Física deverá estar
habilitado para:
1. Pesquisar, compreender, estudar, e aplicar os conhecimentos pedagógicos da
atividade desportiva e biopsicossociais nas suas variadas manifestações,
considerando o contexto histórico-cultural.
2. Ser atuante nas dimensões de seu campo pro�ssional, desde uma conduta
crítico-re�exiva e ética.
3. Aplicar e propagar na Educação Física sobre os conhecimentos teóricos e
práticos adquiridos.
4. Promover uma educação permanente e efetiva para a ocupação do lazer, tempo
livre e saúde.
5. Favorecer à formação integral das diversas fases da vida, desde criança, até a
fase de idoso, na direção de que sejam cidadãos conscientes e autônomos.
6. Estimular e promover o direito de todos os indivíduos para a atividade física, por
caminhos formais e/ou não formais.
7. Impulsionar estilos de vida saudáveis, combinando com as necessidades
individuais e grupos, estando presente como intermediário de transformação
social.
8. Ter conhecimentos para a utilização de recursos tecnológicos, próprios à
aplicação pro�ssional.
REFLITA
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A intervenção pro�ssional é uma ação realizada por professores de
Educação Física em várias atividades relacionadas à própria área. No
entanto, em alguns casos, existem pessoas que estão à frente de atividades
desportivas sem a devida formação pro�ssional, sendo que algumas estão
passando aexperiência adquirida como atleta ou no dia a dia, com o passar
dos anos. Nesse caso, re�ita sobre: o que um pro�ssional formado na área
pode ter de diferença quando comparado com estas pessoas que, mesmo
tendo um conhecimento bem aprofundado sobre determinada modalidade
desportiva, não passaram pelo processo de formação acadêmica?
CONHECIMENTOS SOBRE PROCEDIMENTOS ÉTICOS E PESQUISA QUE
FUNDAMENTAM A INTERVENÇÃO PROFISSIONAL
Na área da Educação física, a perspectiva da pesquisa é muito ampla. Quando
analisada a formação acadêmica que passou por diversas adaptações e
transformações, tivemos momentos de uma matéria generalista. Posteriormente,
houve uma divisão: de um lado, a licenciatura, direcionada ao ambiente escolar; do
outro, o bacharelado, voltado para o ambiente não escolar. Mais recentemente, a
formação torna a se unir em partes: o início do curso passa ser generalista, depois
se encaminha para os dois direcionamentos: escolar e não escolar, �cando sobre o
acadêmico a responsabilidade da escolha deste ou daquele seguimento.
Quando a intervenção é fora do ambiente escolar, a pesquisa e os procedimentos
éticos são direcionados ao esporte saúde, lazer e rendimento, em todos os seus
segmentos, seja ele praticado em uma academia, um clube, associação, ou em
outro ambiente desportivo, e sendo as atividades desenvolvidas individualmente ou
em grupos.
Diante destes pressupostos, a abrangência da pesquisa se dará dentro da
perspectiva do interessado a partir de seus objetivos e problemas a serem
resolvidos. Essas pesquisas devem estar alicerçadas por normas e regras a serem
seguidas, construídas dentro de um processo cronologicamente estruturado pelos
interessados e aprovadas pelos comitês de ética responsáveis.
Os comitês de ética que analisarão as características e intenção das pesquisas
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podem ou não as aprovar. Por outro lado, temos o termo de ética pro�ssional da
área, que elenca uma série de e aspectos a serem seguidos e respeitados, delineada
pelo Conselho Federal de Educação Física, o que abordaremos a seguir.
O Conselho Federal de Educação Física tem como de�nição de ética pro�ssional o
“saber bem”, mas, além disso, o “saber fazer bem”. Em outras palavras, não é só
importante o domínio técnico do que se pretende ensinar ou executar; deve-se
fazê-lo com a intenção da promoção do bem-estar e da dignidade.
Sendo assim, o conselho reforça algumas atitudes e direcionamentos a serem
preservados pelos pro�ssionais, dentre os quais:
1. TRABALHAR O SER HUMANO A PARTIR DO CORPO: este é o primeiro quesito da
ética que orienta o pro�ssional, que no momento de atuar deve respeitar os
direitos, as limitações das pessoas, além das diferenças.
2. ADEQUAÇÃO ÀS DIVERSAS REALIDADES: uma análise prévia do pro�ssional de
Educação Física poderá contribuir na identi�cação de particularidades dos
grupos de indivíduos afetados pela intervenção que será realizada
(características como faixa etária e instabilidade socioeconômica).
3. COMPROMISSO COM A CIDADANIA: os agentes e sujeitos sociais se encontram
face a face durante a interação física, como práticas desportivas e jogos. Isso
pode contribuir para a compreensão mútua, a promoção do diálogo entre os
diferentes e a participação de forma coletiva em busca de um objetivo comum.
4. A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO: historicamente, a pro�ssão foi
regulamentada, após ter passado por inúmeros obstáculos, até ser
regulamentada em 1998. Ainda há necessidade de se resolver alguns pontos,
até porque essa é uma realidade recente, e muitas atividades consideradas
desportivas e pessoas envolvidas nelas necessitariam de uma análise mais
aprofundada para reconhecer se determinadas atividades podem ser alvo de
intervenção pelos pro�ssionais e, ainda, se indivíduos que já atuavam em
alguma atividade tem a legitimação pro�ssional para atuar nesse sentido.
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5. VALORIZAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA: quando o assunto é o reconhecimento
da multiplicidade do património sociocultural brasileiro, o senso-comum não
vincula o pro�ssional de Educação Física com algumas manifestações corporais,
como a dança, a arte, história e cultura.
EXEMPLIFICANDO
Caro aluno, em um dos temas apresentados nesta seção, discutiu-se sobre a
ética durante a intervenção do Pro�ssional de Educação Física. Esse tema
reforça o dever de se conscientizar e aplicar os princípios éticos nas suas
intervenções práticas. Numa aula em um ambiente escolar ou não, em que
no grupo de alunos haja o desenvolvimento do corpo humano como
objetivo, é importante respeitar os direitos, as limitações das pessoas, além
das diferenças. Esses são pontos importantes e relevantes, além da
adequação às diversas realidades e principalmente sobre a responsabilidade
pela integridade dos participantes.
Por �m, é importante re�etir sobre a atuação do pro�ssional de Educação Física em
pesquisa ou na intervenção, tanto no ambiente escolar quanto fora dele (entidades
desportivas). A conduta ética do educador físico é fundamental, inclusive porque
ele é o responsável pela integridade dos participantes.
FAÇA VALER A PENA
Questão 1
Foram ressaltados nesta seção os aspectos motores no desenvolvimento humano,
mostrando que são estruturados em alguns princípios básicos e podem ser
utilizados para três �nalidades: para atividades da vida diária, para recreação e
competição.
Sendo assim, assinale a alternativa que indica quais são as fases do
desenvolvimento motor, subdivididos em estágios que elas se subdividem?
a.  Fases dos movimentos gerais, especí�cos, especializadas e sistemáticos.
b.  Fases dos movimentos re�exivos, normatizados, adaptativas e secundários.
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c.  Fases dos movimentos re�exivos, rudimentares, especializadas e fundamentais.
d.  Fases dos movimentos esportivos, agrupados, sistematizadas e organizadas.
e.  Fases dos movimentos generalizados, aprofundados, tecnicistas e globalizados. 
Questão 2
Ao estudarmos sobre aspectos motores do desenvolvimento humano, observamos
uma série de termos e características associadas. Um deste termos apresenta o
seguinte conceito: está associado a um aumento quantitativo da massa corporal,
aumento da estrutura do corpo humano, na sua totalidade ou partes dele.
Pode ocorrer através do aumento do tamanho da célula ou por meio de
multiplicação delas. Estas modi�cações são denominadas de Hipertro�a e
Hiperplasia respectivamente.
Partindo desta de�nição, analise os termos e características que foram discutidas
sobre o desenvolvimento humano e assinale a alternativa que corresponde à
de�nição apresentada.
a.  A de�nição se refere ao Crescimento.
b.  A de�nição se refere a Maturação.
c.  A de�nição se refere ao Idade Cronológica.
d.  A de�nição se refere ao Biológica.
e.  A de�nição se refere ao Desenvolvimento. 
Questão 3
O Conselho Federal de Educação Física tem como de�nição de ética pro�ssional o
“saber bem”, mas, além disso, o “saber fazer bem”. Em outras palavras, não é só
importante o domínio técnico do que se pretende ensinar ou executar, deve-se
fazê-lo com a intenção da promoção do bem-estar e da dignidade.
Sendo assim, o conselho reforça algumas atitudes e direcionamentos a serem
preservados pelos pro�ssionais, sendo que uma delas diz que: é um quesito da
ética que orienta o pro�ssional que, no momento de atuar, deve respeitar os
direitos e as limitações das pessoas além das diferenças
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direitos e as limitações das pessoas, além das diferenças. 
Neste sentido, analise os direcionamentos a serem preservados pelo pro�ssional de
Educação física e assinale a alternativa que tem a característica referente à
apresentada no texto base.
REFERÊNCIAS 
BACIL, E. D. A.; MAZZARDO, O.; SILVA, M. P. Crescimento e desenvolvimento
Motor. Curitiba: Inter Saberes, 2020.
CONFEF. Conselho Federal de Educação Física. Disponível em:
https://www.confef.org.br/confef/. Acesso em: 29 abr.2021.
DINIZ, A. B. et al. Aprendizagem de uma habilidade motora seriada em diferentes
estágios de desenvolvimento. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte,
São Paulo, v. 26, n. 1, p. 119-28. 2012.
GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor:
bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte, 2001.
GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor:
bebês, crianças adolescente e adultos. 2. ed. São Paulo: Phorte Editora, 2003.
YABE, I. G. Crescimento e desenvolvimento motor. Curitiba: Contenta, 2020. 
MATOS, T. S. Q.; NISTA-PICCOLO, V. L. Contribuições da psicologia na formação do
professor de educação física. Revista Encontro de Pesquisa em Educação
Uberaba, v. 1, n.1, p. 176-190, 2013.
SILVA, J. V. et al. Crescimento e desenvolvimento humano e aprendizagem
motora. Porto Alegra: SAGAH, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595025714/c�/0!/4/4@0.0
0:0.00. Acesso em: 26 out. 2020.
SILVEIRA S R Aquisição de habilidades motoras na educação física escolar: um
a.  Adequações a diversas realidades.
b.  Compromisso com a cidadania.
c.  A regulamentação da pro�ssão.
d.  Trabalhar o ser humano a partir do corpo.
e.  Valorização da cultura brasileira. 
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https://www.confef.org.br/confef/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595025714/cfi/0!/4/4@0.00:0.00
SILVEIRA, S. R. Aquisição de habilidades motoras na educação física escolar: um
estudo das dicas de aprendizagem como conteúdo de ensino. 2010. Tese
(Doutorado em Educação Física) - Escola de Educação Física e Esporte da
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
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