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Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB)

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LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO
MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS E JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES
Material confeccionado por Eduardo B. S. Teixeira.
	Última atualização legislativa: Lei 13.655/18 (publicada em 26/04/18, sendo que o art. 29 entrará em vigor após decorridos 180 dias de sua publicação oficial + inclusão de comentários do site Dizer o Direito).
Última atualização questões de concurso: 04/10/2022. 
Observações quanto à compreensão do material:
1) Cores utilizadas:
· EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, verbos, bem como outras informações relevantes, etc.
· EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso.
· EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação, especialmente quando a afirmação da questão dizia respeito à situação contrária ao que dispõe na LINDB).
· EM AMARELO: destaques importantes (ex.: critério pessoal)
2) Siglas utilizadas:
· MP (concursos do Ministério Público); M ou TJMG (concursos da Magistratura); BL (base legal, etc.
DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942.
	
	Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro.[footnoteRef:1] (Redação dada pela Lei nº 12.376, de 2010 [1: (PCAL-2012-CESPE): A LINDB é considerada uma lex legum, ou seja, uma norma de sobredireito.
##Atenção: A Lei de introdução é uma lex legum pois ela regula as próprias normas jurídicas, e não a relação entre indivíduos. Lembrando que a Lei de introdução não se refere apenas ao código civil, mas atingindo outros ramos também do direito, inclusive do direito público.] 
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta:
Art. 1o  Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. (MPCE-2009) (DPEMA-2009) (DPEMT-2009) (PGEAL-2009) (PGESP-2009) (PGEGO-2010) (TRF1-2011) (TJRS-2012) (TJPR-2012) (MPSP-2012) (MPSC-2012) (Cartórios/TJSP-2012) (TRF2-2009/2013) (MPRO-2013) (Cartórios/TJPE-2013) (Cartórios/TJRR-2013) (TRT14-2013) (MPMG-2014) (Cartórios/TJMT-2014) (PGEMS-2014) (TRT2-2014) (TRT18-2014) (PGM-São Paulo/SP-2014) (MPMS-2013/2015) (TJPE-2015) (MPDFT-2015) (MPF-2015) (TRT16-2015) (TCECE-2015) (TJAM-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (Anal. Judic./TRF5-2017) (TJMT-2018) (MPBA-2018) (PCSE-2018) (PF-2018) (MPGO-2019) (Cartórios/TJRS-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (PCPA-2021) (MPPE-2014/2022) (MPSE-2022) (PGERO-2022)
	##Atenção: ##Cartórios/TJRR-2013: ##PCPI-2018: ##Téc. Judic./STJ-2018: ##CESPE: O período de vacatio legis é o lapso temporal entre a publicação e o começo da vigência da lei, de sorte que o legislador apenas estabeleceu em seu art. 1º que, salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, independentemente de ser norma de direito material ou norma de direito processual. Parte superior do formulárioParte inferior do formulário
	(Téc. Judic./STJ-2018-CESPE): O intervalo temporal entre a publicação e o início de vigência de uma lei denomina-se vacatio legis. BL: art. 1º, LINDB.
##Atenção: Segundo dispõe o art. 8º, §1º da LC 95/98, a contagem do prazo para entrada em vigor de leis que estabelecem período de vacância far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua consumação integral. Não interessa se a data final seja feriado ou final de semana, entrando em vigor mesmo assim. Logo, a data não é prorrogada para o dia útil seguinte.
##Atenção: ##TCECE-2015: ##FCC: O processo de criação da lei passa por três fases: de elaboração ou iniciativa; promulgação; e publicação. A lei passa a vigorar após quarenta e cinco dias de sua publicação, salvo disposição contrária (art. 1º, LINDB).
##Atenção: ##STJ: "Até o advento da Lei 9.784/99, a Administração podia revogar, a qualquer tempo, os seus próprios atos, quando eivados de vícios, na dicção das Súmulas 346 e 473/STF. A Lei 9.784/99, ao disciplinar o processo administrativo, estabeleceu o prazo de cinco anos para que pudesse a Administração revogar os seus atos (art. 54). A vigência do dispositivo, dentro da lógica interpretativa, tem início a partir da publicação da lei, não sendo possível retroagir a norma para limitar a Administração em relação ao passado."(MS 9157 DF, Rel. Ministra ELIANA CALMON, CORTE ESPECIAL, julgado em 16/02/2005, DJ 07/11/2005, p. 71)
##Atenção: ##STJ: "A validade da lei ocorre com sua publicação, ainda que o Diário Oficial tenha circulado em data diversa." (REsp 448315 SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/08/2006, DJ 18/08/2006, p. 365)
##Atenção: ##STJ: "Tratando-se de município que não possui órgão de imprensa oficial, é válida a publicação das leis e dos atos administrativos municipais através da afixação na sede de prefeitura. Precedentes do STF e do STJ. (REsp 148315 RS, Rel. Ministro ADHEMAR MACIEL, SEGUNDA TURMA, j. 01/10/1998, DJ 01/02/1999, p. 147)
##Atenção: ##STJ: ##TCDF-2013: ##MPF-2015: ##CESPE: "Quanto à eficácia retroativa das leis, que envolve a questão da sua força para regular fatos do passado (facta praeterita), assinale-se que, em regra, não é aceitável, tendo em vista a generalizada idéia de que as leis dispõem para o futuro, conforme assimilado pelo art. 1° da Lei de Introdução do Código Civil (LICC), nestes termos: Art. 1° - Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o País 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada. 6. Essa orientação, aliás, segundo a precisa informação ministrada pelo eminente Professor RUBENS LIMONGI FRANÇA, remonta às experiências civilizatórias mais antigas, encontrando-se nas suas vetustas legislações a proibição de as leis retroagirem (A Irretroatividade das Leis e o Direito Adquirido, RT, São Paulo, 1982, Cap. I); no mesmo sentido as anotações do Professor JOSÉ EDUARDO MARTINS CARDOSO (Da Retroatividade da Lei, RT, São Paulo, 1995, p. 253 e segs.). 7. Entretanto, como se observa nesse mesmo art. 1° da LICC, o sistema jurídico admite que a regra da vigência da lei após 45 dias de sua publicação seja excepcionada; isso quer dizer que o prazo de 45 dias poderá ser alterado para mais ou para menos, significando também que poderá ter aplicação retroativa (para regular fatos anteriores à sua edição), bastando que contenha a tal cláusula excepcionante. 8. Portanto, pode-se afirmar, seguramente, que a lei que contiver essa cláusula tem aplicação retroativa; a presença dessa ressalva, portanto, permite a conclusão de que a retroatividade normativa é possível ou é aceitável e admitida pelo ordenamento jurídico nacional, exigindo-se, como sua condição primária, que a lei emergente contenha a disposição excepcionante da sua normal aplicação ad futurum. 9. Entretanto, a presença do dispositivo que preveja a respectiva retroação, embora necessária, não se mostra suficiente à realização desse excepcional fenômeno jurídico, eis que, mesmo eventualmente contendo a cláusula que autorize a sua aplicação retroativa, impõe-se que essa retroatividade não infrinja o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada; o respeito a essa tríade é um autêntico dogma do Direito moderno, não se podendo desconhecer que se trata de preceito que põe a salvo as situações consolidadas, protegendo-as contra a inovação legislativa. Por conseguinte, duas serão as precondições para que uma lei possa ter aplicação a fatos passados: (a) que contenha expressamente a disposição excepcionadora inserta no art. 1o. da LICC e (b) respeite o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, como vem proclamado no art. 6o., da mesma LICC. 10. No caso em julgamento, verifica-se que a norma legal afluente (ou nova) destacou a retroatividade a 1°. de março de 2000 só e somente dos valores pertinentes ao vencimento básico dos Procuradores da Fazenda Nacional, conforme explicitado no art. 3o. da Lei 10.549/2002, nada dispondo a respeito das demais parcelas integrantes
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