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“TEP agudo em adultos: Tratamento, Prognóstico e Seguimento” Gabriel Araujo Bucar R1 Medicina de Emergência SES-DF Brasília, 19 de abril de 2022 Manejo inicial na suspeita de TEP Avaliação inicial Hemodinâmica: PA / FC Tempo de enchimento capilar Estado mental Shock index Respiratória Saturação de O2 Medidas iniciais Reposição volêmica cautelosa Recomendação: 500 a 1000mL Vasopressores Oxigenoterapia Alvos: PAS>90 * / TEC<3s / SatO2>90% Coleta de exames complementares Diferenciais Prognóstico POCUS? CONCEITOS TEP com instabilidade hemodinâmica/ TEP de alto risco / TEP maciço TEP com estabilidade hemodinâmica Moderado a alto risco X risco baixo a moderado Carga de trombo FC Função de VD Marcadores Oximetria PESI / sPESI Wells TEP MACIÇO - SUSPEITA Cintilografia V/Q portátil? Bom valor preditivo positivo Falsos negativos tendem a serem TEPs de menor significância clínica POCUS VD alargado/hipocinético Trombo intracavitário Sinal de McConnell (acinesia da parede lateral com hipercinesia da parede apical TVP POCUS TROMBÓLISE Avaliar contraindicações TROMBÓLISE Alteplase Bolus + infusão contínua por 120 minutos Pode ser associado a heparina não-fracionada Janela terapêutica: até 14 dias Maior eficácia: primeiras 72h Monitorização, ao menos, por 24h após a infusão HEMODINAMICAMENTE ESTÁVEIS Suspeita alta/moderada/baixa Avaliar risco de sangramento Fatores de risco: mulher, idade avançada, DRC, anemia, Diabetes, uso de antiagregantes/antiplaquetários Inaceitavelmente alto ( Contraindicações à terapia anticoagulante) Cirurgia recente AVE hemorrágico Sangramento ativo importante HEMODINAMICAMENTE ESTÁVEIS Pacientes com baixo risco de sangramento Suspeita alta -> início imediato de anticoagulação plena empírica Suspeita moderada-> se impossibilidade de angioTC de tórax em até 4h Suspeita baixa-> se impossibilidade de angioTC de tórax em até 24h HEMODINAMICAMENTE ESTÁVEIS Risco moderado ou alto de sangramento (3-13%) Um ou mais fatores de risco para sangramento Individualizar conduta Idoso de 80 anos com risco de queda: tem possibilidade de passagem de filtro de cava inferior (tem no serviço? Tem trombo extenso? Tem tumor no caminho?) OBS: alto risco (contraindicação) Indicado filtro de cava mesmo se não houver trombo residual visível ao doppler (pode estar oculto na pelve/panturrilha; pode ascender logo após ter sido formado); avaliar também outras terapias (modalidades endovasculares) HEMODINAMICAMENTE ESTÁVEIS Baixo risco de sangramento Possibilidade de tratamento ambulatorial se PESI I/II ou sPESI 0 Sinais vitais normais Bom controle álgico sem opioides Sem história/fatores de risco para sangramento Sem comorbidades graves (IC/DPOC/ falência renal ou hepática/ trombocitopenia ou malignidade) Estado mental inalterado Bom entendimento do quadro, de riscos e benefícios Acesso ao sistema de saúde $$$$ CHEGA DE “SE”... CADÊ A ANTICOAGULAÇÃO ? HEPARINIZAÇÃO PLENA Enoxaparina subcutânea - 1mg/kg 12/12h Menor incidência de plaquetopenia Menor incidência de osteoporose >75 anos: 75% da dose DRC estável com clearance de creatinina entre 10 e 30 mL/min: 1mg/kg 1x ao dia IRA/ DRC com clearance<10: PREFERIR HNF Monitorização em gestantes, ClCR<30, obesos > 144kg: anti-Xa 0,6 a 1 HEPARINIZAÇÃO PLENA Heparina não-fracionada bolus EV + manutenção SC Bolus 80UI/Kg EV Manutenção 18UI/Kg/h Monitorar TTPA: 6h após primeira dose, e de 6/6h até atingir meta de TTPA 46-70s HEPARINIZAÇÃO PLENA O que NÃO CONTRAINDICA Sangramento menstrual Epistaxe Hemoptise de baixo volume OUTRAS TERAPIAS Filtro de veia cava inferior Em quem tem contraindicação à anticoagulação Em quem tem risco inaceitavelmente elevado de sangramento Em quem desenvolve contraindicações durante o tratamento Pode ser retirado “ao fim” da contraindicação Em quem teve recorrência durante o tratamento Em quem tem alto risco de óbito se novo evento Terapias de Reperfusão Embolectomia (via cirúrgica ou endovascular) Modalidades dirigidas por cateter Trombólise dirigida Fragmentação por US (permite entrada do fibrinolítico no coágulo) Embolectomia reolítica Embolectomia rotacional Embolectomai com sucção Fragmentação do trombo PACIENTES ESPECIAIS Malignidade Enoxaparina/Edoxaban/Apixaban Gestantes Dose ajustada de Enoxaparina HITT Todas as heparinas estão contraindicadas Trombofilias Reposição de fatores quando houver indicação SAF Preferência pela Varfarina TRATAMENTO ADJUVANTE Suporte respiratório e hemodinâmico Suporte nutricional Analgesia e outros sintomáticos Deambulação COMPLICAÇÕES Precoces Dentro dos primeiros 03 meses Choque 30-50% de óbito Recorrência Maior nas primeiras 02 semanas Derrame pleural / Pneumonia Sangramentos AVEi Forame oval patente -> embolia paradoxal COMPLICAÇÕES Tardias 9 -32 % dos pacientes Aumento de mortalidade em 30 anos Fatores de confusão Recorrência 8% em 6 meses / 13% em 1 ano / 23% em 5 anos / 30% em 10 anos Fatores de risco Idiopáticos Hipertensão pulmonar secundária a tromboembolismo crônico (CTEPH) Dispneia iniciada em 2 anos após o evento Eventos cardiovasculares Sangramentos PROGNÓSTICO Morbimortalidade variável Carga de trombo Comorbidades Demora do início do tratamento Marcadores laboratoriais Complicações Em queda 2000: 12,8 a cada 100.000 2015: 6,6 a cada 100.000 FATORES DE PIORA DE PROGNÓSTICO Choque Disfunção de VD Clínica ou radiológica Trombo em VD TVP associada Marcadores laboratoriais BNP/ NT-pro-BNP Troponinas Hiponatremia < 130 mmol/L Elevação de escórias nitrogenadas Lactato sérico >2 mmol/L Leucocitose > 12.600 PREPARANDO O PACIENTE PARA ALTA Transição para anticoagulantes orais Compensação hemodinâmica Melhora da hipoxemia Estudo com eficácia comprovada na transição para anticoagulantes orais em 72h após TEP submaciço Completar 21 dias de anticoagulação plena (EV + VO) Dose profilática por 3 meses SEGUIMENTO Ao menos 3 meses de anticoagulação para todos Investigação de fatores de risco Avaliação de complicações tardias Avaliar perfeita adesão medicamentosa Varfarina Monitorar INR Rivaroxaban Junto com alimentos FONTES Tapson, VF & Weinberg, AS. (2022). Treatment, prognosis and follow-up of acute pulmonar embolism in adults. In Mandel, J , Rockberger, RS & Finlay,G , UpToDate. Retrieved in april, 13th, 2022 European Heart Journal, Volume 41, Issue 4, 21 January 2020, Pages 543–603, https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehz405Published: 31 August 2019 Early Switch to Oral Anticoagulation in Patients With Acute Intermediate-Risk Pulmonary Embolism (PEITHO-2): A Multinational, Multicenter, Single-Arm, Phase 4 Trial. Lancet Haematol 2021;8:e627-e636. Aghayev A, Furlan A, Patil A, Gumus S, Jeon KN, Park B, Bae KT. The rate of resolution of clot burden measured by pulmonary CT angiography in patients with acute pulmonary embolism. AJR Am J Roentgenol. 2013 Apr;200(4):791-7. doi: 10.2214/AJR.12.8624. PMID: 23521450; PMCID: PMC3646369. Furlan A, Aghayev A, Chang CC, et al. Short-term mortality in acute pulmonary embolism: clot burden and signs of right heart dysfunction at CT pulmonary angiography. Radiology. 2012;265(1):283-293. doi:10.1148/radiol.12110802 OBRIGADO!