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Ética da auditoria e consultoria em RH Prof. Ms. Naiane C. Clemento Ética Ética é um conjunto de padrões e valores morais de um grupo ou indivíduo. Parte da fisiologia que estuda os princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano. Investiga as ações humanas e seus princípios orientadores. Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão. Moral A moral é um conjunto de regras, costumes e formas de pensar de um grupo social, que define o que devemos ou não devemos fazer em sociedade. É a moral que rege o comportamento humano a partir de determinados princípios. “Conjunto de valores, como a honestidade, a bondade, a virtude etc., considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens” Ética e moral Para entender o que é moral e ética, você deve pensar que tanto uma quanto a outra prezam pela convivência harmoniosa entre os indivíduos de uma sociedade. Ferir a ética seria quase que ir contra os costumes valorizados pelo grupo. Na verdade, é só pensar no velho ditado: “não faça aos outros o que você não quer que seja feito com você”. A empatia, capacidade de se colocar no lugar do outro, é essencial na constituição dos princípios morais. → As organizações (empresas) são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência estão as pessoas. São elas que vão viver as glórias ou o fracasso da organização. Por isso, quando se fala de empresa ética, logo o nosso pensamento se remete a pessoas éticas. Uma política interna, com um código de conduta ética mal definido pode atingir três dos maiores patrimônios de uma empresa: as pessoas, a marca e a imagem. Alguns exemplos de atitudes éticas: No processo de seleção, a contratação de profissionais qualificados sem haver restrição quanto à diversidade, preconceito religioso, cor, raça. Remuneração e benefícios justos aos colaboradores. Regras no processo de compra ou aquisições transparentes. Utilização de propaganda adequada ao produto e imagem da empresa. Preservação do meio ambiente. Auditor externo ou independente A formação do auditor externo ou independente deve ser em ciências contábeis. Um contador legalmente habilitado e com registro no conselho Regional de Contabilidade, para exercer as funções de auditoria nas empresas que o contratam para o exercício de tal atividade. O auditor independente deverá possuir a seguinte qualificação técnica: → Registro no CNAI (Conselho federal de contabilidade) → Responsabilidade d o auditor independente/externo: os auditores devem seguir as regras das demonstrações contábeis em conformidade com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Os princípios da ética profissional importantes para o auditor estão implícitos na ética profissional do contabilista e na NBC PA 01 (Norma Brasileira de Contabilidade), e no código de ética da federação internacional de contadores (Ifac), cujo cumprimento se exige no exercício da função: Integridade. Objetividade. Competência e zelo profissional. Confidencialidade. Comportamento (ou conduta) profissional. Sobre o código de ética, o profissional de auditoria possui pelo seu Conselho o código de ética com objetivo de esclarecer e orientar os procedimentos e responsabilidades referentes ao exercício profissional. Princípios: é esperado que os auditores internos apliquem e defendam os seguintes princípios: 1. Integridade: a integridade dos auditores internos estabelece crédito e desta forma fornece a base para a confiabilidade atribuída a seus julgamentos. 2. Objetividade: os auditores internos exibem o mais alto grau de objetividade profissional na coleta, avaliação, comunicação de informações sobre a atividade ou processo examinado. Os auditores internos efetuam uma avaliação equilibrada de todas as circunstâncias relevantes e não são indevidamente influenciados pelos interesses próprios ou de terceiros na formulação dos julgamentos. 3. Confidencialidade: os auditores in ternos respeitam o valor e propriedade das informações que recebem e não divulgam informações sem a autorização apropriada, a não ser em caso de obrigação legal ou profissional de assim procederem. 4. Competência: os auditores internos aplicam conhecimento, habilidades e experiência necessários na execução dos serviços de autoria interna Competências do auditor interno e externo Ao consultarmos o The Institute of Internal Auditors (Instituto de Auditores Internos 2009), as principais competências do auditor são: Assumir e se comprometer com as atividades que possuam conhecimento, habilidade e experiência. Seguir as normas de acordo com as Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna. Promover a educação continuada em busca d e sua proficiência, e a eficácia e qualidade de seus serviços. Já no caso do consultor interno ou externo, vamos resgatar o conceito de consultoria: “é uma das funções e responsabilidade da área de recursos humanos onde são realizadas as atividades de apoio, orientação e supervisão para as demandas da organização”. A ética nos recursos humanos deve promover uma reflexão analítica e crítica, promover uma escolha na melhor forma de agir, e na conduta. Através de uma avaliação sobre moral, os valores e os princípios que aplicados na prática estabelecem as regras de como agir no RH. Código de ética do consultor Veja a os itens mais relevantes no papel profissional do consultor interno ou externo, segundo o Instituto Brasileiro de Consultores de Organização (IBCO): Parte I – Relação com o cliente: Indicar os objetivos e prever as possíveis limitações no processo de consultoria. Transferir os conhecimentos necessário s para a continuidade do negócio. Evitar conflitos de interesse, por exemplo concorrentes. Projetos de caráter exclusivo, deve obter a anuência do cliente para ir trabalhar numa empresa concorrente. Deve possuir a plena capacitação técnica ao assumir a responsabilidade do projeto. Parte II – Relações com a comunidade: Seguir as leis e regulamentos legais em vigência. A sociedade espera que o consultor atue como um agente de mudança. Deve prestar desenvolvimento técnico, administrativo, tecnológico, modernidade e eficiência à organização Parte III – Relações com a categoria profissional: Deve evitar conflitos de interesse, se envolvendo em atividades paralelas, a fim de evitar distorção da imagem da categoria profissional. Deve reconhecer o crédito dos conhecimentos dos profissionais que contribuíram para o desenvolvimento de projetos que não foram desenvolvidos por eles. Ao oferecer os serviços prestados deve oferecer serviços dignos de confiança e livre de suspeitas de benefícios duvidosos. → Competências: “É a transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse, vontade, etc., em resultados práticos. Ter conhecimento e experiência e não saber aplicá-los em favor de um objetivo, de uma necessidade, de um compromisso, significa não ser competente, no sentido aqui destacado”. → O consultor de recursos humanos, ou gestão de pessoas, deve reunir conhecimentos e cultivar competências essenciais ao sucesso profissional, sempre pautado por uma conduta ética. → Competências individuais: é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que resultam e agregam valor à organização e de contribuir para a entrega no trabalho. → Competências essenciais: são fundamentais para a sobrevivência da organização e centrais na sua estratégia.