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RUPTURA UTERINA A rotura uterina (também denominada ruptura uterina ou ruptura do útero) raramente ocorre. Trata-se de uma complicação obstétrica grave onde ocorre um rasgo espontâneo no útero que permite uma abertura uterina que é dotada da capacidade de ocasionar o flutuamento do feto na região abdominal, sendo assim, necessita-se de um atendimento imediato e tratamento adequado - com intervenção cirúrgica e cesariana-, por ser uma complicação obstétrica severa. (LARREA,2018). A Ruptura Uterina pode vir a ocorrer durante ou anteriormente ao trabalho de parto, podendo ter seus riscos aumentados com base em alguns parâmetros, como os mulheres que foram submetidas a partos por cesariana, principalmente as que tiveram algum mecanismo indutivo (artificialmente); mulheres que passaram por cirurgias no útero; quando ocorre alargamento excessivo do útero - comum em casos de vários fetos ou de quantidade excessiva de líquido amniótico; quando o feto se encontra na posição inadequada e precisa ser invertido. (BERTHE&WALL,2014). Entre os sintomas da ruptura uterina destaca-se a intensa algia abdominal- abdominalgia- e uma brusca alteração na frequência cardíaca do feto, sendo comumente a bradicardia notável, identificando-se batimentos mais lentos. (LARREA,2018) A confirmação se dá através de diagnóstico, onde os médicos realizam uma incisão abdominal para visualizar o útero, através da laparotomia. Com isso, o parto precisa ser realizado de forma imediata e por cesariana e o útero passa por reparação cirúrgica, sendo necessário em alguns casos, realizar a extração do útero.( BERTHE&WALL, 2014). REFERÊNCIAS LARREA, Nicole A.; METZ, Torri D. Pregnancy After Uterine Rupture. Obstetrics & Gynecology. Vol 131. 1 ed; 135-137, 2018. BERTHE, Yibrah; WALL, Lewis. Uterine Rupture in Resource-Poor Countries. Obstetrical & Gynecological Survey. Vol 69. 11 ed; 695-707, 2014