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Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB Complicações cirúrgicas Ginecologia e cirurgia Introdução Aumentam o tempo de internação Aumento do número de intervenções Aumento do número de morbidades Fatores relacionandos ao pré-operatório o Comorbidades pré-existentes Idade Imunossupressão DM Obesidade Tabagismo, etc Fatores relacionados ao ato operatório o Sala de operação Limpa Estéril Equipe treinada Anestesia Aparelhagem adequada ao porte cirúrgico o Técnica cirúrgica Assepsia e antissepsia Antibióticos profiláticos Primor na técnica cirúrgica Obedecer aos tempos cirúrgicos Escolher melhor forma de síntese da ferida operatória o Pós-operatório Avaliação completa Detectar precocemente as complicações com a ferida cirúrgica Febre no contexto operatório Per-operatório o Infecção pré-existente Ex: ITU não detectada durante o risco cirúrgico o Reação a droga ou transfusão o Hipertermia maligna Situação rara e grave Síndrome muscular hereditária fármaco-induzida Elevação de temperatura gradativa e rápida Exposição a anestésico inalatório e/ou succinilcolina Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB Aumento de cálcio muscular = hipermetabolismo muscular = hipertermia + hipercapnia + rabdomiólise (aumento de potássio e enzimas musculares, como CK e TGO) Tratamento: cessar exposição, resfriamento e reposição de bicarbonato (na situação de acidose) Antídoto: dantrolene 24 – 72h de pós-operatório o Atelectasia (90% dos episódios febris pós-operatórios) o Infecção necrosante da ferida (S. pyogenes ou Clostridium perfringens) > 72h de pós-operatório o Infecção da ferida operatória (S. aureus) o ITU o Pneumonia o Parotidide supurativa (S. aureus) o TVP Complicações na ferida operatória Pele e TSCS o Seroma (coleção de linfa no subcutâneo – gordura liquefeita, soro e líquido linfático) Complicação mais benigna Prevenção por meio de dreno (portovac) Tratamento com compressão ou aspiração (punção em condições estéreis) Normalmente é estéril, não precisando de antibiótico o Hematoma (coleção de sangue e coágulo) Risco de infecção (maior potencial de infecção secundária que os seromas) e hérnia Tratamento é a reabertura e drenagem se for volumosa Causas Hemostasia inadequada Depleção e/ou deficiência de fatores de coagulação Coagulopatias Insuficiência real Infecção Medicamentos (antiplaquetários, anticoagulantes e antagonistas de vitamina K) Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB o Deiscência de sutura Fáscia e músculos o Deiscência aponeurótica o 5 – 8 dia após processo cirúrgico o Efluente serossanguinolento o Formação de hérnia incisional Fatores sistêmicos Desnutrição, hipóxia, doenças crônicas e imunossupressão (deiscências mais tardias) Obs: fio mais usado para fechar aponeurose – Vycril (multifilamentar, absorvível). Hoje em dia, de acordo com uma metanálise, o melhor fio é o não-absorvível. Por exemplo, o Prolene 0. Fatores locais Infecção, tensão e isquemia (deiscências mais precoces) Chance de evisceração vs eventração (não abre pele) Quadro clínico Drenagem de grande quantidade de líquido “água de carne” Tratamento – reoperar Infecções da ferida operatória o Até 30 dias após o procedimento Se houver prótese envolvida, o tempo aumenta para 1 ano o Agente mais comum é o S.aureus o Superficiais Pele e TCSC Acima da aponeurose Sinais flogísticos + drenagem purulenta Tratamento – retirar pontos necessários para fazer a drenagem, drenar e lavar Antibiótico – cefalexina. o Profunda Diagnóstico é feito como tomografia Fáscia e músculos = superficial + crepitação Tratamento – mesmo da superficial + antibiótico Órgãos e cavidades Febre + distensão + toxemia Tratamento – ATB (metronidazol + clindamicina) + drenagem o Percutânea Só realizada perante a possibilidade de acesso da coleção Coleções até 4 – 5 cm o Laparotomia Distúrbios da termorregulação Hipertermia maligna o Doença musculo-esquelética autossômica dominante o Sua fisiopatologia já foi explicada lá em cima o Pode haver espasmo do masseter em temperaturas > 42°C Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB Hipotermia o Sempre que a temperatura está < 35°C Moderada < 32°C Grave < 28°C o Acarreta distúrbio de coagulação = aumento de sangramento o Cirurgias prolongadas > 1h o Pacientes graves, como grandes queimados o Manter a temperatura ambiente + cobertor térmico Gastrointestinais Deiscência de anastomose o Costumam ocorrer do 5° ao 7° dia o Fatores definitivos Aspectos técnicos Localização no TGI Anastomose pancreático-entéricas e de esôfago Fatores locais Sepse, coleção de líquido próximo à anastomose Fatores relacionados ao intestino Radioterapia prévia Doença de Crohn o Evoluções Peritonite Abscesso cavitário (houve deiscência em que o conteúdo foi retido por omento ou por alças) Fístula enterocutânea Fístulas gastrointestinais o Origem Traumática Espontânea (ocorreu pela doença do paciente propriamente dita) Pós-operatória Geralmente se forma entre o 3° e 7° dia do pós-operatório o Diagnóstico Fistulografia ou TC com contraste oral, retal ou venoso Obstrução intestinal o TC de abdome o Funcional Distúrbio hidroeletrolítico = íleo paralítico Resposta do corpo ao trauma Pseudo-obstrução colônica aguda – Síndrome de Olgivie Distensão colônica Metabólico ou hidroeletrolítico Risco de perfuração entre 12 e 14 cm de diâmetro no ceco Tratamento conservador/ descompressão colonoscópica/ cirúrgico (cecostomia) o Mecânica Bridas Hérnias internas por acotovelamento ou oclusão do lúmen Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB Síndrome do compartimento abdominal o Pressão > 12 mmHg (normal 5 – 7) Compressão da cava Redução da expansibilidade da caixa torácica o Fatores predisponenetes Choque hemorrágico Infusões maciças de cristaloides Politransfusão Grandes sangramentos o Aferição da pressão intravesical o Considerar laparotomia descompressiva (dependendo da pressão intravesical – se tiver acima de 25) Bolsa de Bogotá Sistema de gerenciamento a vácuo Cardiopulmonares Cardiovasculares o HAS Limiar para suspender a cirurgia 180 x 110 mmHg (aumento da mortalidade) Risco de sangramento no pós-operatório imediato O ideal é operar abaixo de 140 x 90 mmHg o IAM Principal causa de óbito e pacientes idosos Causa importante de morte nas primeiras 48h do pós-operatório Mortalidade de 30% Grave e silencioso por conta da analgesia importante realizada no contexto peri-operatório Diagnóstico: troponina I > 1 ng/ml (sem supra de ST) Trombolítico é contraindicado por conta do risco de sangramento Nesses pacientes com risco cardíaco (ASA) elevado deve passar por um pré-operatório minucioso Pulmonares o Atelectasia Febre até 72h + desconforto respiratório Secreção parada nos alvéolos colabados = meio de cultura para o desenvolvimento de pneumonia Tratamento = analgesia + fisioterapia respiratória o Pneumonia o Broncoaspiração no pós-operatório imediato (Síndrome de Mendelson) Tratamento = IOT + aspiração de via aérea Uso de antibióticos é controverso por conta de que não há quadro infeccioso ainda o Edema agudo de pulmão (Síndrome do desconforto respiratório agudo) Critérios (3) Infiltrado bilateral por edema pulmonar Origem não cardíaca Pressão da artéria pulmonar =< 18 mmHg PaO2/FiO2 =< 200 mmHg Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB Manejo Ventilação mecânica com baixo volume corrente, além dos outros parâmetros também baixos o TEP Tromboseileofemoral (principal sítio) Clínica Dispneia súbita + ausculta normal Sinal semiológico (raio-x de tórax) o Corcova de Hampton (mais tardio) Diagnóstico TC helicoidal de tórax com contraste (angio TC) o S 86% e E 92% o Êmbolo em sela Padrão ouro é a angiografia o Invasiva o Utilizada por muitos anos Doppler ou cintilografia (< sensível) Troponina pode estar elevada D-dímero (VPN) Tratamento Heparinização + cumarínico por 6 meses Oferta de oxigênio Embolectomia pulmonar o Filtro de veia cava Profilaxia é a parte mais importante Escala de Caprini (Fatores que fazem diferença) o Idade Pedro Macedo – Turma IX – Medicina UFOB o História familiar o IMC elevado o Comorbidades o Risco de TVP Embolia gordurosa o Origem de causas externas Transfusão Nutrição parental Transplante de medula óssea Vítimas de trauma e fratura múltipla (principalmente de ossos longos) o 12 – 72h pós-trauma Êmbolos gordurosos no escarro e na urina Sintomas neurológicos/ insuficiência respiratória Petéquias nas axilas, tórax e parte proximal dos membros superiores o Necessidade de suporte ventilatório o Prognóstico depende da extensão