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Material sobre comunicação organizacional em fusões e aquisições. Aborda desafios de integração cultural, importância da comunicação interna e externa, plano de comunicação, endomarketing, intranet, papel da liderança e marketing/assessoria, e recomenda unificação imediata com ações de RH.

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Diante do intenso cenário competitivo, fusões e aquisições são estratégias cada vez
mais comuns entre as empresas, e com isso elas passam a enfrentar novos
desafios internos de natureza comunicacional, sendo necessário a desconstrução e
reestruturação dos discursos organizacionais, uma vez que há a uma convivência
de diferentes culturas e mudança de clima organizacional (MATEUS, 2010)
(MATEUS, 2016).
Sabe-se que essa integração leva um tempo para preparação e reestruturação da
empresa e principalmente para os colaboradores perceberem e aceitarem a
mudança, e uma comunicação interna clara permitirá uma integração e construção
de clima favorável, além de motivação e bem-estar dos colaboradores (MATHEUS,
2016).
Realizar ações estratégicas para alinhar a comunicação interna e integração dos
colaboradores, possui um papel fundamental no alcance dos objetivos e resultados
organizacionais e, logo proporcionam a vantagem competitiva e respondem
prontamente às exigências do mercado (FERREIRA, 2019).
Outra medida é o desenvolvimento de um plano de comunicação, o qual fornecerá
aos gestores e as equipes informações necessárias e capacitação para as tomadas
de decisões alinhadas ao core business e objetivos da empresa. Para isso, a alta
liderança e direção precisam estar envolvidas para que de fato seja um instrumento
estratégico na geração de resultados, principalmente porque a comunicação interna
reflete diretamente na comunicação externa, isto é, como os colaboradores se
comunicam internamente e compreendem como se comunicar com o público
externo, irá refletir na imagem que a empresa passa para os clientes e
fornecedores, e por consequência, para os acionistas (MELO, 2006) (ANDION;
FAVA, 2002).
A comunicação externa possui a responsabilidade de disseminação das
informações necessárias para os stakeholders, trabalhando de forma a favorecer a
qualidade e credibilidade da empresa, bem como fornecer as mensagens
adequadas a cada público que a empresa quer atingir. E para isso, é necessário que
a comunicação seja feita articulada, estratégica e alinhada à realidade
organizacional. Dentre os diversos canais disponíveis, pode-se citar o papel do
marketing, que terá ações por um conjunto de elementos psicossociológicos, de
qualidade, identidade visual, dentre outros, para destacar a qualidade dos produtos
da empresa e o fortalecimento de sua imagem. E, a assessoria de imprensa e
publicidade, que são alavancas essenciais para a empresa no que tange a ligação
entre a organização e sociedade, aumentando a credibilidade (PONTES, 2012).
Outro público envolvido na comunicação empresarial são os acionistas, que
comunicam o alcance dos resultados e objetivos, trazendo um diálogo e
transparência para a organização, além de uma relação de ganha-ganha
(MEDEIROS, 2008) (ALEX, 2015).
Esses também precisam receber alguma comunicação por parte da empresa, que é
feito pelas ações de endomarketing, o qual possui um papel de aproximar público
interno como os colaboradores, fornecedores, e claro, os acionistas e gerenciar a
entrada e saída de informações, proporcionando uma compreensão das ações
necessárias para que se alcance as metas organizacionais (ALEX, 2015).
No que tange aos colaboradores, as ações de endomarketing são benéficas, pois
serão imbuídos em prol do entendimento e atingimento do core business da
empresa, bem como de suas políticas internas de modo a apresentarem maior
engajamento e sentimento de pertencimento, refletindo diretamente no público
externo (SILVA et al., 2020).
O estudo de Ferreira Filho, Pereira e Passos (2013), mostrou que ações de
endomarketing como a troca de informações por meio de canais estabelecidos pela
empresa, intranet, campanhas internas e reconhecimento de destaques foram
eficazes, havendo uma integração por meio da comunicação e os colaboradores
assumiram o compromisso com os objetivos organizacionais. E portanto, um maior
comprometimento da empresa com os colaboradores e sentimento de valorização.
Portanto, para o case apresentado, a melhor opção é unificar imediatamente as
empresas e criar um plano de comunicação estratégica para os colaboradores, ou
seja, o RH alinhar treinamentos e integrações assertivas com os líderes e diretores
da empresa, assim como definições de comunicação e implementação da intranet
na empresa adquirida. Com isso, os colaboradores devem estar mais motivados e
engajados com o novo clima organizacional. Para a comunicação externa, será uma
consequência do engajamento interno. Peças de comunicação devem veicular
sobre a fusão e direcionar sobre os canais de comunicação da empresa PLAN. Os
colaboradores devem estar preparados para receber clientes e fornecedores como a
nova empresa, por este motivo, a implementação imediata do endomarketing será
efetivo para sentimento de pertencimento e aprendizagem sobre a nova empresa.
Referência bibliográfica
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Curso de Sistemas de Gestão, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
FERREIRA FILHO, Edson Pinto; PEREIRA, Fernanda Abrantes; PASSOS, Graciela
dos Santos. A INFLUÊNCIA DO ENDOMARKETING E DA COMUNICAÇÃO
INTERNA NA CULTURA ORGANIZACIONAL. In: SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM
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MEDEIROS, Ildevan de Oliveira. O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO INTERNA
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empresa de médio porte. 2008. 108 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de
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MELO, Brenda Marques Madureira de. COMUNICAÇÃO INTERNA: uma ferramenta
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PONTES, Kátia Elisângela Gomes Pina Brito. Comunicação Externa como
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Tese (Doutorado) - Curso de Ciências da Comunicação., Universidade Jean Piaget
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SILVA, Aline Cristina Santos et al. ENDOMARKETING: construção de um modelo
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Negócios., Fundação Dom Cabral, Manaus, 2020.