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Introdução Este trabalho tem o objetivo um aprofundamento de conhecimentos em relação aos problemas de fala, que tanto interferem no aprendizado de muitas crianças. Visto que está cada vez mais frequente, ou mesmo visíveis, na nossa realidade educacional, tornando-se necessário uma maior atenção para com esses alunos. A escolha deste transtorno, da dislalia, justifica‐se pela observação ao longo da minha experiência docente que os alunos apresentam grande dificuldades em se expressar oralmente. Infelizmente, muitos educadores desconhecem esse distúrbio o que implica em problemas de ensino-aprendizagem gerando atrasos Acredita‐se que a escola deve buscar ser um local onde a linguagem oral da criança deva ser bem trabalhada, possibilitando‐lhe tornar‐se um sujeito dominante ,pois sabe que a criança vai se aperfeiçoando gradativamente, sendo necessário desenvolver um trabalho com a oralidade desde o início dos anos iniciais. Por conseguinte, serão apresentadas algumas características da dislalia e possíveis causas,formas de tratamento ou amenização do problema de linguagem. Dessa maneira, esse transtorno é de grande importância não só para psicopedagogos, mas sim de todos profissionais relacionados à educação, principalmente professores, já que estão em contato com crianças que possivelmente possuem tais problemas. Desenvolvimento DISLALIA é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda distorcendo-os ordenadamente. A falha na emissão das palavras pode ainda ocorrer em fonemas ou sílabas. Assim sendo, os sintomas da Dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas A Dislalia constituem um grupo numeroso de perturbações orgânicas ou funcionais da palavra. No primeiro caso, resultam da malformações ou de alterações de inervação da língua, da abóbada palatina e de qualquer outro órgão da fonação. Encontram-se em casos de malformações congênitas, tais como o lábio leporino ou como conseqüência de traumatismos dos órgãos fonadores. Por outro lado, certas Dislalias são devidas a enfermidades do sistema nervoso central. Quando não se encontra nenhuma alteração fisica a que possa ser atribuído a Dislalia, esta é chamada de Dislalia Funcional. Nesses casos, pensa-se em hereditariedade, imitação ou alterações emocionais e, entre essas, nas crianças é comum a Dislalia típica dos hipercinéticos ou hiperativos. Também nos deficientes mentais se observa uma Dislalia, às vezes grave ao ponto da linguagem ser acessível apenas ao grupo familiar. Até os quatro anos, os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado. A Dislalia, troca de fonemas (sons das letras), pode afetar também a escrita. Um caso clássico característico portador de dislalia são os personagens Cebolinha da Turma da Mônica o Hortelino Troca-Letras (“Elmer Fudd”) do Looney Tunes, que sempre trocam o “R” (inicial e intervocálico) por “L”, no caso de Hortelino, o “R” final também é afetado. Alguns fonoaudiólogos consideram que a Dislalia não seja um problema de ordem neurológica, mas de ordem funcional. Segundo eles, o som alterado pode se manifestar de diversas formas, havendo distorções, sons muito próximos mas diferentes do real, omissão, ato em que se deixa de pronunciar algum fonema da palavra, transposições na ordem de apresentação dos fonemas (trocar máquina por mánica) e, por fim, acréscimos de sons. ificuldade na linguagem oral, que pode interferir no aprendizado da escrita. A criança omite, faz substituições, distorções ou acréscimos de sons. Eis alguns exemplos: - Omissão: não pronuncia sons – “omei” = “tomei”; - Substituição: troca alguns sons por outros – “balata” = “barata”; - Acréscimo: introduz mais um som – “Atelântico” = “Atlântico” QUANDO A DISLALIA COMEÇA Quando uma criança menor de 4 anos apresenta erros na pronúncia, é considerado como normal, uma etapa no desenvolvimento da linguagem infantil. Nessa etapa, não se aplica tratamentos, já que sua fala está em fase de maturação. No entanto, se os erros na fala se mantém depois dos 4 anos, deve-se consultar um especialista em audição e linguagem, um fonoaudiólogo, por exemplo. TIPOS DE DISLALIA A dislalia é muito variada.Há quatro tipos de dislalias: 1. Evolutiva: considerada como normal até por volta dos quatro anos de idade e geralmente se corrige por si mesma. 2. Funcional: em que ocorre a substituição ou eliminação das letras durante a fala. A dislalia funcional é a mais frequente e se caracteriza incorretamente o ponto e modo de articulação do fonema. 3. Audiógena: ocorre em pessoas com deficiência auditiva. A criança se sente incapaz de pronunciar corretamente os fonemas porque não ouvem bem. Em alguns casos, é necessário que as crianças utilizem próteses. 4. Orgânica: decorrente de alterações físicas ou cerebrais.A dislalia orgânica faz com que a criança tenha dificuldades para articular determinados fonemas por problemas orgânicos. Quando apresentam alterações nos neurônios cerebrais, ou alguma má formação ou anomalias nos órgãos da fala. No ambiente escolar podemos enumerar vários exemplos de circunstâncias que ocorrem e podem ser auxiliadas com a parceria dos pais. Por exemplo, quando as crianças em seus primeiros anos de vida começam a falar, geralmente têm dificuldades em pronunciar certas letras e até mesmo fonemas por estarem num processo de aprendizagem da fala e experimentação de sons diferentes. O professor deve estar atento às dificuldades e erros de seus alunos, buscando não tratar a todos como iguais, observando seus pormenores e ser sensível o suficiente para perceber dificuldades de comunicação ou aceitação dos demais frente a uma deficiência ou distúrbio. Elaborar se necessário, um plano de ação para evitar casos de bullying com as crianças Este tipo de ocorrência faz com que a criança sinta-se envergonhada e retraída, levando-a a evitar apresentações em público. A socialização também é comprometida, uma vez que a linguagem oral é uma importante forma de comunicação e, quando não entendida, pode gerar constrangimentos. Os pais e demais adultos que convivem com a criança não devem achar graça ou dizer que essa fala errada da criança é “bonitinha”, nem ridicularizá-la por isso porque assim podem estar reforçando o problema ou criando sentimentos de inferioridade na criança. Devem, também, evitar os diminutivos e uma forma infantil de falar com a criança. O melhor é falar com ela numa linguagem adequada à sua idade, mas de modo correto, articulando bem os fonemas. Elogie-a quando ela falar certo, mas não a critique quando falar errado Tudo isso é completamente normal. No entanto, quando essa forma de falar perdura após os quatro anos de idade, os pais e aqueles que convivem com a criança precisam ficar atentos. É essencial que a criança seja levada a um especialista para diagnosticar o que está acontecendo., ou seja, quanto mais cedo forem identificadas, mais eficaz será a sua intervenção ao nível da aprendizagem da leitura e da escrita E então, deve-se encaminhar essa criança para um especialista. No primeiro momento deve ser acionado o pediatra, pois já acompanha o desenvolvimento físico, e pode conduzir para os profissionais como otorrinolaringologista,fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos ou a uma equipe multiprofissional., que iniciarão um tratamento para superar essa dificuldade que, muitas vezes, pode estar ligada a problemas simples como visão e audição O tratamento da dislalia varia de acordo com a necessidade de cada criança. Em primeiro lugar, é feita uma avaliação após um contato com a família, e faz-se um levantamento histórico da criança para, só depois, iniciar o trabalho com a percepção dos sons que ela não executa. Assim a intervenção dos psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos é também imprescindível no sentido de corrigir a fala através deexercícios específicos e terapias, que ajudam a trabalhar a auto-estima e a melhorar a integração destas crianças na sociedade . Conclusão Entendendo que os primeiros anos de vida da criança são cruciais na formação de seus conteúdos linguísticos, o diagnóstico e intervenção precoce dos distúrbios de fala e linguagem são de extrema importância para o adequado desenvolvimento comunicativo. Todos os profissionais e pais que lidam com as crianças, deve estar atento para os sinais de alerta e fatores de risco para alterações no desenvolvimento da linguagem. Com o desenvolvimento deste trabalho, observa-se que a falta de preparo e conhecimento com relação a tal distúrbio, além do cenário quanto à estrutura e suporte das escolas brasileiras, dificulta o processo ensino-aprendizagem das crianças dislálicas Faz parte do trabalho do docente o olhar atento sobre as diferenças e as dificuldades de seus alunos, como também faz parte apoiar as suas capacidades e superações do aprender. É importante salientar que a escola e o professor devem promover um ambiente de aprendizado de maneira significativa onde os alunos respeitem as diferenças, inclusive da fala, assegurando que os alunos com este tipo de distúrbio não se sintam excluídos no ambiente escolar. O auxílio da família, escola e demais profissionais são de suma importância para a superação das dificuldades na aprendizagem e socialização. Assim, esse trabalho é de grande importância para compreendermos a partir de que momento é que a verbalização das palavras é erradamente pronunciada por parte das crianças devido apenas à fase de desenvolvimento em que se encontram ou se estamos perante um verdadeiro caso de perturbação da linguagem. Verificamos que a dislalia, além de comprometer a capacidade para aprender a ler, a escrever e a falar, também pode ser responsável pelo isolamento social devido ao constrangimento que a criança ou mesmo o adulto sente em comunicar com os outros. Referências http://www.gradadm.ifsc.usp.br/dados/20152/SLC0631-1/Dislalia%20na%20escola.pdf http://ftp.medicina.ufmg.br/ped/Arquivos/2013/disturbiofalaeimagem8periodo_21_08_2013.pdf https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/8942/8285 http://ftp.medicina.ufmg.br/ped/Arquivos/2013/disturbiofalaeimagem8periodo