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EDUCAÇÃO INCLUSIVA Apenas a adaptação dos espaços escolares, ou a convivência de alunos com necessidades educacionais especiais com os demais alunos de uma escola regular, não são práticas suficientes para que uma verdadeira inclusão ocorra. Mas o que significa mesmo inclusão e quais as metas para que uma escola realmente tenha uma prática inclusiva. A Educação Inclusiva, tal como a compreendemos hoje, deriva de uma série de aspectos éticos, filosóficos, sociais e culturais, bem como da evolução sobre a compreensão dos direitos básicos relativos a todos e a cada um dos indivíduos. Cabe, pois, as mais variadas diretrizes sobre a inclusão, garantir melhor compreensão e um compromisso sempre mais eficaz na busca de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Ao aprofundar-se a respeito das diretrizes para a educação inclusiva no Brasil, convém fazer um apanhado histórico mais consistente que permita visualizar a evolução e as defasagens em relação ao tema. Observe a mudança da terminologia utilizada até chegar nos termos atuais, e que está em constante evolução. Palavras como “excepcionais” e “deficiente” não são mais utilizadas, mas ainda aparecem em documento e nomes de instituições que foram criados em períodos anteriores ao atual. Leis, decretos e diretrizes estabelecem os direitos e deveres dos cidadãos. No entanto, as exigências de que um comportamento ético seja garantido pelo poder público, indicam as insuficiências do comportamento de pessoas e de instâncias dentro de uma comunidade. Em outras palavras, quando as atitudes não vão de acordo com o desejável, é necessário colocar no papel o que se espera da população. O histórico da inclusão avançou significativamente até que o Brasil chegasse ao Estatuto da Pessoa com Deficiência Física. Certamente esta ainda não será a última palavra em termos de legislação sobre o tema. Serão necessários outros esforços para garantir que a ordem máxima expressa pela Constituição Federal em se tratando de pessoas com deficiência seja evidentemente cumprida.