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ESCOLA E CULTURA – PROVA CORRIGIDA DO 1 BIMESTRE 1) O termo “escola” advém do grego scholé e nomeava os estabelecimentos de ensino pelo fato de a tradição greco-romana não valorizar a formação profissional e o trabalho manual. Quando se estuda a escola como instituição, divide-se esse estudo em quatro grandes fases: a Antiguidade, a Idade Média, a Era Moderna e a Contemporaneidade. Considerando essa temática, relacione adequadamente cada uma das fases com seu respectivo período. 1 – Na Antiguidade. 2 – Na Idade Média. 3 – Na Era Moderna. 4 – Na Contemporaneidade. I – Entre os séculos V e XV d.C. II – A partir do século XIX. III – Entre os séculos VI a.C. e V d.C. IV – Entre os séculos XVI e XIX. Assinale a alternativa que correlaciona adequadamente os dois grupos de informação: A) 1-II; 2-IV; 3-I; 4-III. B) 1-IV; 2-I; 3-II; 4-III. C) 1-I; 2-II; 3-III; 4-IV. D) 1-II; 2-III; 3-IV; 4-I. CORRETA E) 1-III; 2-I; 3-IV; 4-II. Semana: Semana 1 / Nível de Dificuldade: Fácil Material Base: Videoaula 1 - A Escola: breve histórico e caracterização Páginas: Slide 6 Objetivo de Aprendizado: RECONHECER AS FASES DA ESCOLA. Conteúdo Específico: A ESCOLA: BREVE HISTÓRICO E CARACTERÍSTICAS Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A fase 1 corresponde ao item III, pois a fase da Antiguidade greco-latina ocorreu entre os séculos VI a.C. e V d.C, chamada de era cristã. A fase 2 corresponde ao item I, pois a fase medieval, ou seja, a Idade Média, vai do século V d.C. ao século XV d.C. A fase 3 corresponde ao item IV, a Era Moderna, que se considera que ela ocorreu após o Renascimento, entre os séculos XVI e XIX. A fase 4 corresponde ao item II, a fase contemporânea teve início no final do século XIX e vem até os dias de hoje. 2) A formação inicial de Raymond Williams, segundo Azevedo (2017, p. 206), “de caráter marcadamente democrático e progressista, juntar-se-ia a longa convivência com o ambiente conservador dos estudos literários ingleses, cuja institucionalização encontra-se ligada aos nomes de I. A. Richards e F. R. Leavis — intelectuais que celebrizaram o método conhecido como ‘crítica prática’”. AZEVEDO, F. P. O conceito de cultura em Raymond Williams. Revista Interdisciplinar em Cultura e Sociedade, São Luís, v. 3, n. esp., jul./dez. 2017. Com relação ao método de Leavis, avalie as afirmativas a seguir. I. O método de Leavis era completamente contra o esforço educacional. II. O método de Leavis propunha uma experiência emocional do leitor com o texto. III. O método de F. R. Leavis propunha o afastamento dos conceitos. Está correto o que se afirma em: A) II, apenas. B) I, II e III. C) I e II, apenas. Você marcou a alternativa ERRADA D) I e III, apenas. CORRETA E) II e III, apenas. Semana: Semana 2 / Nível de Dificuldade: Médio Material Base: Texto-base - O conceito de cultura em Raymond Williams | Fábio Palácio de Azevedo Páginas: 206 Objetivo de Aprendizado: DEMONSTRAR COMO FOI A FORMAÇÃO INICIAL DE RAYMOND WILLIAMS. Conteúdo Específico: CONCEPÇÕES DE CULTURA: UMA ARQUEOLOGIA DO CONCEITO E A CULTURA ESCOLAR Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A afirmativa I está incorreta, pois o método de Leavis encontrava-se intimamente ligado a um esforço educacional, uma vez que era uma maneira de ativar no leitor valores humanos considerados essenciais. A afirmativa II está correta, pois o método de Leavis propunha o foco em uma “experiência” emocional direta do leitor com o texto, por meio de uma concentração estrita nas palavras, apresentava uma visão da literatura na qual diversos autores faziam necessária a apresentação de uma “resposta pessoal”. A afirmativa III está correta, pois o método de Leavis, na realidade, propunha o afastamento dos conceitos, uma vez que seu foco encontrava-se na “experiência” emocional direta do leitor com o texto, através de uma concentração específica nas palavras. 3) Para que os falantes se comuniquem eficaz e eficientemente é necessário que partilhem de um mesmo código, tendo em vista que a linguagem muda segundo “influências linguísticas, climáticas e ambientais” (VANOYE, 2002, p. 23), que resultam em diferenças de vocabulário, sintaxe e pronúncia. VANOYE, F. Usos da Linguagem: problemas e técnicas na produção oral e escrita. São Paulo: Martins Fontes, 2002. Com relação aos níveis de linguagem propostos por Vanoye, avalie as afirmativas a seguir. I. A linguagem oratória é utilizada quando buscamos empregar as regras da língua normativa para que todos se entendam. II. A linguagem na qual temos apelidos e utilizamos palavras curtas para facilitar a conversação é a linguagem familiar. III. Nos sermões do século XVII ou em uma fala elevada acima da média, utiliza-se a linguagem cuidada. Está correto o que se afirma em: CORRETA A) II, apenas. Você marcou a alternativa ERRADA B) I e II, apenas. C) I e III, apenas. D) I, II e III. E) II e III, apenas. Semana: Semana 3 / Nível de Dificuldade: Fácil Material Base: Videoaula 4. Aspectos da Linguagem Páginas: Slides 6 e 7 Objetivo de Aprendizado: RECONHECER OS NÍVEIS DE LINGUAGEM PROPOSTOS POR VANOYE. Conteúdo Específico: ASPECTOS DA LINGUAGEM: SÍMBOLO, SIGNO E SIGNIFICADO Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A afirmativa I está incorreta, pois estamos empregando a linguagem cuidada quando evitamos os erros de português; como em um evento acadêmico, uma exposição de um comunicador, uma palestra, quando utiliza-se as regras da língua normativa para que todos se entendam. A afirmativa II está correta, pois a linguagem familiar seria aquela mais doméstica, feita dentro de casa; aquele diálogo em que temos apelidos, palavras curtas; enfim, quanto mais interno o ambiente, mais “solta” é a linguagem. A afirmativa III está incorreta, pois é a linguagem oratória, ou seja, aquela mais erudita, que era utilizada nos sermões do século XVII e que até hoje é utilizada no discurso de um grande orador; ou seja, uma fala elevada acima da média. 4) De acordo com André (1997, p. 2), “Não há a menor dúvida de que os primeiros trabalhos publicados no Brasil sobre o uso da abordagem etnográfica em educação [...] foram influenciados pelos estudos realizados na área de avaliação”. ANDRÉ, M. E. D. A.Tendências atuais da pesquisa na escola. Cad. Cedes, Campinas, v. 18, n. 43, 1997. Sobre isso, analise as asserções e a relação proposta entre elas. I. As recomendações propostas pela autora Sara Delamont impactaram grandemente na realidade da abordagem etnográfica brasileira. PORQUE II. Sara Delamont foi estagiária na Fundação Carlos Chagas, onde realizou diversos seminários sugerindo a utilização da abordagem antropológica. Analisando as asserções anteriores, assinale a alternativa correta: A) A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. B) A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. CORRETA C) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. D) As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. E) As duas asserções são falsas. Semana: Semana 4 / Nível de Dificuldade: Médio Material Base: Texto-base - Tendências atuais da pesquisa na escola Páginas: 2 Objetivo de Aprendizado: COMPREENDER A ABORDAGEM ETNOGRÁFICA NO BRASIL. Conteúdo Específico: A ESCOLA COMO AMBIENTE ETNOGRÁFICO: METODOLOGIAS DE PESQUISA Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A asserção I é verdadeira, uma vez que os primeiros trabalhos brasileiros acerca da utilização da abordagem etnográfica em educação foram fortemente influenciados pelos estudos da área de avaliação e, nesse sentido, as proposições da autora Sara Delamont impactaram em grande escala em nossa realidade. A asserção II é verdadeira e justifica a I, uma vez que os estudos da autora Sara Delamont impactaram em grande escala em nossa realidade porque a referida autora foi convidada, no final dos anos 1970, a estagiar na Fundação Carlos Chagas em São Paulo, onde realizou diversos semináriosque divulgavam e sugerem o uso da abordagem antropológica no estudo da sala de aula. 5) Psicanalista e psiquiatra norte-americano de grande impacto, as teses de Robert Jesse Stoller (1924-1991) ressoam até hoje muito além de seu país. Stoller atuou como docente de psiquiatria na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), fundou a Gender Identity Research Clinic e era filiado à Los Angeles Psychoanalytic Society (COSSI, 2018). COSSI, R. K. Stoller e a psicanálise: da identidade de gênero ao semblante lacaniano. Estudos de Psicanálise, Belo Horizonte, n. 49. p. 31–44. jul. 2018. Levando em consideração os estudos de Stoller, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir. I. Stoller costumava dedicar seus estudos, exclusivamente, à clínica e à pesquisa. II. Stoller, nos anos 60 e 70, dedicou-se ao estudo de transexuais e sujeitos perversos. III. Nos anos 50, Stoller iniciou seus estudos partindo do estudo dos casos de intersexo. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: A) V - V - F. B) V - F - V. CORRETA C) F - V - V. D) F - F - F. Você marcou a alternativa ERRADA E) V - V - V. Semana: Semana 5 / Nível de Dificuldade: Fácil Material Base: Stoller e a psicanálise: da identidade de gênero ao semblante lacaniano | Rafael Kalaf Cossi Páginas: 31 Objetivo de Aprendizado: RECONHECER A BASE DOS ESTUDOS DE STOLLER Conteúdo Específico: RELAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE E IDENTIDADE SOCIOCULTURAIS NO ESPAÇO ESCOLAR Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A afirmativa I é falsa, pois, além da clínica e da pesquisa, no intuito de investigar como se constituem as identidades sexuais e a expressão dos diferentes papéis de gênero em outras culturas, Stoller voltava-se aos estudos antropológicos. A afirmativa II é verdadeira, pois, nos anos 50, Stoller estudou os casos de intersexo; já nos anos 60 e 70 ele se dedicou ao estudo de transexuais e sujeitos perversos. A afirmativa III é verdadeira, pois, em um primeiro momento, Stoller partiu do estudo dos casos de intersexo, ainda nos anos 50; seu estudo da pornografia e da dinâmica da excitação sexual ocorreu apenas nos anos 80. 6) A discussão da questão de “raça” e “etnia” tem sido cada vez mais controversa, pois muitas pessoas não admitem diferenças entre essas palavras, apesar de estas apresentarem diversas características que as diferenciam, de forma que as palavras “raça” e “etnia” não admitem confusão. Levando em consideração a discussão “raça” e “etnia”, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir. I. A palavra "raça" se relaciona a características de uma camada, de uma comunidade, de um coletivo ou de um grupo, tendo em vista seus aspectos socioculturais. II. Um grupo cujos membros se identificam com base em seus aspectos socioculturais é um grupo que chamamos de étnico. III. A palavra "raça" tem mais relação com a interação entre as pessoas do que com a descrição de fenótipos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Você marcou a alternativa ERRADA A) V - V - F. B) F - F - F. C) V - F - V. CORRETA D) F - V - F. E) V - V - V. Semana: Semana 6 / Nível de Dificuldade: Fácil Material Base: Videoaula 9 - Raça e etnia Páginas: slides 2 a 4 Objetivo de Aprendizado: RECONHECER AS DIFERENÇAS ENTRE RAÇA E ETNIA Conteúdo Específico: CATEGORIAS (I): RAÇA/ETNIA NA PRÁTICA EDUCATIVA Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A afirmativa I é falsa, pois a palavra “raça” pressupõe fatores biológicos que estão ligados a fenótipos, questões fisiológicas etc., é a palavra “etnia” que se relaciona a características de uma camada, de uma comunidade, de um coletivo ou de um grupo, tendo em vista seus aspectos socioculturais. A afirmativa II é verdadeira, pois um grupo cujos membros se identificam com base em seus aspectos socioculturais é um grupo que chamamos de étnico; uma vez que o conceito de “etnia” se relaciona a características de uma camada, de uma comunidade, de um coletivo ou de um grupo, tendo em vista seus aspectos socioculturais. A afirmativa III é falsa, pois é a palavra “etnia” que se refere aos aspectos socioculturais de um grupo, ou seja, tem mais relação com a interação entre as pessoas do que com a descrição de fenótipos; é o termo “raça” que, na realidade, divide os seres vivos em grupos de acordo com suas características físicas, uma vez que “raça” pressupõe fatores biológicos, ou seja, estão ligados a fenótipos, questões fisiológicas etc. 7) Uma questão importante que Reich (2017, p. 86) levanta é: “ainda podemos manter a validade da distinção das classes através do capital cultural de Bourdieu, ou seja, o fato de um indivíduo possuir uma determinada bagagem cultural é suficiente para explicar a sua disposição em adquirir determinados bens que de outra maneira não lhe interessaria?”. REICH, E. E. A distinção das classes sociais segundo o conceito de Capital Cultural em Bourdieu, e a Teoria da Classe de Lazer de Thorstein Veblen. Saberes, Natal, v. 1, n. 15, p. 81-105, maio 2017. Sobre a questão do capital cultural em Bourdieu, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. O capital cultural para Bourdieu nos conduz apenas a uma distinção de classes por meio do valor simbólico dos bens de consumo. PORQUE II. Quanto maior é a classe social do indivíduo, maior é a sua capacidade de compreensão do abstrato e a explicação do assunto. Analisando as asserções anteriores, conclui-se que: A) a primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. Você marcou a alternativa ERRADA B) as duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C) as duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. D) as duas asserções são falsas. CORRETA E) a primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. Semana: Semana 7 / Nível de Dificuldade: Difícil Material Base: A distinção das classes sociais segundo o conceito de capital cultural em Bourdieu, e a teoria da classe de lazer de Thorstein Veblen Páginas: 86 Objetivo de Aprendizado: ANALISAR A QUESTÃO DO CAPITAL CULTURAL EM BOURDIEU Conteúdo Específico: CATEGORIAS (II): IDADE E CLASSE SOCIAL NA PRÁTICA EDUCATIVA Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A asserção I é falsa, pois o capital cultural em Bourdieu nos conduz tanto a uma distinção de classes por meio do valor simbólico dos bens de consumo fornecido por um determinado grupo de indivíduos, os quais se unem por suas características semelhantes, quanto pelo fato de que a estética das coisas do mundo vai além do simples uso do bem, uma vez que esta se reflete na realidade social vivenciada pelo sujeito que a consome. A asserção II é verdadeira, uma vez que, quanto maior é a classe social de um indivíduo, maior é a sua capacidade de compreensão do abstrato e a explicação do assunto por meio de um vocabulário o qual não se refere de forma direta à sua vida concreta. 8) A teoria da linguagem, segundo Hjelmslev (1975, apud FIORIN, 2014, p. 61) tem “por objetivo elaborar um procedimento, por meio do qual se possam descrever, de maneira não contraditória e exaustiva, objetos de uma dada natureza”. FIORIN, J. L. Língua e História em Saussure. Matraga, Rio de Janeiro, v. 21, n. 34, jan/jun. 2014. Do ponto de vista imanentista de Hjelmslev, analise as asserções e a relação proposta entre elas. I. A teoria da linguagem deve possibilitar descrever todos os objetos de uma suposta natureza. PORQUE II. Os objetos que a Linguística analisa são definidos em relação a outros objetos, e não em si mesmos. Analisando as asserções anteriores, assinale a alternativa correta: A) A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. B) As duas asserções são falsas. C) A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. CORRETA D) As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. E) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. Semana: Semana 3 /Nível de Dificuldade: Difícil Material Base: Texto-base - Língua e História em Saussure Páginas: 61 e 62 Objetivo de Aprendizado: ANALISAR A TEORIA IMANENTISTA DE HJELMSLEV. Conteúdo Específico: ASPECTOS DA LINGUAGEM: SÍMBOLO, SIGNO E SIGNIFICADO Justificativa sobre todas as alternativas (corretas e incorretas) A asserção I é verdadeira, pois a teoria da linguagem não pode se limitar a permitir o reconhecimento de um dado objeto, uma vez que ela tem que ter uma natureza preditiva, sendo assim, ela deve possibilitar descrever todos os objetos de uma suposta natureza. A asserção II é verdadeira, pois o que se pretende estudar, segundo Hjelmslev, são as línguas naturais, dessa forma, a Linguística estuda a forma, e não a substância, uma vez que os objetos que ela analisa são definidos em relação a outros objetos, e não em si mesmos. A asserção II não justifica a asserção I, uma vez que a asserção II está descrevendo os objetos que a Linguística analisa, e a asserção I está apenas apontando a função da teoria da linguagem.