Prévia do material em texto
Farmacodinâmica I – Como Agem os Fármacos - Efeito Desejados = Os efeitos benéficos que o fármaco oferece Giovanna Lopes Existem vários outros alvos farmacológicos, como o DNA. Existem fármacos que não possuem um alvo específico, não se ligam em nada, como os antiácidos (hidróxido de alumínio), que agem apenas no ambiente, a fim de neutralizá-lo. A proteína G é acoplada em um receptor, sendo um tipo de receptor também. Moduladores são moléculas que se ligam e modulam a função dos canais iônicos. Os falsos substratos mantêm as moléculas ativas, mas quando essa molécula entrar, por ter falso substrato, ela vai ser dispersada dentro do organismo. 1 – São canais disparados por receptores, é necessário a existência de um ligante para que o canal se abra, gerando efeitos muito rápidos (milissegundos). 2 – O ligante interage com o receptor que ativa a proteína G, ativando enzimas ou interagindo com canais iônicos. Se comparados com os de cima, são um pouco mais lentos (agem em segundos). 3 – O agonista se liga no receptor, que possui uma porção enzimática, gerando sua auto-fosforilação. Com isso, ele passa a fosforilar outras enzimas, desencadeando vários efeitos. Já serão um pouco mais lentos (agem em horas). 4 – Também são chamados de intracelulares, pois podem estar no citosol e depois irem para o núcleo, assim como podem só estar dentro do núcleo mesmo. Também vai ser lento (agem em horas). * Complexo Droga-Receptor (que estará ativado). - Segundo Mensageiro = mecanismos efetores - Acetilcolina = É um ligante endógeno e também tem forma isolada (como uma droga). Não é utilizada na clínica. Essas 2 moléculas vão interagir com os receptores através de afinidade. Quanto mais afinidade a molécula tiver pelo receptor, mais ela vai ocupar os seus receptores. - Atropina = Consegue se ligar no receptor, mas não possui eficácia, não gerando resposta fisiológica, celular ou molecular. O receptor está na membrana celular e a proteína G e enzimas estão dentro da célula. Quando um ligante endógeno (ou um agonista), se liga ao receptor, ativa ele, favorecendo com que a proteína G se aproxime dele, ocorrendo a ativação da proteína G (ocorre a troca da molécula de GDP por uma de GTP). Uma vez ativa, a subunidade alfa se dissocia das outras subunidades, passando a interagir com enzimas intracelulares. As subunidades beta e gama são ativas, podendo interagir com outros canais iônicos. Ao final, o ligante se desliga do receptor, a atividade é cessada, inativa a proteína G, o GTP se transforma em GDP, com sua subunidade alfa retornando pro local de origem. - Proteína Gs (Estimulação) = Ativa a adenililciclase - Proteína Gi (Inibição) = Inibe a adenililciclase - Proteína Gq = Ativa a fosfolipase C A célula beta pancreática sente o aumento de glicose no sangue. Ela interioriza essa glicose, ocorre a glicólise se transformando em piruvato, que entra no Ciclo de Krebs na mitocôndria gerando maior concentração de ATP. Esse aumento de ATP ativa os canais de potássio, causando a despolarização celular, que ativam os canais de sódio-potássio. Ocorre a entrada de sal e aumenta a concentração de cálcio intracelular, ocorrendo a fusão dos grânulos de insulina, promovendo sua liberação. As proteínas Gs, Gi e Gq podem estar ajudando nesse processo. A proteína GL vai interagir com a adenililciclase, vai converter ATP em AMPcíclico que ativa a fusão das vesículas de insulina. - Inotropismo = Força e contração cardíaca - Fármaco específico = Somente atua em determinado local ou receptor (não existem). - Fármaco seletivo = São os do dia a dia, selecionam os receptores que vão atuar ou não. Quanto maior a concentração de fármaco, mais receptores podem ser o alvo farmacológico. O propranolol compete (antagoniza) com neurotransmissores simpáticos pelos sítios de ação dos receptores beta-adrenérgicos (beta 1). O propranolol é um antagonista beta não seletivo. Numa crise asmática, ocorre uma brônquiconstrição. O tratamento seria farmacológico, com o uso de brônquiodilatadores, como o Berotec. Precisa-se de agonistas que se liguem a um beta 2, inativando certos receptores. O propranolol impede essa ligação. Em pacientes normais, não há efeito tóxico. Em asmáticos, a brônquiconstrição permanece. Todos esses receptores são seletivos, mas cada fármaco tem uma taxa de afinidade diferente (um possui mais afinidade do que o outro). A cauda do rato levantou em razão de determinada dose do fármaco X (efeito gerado). Efeito de 2% (só um rato estava mais sensível). Aqui, 50% da população já demonstra o efeito. Aqui 80%. Aqui 90%. Aqui 100%. Ainda que a dose seja aumentada, o efeito a partir de 140mg/kg será sempre o mesmo. A inclinação da reta está relacionada com a afinidade. A variabilidade tanto para direita quanto para esquerda indica a potência desse fármaco e se for tanto pra cima ou pra baixo indica o efeito máximo (eficácia). Nesse exemplo, o vermelho seria o mais eficaz (curva variando para cima). Na eficácia, não é avaliada a dose ou quem faz o efeito primeiro, mas sim quem conseguiu gerar nesse tecido o efeito máximo que poderia apresentar. Só podemos comparar a eficácia entre 2 fármacos, por exemplo, se estes 2 atuarem no mesmo alvo farmacológico. Nesse caso, o mais potente seria o vermelho, pois seria necessária uma dose menor para atingir metade do efeito máximo. O fármaco A e B são igualmente eficazes, a diferença é que o B será necessário uma dose maior para atingir a metade do efeito máximo. O fármaco A é mais potente. Nenhum deles tem a mesma potência, então, nenhum deles são equipotentes. O fármaco B é o menos potente. O fármaco A é o mais eficaz. O fármaco B é o mais potente. Nenhum deles podem ser considerados equipotentes. R* = receptor ativo = espécies instáveis DR = complexo inativo = espécies instáveis DR* = complexo ativo - Agonista pleno ou total = fármacos que conseguem desencadear o efeito máximo no tecido. - Agonista parcial = fármaco se liga e, mesmo que aumente a concentração, ele não consegue chegar a 100% da resposta no tecido (mas chega a 100% da resposta dele – o fármaco Se um antagonista for administrado, ele vai se ligar nos receptores, mas não irá gerar efeito nenhum. - Agonista inverso = inibir a atividade basal do receptor (que seria = 0). É como se o receptor não tivesse mais em sua conformação ativa. - Antagonista = Tem afinidade e se liga no receptor, mas não produz efeito. O efeito que é observado no antagonista é simplesmente impedir o efeito de um ligante endógeno ou de um agonista. AR = complexo antagonista-receptor que não está ativado, apenas ocupado. As ligações do antagonista ao receptor podem ser reversíveis (fracas – pontes de hidrogênio) ou irreversíveis (fortes – ligações covalentes). Nesse caso, o antagonista vai competir pelo mesmo sítio que o agonista atua. Quanto mais for aumentada a concentração do antagonista, mais terá que ser aumentada a concentração do agonista. A potência diminui, mas não altera a eficácia. Quando formar o complexo antagonista-receptor, a equação não volta mais para formar o complexo droga-receptor. A curva é semelhante à do competitivo irreversível. Ele não vai competir por um mesmo sítio. Vai se ligar no mesmo receptor, mas não no mesmo sítio (sítio alostérico). Não se ligam a receptores específicos, apenas inibem certas drogas. Pesquisa de quando a dose se torna benéfica (terapêutica) ou quando se torna tóxica. Em doses mais altas de morfina, o paciente pode ficar em depressão respiratória. - Linha rosa = dose tóxica - Linha cinza = dose terapêutica Entre esses 2 tipos de dosagens está a margem de segurança. Todos os fármacospodem causar a overdose em caso de superdosagens. O que diferencia é que alguns fármacos podem ter uma margem de segurança muito grande e outros muito pequena. Pacientes mais suscetíveis possuem uma margem de segurança menor. Uma dose que seria segura para a população saudável, para esse paciente nessa condição fisiológica seria considerada uma dose tóxica. Não vai ser observada o efeito da dose na população, e sim no indivíduo. Vai ser utilizado dados mensurados, quanto tempo de efeito teve. Somente os fármacos que atingissem a concentração mínima (4,0) desencadeariam o efeito terapêutico esperado. - Efeitos adversos inaceitáveis = efeitos tóxicos A dose de ataque é feita quando é necessário um efeito mais rápido logo no início, aumentando muito a dose habitual do medicamento. A dose subterapêutica é ineficiente, pois, embora haja uma dada concentração do fármaco no sangue, não fará efeito, pois essa concentração não será o suficiente para atingir a janela terapêutica.