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ANTIBIÓTICOS Profa Dra Luciana Vismari PARTE II ANTIBIÓTICOS: TIPOS DE AÇÃO •Inibidores de parede celular β-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos e carbapenêmicos) Glicopeptídeos (vancomicina, teicoplanina) Bacitracina, fosfomicina... •Inibidores de síntese protéica •anfenicois (cloranfenicol), •lincosaminas (lincomicina, clindamicina), •macrolideos (azitromicina, claritromicina e eritromicina); • aminoglicosídeos (amicacina e gentamicina) • tetraciclina; •Inibidores metabólicos (Antimetabólitos) sulfas e trimetoprima •Inibidores da síntese de DNA (fluor)quinolonas, griseofulvina De forma resumida... •Atuam na membrana plasmática Polimixinas, Anfotericina B, Nistatina ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS sulfadiazina sulfametoxazol SULFANILAMIDA NH 2 SO 2 NH 2 NH 2 SO 2 NH N N NH 2 SO 2 NH ON ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS Podem ser definidos como falsos-substratos • Sulfonamidas: primeiro quimioterápico eficaz • Década de 1930: Prontosil®; • Protótipo dos antimetabólitos, inibem a síntese de acido fólico no interior da bactéria; SULFANILAMIDA NH 2 SO 2 NH 2 Protótipo das sulfonamidas SULFONAMIDAS: • Sulfassalazina (para colite ulcerosa e doença de Crohn), sulfadiazina e sulfametoxazol • Prasugrel e acetazolamida (outros usos) Essencial na síntese de Ácido Fólico SULFONAMIDAS Como a ligação e reversível, o aumento do precursor (PABA), como ocorre em locais com pus, podem antagonizar o efeito antibacteriano; Alguns anestésicos locais (ex: procaina - biotransformados em PABA) também podem ter efeito antagônico. SULFONAMIDAS: -São ácidos fracos, com hidrossolubilidade limitada; problema para excreção em urina ácida; -São em geral bacteriostáticas; -Antibióticos de amplo espectro, contra gram-positivas e negativas; protozoários e fungos ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOSANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS As sulfonamidas tem sido utilizadas em associação com a trimetoprima: sulfametoxazol + trimetoprima (Cotrimoxazol) Ampliar o espectro de ação Ação bactericida Bloqueio sequencial da mesma via biossintética ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS • COTRIMOXAZOL: V.O ou I.V. • SULFADIAZINA: V.O. ou tópica • Atingem níveis terapêuticos nos líquidos cefalorraquidiano, sinovial, pleural e peritoneal, com concentração de cerca de 80% da plasmática. Atravessam a barreira placentária. • São metabolizadas pelo fígado e a excreção é renal. ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS USOS CLÍNICOS Cotrimoxazol • Infecções do trato urinário, altas e baixas • Uretrites e prostatites agudas ou crônicas. • Otite média, sinusite e exacerbação aguda de bronquite crônica como alternativa para pacientes alérgicos aos ß-lactâmicos. • Primeira escolha para o tratamento e profilaxia da pneumonia por Pneumocystis jirovecii nos pacientes portadores de alguma imunodepressão. ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS Sulfadiazina • No tratamento da toxoplasmose, associado a pirimetamina, e como alternativa na malária por P. falciparum sensível ou resistente à cloroquina. • A forma tópica da droga é a sulfadiazina prata, indicada comumente na prevenção de infecções em pacientes queimados. Goodman e Gilman ANTIBIÓTICOS ANTIMETABÓLITOS •Anormalidades hematológicas (leucopenia, trombocitopenia, agranulocitose, anemia hemolítica e supressão da medula óssea) •Reações cutâneas graves, como a dermatite esfoliativa, síndrome de Steven-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica. •Cristalúria com consequente insuficiência renal pode ocorrer em pacientes hipoalbuminêmicos. •Hipercalemia reversível tem sido descrita durante o uso parenteral. •Mais comuns: sintomas digestivos e farmacodermias como erupção morbiliforme e prurido cutâneo. •Outras: Febre, cefaleia, tremores, nefrotoxicidade, flebite, vasculite, hipercalemia, doença do soro e anafilaxia. SULFONAMIDAS: EFEITOS ADVERSOS DESENVOLVIMENTO DE RESISTÊNCIA BACTERIANA Desenvolve-se de forma lenta e gradual; -Mutação: aumento da síntese de PABA; -Desenvolvimento de rotas alternativas para o ácido fólico; -Plasmídeos podem codificar resistência proporcionada por enzimas com pouca afinidade ou determinar diminuição de permeabilidade da bactéria. ANTIBIÓTICOS: TIPOS DE AÇÃO •Inibidores de parede celular β-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos e carbapenêmicos) Glicopeptídeos (vancomicina, teicoplanina) Bacitracina, fosfomicina... •Inibidores de síntese protéica •anfenicois (cloranfenicol), •lincosaminas (lincomicina, clindamicina), •macrolideos (azitromicina, claritromicina e eritromicina); • aminoglicosídeos (amicacina e gentamicina) • tetraciclina; •Inibidores metabólicos (Antimetabólitos) sulfas e trimetoprima •Inibidores da síntese de DNA (fluor)quinolonas, griseofulvina De forma resumida... •Atuam na membrana plasmática Polimixinas, Anfotericina B, Nistatina INIBIDORES DA SINTESE DE DNA • Década de 1960: ácido nalidíxico (subproduto da cloroquina) • Década de 1980: fluorquinolonas-maior potência, espectro e meia-vida INIBIDORES DA SINTESE DE DNA FLUORQUINOLONAS • 1ª geração: ácido nalidíxico • 2ª geração: norfloxacino, ciprofloxacino e ofloxacino • 3ª geração: levofloxacino, gatifloxacino (hiperglicemia), moxifloxacino •4ª geração: gemifloxaxino: cerca de 8 a 16 vezes mais potente que gatifloxacina e cerca de 32 vezes mais potente que levofloxacina contra pneumococo. MECANISMO DE AÇÃO: Inibe a DNA girase bacteriana (semelhante à topoisomerase II dos mamíferos). Resultado: inibição da síntese de ácidos nucléicos As enzimas semelhantes dos mamíferos são várias centenas de vezes menos sensíveis a essas drogas. •São agentes bactericidas INIBIDORES DA SINTESE DE DNA https://www.youtube.com/watch?v=hyjKWF7yvrE Topoisomerases II (DNA-girase): envolvidas no desenrolamento do DNA para replicação. USOS CLÍNICOS Trato genito-urinário Trato gastrintestinal Trato respiratório Osteomielites Partes moles Ação contra micobactérias Ciprofloxacino: a mais potente contra Pseudomonas aeruginosa INIBIDORES DA SINTESE DE DNA Ativos contra Haemophilus influenzae e contra os três principais organismos responsáveis por pneumonia atípica: C. pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae e Legionella pneumophila. As quinolonas de terceira geração são conhecidas como quinolonas respiratórias por serem consideradas boas opções de tratamento para infecções respiratórias altas e pneumonias adquiridas na comunidade Goodman e Gilman Gestação: Categoria C: Toxicidade animal, estudos em humano inadequados. Benefício pode justificar o risco EFEITOS COLATERAIS Gastrintestinais: anorexia, náuseas, vômitos e desconforto abdominal. SNC: cefaleia. tontura, insônia e alterações do humor. Alucinações, delírios e convulsões são raras (idosos) Convulsões: associação de quinolonas e teofilina ou AINEs. •Alergias e reações cutâneas. Reações fototóxicas (evitar exposição excessiva ao sol) •Artropatias e erosões de cartilagem ocorrem em animais jovens. • Prolongamento de QT (moxifloxaxino) INIBIDORES DA SINTESE DE DNA CONTRA-INDICADAS em gravidez, lactação, insuficiência renal e hepática e em pacientes menores de 17 anos (artropatia em animais jovens) FDA-2016: “quinolonas podem estar associadas a eventos adversos sérios (injúrias em tendões, músculos, articulações, nervos e no sistema nervoso centra)l e que este risco suplanta o benefício de seu uso em pacientes com sinusite aguda, exacerbação aguda de bronquite crônica e infecções urinárias não complicadas, onde outras opções terapêuticas, como os antibióticos betalactâmicos, estão disponíveis” ALERTA-FLUORQUINOLONAS https://gskpro.com/pt-br/campanhas/antibioticos-betalactamicos-vs-quinolonas/ https://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ucm500143.htm https://www.ema.europa.eu/en/news/fluoroquinolone-quinolone-antibiotics-prac-recommends-new-restrictions-use- following-review MECANISMOS DE RESISTÊNCIA • Alteração na enzima DNA girase • Mutaçãocromossômica nos genes que são responsáveis pelas enzimas alvo (DNA girase e topoisomerase IV) • Alteração da permeabilidade à droga pela membrana celular bacteriana (porinas). • Bomba de Efluxo INIBIDORES DA SINTESE DE DNA http://www.cremesp.org.br/pdfs/eventos/eve_29042014_110502_DICAS%20EM%20ANTIBIOTICOTERAPIA%20BATATIS%2009-04-14.pdf ANTIBIÓTICOS: TIPOS DE AÇÃO •Inibidores de parede celular β-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos e carbapenêmicos) Glicopeptídeos (vancomicina, teicoplanina) Bacitracina, fosfomicina... •Inibidores de síntese protéica •anfenicois (cloranfenicol), •lincosaminas (lincomicina, clindamicina), •macrolideos (azitromicina, claritromicina e eritromicina); • aminoglicosídeos (amicacina e gentamicina) • tetraciclina; •Inibidores metabólicos (Antimetabólitos) sulfas e trimetoprima •Inibidores da síntese de DNA (fluor)quinolonas, griseofulvina De forma resumida... •Atuam na membrana plasmática Polimixinas, Anfotericina B, Nistatina INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA •Sítio P (Peptidil) – contém a cadeia peptídica em crescimento •Sítio A (Aminoacil ou Aceptor) – local que se ligam as moléculas de RNAt que chegam transportando os aminoácidos RIBOSSOMA BACTERIANO Tradução procariótica RNA POLIMERASE DIFERE ENTRE HUMANOS E BACTÉRIAS • Macrolídeos (azitromicina, claritromicina e eritromicina); • Aminoglicosídeos (estreptomicina, gentamicina, amicacina, tobramicina, neomicina); • Anfenicóis (cloranfenicol); • Lincosaminas (lincomicina, clindamicina); • Tetraciclinas • Rifamicinas PRINCIPAIS CLASSES INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA Mecanismos de ação: diferenças entre as classes INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA Claritromicina e Azitromicina (mais usadas); Eritromicina Mecanismo de ação: inibem a síntese das proteínas bacterianas através do efeito na translocação ribossômica São bacteriostáticos ou bactericidas (depende da dose) INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - MACROLÍDEOS https://bpac.org.nz/BPJ/2012/May/macrolides.aspx http://anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo1/macrolideos.htm# (linezolida) Claritromicina e Azitromicina (mais usadas); Eritromicina Mecanismos de resistência • diminuição da permeabilidade da célula ao antimicrobiano, • alteração no sítio receptor da porção 50S do ribossoma • inativação enzimática. INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - MACROLÍDEOS Eritromicina: -1952: isolada de Streptomyces erythraeus Amplo espectro de ação (gram+, treponemas, micoplasma, clamídias) Inativa contra enterobacteriaceas e Pseudomonas spp.. 4x/dia Claritromicina: Altamente ativa contra gram positivas (maioria de estreptos e estafilococos); na erradicação de H.pylori Atividade contra gram-negativas semelhante à eritromicina 2x/dia Azitromicina Diferença química: Azalídeo Espectro ampliado: maior atividade contra gram negativas Meia-vida tecidual ampliada – menor dose 1x/dia USOS CLÍNICOS Como alternativa terapêutica em pacientes alérgicos à penicilina, nas seguintes condições: •infecções do trato respiratório por estreptococos do grupo A, •pneumonia por S. pneumoniae, •prevenção de endocardite após procedimento odontológico, •infecções superficiais de pele (Streptococcus pyogenes), •profilaxia de febre reumática (faringite estreptocócica), e raramente, •São considerados primeira escolha no tratamento de pneumonias por bactérias atípicas (Mycoplasma pneumoniae, Legionella pneumophila, Chlamydia spp.) INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - MACROLÍDEOS Diretrizes brasileiras para pneumonia adquirida na comunidade em adultos imunocompetentes - 2009* http://www.jornaldepneumologia.com.br/PDF/2009_35_6_11_portugues.pdf EFEITOS COLATERAIS •Mais comuns: cólicas abdominais, náuseas, vômitos e diarreia (em até 1/3 dos pacientes). •Hepatite colestática acompanhada por febre, dor abdominal, eosinofilia, hiperbilirrubinemia e elevação de transaminases com o uso de estolato de eritromicina (mais comum em adultos, principalmente gestante). •Com azitromicina e claritromicina as alterações são bem mais discretas e em menor frequência. •Prolongamento do intervalo QT •Raramente ocorrem reações alérgicas graves. INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - MACROLÍDEOS Estreptomicina, Canamicina Gentamicina, Amicacina, Tobramicina, Neomicina, Netilmicina, Paramomicina e Espectinomicina. INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - AMINOGLICOSÍDEOS Estreptomicina, Canamicina Gentamicina, Amicacina, Tobramicina, Neomicina, Netilmicina, Paramomicina e Espectinomicina. INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - AMINOGLICOSÍDEOS • A estreptomicina foi o primeiro aminoglicosídeo obtido a partir do fungo Streptomyces griseus em 1944. • Cátions polares, baixa absorção por v.o., não atravessa BHE • É necessário oxigênio para ocorrer transporte ativo transmembrana (anaerobiose impede ação) • Aminoglicosídeo: concentração dependente, uma vez ao dia; efeito pós-antibiótico • Bactericidas Mecanismo de ação: INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - AMINOGLICOSÍDEOS • Ligam-se à fração 30S dos ribossomos inibindo a síntese protéica ou produzindo proteínas defeituosas. • Para atuar, o aminoglicosídeo deve primeiramente ligar-se à superfície da célula bacteriana e posteriormente deve ser transportado através da parede por um processo dependente de energia oxidativa. Mecanismos de resistência (raros) 1.alteração dos sítios de ligação no ribossomo; 2.alteração na permeabilidade; 3.modificação enzimática da droga. Usos Clínicos: INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - AMINOGLICOSÍDEOS • Amicacina: maior espectro de ação • Efeito limitado em anaeróbicos e gram positivos. • Comumente associados a betalactâmicos ou glicopeptídeos (efeito sinérgico) • Grande atividade contra bacilos e cocos gram-negativos aeróbios: Klebsiella spp., Serratia spp., Enterobacter spp., Citrobacter spp., Haemophilus spp., Acinetobacter spp. e cepas de Pseudomonas aeruginosa Bactérias gram-positivas, entre elas: Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Listeria monocytogenes, Enterococcus faecalis e Nocardia asteroides, além de serem ativas contra micobactérias. Usos Clínicos: INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - AMINOGLICOSÍDEOS “ Many different types of infections can be treated successfully with these aminoglycosides; however, owing to their toxicities, prolonged use should be restricted to the therapy of life-threatening infections and those for which a less- toxic agent is contraindicated or less effective.” Goodman & Gilman EFEITOS COLATERAIS: • Ototoxicidade -coclear (gentamicina, amicacina) -vestibular (estreptomicina, gentamicina) • Nefrotoxicidade (túbulo proximal); não produz alteração no volume urinário; pode ser revertida • Bloqueio Neuromuscular/apneia: infusões rápidas ou doses i.p. Em paciente curarizados, com miastenia, hypocalcemia, outros. Revertido com sais de cálcio INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - AMINOGLICOSÍDEOS Devido à rara resistência bacteriana, pouca alergia e baixo custo, uso mantido INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - TETRACICLINAS tetraciclina, doxiciclina, limeciclina, minociclina, oxitetraciclina, tigeciclina, demeclociclina INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - TETRACICLINAS Mecanismo de ação: bacteriostáticas As tetraciclinas entram na célula por difusão, em um processo dependente de gasto de energia. Ligam-se, de maneira reversível, à porção 30S do ribossoma, bloqueando a ligação do RNA transportador, impedindo a síntese protéica. O principal mecanismo de resistência microbiana é por diminuição da acumulação da droga no interior da célula. A resistência pode ser cromossômica ou, mais frequentemente, mediada por plasmídeos ou transposons. INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - TETRACICLINAS • São queladas por cátions: menor absorção; depósito. Atravessam a barreira transplacentária e são excretadas no leite materno. • Todas as tetraciclinas são eliminadas pela urina e fezes, sendo a viarenal a mais importante. http://www.fgm.ind.br/site/casos-clinicos-odontologicos/clareamento-dental-em-dentes-manchados-por- tetraciclina/ Evitar o uso concomitante com antiácidos, preparações com ferro, alimentos com cálcio e outros INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - TETRACICLINAS USOS CLÍNICOS • Apresentam amplo espectro de ação, incluindo bactérias gram- positivas, gram-negativas aeróbias e anaeróbias, espiroquetas, riquétsias, micoplasma, clamídias e alguns protozoários. • São alternativas no tratamento de infecções causadas por Mycoplasma pneumoniae (infecções respiratórias), N. gonorrhoeae, Treponema pallidum e em pacientes com traqueobronquites e sinusites. INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - TETRACICLINAS USOS CLÍNICOS • Primeira linha no tratamento de infecções por Riquétsias, Micoplasmas e Clamídias • Doxiciclina: ISTs, infecções respiratórias e de tecidos moles causadas por MRSA • Contraindicações: gestantes, lactantes e menores de 8 (12) anos INIBIDORES DA SÍNTESE PROTÉICA - TETRACICLINAS • EFEITOS COLATERAIS • Reações alérgicas como: urticárias, exantemas, edema periorbitário e reações anafiláticas; fotosensibilidade • Alterações na cor dos dentes em crianças, hipoplasia do esmalte dentário e crescimento ósseo anormal, principalmente se utilizadas durante a gestação; • Efeitos gastrintestinais mais comuns são: náuseas, vômitos e diarreia; • Cefaleia, incapacidade de concentração e, em raros casos, hipertensão intracraniana, também são relatados. • Agravar azotemia em pacientes com IR INIBIDORES DA SÍNTESE DE PROTEÍNAS- ANFENICOIS cloranfenicol •Bacteriostáticos de amplo espectro/bactericidas (altas doses) •Gram + e – •Indicação principal: infecções graves no SNC, epiglotite aguda em crianças e febre tifoide Efeitos adversos: •alterações hematológicas (Anemia aplástica); •SÍndrome do bebê cinzento: distensão abdominal, emese ocasional, progressiva palidez cianótica, colapso vasomotor frequentemente acompanhado de respiração irregular e morte. Preste atenção!! USO RESTRITO INIBIDORES DA SÍNTESE DE PROTEÍNAS - LINCOSAMINAS •Lincosaminas (lincomicina, clindamicina) •Bacteriostáticos ou bactericidas •Boa absorção via oral; •alta concentração em abscessos (atravessa barreiras); A lincomicina foi isolada em 1962, a partir do Streptomyces lincolmensis. Posteriormente, modificações químicas produziram a clindamicina com potência bacteriana aumentada e melhor absorção oral. •Lincosaminas (lincomicina, clindamicina) •Espectro: semelhante a penicilina; tambem atinge o S. aureus e outro produtores de penicilinases; •Reação adversa: a mais frequente é a diarreia •Clindamicina: útil para evitar a síndrome compartimental (causada por Streptococcus pyogenes) •Indicada em infecções causadas por anaeróbios gram-positivos e anaeróbios gram-negativos INIBIDORES DA SÍNTESE DE PROTEÍNAS - LINCOSAMINAS