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Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho HANSENÍASE Desafios: ● O atraso na detecção é evidenciado pela proporção relativamente alta de casos novos com G21. As causas podem incluir falta de capacidade para diagnosticar, falta de um teste de diagnóstico local para detectar a infecção ou a doença", programas fracos de busca e exame de contatos, falta de conscientização da comunidade e o estigma associado à hanseníase ● A capacidade limitada ou decrescente de experiência em hanseníase, especialmente habilidades clínicas em todos os níveis, são um problema em quase todos os países endêmicos, associadas à perda de atenção política e ao financiamento interno inadequado. Serviços laboratoriais inadequados também são um risco para os programas. ● O significativo envolvimento de partes interessadas relevantes ainda é limitado. Frequentemente, há uma apatia política e falta de uma abordagem abrangente entre os ministérios do governo. Organizações de pessoas afetadas pela hanseníase, uma parte interessada vital, ainda estão em sua fase inicial em muitos países. É necessária uma maior interação com dermatologistas, outros médicos particulares e curandeiros tradicionais. ● O estigma e a discriminação estão profundamente enraizados em muitas comunidades, incluindo ambientes de saúde, e resultam na exclusão e negação dos direitos humanos. Os programas de conscientização sobre a hanseníase baseados no conhecimento têm se mostrado insuficientes para mudar as atitudes da comunidade. Principios e diretrizes para a eliminação da discriminação", adotados pelas Nações Unidas, raramente são incorporados às estruturas políticas nacionais. ● Permanecem lacunas significativas na pesquisa. A agenda de pesquisa de consenso publicada em 2019 pelo GPZL é uma contribuição crucial em termos de conhecimentos de evidências que precisam ser gerados para a meta de zero hanseníase. O interesse contínuo e o investimento em pesquisa são essenciais. ● O limitado acesso ou encaminhamento a serviços essenciais de cuidados para as complicações da hanseníase inclui o tratamento de reações, cirurgia reconstrutiva, dispositivos de assistência, tratamento de feridas e treinamento de autocuidado, reabilitação física e socioeconômica e serviços de aconselhamento e primeiros socorros psicológicos. ● Os sistemas de vigilância de rotina ainda não foram implantados na maioria dos países, tanto para casos esporádicos ou ocultos quanto para o monitoramento pós-tratamento de dano neural e outras complicações incapacitantes. ● Fracos sistemas de informação em saúde, incluindo sistemas baseados em formulários escritos na periferia, levam a dados de baixa qualidade e a lacunas no registro e no relato de informações nas quais as decisões devem ser baseadas. ● As reações adversas a medicamentos, como hipersensibilidade à dapsona, são raras, mas potencialmente graves. Os sistemas de farmacovigilância devem monitorar as reações adversas aos medicamentos anti-hanseníase, tratamentos de reação, profilaxia pós-exposição e potenciais vacinas. ● Emergências de saúde como epidemias, pandemias, conflitos ou guerras podem sobrecarregar sistemas de saúde inteiros e afetar negativamente os serviços de hanseníase ● A transmissão zoonótica do M. leproe pelo tatu de nove bandas (Dasypus novemcinctus) foi demonstrada’", mas até agora o risco é baixo e altamente localizado. Não há evidência de transmissão de outros reservatórios animais conhecidos. ● A migração significa que alguns países com nenhum caso autóctone estão relatando a hanseníase como uma doença importada, com risco potencial de transmissão subsequente. Definição: Doença infecto-contagiosa crônica, endêmica em áreas subdesenvolvidas, causada pelo Mycobacterium leprae, parasita intracitoplasmático do macrófago, que atinge preferencialmente a pele e nervos periféricos. Há nítida correlação entre as formas clínicas e grau de imunidade (específico ao Mycobaterium leprae – não quer dizer uma pessoa com imunodeficiência) Notificação compulsória!! Definição de Caso de Hanseníase - OMS: Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho ● Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que requer poliquimioterapia: - Lesão (ões) de pele com alteração da sensibilidade. - Acometimento de nervo(s), com espessamento neural. - Baciloscopia positiva. Epidemiologia: ● Endêmica em áreas da Ásia, África e América do Sul. ● 83% dos casos vivem na Índia, Brasil. ● Prevalência no Brasil: 4,68 doentes/10.000 habitantes. ● Sem predileção por sexo ou raça. ● Incidência abaixo dos 15 anos: cerca de 10% dos casos. Modo de Transmissão: ● Indivíduo → BACILOS viáveis eliminados pela mucosa respiratória, que através da inalação destas gotículas penetram através da mucosa nasal do outro indivíduo. ● 180.000 bacilos são eliminados em 10 minutos de fala. ● Fonte: pacientes bacilíferos sem tratamento!! Fatores que Contribuem para Adoecer: ● Intensidade da exposição: contato com portador de forma contagiosa intra ou extra domiciliar e residir em área endêmica ● Susceptibilidade: - 70 a 90% dos adultos são resistentes ao M. leprae. - Crianças são mais sensíveis, 60% adquirem a doença se há um membro da família bacilífero. ● Provavelmente, a maioria das infecções ocorrem na infância, em casa ou na escola. ● É necessário contato íntimo e prolongado, como na convivência domiciliar. ● No foco familiar, o risco de contágio é de 1 para 3 contatos. ● Outros fatores: baixo nível socioeconômico, desnutrição, superpopulação doméstica, fatores ambientais (calor e umidade). ● O M. leprae tem alta infectividade, mas baixa virulência e patogenicidade (só 5 a 10% dos infectados adoecem). ● Período de incubação: 2 a 7 anos. ● Apenas em 50% dos casos novos, consegue-se encontrar os elos epidemiológicos essenciais (doente contagiante). Há pacientes que são ricos em bacilos viáveis (de causarem a doença) e temos pacientes que são bacilíferos que são ou poucos ou inviáveis. ● Paciente multibacilar – infectante: possui muitos bacilos viáveis. - Ao transmitir a doença, a grande maioria das pessoas tem resistência ao bacilo e não adoece. - Um grupo intermediário pode adquirir a forma Paucibacilar (não infectante). - Um grupo ainda menor pode adquirir a forma infectante. ● Paciente paucibacilar – não infectante: possui poucos bacilos viáveis Etiologia: Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho ● Mycobacterium leprae. ● Bacilo gram positivo álcool ácido resistente. ● Microrganismo intracelular de macrófagos, encontrado isoladamente ou em globias (conjunto de bacilos – analogia a um “maço de cigarros”). ● Divide-se lentamente, em 12 a 14 dias. ● Tropismo por nervos periféricos (células de Schwann): sintomas neurológicos e deformidades. ● Não cultivado em laboratório. ● Inoculação restrita a camundongos e tatus (não tem como fazer cultura)! Patogenia: Após atravessar o tegumento, o M. leprae invade os gânglios linfáticos, onde a resposta imunológica do hospedeiro ao bacilo vai determinar o grau de patogenicidade. ● Resistência natural com eliminação da infecção. ● Infecção subclínica com regressão espontânea. ● Evolução para Hanseníase. A imunidade celular é que confere a resistência ao bacilo e pode ser demonstrada através do Teste de Mitsuda (reação intradérmica). Ou seja, as variações na imunidade celular são responsáveis pelas diferentes formas clínicas da doença: ● H. indeterminada. ● H. tuberculóide. ● H. Borderline (ou dimorfa). ● H. Virchowiana (Lepromatosa). ❖ H. indeterminada: forma inicial, única forma transitória, podendo curar espontaneamente em 75% dos casos ou evoluir para outras formas. - H. Tuberculóide (organismo reage mais) e H. Virchowiana (organismo reage menos) são chamadas de formas polares. ❖ H. Tuberculoide: imunidade celular específica presente. É uma forma benigna e localizada com escassas lesões e escassos bacilos (Paucibacilar – não contagiante). ❖ H. Virchowiana: imunidade celular específica ausente. É uma forma grave e generalizada com inúmeras lesõese milhões de bacilos (Multibacilar – contagiante). - Entre as formas polares, está uma forma intermediária, a H. Borderline ou dimorfa, em que a imunidade celular varia (imunologicamente instáveis). Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho Classificação Operacional: Leva em conta o número de lesões e baciloscopia cutânea, é utilizada em situações de carência de meios complementares para a confirmação diagnóstica. ● Paucibacilar (PB): até 5 lesões de pele e/ou apenas um tronco nervoso acometido. ● Multibacilar (MB): > 5 lesões de pele e/ou > 1 tronco nervoso acometido. Baciloscopia positiva: classifica o caso como MB independentemente do número de lesões. Hanseníase Indeterminada: ● Mácula hipocrômica ou eritemato-hipocrômica (discreta) com hipoestesia térmica e dolorosa, usualmente única. ● Em geral, é a forma inicial da doença. ● Pode ocorrer em qualquer idade. ● Pode permanecer nessa fase por anos ou evoluir para outras formas. ● Doentes não tratados podem curar espontaneamente (70% dos casos). Hanseníase Tuberculóide: Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho ● Placa com bordo composto por pequeninos tubérculos (invadem a derme), bem definida, anestésica, em geral, única ou poucas. - Os tubérculos observados são granulomas tuberculoides tentando conter a infecção (manifestação do sistema imune). ● Podem ser eritematosas, eritemato-hipocrômicas, eritemato-pigmentadas, uniformemente infiltradas, papulosas ou circinadas → tom mais acobreado. ● São alopecias, anidróticas (sem sudorese), com anestesia térmica total, precoce e definitiva. ● Envolvimento neural expressivo. ● Espessamento de filete nervoso próximo à lesão (sinal da raquete) ou do tronco nervoso mais próximo. ● Pode cursar com dor e tumefação ou fraqueza, paralisia e atrofia muscular levando a deformidades. ● Pode ser puramente neural, sem lesão cutânea. Hanseníase Borderline: ● Máculas ou placas infiltradas, eritematosas ou acobreadas, com área de pele aparentemente sã no interior (lesões foveolares ou com aspecto de “queijo suíço”) → ASPECTO ESBURACADO ● Lesões anulares e lesões com contornos geográficos. ● Limites internos nítidos (tuberculoides) e externos imprecisos (virchowianos). ● Às vezes, tubérculos e nódulos. ● As lesões cutâneas variam em número e aspecto. ● O número de troncos nervosos acometidos também é variável. ● Tendência a neurites durante os estados reacionais. ● Assimetria é característica (anestesia numa pão, anestesia em outro pé) ● A infiltração de um único lóbulo da orelha sela o diagnóstico. Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho Hanseníase Virchowiana: ● Pele: máculas ou placas eritematosas ou acobreadas de limites mal definidos, infiltração difusa, tubérculos dispersos e nódulos. Ictiose (descamação da lesão em formatos de losango). ● Face: infiltração dos pavilhões auriculares, Fácies Leonina, madarose (queda da sobrancelha no terço distal). ● Pode acometer mucosas (nariz, boca, faringe e laringe). ● Difícil diagnóstico precoce. Manifestações iniciais podem ser sintomas nasais ou edema de MMII. ● SNP: anestesia em bota/luva, ausência de sudorese e de pelos, paralisia e atrofia muscular >> deformidades. ● Pode afetar: linfonodos, fígado, baço e S.R., músculos, ossos das mãos, pés e crânio. ● Olhos: ceratite, irite, uveíte anterior e lesões nervosas ● Traumas, infecções e o dano a irrigação e inervação levam a reabsorção óssea ● Testículos: infiltração, atrofia e orquiepididimite, levando a esterilidade, ginecomastia e impotência. ● Rim: amiloidose e glomerulonefrite. Principais Nervos Acometidos: - Trigêmeo (supra orbital). - Tibial Posterior - Facial - Fibular Comum - Auricular - Radial - Ulnar. - Mediano Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho Lesões Neurológicas: Cabeça: ● Nervo Facial: paralisia facial ou lagoftalmia. ● Nervo Trigêmeo: anestesia de córnea e conjuntiva. ● Nervo Auricular Membros superiores: ● N. Cubital: amiotrofia dos interósseos, aplanamento da eminência hipotenar, garra cubital. ● N. Mediano: aplanamento da eminência tenar, garra cúbito mediano (mão simiesca ou mão em garra(atrofia)). ● N. Radial: mão caída. Membros Inferiores: ● N. Ciático poplíteo externo ou fibular: pé caído, marcha escarvante e úlceras na borda externa do pé. ● Tibial posterior: anestesia e anidrose plantar levando a Mal Perfurante Plantar. Estados Reacionais: ● Reações hansênicas são intercorrências agudas que podem cursar com alterações cutâneas, neurológicas e sistêmicos, podendo ocorrer de modo isolado ou simultâneo, variando de acordo com a gravidade e o tipo de reação. ● Ocorrem por alterações no sistema imunológico com fisiopatologia ainda não completamente elucidada. ● Devem ser consideradas como emergência. ● Seu diagnóstico e tratamento devem ser precoces. ● Sinais e sintomas de inflamação aguda. ● São episódios de hipersensibilidade aos antígenos do M. leprae por distúrbio no equilíbrio imunológico. ● Multibacilares 60% x Paucibacilares 20%. ● 27% dos pacientes têm reações após o fim do tratamento Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho ● Deve-se reconhecer e tratar prontamente pelos danos graves e irreversíveis, por exemplo, neurais, oculares, renais…) Estados Reacionais: ● Tipo 1 ou Reação Reversa: relacionada com a imunidade celular, é uma manifestação de hipersensibilidade tardia; inflamação das lesões existentes. ● Tipo 2 ou Eritema Nodoso Hansênico: relacionada com a imunidade humoral, é uma síndrome de imunocomplexos (Ag + Ag + C); nódulos eritematosos dolorosos em MMSS, principalmente. ● Fenômeno de Lúcio: vasculite que ocorre em pacientes com Hanseníase de Lúcio, que é um tipo de HV difusa, sem tubérculos e sem nódulos, descrita no México. Ocorrem em pacientes que não foram tratados → imunidade tão baixa que não faz nódulo, tubérculo. Eritema nodoso em MMSSs tem que pesquisar hanseníase! OBS: Talidomida é proibida em mulheres em idade fértil!!! Fatores Precipitantes das Reações: ● Infecções e doenças debilitantes. ● Tratamento da doença. ● Gravidez e puerpério. ● Stress emocional. ● Desgaste físico e/ou mental. ● Traumas, cirurgias. ● Vacinações, teste de PPD fortemente positivo. Diagnóstico: ● Eminentemente clínico (sensibilidade principalmente); ● Confirmado pela baciloscopia e histopatologia. Provas de Auxílio Diagnóstico: Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho Pesquisa de sensibilidade: ● Térmica: tubos com água quente e fria ou algodão com éter. ● Dolorosa: agulha ou palito. ● Tátil: algodão. ● Sempre comparando a lesão com a área de pele sã. Baciloscopia (doloroso): ● Pesquisa de bacilos na linfa colhida de 4 ou 6 sítios (lesão, lobos auriculares, cotovelos e joelhos). ● Avaliação quantitativa e morfológica. → Não precisa decorar a tabela! → 1 CRUZ: consideramos Multibacilar! Índice morfológico: ● % de bacilos sólidos, uniformemente corados (vivos) Teste de Mitsuda (ajuda a classificar a doença e o prognóstico): adora cobrar em prova!!! ● 0,1ml de suspensão de bacilos mortos via ID. ● Leitura após 3 a 4 semanas. ● Negativo – tubérculo ausente ou menor que 5mm. ● Positivo – tubérculo maior que 5mm Exame histopatológico: (não precisa decorar) ● H. tuberculoide: infiltrado granulomatoso tuberculóide, pesquisa de BAAR negativa. ● H. virchowiana: infiltrado de macrófagos espumosos ou células de Virchow, pesquisa de BAAR positivo. ● H. Borderline: presença desses dois achados em graus variáveis. ● H. Indeterminada: infiltrado inflamatório linfo-histiocitário inespecífico, perivascular e perianexial. Sorológico - Anti PGL-1: ● Auxílio diagnóstico de casos subclínicos em contactantes assim como apresentações clínicas de difícil diagnóstico. Classificação / Critérios: Paucibacilares: ● Clínico – pacientes HI e HT ● Baciloscópico – baciloscopia negativa em todos os esfregaços (IB = 0) e no exame histopatológico. Multibacilares: ● Clínico – pacientes HB, HV e os não classificados. ● Baciloscópico – baciloscopia positiva em qualquer esfregaço ou no exame histopatológico. Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho Imunoprofilaxiae monitoramento de contatos BCG - Recomenda-se que seja ofertada imunoprofilaxia aos contatos de pacientes com hanseníase, maiores de 1 ano de idade, não vacinados ou que receberam apenas 1 dose da vacina BCG. A comprovação da vacinação prévia deve ser feita por meio do cartão de vacina ou da presença de cicatriz vacinal. Esses pacientes devem ser orientados ao automonitoramento e encorajados ao relato voluntário imediato de sinais sugestivos de atividade da doença. Os contatos diagnosticados com hanseníase devem ser encaminhados para iniciar a POT-U17, Contatos de hanseníase que apresentarem sorologia anti-PGLI positiva, que não apresentem critérios para o diagnóstico clínico ou laboratorial da doença, deverão ser avaliados anualmente nas unidades básicas de saúde. Tratamento: ● Blister único para tratamento da Hanseníase tanto Paucibacilar quanto Multibacilar. ● A diferença consiste na quantidade de blisters: - 6 para Paucibacilar - 12 para Multibacilar ● Dose mensal supervisionada - Rifampicina 600mg + Clofazimina 300mg + Dapsona 100mg ● Dose diária - Dapsona 100mg + Clofazimina 50mg ● A POT-U deverá ser interrompida após a administração de 6 doses mensais supervisionadas em intervalo de até 9 meses para os casos paucibacilares e após 12 doses mensais supervisionadas em um intervalo de até 18 meses para os casos multibacilares, quando os pacientes deverão receber alta por cura, saindo do registro ativo do SINAN; Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho Reação Tipo 1: ● Hipersensibilidade celular/ tipo IV da classificação de Gell e Coombs ● 50% dos DD e dos DT desenvolvem reações entre 2 semanas e 6 meses do Início do tratamento ● 50% dos DV entre 2 e 12 meses após o início da quimioterapia ● Lesões mais eritematosas, infiltradas, dolorosas, podendo descamar e ulcerar ● Novas lesões podem surgir ● Neurite - comprometimento mais importante da reação tipo 1. Pode vir associada ou não a lesões cutâneas ● sintomas sistêmicos como febre, mal estar, edema generalizado e especialmente de mãos, pés e face podem ocorrer ● Eritema nodoso ● Eritema polimorfo ● Neurite ● Linfadenopatia ● Hepatite e esplenomegalia ● Iridociclite, irite ● Orquite ● Dactilite ● Edema e dores articulares ● Epistaxe ● Proteinúria, glomerulonefrite ● Mãos e pés reacionais ● Sintomas sistêmicos como febre, cefaléia, mal estar, anorexia, insônia pela dor, depressão, são comuns Neurites: ● Dor espontânea ou a palpação e espessamento Med 104 Dermatologia Caroline Rodovalho ● Dano neural, com repercussão clínica, ocorre quando há destruição de 30% do nervo ● Maioria dos nervos acometidos na hanseníase são do tipo misto (sensitivo-motor) ● O ulnar, o tibial posterior e o fibular são os nervos mais frequentemente comprometidos na hanseníase ● Neurite silenciosa Tratamento das Reações: ● Episódios reacionais: 60% dos pacientes Multibacilares e até 20% dos Paucibacilares podem apresentar reações. ● Continuar tratamento específico. ● Tratar infecções intercorrentes ou fatores predisponentes. ● Reação do tipo 1: prednisona 1 a 2 mg/kg/dia. ● Reação do tipo 2: talidomida 100 a 400 mg/dia, associado à prednisona 1 a 2 mg/kg/dia nas reações mais intensas.