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Der����mi����e A dermatomiosite é uma doença do tecido conjuntivo que associa miopatia a manifestações cutâneas características, cuja causa permanece desconhecida, sendo considerada doença idiopática. Na etiologia, consideram-se as associações com antígenos de histocompatibilidade, vírus, drogas e auto-imunidade. Pacientes apresentam manifestações cutâneas e sistêmicas, sendo mais comuns lesões em áreas fotoexpostas, fraqueza muscular proximal, alterações da musculatura respiratória e disfagia. Dermatomiosite-Etiologia A dermatomiosite está relacionada à auto-imunidade, sendo presentes alguns antígenos de histocompatibilidade (HLA). Infecções virais são precipitantes da doença, tais como influenza A, hepatite B, Coxsackie e picoronavírus. A miosite ocorre também após infecção por Echovírus, HIV e HTLV. Há ainda associação com protozoários, como o Toxoplasma gondii. As lesões cutâneas e musculares são agravadas pelo sol. Algumas drogas são precipitantes da doença. Há suspeita de associação com implante de silicone. A dermatomiosite resulta de processo mediado por alterações imunológicas iniciadas por fatores como malignidade, drogas e agentes infecciosos em indivíduos geneticamente predispostos Pode haver associação a outras doenças auto-imunes. Manifestações clínicas Alguns achados cutâneos são típicos da dermatomiosite , como pápulas rosa-violáceas cobrindo as articulações interfalangianas e metacarpofalangianas (pápulas de Gottron), eritema macular rosa-violáceo sobre outras articulações, como cotovelos ou joelhos (sinal de Gottron), e a erupção do heliotrópio, um eritema rosa-violáceo, com ou sem edema, envolvendo a pele periorbital. Manifestações clínicas Alguns pacientes apresentam poliartrite simétrica de pequenas articulações, especialmente em fases precoces da doença. A musculatura faríngea pode ser acometida, causando disfagia superior, manifestada como dificuldade de início da deglutição, regurgitação nasal ou disfonia. O envolvimento pulmonar ocorre em até 50% dos pacientes. Pneumonia aspirativa, geralmente recorrente, é prevalente em pacientes com fraqueza em musculatura faríngea. Doença pulmonar intersticial ocorre em mais de 30% dos casos e em aproximadamente 60% daqueles com anticorpos anti-sintetases (anti-Jo1). Diagnóstico O diagnóstico de dermatomiosite cutânea é sugerido pela constelação de achados cutâneos como: fraqueza muscular e evidências laboratoriais de miosite. A avaliação laboratorial deve incluir enzimas musculares como CPK e aldolase, além de hemograma, PCR, VHS, testes de função hepática, TSH. A CPK é mais sensível que a aldolase e é útil no acompanhamento terapêutico. Os níveis de CPK estão elevados cerca de 10 vezes o valor de normalidade. Também devem ser pesquisados anticorpos antinucleares (FAN) e anticorpos específicos para miosite. Dentre eles, o anti-Jo1 (anti-sintetase) é o único amplamente disponível no nosso meio. Tratamento Melhorar a força muscular e evitar o desenvolvimento de complicações extra musculares, além de resolver as manifestações cutâneas na Dermatomiosite. A principal medicação na terapia inicial é o glicocorticóide. Para pacientes com manifestações cutâneas de DM, recomenda-se corticosteróides tópicos. Para pacientes com miopatia inflamatória associada a fraqueza muscular significativa, recomenda-se glicocorticóides oral. Caso não haja resposta satisfatória, devem ser excluídos diagnósticos alternativos, miopatia por corticoides e malignidade oculta. Excluídas essas opções,